URGENTE – Confirmado: o Museu de Mallawi foi saqueado

Por Márcia Jamille Costa | @MJamille

 

Ontem eu tinha anunciado na página do Arqueologia Egípcia no Facebook que existiam denuncias de que o Museu de Mallawi, no Médio Egito, tinha sido roubado. Hoje pela manha o MSA confirmou em nota que de fato o edifício foi atacado e saqueado esta terça-feira (14 de agosto de 2013).

De acordo com informações não oficiais o diretor do museu foi agredido e um guarda assassinado.

Mohamed Ibrahim, ministro das antiguidades, está tomando medidas legais para evitar que quaisquer artefatos arqueológicos sejam levados por contrabandistas para fora do país.

Um inventário oficial das peças roubadas ainda não está disponível, mas a página Egypt’s Heritage Task Force está organizando, com o auxílio de internautas, um álbum de peças que se encontravam no museu e que podem estar desaparecidos agora. Dentre muitos dos objetos levados está uma estatueta de uma das filhas do faraó Akhenaton (Novo Império; 18ª Dinastia; Período Amarniano).

Estatueta de uma das filhas do faraó Akhenaton roubada do Museu de Mallawi em 14 de agosto de 2013. Imagem disponível em . Acesso em 14 de agosto de 2013.

Estatueta de uma das filhas do faraó Akhenaton roubada do Museu de Mallawi em 14 de agosto de 2013. Imagem disponível em < https://www.facebook.com/photo.php?fbid=675137912516273&set=a. 675090315854366.1073741831. 648057078557690&type=3&theater >. Acesso em 14 de agosto de 2013.

Infelizmente roubos e furtos de peças arqueológicas ocorrem principalmente porque existem pessoas dispostas a comprar estes objetos.

Update – 17h54 | 15 de Agosto

 

◘  Correm relatos não confirmados de que a estátua da filha de Akhenaton foi encontrada por moradores. A INTERPOL já foi acionada em relação aos artefatos roubados.

◘ Outro relato é que o Museu de Mallawi está em chamas e ainda existem artefatos lá dentro.

 

Update – 19h27 | 15 de Agosto

 

◘ Os objetos roubados da coleção somam 1040, dos 1089 que estavam no museu, ou seja, 49 ainda permaneciam no edifício no momento do incêndio, o qual, ainda não se sabe a gravidade ou se fez vítimas.

 

Updates via Luxor Times e Monica Hanna.

Márcia Jamille

Arqueóloga formada pela UFS com a monografia “Egito Submerso: a Arqueologia Marítima Egípcia” e mestra em Arqueologia também pela UFS com a pesquisa “Arqueologia de Ambientes Aquáticos no Egito: uma proposta de pesquisa das sociedades dos oásis do Período Faraônico”. É administradora do Arqueologia Egípcia e autora do livro “Uma viagem pelo Nilo”.
[Leia seu perfil]