Livros, cópias de artefatos e revistas antigas sobre o Egito Antigo!

E temos mais um unboxing em mãos! Desta vez abri um pacote enviado pelo João Carlos, um amigo arqueólogo. Ele comprou algumas coisas relacionadas com o Egito Antigo durante as suas andanças por aí, além de ter feito uma cópia de uma faca egípcia (cujo modelo beira o Pré-dinástico e a 2º Dinastia). Ele incluiu igualmente um experimento de faiança egípcia. Abaixo vocês podem conferir o unboxing:

Eu juro que pensei que ele ia enviar para a minha Caixa-Postal um pacotinho, mas foi uma grande (literalmente) surpresa quando a funcionária dos Correios me entregou esta caixa:

Estou sorrindo e ao mesmo tempo tonificando os músculos dos braços.

Ele enviou três fascículos da coleção “O Antigo Egito”, organizados pela Life na década de 1960. Apesar de antigo os temas ainda estão modernos:

Também estão inclusos dois livros infantis: o “Mistérios do Egito” (Ciranda Cultural) e “Cleópatra” da Adèle Geras que, apesar de possuir muita Egiptomania, ainda assim é um material interessante:

Folha do livro “Cleópatra”.

O legal do “Mistérios do Egito” é que ele é tipo uma caixinha que quando é aberta mostra uma pirâmide, onde cada degrau é uma folha. Não mentirei, sou muito infantiloide e gosto de coisas assim:

Outro livro que veio é uma edição de “O Egípcio” (Mika Waltari) de 1956. Provavelmente terei que encher o saco de algum restaurador por conta da capa, mas as folhas estão perfeitas. Ele certamente terá um espaço muito especial na área que estou separando na minha casa para guardar os presentes enviados pelos explorers.

E por fim estão a faiança e a faca egípcia. Deixei para falar mais detalhes sobre eles no nosso perfil no Apoia.se. Mals aê! 

Sobre esta faquinha de pedra só posso dizer uma coisa: acho que é o sinal de que devo fazer um vídeo sobre o Período Pré-Dinástico, não é mesmo?

E só uma nota! O João possui uma loja virtual onde ele vende réplicas de artefatos arqueológicos pré-históricos. Ou seja, esta é uma oportunidade para vocês de conhecer produtos que imitam peças arqueológicas. Sem contar que é muito mais digno ter uma cópia de uma artefato arqueológico em casa do que uma antiguidade de procedência duvidosa. Clique aqui para conferir.

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Preparando o espaço para jóias e adornos do Egito Antigo

E lá vamos nós novamente! Tenho que preparar dois vídeos especiais. O primeiro é sobre jóias e adornos na antiguidade egípcia. O roteiro já está na metade e por hora está ficando exatamente como eu quero. Estou tranquila acerca da elaboração dele, o que me preocupa são os problemas técnicos: tem algo muito estranho com o meu microfone. Não sei se ele quer se aposentar, mas estou achando que ele está começando a gravar mais baixo que o normal. Que medo! A gente compra os produtos e esquece que eles não são eternos!

Claro que enquanto eu não descubro o que está acontecendo e não termino o roteiro estou já separando algumas imagens. Ok que muitas nem irei usar, mas elas servem como inspiração para o que eu espero trazer para o vídeo. Foi assim que surgiu a ideia das maquetes do vídeo sobre arquitetura, o primeiro destes especiais.

Nos outros vídeos especiais eu sempre quis gravar a elaboração deles. Até porque usualmente a gente precisou por a mão na massa… Lembram do vídeo sobre amuletos e as réplicas de biscuit? Então, agora como eu tenho uma segunda câmera (que ganhei de aniversário! Obrigada mãe!!) será possível fazer isso. Inclusive o primeiro vídeo já saiu. Nele tenho uma breve conversa com vocês:

Não sei se trarei algum objeto em jóias e adornos para vocês. Provavelmente não já que… bem… não sei como seria possível trazer réplicas de jóias ou adornos para vocês. 😅 Mas, tentarei ilustrar este vídeo o máximo possível. Juro!!!

Terei mesmo que colocar esta minha cabecinha para funcionar 🤔

 

Novas leituras sobre o EGITO ANTIGO # 1

Livros em português sobre a antiguidade egípcia são raros, mais ainda quando esta é a língua original deles. Já cansei de falar nas minhas redes o quanto fico feliz com publicações no nosso idioma, afinal, não é novidade alguma que ainda falta muito para que cada vez mais brasileiros tenham acesso a materiais acadêmicos sobre o Egito Antigo.

Foi pensando nisso que decidi que a minha nova listinha de leituras seria com livros escritos originalmente em português. A ideia é justamente apoiar estes autores e divulgar títulos para o maior número possível de pessoas.

Como usualmente separo de três e três livros para resenhar, escolhi os seguintes títulos:

Ainda não foi decidido quando sairá cada resenha e caso queira acompanhar esses livros no Skoob segue o link para cada um deles (no vídeo eu comento que não encontrei o do “Fatos e Mitos do Antigo Egito”, mas ele tem sim um perfil lá) e a ordem da minha leitura:

☥ “Fatos e Mitos do Antigo Egito” (Margaret Bakos) | Skoob;

☥ “Fortificar o Nilo” (Eduardo Ferreira) | Skoob;

☥ “A Egiptomania e os seus do passado” (Leandro Hecko) | Skoob.

O vídeo sobre Amuletos Egípcios: a edição “mais longa que a eternidade”!

O que você vai ler aqui neste post não será exagero. Gravar e editar o vídeo sobre amuletos egípcios em homenagem a nossa meta de 3000 inscritos foi um verdadeiro parto. Não importa quantos vídeos longos eu tenha gravado, aparentemente eu ainda não me acostumei com o formato e sempre me afogo no processo. Para quem ainda está perdido, eu prometi que ia instaurar metas de inscrições. Por exemplo, quando chegamos aos 2.000 inscritos publiquei um vídeo sobre Arquitetura Egípcia e com a chegada dos 3.000 foi sobre Amuletos Egípcios.

Pensei que o tema sobre amuletos seria relativamente fácil, mas não foi. Para a minha tortura os egípcios adotaram dezenas deste tipo de artefatos, alguns contendo sincretismos entre divindades, sem contar os tipos de materiais utilizados e as cores. Precisei realmente organizar todo o tipo de informação de uma forma que fizesse algum sentido em um vídeo de 20 minutos. Acredite, não foi fácil realizar uma série de cortes no roteiro para que o tema chegasse enxuto para vocês, contudo, a organização dele em si foi mais fácil que o de Arquitetura Egípcia… Bem mais fácil!

A elaboração dos amuletos utilizados como referência também não foi tão complicada: como não sou o melhor exemplo em termos de trabalhos manuais quem fez a maior parte deles foi a @marciasandrine, que é licencianda em Artes Visuais e ilustradora. Os únicos que fiz foram o escaravelho, o nefer e o sapinho. Mas, não toquei nas pinturas. Isso seria abusar de mais da sorte. Estas réplicas foram feitas com biscuit e pintadas com tinta acrílica.

Até este ponto tudo estava praticamente tranquilo. As complicações só começaram mesmo durante as gravações que foram divididas em duas partes, as quais eu esperava gravar na mesma semana, mas por conta de uma viagem de um mês da cameragirl o vídeo ficou parado durante este tempo. Depois foi a Era da edição. Está aí um vídeo que parecia que nunca iria ficar pronto. Eu não lembro quantos dias duraram o processo de cortes de imagens, remanejamento, legendas, animações, etc, mas foram vários! Ok que desta vez foram incluídas ilustrações animadas, mas deu muito mais trabalho do que eu esperava.

Altamente concentrada.

 

Falando em ilustrações, elas também foram responsabilidade da @marciasandrine. Eu só falei o que eu queria e dei referências, o restante foi com ela e o resultado final ficou muito bom. Enriqueceu muito mais o vídeo.

Bom, mas agora foi alcançada a meta dos 4.000 inscritos, então é a vez das “Joias e adornos egípcios”. Até já dei início a pesquisa bibliográfica, só estou preocupada em como torná-lo especial já que no de arquitetura egípcia foram feitas maquetes, no de amuletos foram feitas pequenas replicas, mas e no de joias e adornos? Para a gente fazer algumas réplicas é bem provável que ficará bem caro. Enfim, não sei como resolver isso.

Continuem nos dando amor e suporte. Assistam e compartilhem estes vídeos porque tendo tanto trabalho assim é claro que a gente quer que cada vez mais pessoas possam prestigiá-lo. E caso não sejam inscritos no canal se inscrevam; leva somente alguns segundos e é de graça 😀 Clique aqui para conhecer.

 

Recebi réplicas (incríveis) de artefatos egípcios

Se tem uma coisa que apoio muito é a confecção de réplicas de artefatos, uma vez que sou TOTALMENTE CONTRA a venda de objetos arqueológicos. E quando são coisas usáveis melhor ainda 😀

Então, há alguns meses um amigo e colega da arqueologia, o Adolfo Okuyama, enviou para mim dois pingentes inspirados em artefatos arqueológicos: um semi-lunar e uma ponta de flecha (clique aqui para ver fotos deles). O Adolfo manda muito bem fazendo esses tipos de objetos e desta vez ele fez dois inspirados na Antiguidade egípcia, então aproveitei para fazer um unboxing.

Gostei muito de ambas as peças. O escaravelho, como já cansei de falar, é uma das minhas formas amuléticas egípcias favoritas. Eu sinceramente não sei explicar o quão legal eu os considero. Os pequeninos detalhes estão lá. Foi necessário o olhar analítico de um arqueólogo para reproduzir algo tão bem. Não me canso de olhá-lo.

Ah! E a melhor parte: ele é um carimbo com o símbolo do AE:

Já o tiyet tornou-se o meu bebê. Esta forma amulética não é muito usada nas reproduções atuais, por isso que fiquei muito feliz de ter uma em mãos. Este objeto é vulgarmente chamado de “nó de Ísis” e tinha na antiguidade algumas finalidades de cunho funerário, entre elas a de proteger o corpo.

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Gravando o vídeo sobre o Festival da Bebedeira

Sabe quando você está esperando uma coisa por muito tempo? Foi mais ou menos isso que aconteceu comigo em relação ao vídeo sobre o Festival da Bebedeira.

Em 2016 eu tinha gravado para o Arqueologia Egípcia um vídeo sobre o tema, porém foi naquela fase do canal em que tudo estava bem no começo e eu ainda não tinha um microfone. Daí eu tinha que gravar o som externamente com um aplicativo no meu tablet. Contudo, um dia eu resolvi usar o mesmo aplicativo no celular e não deu muito certo, mas eu ainda não sabia disso. Acabou que o vídeo foi gravado com o áudio muito baixo e eu somente fui perceber quando ele tinha sido publicado no YouTube. Foi aí que eu prometi para os leitores que iria regravar o vídeo. Um ano depois o fiz, mas desta vez dei uma desenvolvida no roteiro incluindo umas curiosidades bem legais. No final o vídeo ficou muito melhor que o original, que por acaso não está mais disponível online.

Mas como tudo o que envolve o Arqueologia Egípcia esta não seria uma gravação normal se não rolasse um draminha: precisei gravar o vídeo da versão de 2017 duas vezes. No primeiro eu estava com uma inflamação em um dos meus olhos e que ficou muito mais nítida em vídeo. Mas graças ao apoio dos explorers no Twitter e no Snapchat consegui reunir forças e gravar tudo novamente em um outro dia.

Segunda tentativa. Agora tudo ok.

E também ao contrário do original resolvi dar uma incrementada no cenário, já que eu o publiquei na época do carnaval. Mas em vez de utilizar enfeites que lembram essa época do ano, resolvi fazer algo diferente usando tons de azul e alaranjado para relacionar com cor do céu e do Sol — uma analogia a viagem do deus sol em Nuit — e fizemos imagens da deusa Hathor: uma em forma de vaca com estrelas em seu corpo e outra em forma de mulher. Modéstia à parte o resultado ficou muito legal.

Eu ia usar este colar, mas na segunda gravação esqueci dele… Uma pena, ia ficar tão bonito em vídeo.

Eu escolhi justamente a época do carnaval para falar sobre o Festival da Bebedeira porque apesar de serem comemorados em épocas diferentes, essas festas possuem alguns pontos bem parecidos, então achei legal fazer essa analogia.

O passo a passo para fazer esses enfeites eu mostrei no meu Snapchat (aegipcia), mas publiquei também algumas coisas na página daqui do blog lá no Facebook (Blog AEgípcia). Tudo foi feito com EVA coberto por glitter, canetinhas dourada e prata e fitilho branco. Veja abaixo um vídeo da Sandra trabalhando na vaca:

Quem me segue no Snapchat e no Instagram viram uma misteriosa vaquinha azul sendo confeccionada. Ela representa a deusa Hathor e fará parte de um dos próximos vídeos do Arqueologia Egípcia. Os cortes dela foram feitos por mim, mas os detalhes da pintura foi a Sandrine (https://goo.gl/1g41p0). O lado bom de ter alguém das artes visuais entre os explorers <3

Publicado por AEgípcia em Domingo, 19 de fevereiro de 2017

 

E aí? O que vocês acharam?

Sinceramente eu gosto muito de gravar esses vídeos temáticos, pena que costumam custar um pouquinho caro. Mas é legal ver todo mundo aqui se dedicando a fazer algo bacana, algo que no final vocês irão gostar muito.

E por fim, para quem ainda não viu o vídeo sobre o festival ele está logo abaixo:

Um livro sobre hieróglifos egípcios e outro sobre guerras no Egito Antigo

Hoje no canal do AE no YouTube liberei mais um unboxing. A vez foi de uma caixa da Chiado Editora, que é parceira da gente. Ela já tinha enviado para a minha Caixa-Postal o livro “Gramática Fundamental de Egípcio Hieroglífico”, do Ronaldo Guilherme Gurgel Pereira, que já está na sua segunda edição.

A Chiado é uma editora especializada na publicação de livros de portugueses e brasileiros. Encontrar seus títulos nas grandes lojas (como a Amazon, Livraria Cultura e Saraiva, por exemplo) não é a coisa mais comum, contudo, também não é difícil encomendar uma das suas obras: eles possuem um site onde vendem os produtos tanto em Euro como em Real. Muito simples.

A caixa 😀

Fiquei interessada novamente pela gramática porque alguns leitores começaram a enviar mensagens perguntando quais eram as diferenças entre a 1ª e a 2ª edição, então a solicitei. Porém, a Chiado também me ofereceu um outro livro que eu não conhecia, mas cujo tema é sobre a guerra na antiguidade egípcia. O Aceitei. Abaixo o unboxing:

Algumas fotos:

Estou muito empolgada para começar a ler “Fortificar o Nilo: A ocupação militar egípcia na Núbia na XII Dinastia”, do Eduardo Ferreira, uma vez que é um assunto que sou muito interessada. Mas, só o farei depois de terminar a ficção “Nefertiti”, do Nick Drake.

Espero que a Chiado Editora continue a publicar mais títulos acadêmicos voltados para a Egiptologia, algo que é ainda tão raro em português.

Caso queira comprar esses títulos estes são os links:

A gramática: https://www.chiadoeditora.com/livraria/gramatica-fundamental-de-egipcio-hieroglifico

Fortificar o Nilo: https://www.chiadoeditora.com/livraria/fortificar-o-nilo-a-ocupacao-militar-egipcia-da-nubia-na-xii-dinastia-1980-1790-a-c

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Fui para um colóquio de Arqueologia e descobri que eu morreria na Pré-História

No último dia 24/02/17 participei como ouvinte do I Colóquio sobre Ferramentas Arqueológicas, que foi organizado por alguns dos meus ex-colegas da época da minha graduação em Arqueologia. Como prometido, mostrei algumas das coisas que rolaram lá através do Snapchat e do Instastories (veja o vídeo abaixo). Os participantes tinham que se inscrever antecipadamente pela internet para garantir uma vaga no evento. No ato do credenciamento recebemos uma pastinha do Museu de Arqueologia de Xingó (MAX) contendo um flyer do mesmo, o cronograma, uma caneta e algumas folhas para anotação. Também nos foi entregue óculos de segurança, já que o evento seria fechado com uma atividade de lascamento.

O colóquio começou de fato às 09h00 com a primeira palestra do dia realizada pelo professor Luydy Fernandes (UFRB). O professor basicamente fez uma introdução acerca dos tipos de análises para artefatos líticos (aqueles famosos instrumentos feitos de pedra citados nos livros didáticos de história) e sobre a questão dos sítios líticos serem muito mais numerosos, todavia, bem mais difíceis de serem identificados por leigos e mesmo por alguns profissionais da arqueologia. Isso se dá, usando as palavras do próprio professor, porque eles não são tão distinguíveis, uma vez que não fazem parte do nosso cotidiano. Por exemplo: uma ponta de flecha inteira datada da Pré-História é reconhecível tanto entre profissionais como entre leigos porque a sua forma já nos é particular. Contudo, temos uma variedade de artefatos líticos os quais nem sequer entendemos o real uso e nem possuímos uma imagem atual como referência, a exemplo das “lesmas”.

Depois foram apresentadas cinco comunicações, onde foram exibidos para o público diferentes estudos de caso, questionamentos e situações “incomuns” encontradas em laboratórios. A minha favorita foi a apresentada por Everaldo dos Santos Junior, “Objetos sobre vidros lascados em contexto de senzala da Amazônia Oriental brasileira: uma proposta de macro e microanálise”, porque se valendo dos registros escritos ele pontuou a possibilidade de pessoas negras escravizadas no Brasil, especificamente na Amazônia, terem criado ferramentas usando refugos de vidro. Ele também realizou estudos de arqueologia experimental para tentar entender se as marcas encontradas em algumas das peças seriam ocorrências naturais (causadas por danos não propositais, como é o caso do pisoteamento) ou intencionais.

A palestra de encerramento ficou por conta do Prof. Paulo Jobim, que inclusive foi meu professor na universidade (sim, ele teve que me suportar por alguns anos). E logo depois ocorreu a atividade de lascamento. Infelizmente a essa altura eu já estava muito cansada e com um senhor sono (eu tinha tido gravação na noite anterior), então eu realmente precisei fazer um grande esforço mental para conseguir executar a atividade. Mas ok, usando os meus óculos de proteção parti para o ataque.

Porém, foi a partir deste ponto que descobri que se eu tivesse vivido na Pré-História eu teria morrido em três atos: demorei 84 anos para conseguir tirar uma lasquinha. UMA LASQUINHA. A foto abaixo mostra a minha frustração anterior as minhas primeiras tentativas. A minha cara já estava prevendo o desastre:

Foto: Almir Brito Jr.

Aqui é só a tristeza e desolação:

Foto: Fernanda Libório.

Tenho certeza que a última vez que fiz esta cara eu estava jogando Kuon:

Foto: Almir Brito Jr.

Qualquer semelhança com esse gif não é coincidência:

A ideia é que eu conseguisse fazer isso:

Mas só consegui dois pesos de papel e minha autoestima temporariamente no lixo. Meu comentário no Snapchat está aí para provar:

Aqui está o meu amigo Almir, um dos organizadores do evento, tentando realizar um milagre, que era me ensinar o que fazer:

Foto: Fernanda Libório.

Uma amiga, também organizadora do evento, a Fernanda, igualmente tentou um ato divino e me deu dicas de como trabalhar com a pedra. No final, depois de algumas tentativas frustradas e o sonho de conseguir criar uma ponta Clovis jogado na sarjeta, o Everaldo Jr., o mesmo da comunicação, lascou uma pedra para mim para que eu pudesse utilizar como material de consulta:

Obrigada Everaldo!

Então, sobre esse evento eu tenho algumas considerações: a primeira é que eu gostaria de fazer novamente uma atividade de lascamento, acho que realmente aprendi muito, apesar da minha óbvia falta de talento; a segunda é que definitivamente passei a respeitar muito mais as pessoas que viveram durante a Pré-História; e terceira é que eles me inspiraram a estudar mais sobre o tema não só porque qualquer um que trabalha com arqueologia vai se deparar, em algum momento, com um sítio lítico, mas porque passei a achar o tema fascinante.

 

Estou simplesmente APAIXONADA por este livro sobre o Egito Antigo!

Ah… O primeiro unboxing de 2017… E ele já abriu o ano com chave de ouro.

Há alguns meses o leitor Elvis Monteiro enviou para mim uma revista da década de 1980. Pois bem, antes do Natal ele mandou para a minha Caixa Postal mais uma correspondência, a qual abri no vídeo desta semana para o canal do Arqueologia Egípcia.

Ele já tinha avisado para mim que estava enviando um livro antigo, o qual as folhas estavam soltando (o que sinceramente não é problema para mim… Eu sou arqueóloga 😀 ). O material em questão é “O roubo das pirâmides”, do Peter Ehlebracht, publicado em português através da Editora Melhoramentos em 1981. Eu nunca tinha ouvido falar sobre ele, então será um novo momento de descobertas.

Como ele está sem a capa e contracapa não tive acesso a sinopse, mas lendo por alto o que deu para entender é que se trata de uma junção de dados acerca das atividades exploratórias a sítios arqueológicos no Egito. Explicando de modo mais simples: o livro fala sobre o roubo e vendas de artefatos arqueológicos do país; provavelmente inspirado pelas leis de proteção aos patrimônios arqueológicos que estavam surgindo na época (1970 e 1980). Sendo assim, acredito que essa será uma ótima oportunidade para entender mais sobre os furtos e roubos a sítios arqueológicos, assunto que sempre tive interesse em compreender desde novinha.

Algo que vocês precisam ter em mente é que essas coisas que recebo não acaba ficando somente comigo, eu tento sempre de alguma forma repassar as informações para os seguidores. “O roubo das pirâmides”, naturalmente, não será uma exceção.

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Como foi gravar o vídeo sobre Arquitetura Egípcia

Setembro e outubro foram bem agitados, mas não por conta de postagens frenéticas e vídeos publicados, pelo contrário, o Arqueologia Egípcia ficou mais parado que o normal. O motivo? O vídeo especial em comemoração aos mais de 2.000 inscritos no canal.

Há um bom tempo comentei aqui sobre as metas para o canal, onde determinei que a cada mil inscritos eu gravaria um vídeo especial. Pois bem, quando batemos os 2.000 (o que foi muito mais rápido que o esperado) começou uma corrida para gravar o tal vídeo. Contudo, uma coisa é gravar um material com pouco mais de quatro minutos (que gera cerca de 1 hora em imagens para ser editadas), outra, totalmente diferente, é um vídeo com mais de vinte minutos, e que faça sentido para os espectadores. Foi um verdadeiro pesadelo organizar o roteiro que foi cortado, revisado e complementado várias vezes. E ainda na hora das gravações (que foram divididas em 3 dias, com direito a problemas com um grilo apaixonado) e edições foram realizadas mais mudanças. No total, precisei editar quase 5 horas de material.

Sem contar a confecção das maquetes, que foi de longe a parte mais fácil de todo o trabalho. Originalmente seria feito um porto também e um pequeno farol, mas desisti para deixar o roteiro mais limpo. Uma pena, mas de qualquer forma planejo falar mais sobre esse tipo de construção em um outro momento. Abaixo confira como ficaram as maquetes de perto:

Um toque especial foi disponibilizado pela Edições Del Prado (uma editora especializada na confecção e venda de modelos colecionáveis; Já falei sobre ela por aqui) e a sua cena de construção de uma pirâmide. Sinceramente sou apaixonada pelo o homenzinho caindo. Que dó!! Infelizmente, por conta do tal grilo, a parte em que ela e as maquetes aparecem foram gravadas durante a tarde, então não saíram como eu queria. De qualquer forma é um material que irei aproveitar no Descobrindo o Passado.

Ah! Sem contar na camiseta e colar incríveis que estou usando. No caso da roupa ela foi customizada e pintada pela Márcia Sandrine (@marciasandrine). O “Olho de Hórus” foi um pedido meu. Gostei tanto dela que devo tê-la usado umas 300 vezes durante a semana. Já o pingente foi feito pelo arqueólogo Adolfo Yugi (@adolfookuyama). É uma réplica de uma ponta de machado da Pré-História. Gosto muito dele <3

O abençoado (sim, estou falando do vídeo) foi publicado no dia 29 de outubro (2016) e assim que saiu um peso enorme sumiu das minhas costas. Ele foi extremamente trabalhoso, mas foi tão bom ver que todo o trabalho valeu. Estou incrivelmente feliz com tantas reações positivas acerca do vídeo. Só me faz pensar que foi a ação mais prudente ter demorado tanto para organizar o roteiro, o espaço, as maquetes e ter tirado dias para a edição. Valeu realmente muito a pena. O vídeo não é o mais perfeito, mas passou bem a mensagem. Se eu tivesse tomado somente uma ou duas semanas para tentar entregá-lo no prazo tenho certeza que não ia sair com a qualidade que ele chegou até vocês. Abaixo o resultado: