Vai estrear no dia 03/10/10 na Discovery Channel (Brasil) o documentário “Múmias de Animais: criaturas dos deuses” no horário das 21h00. Abaixo a propaganda:
Vai estrear no dia 03/10/10 na Discovery Channel (Brasil) o documentário “Múmias de Animais: criaturas dos deuses” no horário das 21h00. Abaixo a propaganda:
São famosas as propagandas da Discovery Channel e sua homenagem ao trabalho dos cientistas e exploradores. Talvez para alguns o “Boom De Ya Da” possa ser marcante ou simplesmente inesquecível, mas é inegável que os publicitários do canal conseguem não só as melhores chamadas, como também os melhores slogans (Vide “O mundo é Discovery”).
Eu não tinha percebido até algumas semanas, mas uma das novas propagandas do canal tem como tema o trabalho de arqueologia no Egito (a outra é sobre astronautas).
O vídeo tem somente quinze segundos, mas é até agradável, apesar da cena do crânio ser tão apelativa.
Para quem ainda não viu:
A VI Dinastia (Antigo Império) é conhecida por ter testemunhado o início do declínio do poder dos faraós. Esta estátua de cobre do faraó Pepi I é um dos legados desta época, os olhos feitos de calcário e obsidiana se destacam dentre o metal corroído dando um curto vislumbre do seu passado. Embora hoje Pepi I seja apontado como uma das vítimas do crescimento do poder dos nomarcas (administradores regionais) o seu governo é marcado também pela a expansão do território egípcio.
Após o reinado do seu filho Pepi II o Egito entra no que hoje denominamos de Primeiro Período Intermediário, uma fase de queda do poder central onde o governo é feito paralelamente por várias dinastias em locais distintos do país.
Este exemplar único de uma máscara do deus Anúbis, senhor das necrópoles, possui oitenta quilos, o que leva a crer que fosse só uma amostra para fazer alguma réplica mais leve. Possivelmente era um modelo destes o utilizado durante os rituais de embalsamamento pelos sacerdotes. Foto: arquivo fotográfico do Pelizaeus-Museum.
Canal: Animal Planet (Brasil)
Data: 29 de setembro
Horário: 09h00
Reverenciados pelos antigos egípcios, os crocodilos do Alto Nilo foram extintos por caçadores no século 19. Recentemente foram vistos próximo ao deserto do Saara. Serão descendentes diretos dos crocodilos dos faraós? Como sobreviveram no deserto? (sinopse oferecida pelo canal)
Reprise:
Data: 29 de setembro
Horário: 12h00
Discovery na Escola: Impérios da África Antiga
Canal: Discovery Channel (Brasil)
Data: 28 de Setembro
Horário: 11h00
Examine o nascimento e crescimento da civilização egípcia ao longo das margens do Rio Nilo. Arqueólogos acreditam que uma múmia desfigurada descoberta recentemente pode ser de uma mulher poderosa do antigo Egito. (sinopse oferecida pelo canal)
Legados do Egito: Relíquias Santas
Canal: Discovery Channel (Brasil)
Data: 26 de Setembro
Horário: 19h00
A devoção pelas relíquias de santos já falecidos representa um comportamento universal na cultura humana, sejam objetos ou partes de seus corpos. A egiptóloga Dra. Kara Cooney visita locais de peregrinação antigos e modernos para explicar esta adoração. (sinopse oferecida pelo canal)
Canal: National Geographic (Brasil)
Data: 25 de Setembro
Horário: 21h00
As ações do homem e as forças da natureza estão ameaçando destruir a Grande Esfinge. Para salvá-la, os cientistas precisam descobrir como e por que ela foi construída. Sonhos alucinógenos, sacrifício humano e alinhamento solar são algumas das pistas para a solução dos enigmas da Esfinge e para o resgate desta maravilha da humanidade. (sinopse oferecida pelo canal)
Reprises:
Domingo 26 de Setembro; 03h00
Domingo 26 de Setembro; 12h00
Terça-Feira 28 de Setembro; 16h00
Legados do Egito: Centros Urbanos
Canal: Discovery Channel (Brasil)
Data: 24 de Setembro
Horário: 09h00
A egiptóloga Dra. Kara Cooney explica que a tendência moderna de viver em cidades não é resultado inevitável do progresso. Uma mudança no comportamento humano, iniciada há 12 mil anos, determinou a natureza da civilização moderna. (sinopse oferecida pelo canal)
10 coisas sobre Tutancâmon que você possivelmente ainda não sabe
Por Márcia Jamille Costa | @MJamille

Rosto de um dos ataúdes de Tutankhamon. Fotografia tirada pela a expedição ao Egito realizada pelo o Metropolitan Museum of Art. (Ano desc.)
Tutankhamon (Tutancâmon) reinou durante cerca de uma década durante a XVIII Dinastia (Novo Império). Seu túmulo foi encontrado praticamente intacto em 1922 pelo o arqueólogo inglês Howard Carter e desde então qualquer descoberta relacionada a ele vira um furor na mídia mundial.
Apesar de ser uma das figuras faraônicas mais conhecidas, perdendo somente para a rainha Cleópatra, muitas coisas sobre a sua vida é desconhecida pelo o grande público, mas algumas delas listei abaixo:
1 – Um pequeno menino-rei: a idade que ele subiu ao trono (de nove anos) é uma hipótese em cima de um pequenino par de luvas achado em sua tumba e que foi usado durante a sua coroação. O tipo de ponto usado para a costura deste objeto era desconhecido do mundo contemporâneo até ser reinventado no século XVIII;
2 – Preparado para a guerra: durante o seu reino algumas intervenções militares foram realizadas na Ásia Menor e Núbia e provavelmente o faraó esteve em pelo menos uma batalha, isto se a bibliografia disponível no sepulcro de alguns dos seus funcionários corresponderem a verdade. Na sua tumba além das armas (usadas para treino) foi encontrada uma cama de campanha;
3 – Bichinho de estima: ele tinha dois cães, não se sabe o nome deles nem a raça embora sugestões apontem para o Pharao Hound;
4 – Tutankhamon… Ou Ankhesenamon: já foi sugerido que o manequim que retrata o rosto e o tórax do rei (JE 60722) não seria ele, e sim a sua rainha Ankhesenamon já que a obra lembra alguns traços do período amarna, mas a cor vermelho escuro da pele, tradicionalmente utilizada para identificar pessoas do sexo masculino na arte egípcia, aponta o contrário;
5 – Quem?: os pequeninos sarcófagos que guardavam os órgãos do faraó (ex. JE 60688) estão no nome do seu antecessor Smenkaré. Mas isto talvez não se trate de uma apropriação vil de bens já que o rosto no objeto é diferente dos demais que possuem o nome de Tutankhamon;
(…) provavelmente o faraó esteve em pelo menos uma batalha, isto se a bibliografia disponível no sepulcro de alguns dos seus funcionários corresponderem a verdade.
6 – Roupas de baixo: em um episódio dramático da abertura de sua tumba Lorde Carnarvon acreditou ter visto rolos de papiros em uma caixa, mas que mais tarde foi observado que na verdade eram roupas usadas por baixo das vestes tradicionais do rei, algo como as modernas cuecas;
7 – Jovem engajado: um dos bastonetes encontradas em sua tumba foi feito por ele mesmo. Sabemos disto porque o faraó se vangloriou assinando o artefato com a frase “Um junco que sua majestade cortou com suas próprias mãos”;
8 – Intervalo post mortem: Acredita-se que ele morreu no inverno egípcio porque em seu sarcófago foram postas flores de milho que brotam de março a abril, ainda lembrando que os preparativos da mumificação duram cerca de 70 dias;
9 – Várias casas: antes de morar em seu palácio outrora situado na atual Malkata, Tutankhamon e sua esposa viveram em Menfis, e antes disto um curto período em Akhetaton;
10 – Seu lado favorito para dormir: um dos leitos de Tutankhamon possui marcas de uso. Graças a este fato sabemos que ele preferia dormir do lado esquerdo da cama.

Tutankhamon é retratado batalhando em um dos cofres guardados na sua tumba. Foto: Araldo de Luca. Archivio White Star.
Por Márcia Jamille Costa | @MJamille
“Não há evidência… de que qualquer outro animal seja movido por preocupações religiosas, como o ser humano é desde os seus primórdios”, assim fala o Prof. Dr. Pedro Paulo A. Funari ao iniciar o livro “As religiões que o mundo esqueceu: como os egípcios, celtas, astecas e outros povos cultuavam seus deuses.” (Editora Contexto) que está sob sua organização. Tal material aborda justamente o que mais nos distingue dos demais seres vivos da terra e que nos torna tão únicos: a crença.
Funari define a fé como algo característico da humanidade. Como pensamos de forma variada e vivemos em ambientes tão distintos as manifestações religiosas acabam sendo as mais diversas, principalmente ao longo dos séculos. Assim, este livro trata justamente das religiões que já deixaram de existir, mas que de alguma forma podem lembrar um pouco alguns quesitos da nossa própria cultura. A definição de Ka, advindo do pensamento egípcio e que é algo próximo do que denominamos de “alma”, é um exemplo.
O Prof. Dr. Pedro Paulo A. Funari é natural do Brasil, atualmente leciona como professor na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e fez diversas colaborações para a área da Arqueologia no país principalmente no que diz respeito à Arqueologia Histórica. Fez graduação em História pela Universidade de São Paulo (USP), mestrado em Antropologia Social também na USP e doutorado e pós-doutorado em Arqueologia na Illinois State University.
O livro está dividido em várias partes que apontam as diferentes culturas que um dia existiu. O primeiro capítulo é dedicado aos egípcios e está sob a autoria do Prof. Dr. Julio Gralha. Esta parte em questão faz um apanhado de forma geral da religião egípcia onde há um breve destaque ao mito da criação.
“As religiões que o mundo esqueceu” é cativante e isto porque traz justamente a palavra de vários acadêmicos de diferentes áreas que, embora denotando culturas tão distintas, tocam em um assunto tão interessante e que nos mexe tanto como é o da crença na existência de forças sobrenaturais.
Fixa técnica:
Título: As religiões que o mundo esqueceu – Como os egípcios, celtas, astecas e outros povos cultuavam seus deuses.
Autor: Pedro Paulo A. Funari (Org), Alexandre Navarro, Ana Donnard, Betty Mindlin, Flavia Galli Tatsch, Johnni Langer, Julio Cesar Magalhães, Julio Gralha, Leandro Karnal, Luiz Alexandre Rossi, Paulo Nogueira, Renata Senna e Sergio Alberto.
Ano de publicação: 2009
Editora: Contexto
Cidade: São Paulo
ISBN: 978-85-7244-431-6
Palavras chaves: Deuses, sagrado, religião, História
Para quem quer saber mais:
Em 2008 realizei uma entrevista com o Prof. Funari que está disponível aqui no A.E.
Título: As expedições de Josh Bernstein – Amarna
Canal: Discovery Channel Brasil
Horário: 09h00
Data de exibição: 07 de setembro de 10
Josh Bernstein investiga o faraó mais controverso da história, pai de Tutancâmon e marido da bela Nefertiti. Seu nome é Akhenaton. Ele é o faraó que ousou mudar radicalmente a trajetória da história egípcia (Sinopse disponibilizada pelo canal).
Título: Mistérios Revelados – Violência no Nilo
Canal: Discovery Channel Brasil
Horário: 09h00
Data de exibição: 06 de setembro de 10
Scotty visita uma pequena cidade às margens do Nilo, onde já existiu uma antiga fortaleza. Arqueólogos descobriram diversas múmias que parecem ter sido enterradas ao mesmo tempo (Sinopse disponibilizada pelo canal).
Título: Legados do Egito – As Pirâmides
Canal: Discovery Channel Brasil
Horário: 19h00
Data de exibição: 12 de setembro de 10
A Dra. Kara Cooney explora as primeiras pirâmides do Egito, os templos piramidais do México e as pirâmides redondas do Sri Lanka para demonstrar que a história destas estruturas misteriosas oculta uma longa evolução da arquitetura e da forma (Sinopse disponibilizada pelo canal).