Discovery Channel e sereias no Egito?

Assisti neste domingo (20/01/2013) ao programa “Sereias: o corpo encontrado” que passou na Discovery Channel (e que aparentemente faz parte também da grade do Animal Planet). Na película dois cientistas ex-integrantes da National Oceanic Atmospheric Administration (NOAA), ao investigar o encalhe em massa de baleias, afirmam ter gravado misteriosos ruídos subaquáticos – o qual foi denominado de “bloop” – provenientes de um animal desconhecido que parecia se comunicar com golfinhos. Este som se assemelhava a outro captado na África do Sul, para onde ambos viajam buscando mais esclarecimentos e coincidentemente eles encontram dentro do corpo de um tubarão restos de um animal incógnito que com o desenrolar das pesquisas descobrem se tratar de uma sereia.

“Sereias: o corpo encontrado”, atualmente na grade da Discovery Channel.

Quem assistiu viu que o documentário é extremamente convincente, mas não querendo cortar o barato de ninguém, mas já cortando: a fita trata-se de é um “Mockumentary”, ou seja, um “falso documentário” e mesmo com o próprio canal deixando claro que se trata de uma ficção que se utilizou da existência das gravações do “bloop”, muitas pessoas estão acreditando que o depoimento dos “pesquisadores” (que na verdade são atores) se trata de um acontecimento real.

Este Mockumentary, para tentar dar mais veracidade ao enredo, incluiu exemplos de imagens espalhadas pelo mundo [1] que retratam animais com o corpo “meio-humano e meio-peixe”, inclusive uma proveniente de uma caverna no Egito… Porém a tal pintura egípcia não existe. A produção da fita se utilizou daquela velha premissa: se quer mais veracidade, sempre ponha um exemplo advindo da Arqueologia.

Pinturas rupestres retratando sereias no Egito. Imagem veiculada pelo programa “Sereias: o corpo encontrado”.

O intrigante é que eles poderiam ter utilizado as pinturas rupestres de Karoo (África do Sul) que, olhando do ponto de vista do nosso imaginário, possuem representações de figuras que parecem com sereias, mas já deixo aqui bem claro que não dá para ficar interpretando todos os tipos de imagens pré-históricas, imaginem que se for para levar tudo ao pé da letra vocês irão se surpreender quando estiverem visitando um sítio rupestre brasileiro e descobrir que algumas pessoas no passado caminhavam com três pernas ou que, na pior das hipóteses, o falo batia nos tornozelos…

 

Sereia #chateadissima!

 

Update – 21 de Janeiro de 2013 – 13h49: eu acho injusto se que criem discussões e mais discussões para debater acerca deste programa e quando o assunto é a “Grande Mancha do Pacífico”, a pesca predatória de tubarões, golfinhos e baleias ou a caça ilegal em mangues quase ninguém tem a mesma energia para levantar um debate ou escrever para as instituições do governo (como fizeram após o lançamento deste documentário).

[1] Esta foi a mesma fórmula que utilizaram no programa “Dragões: fantasia ou realidade”, que é também um Mockumentary,  onde mostraram retratos de dragões espalhados pelo mundo -.

Márcia Jamille

Arqueóloga formada pela UFS com a monografia “Egito Submerso: a Arqueologia Marítima Egípcia” e mestra em Arqueologia também pela UFS com a pesquisa “Arqueologia de Ambientes Aquáticos no Egito: uma proposta de pesquisa das sociedades dos oásis do Período Faraônico”. É administradora do Arqueologia Egípcia.

17 Comments on Discovery Channel e sereias no Egito?

  1. viviane
    21 de Janeiro de 2013 at 14:51 (2 anos ago)

    Agredito sim que existiu e ainda existe sereias,pois a midia adora esconder os fatos.
    Se existe tem que ser respeitado…

  2. rsm
    21 de Janeiro de 2013 at 19:10 (2 anos ago)

    Não entendo porque dois canais importantes e de grande reputação (nesse caso, em especial, o Discovery e que sempre costumou fazer documentários interessantíssimos e sérios sobre ciência) se dá ao trabalho de produzir um pseudo-documentário destes? É um tiro no pé na credibilidade de um canal que tenha a ciência como carro chefe!!! Simplesmente não entendo.. Eu vi o documentário, mas como peguei pela metade não sei se no início foi informado que se tratava de uma obra de pura ficção. Por isso achei que as cenas exibidas seriam “dramatizações” de fatos reais, mas não sabia que se tratavam de encenações de invencionices e bobagens aleatórias baseadas em meras suposições. Até acreditei que os “cientistas” ali eram verdadeiros (afinal, eles mostravam nome, sobrenome, o período que “supostamente” trabalharam no NOOA, enfim.. tudo para enganar e fazer um pseudo documentário bem convincente) É estranho pensar que vc é fã de um canal de ciências que se preocupa em fazer um documentário muito bem feito no intuito de para “enganar” e “ludibriar” de seus telespectadores. Se o documentário queria discutir possibilidades do formato “e se…” não precisavam fazer desta forma. Existem outros métodos menos “maldosos” que poderiam ser usados para criar um documentário para esse tipo de discussão, com historiadores verdadeiros, cientistas verdadeiros, etc… Podem até usar dramatizações, mas da forma como o documentário foi construído e elaborado foi muita forçada de barra.. A credibilidade do canal foi por água abaixo, nunca mais um assisto um canal de ciências do mesmo jeito a partir de hoje…

    • Márcio
      5 de Março de 2013 at 1:12 (1 ano ago)

      Concordo totalmente com seu comentário, é lamentável que canais dedicados à ciência exibam porcarias desse tipo, caso parecido é a série “Alienígenas do passado” do History Chanel, outra baboseira sem nenhum fundamento científico. Deviam cuidar mais da própria reputação.

  3. Sandro
    23 de Janeiro de 2013 at 15:57 (2 anos ago)

    Tenho que discordar da arqueologa Marcia.
    Veja essa publicação que saiu no site Time no longer – wordpress onde diz que o pesquisador Brian McCormick existiu sim!
    “Baseado principalmente na alegação de que o Dr. Paul Robertson, e um biólogo marinho com o nome de Brian McCormick não existir.
    Eles são difíceis de encontrar, mas eles existem.
    Aqui está um trecho de um documento feito pela Baía de Narragansett Nacional Estuarine Research Reserve, que a pesquisa é afiliada a NOAA , lista Brian McCormick como um indivíduo que contribuíu para o projeto.
    “O Perfil do site NBNERR foi possível graças a ajuda de muitas pessoas. Contribuidores notáveis ​​e os conhecimentos que eles prestados incluem … Sinceros agradecimentos vai também aos membros NBNERR atuais e ex-funcionários que ajudaram com materiais apresentados neste documento. Estes indivíduos incluem Robert Stankelis, Kristen Van Wagner, Jennifer West, Matthew Rehor, Kimberly Botelho, Brian McCormick, Alan Beck e, especialmente, Roger Greene …
    Esta publicação foi patrocinada pela Divisão de Reservas NOAA Estuarino e do Estado de Rhode Island. Esta publicação também é patrocinado em parte pela Rhode Island Sea Grant sob NOAA Grant No. NA040AR4170062. As opiniões aqui expressas não refletem necessariamente a opinião do NBNERR, NOAA, ou qualquer de suas sub-agências. O governo dos EUA está autorizado a produzir e distribuir reimpressões para fins governamentais, não obstante qualquer notação de direitos autorais que podem aparecer doravante “.
    Tudo neste mundo vem em doses homeopaticas. Preparam o terreno e depois soltam as verdades aos poucos para não alarmar. Ninguém obviamente vai sair falando que existem sereias, ETs o outros seres estranhos. Mas que eles existem, existem!

    • Márcia Jamille
      Márcia Jamille
      18 de Fevereiro de 2013 at 1:31 (2 anos ago)

      Oi Sandro,

      Só explicando: no post está escrito “muitas pessoas estão acreditando que o depoimento dos “pesquisadores” (que na verdade são atores) se trata de um acontecimento real”, eu estava falando especificamente das pessoas que aparecem no documentário dando seus depoimentos. Se existem pessoas com o mesmo nome não posso confirmar, a minha principal preocupação foi com as pinturas rupestres que aparecem no vídeo.

      Abraços!

  4. Xilophonpilo da Silva
    15 de Fevereiro de 2013 at 6:41 (2 anos ago)

    Quando vi o anuncio do “documentário”,logo me veio a mente o antigo “Dragões”(acho que ja tem uns 7 anos).
    Na época foi o mesmo rolo,com a galera saindo por ai gritando a plenos pulmões que Dragões existiram (tem quem acredite nisso até hoje ahuahuahuahuauhahu)
    É muita sacanagem o formato Hyper-realista do Doc,mas é mto interessante como experiencia de imersão em uma ficção,e definitivamente mto mais legal do que os Doc’s de “caça ao monstro” que NUNCA mostram nada e duvido que algum dias mostrarão huahuahu.

    Pra quem gostou,recomendo fortemente o filme Troll Hunter,de 2012.É um filme no estilo documentário(REC,Paranormal Activity,Cloverfield)que mostra um grupo de estudantes de Jornalismo acompanhando o dia-a-dia de um caçador de Trolls na Finlândia,revelando a existência desses monstros,que é mantida em absoluto sigilo pelo governo.

    http://www.imdb.com/title/tt1740707/

    • Márcia Jamille
      Márcia Jamille
      18 de Fevereiro de 2013 at 1:45 (2 anos ago)

      Ah! Eu assisti este Troll Hunter, é legalzinho. Na verdade eu até gosto deste formato de filme, já vi o Paranormal Activity e Cloverfield. REC só assisti o remake e gostei.
      :D

  5. Márcia Jamille
    Márcia Jamille
    18 de Fevereiro de 2013 at 1:52 (2 anos ago)

    Gente, o pessoal está escrevendo nos comentários que tudo o que apareceu no programa é verdade (os vídeos das invasões e experiências e os pesquisadores que aparecem nas imagens), mas não, é encenação: http://www.imdb.com/title/tt1816585/fullcredits?ref_=tt_cl_sm#cast

    O engraçado é que rolou até mesmo um comentário me acusando indiretamente de ter sido paga para desmentir o documentário…

    Todos estes comentários estão guardados, nada é excluído.

  6. Marco Duarte
    10 de Março de 2013 at 9:25 (1 ano ago)

    Estava pensando aqui, caso fosse tudo verdade e o governo americano estivesse realmente perseguindo esses biólogos, eles não poderiam afirmar que é verdade, teriam que dizer que é ficção e que eles não possuem nenhum documento em mãos, até o momento em que poderiam coletar alguma prova mais consistente da existência desses hominídeos e provar ao mundo que é tudo verdade.
    Para os governos de todo o mundo essa existência de um ancestral vivo do ser humano poderia derrubar a teoria do criacionismo, que por sua vez, a religião é e sempre foi usada como forma de conter e manipular as massas, e isso não é favorável, pois sua maior arma de contenção não seria mais útil.
    Uma coisa é certa, a marinha americana faz uso desse tipo de arma que vem matando várias espécies em todo o mundo. Nós somos vigiados o tempo todo como mostra no documentário. E por fim, o ser humano não está preparado pra perder sua posição de destaque no mundo, muitas pessoas ainda se acham únicas e especiais. Até hoje há quem ainda acredita que,dentre bilhões de planetas, este seja o único que possui vida.

    • Márcia Jamille
      Márcia Jamille
      18 de Março de 2013 at 10:26 (1 ano ago)

      Opa! É importante ter em mente que não é o mundo inteiro que é criacionista hem! Além disto, as pesquisas com fósseis de hominídeos estão indo de vento em popa, independente de religião ou governos no poder.

  7. Tania
    10 de Março de 2013 at 21:37 (1 ano ago)

    só um detalhe……eles basearam essa teoria na teoria de lamarck, que hoje é considerada totalmente falsa! eles falaram no documentario, que um grupo de seres que tinham pernas, etc, comearam a usar muito as pernas para nadar (para procurar comida e sobreviverem) e então essas pernas foram se adaptando até virarem ”nadadeiras”. isso é totalmente teoria de lamarck, ou seja, está totalmente errada! absurdo isso

  8. diego
    18 de Março de 2013 at 2:26 (1 ano ago)

    Assisti o documentário hoje no Discovery Channel, e no fim dele fala que os personagens não são reais, que são atores e qualquer semelhança é mera coincidência. E acredito também que é algo que pode ser real pois como diz, a lua foi mais explorada que o oceano.

  9. Iranio Santiago Costa
    18 de Março de 2013 at 2:28 (1 ano ago)

    Realmente, não existe a necessidade de criar documentarios como este, isso acaba com toda a credibilidade do canal, existem fontes infinitas de assuntos verídicos que podem virar documentários, não sei qual o objetivo de criarem um assunto fantasioso num canal como o Discovery.

  10. Mariana
    18 de Março de 2013 at 3:10 (1 ano ago)

    Olha, acabei de ver esse documentário. Achei muito interessante, fiquei fascinada, serio! Uau! Sereias, macacos aquáticos! Seria ótimo se fosse comprovado, realmente, mas quem anda por essa Terra sabe que coisas assim não são tão simples. Temos que analisar tudo com muita critica, é mais do que ingenuidade acreditar em tudo o que a tv nos diz, mesmo um canal como o Discovery.

    A Era da Informação disponibiliza muita coisa, mas as informações são fragmentadas porque o volume é muito grande. Não há controle e não se tem o costume de pesquisar ou exigir as fontes originais. Isso acontece até em jornalismo. Não se passa uma informação 100% e sim, picotes dela. Já cansei de ver matérias sobre, por exemplo, eventos em que eu fui, participei ativamente e alguns até fazendo parte de alguma área interna sendo apresentando de forma errada, mostrando a informação realmente importante em uma frase e tratando de banalidades que nem se quer foram importantes para quem esteve lá, trabalhou lá e etc como assunto principal.

    Me arrependo de não ter parado e pegado o nome de cada um dos cientistas e etc. para pesquisar se realmente existem. E analisamos mais do que isso, são pessoas relativamente jovens, não devem ter mais de 40 anos e olhe lá. Viram a expansão de muitas mídias, principalmente a internet. É difícil para mim acreditar que eles não recorreram a internet para soltar o verbo. Principalmente antes de 2010, antes de leis em vários países querendo restringir a liberdade que se tem a internet. Ok, temos projetos de leis sobre a internet antes de 2010, mas me refiro ao boom que teve na mídia, como o SOPA. Eles estavam trabalhando nisso a anos, anos! Eles iriam recorrer a mais cientistas ou históricos de situações inusitadas, iria vasculhar toda a biblioteca do NOOA (pois, NOOA deve ter uma biblioteca e/ou arquivo bem elaborados, assinatura de periódicos ou até publicação de revistas, mesmo que alguns de acesso restrito, tem que ter algo). “Informação Restrita”. Certo, algumas coisas são restritas, mas você acabou de encontrar um parente do ser humano, uma das maiores descobertas da ciência, você vai ficar parado lamentando informação restrita? A resposta é não.

    Como você ficaria, se pegasse um projeto que você trabalha a anos e fizessem com que ele sumissem do mundo? Começaria do zero de novo? Choraria? Não, iria fazer. Então alguém me diz, “Fizeram documentário” e realmente fizeram, mas muitas informações são questionadas. Basicamente trata-se de uma jornada, um experiencia que aquelas pessoas viveram (se não forem atores). E se os governos estão tão apreensivos como parece sobre o assunto, como o Discovery conseguiu lançar esse documentário com tanta mídia e calma para o mundo inteiro, até traduzido para o português? “Mas o discovery é grande, se mexessem com ele, eles poderiam fazer algo”. Ok, pode ser, mas pense por esse lado, o discovery tem sindo um canal conceituado até onde se pode dizer, então por que se arriscar tanto com uma coisa que, apesar de fascinante, pode fazer com que seus espectadores percam fé neles?

    “Oh, mas teve aquele documentários de dragões” Sim, eu vi ele também, interessantíssimo, o Deus como é! Mas lembro que eles deixaram bem claro que era uma situação hipotética. Estavam analisando, cientificamente, como seria se um dragão realmente existisse. Sabe porque tem tantas gravuras de dragões em todo o mundo de civilizações que nunca se encontraram? Falo de forma leiga, porque elas tiveram acesso a ossos de dinossauros. Porque analisavam os crânios de animais mortos e imaginavam criaturas absurdas. As respostas são muitas.

    Voltando ao Sereias, eu realmente quero que sereias existam, seria um marco para a humanidade, pode ter certeza. A questão é, não vou achar que elas existem por causa de um documentário com informações tão nebuladas. Não tem como arriscar tão alto. Só vou acreditar quando tiverem mais informações sobre isso por todo o canto. E se elas existem, talvez logo vamos saber. Temos celulares com câmeras, acesso a internet quase 24hs, redes a onde filmagens podem ser postadas (não estou falando do youtube, mas é uma possibilidade). Enfim, o que o presente e o futuro pode nos oferecer.

    A proposito, sobre a pintura rupestre no Egito, achei estranhíssimo. Do jeito que o narrador introduziu a pintura, soou como se ela fosse a pintura mais antiga da Terra entre todas, e mais importante que isso, ela parecia tão bem conservada, notaram isso? Porque não vimos algo sobre ela em livros de história ou algo assim? Ou quando estudamos a civilização egipicia ou a pré-egipicia. Sou leiga para falar, pois nem sabia que havia sitos arqueológicos da pré história no Egito, mas pensando bem até que faz algum sentido que haja.

    • Márcia Jamille
      Márcia Jamille
      18 de Março de 2013 at 10:06 (1 ano ago)

      Sim Mariana, existem muitos sítios pré-históricos no Norte da África (com direito a registros rupestres) que resultaram em trabalhos interessantíssimos, inclusive.
      Abraços.

  11. Márcia Jamille
    Márcia Jamille
    18 de Março de 2013 at 10:47 (1 ano ago)

    Lembrei agora da definição para Mockumentary dada pelo Prof. Bill Nichols em sua palestra na UNICAMP (ocorrida este ano, eu acho, assisti online), ele o chama de “filme irônico”. Na hora em que escutei o termo achei interessante, mas agora é que enxergo a ironia da coisa: passei os últimos seis anos da minha vida na academia estudando e depois de tanto investimento e dedicação as pessoas se interessam mais em debater com tanta paixão em somente um post meu em que a única parte ligada a Arqueologia Egípcia é só uma linha…

    ¯\_(ツ)_/¯

    • André
      18 de Março de 2013 at 16:14 (1 ano ago)

      Assisti ao doc, ou pseudo doc, ontem, e fiquei curioso sobre o assunto e procurei mais informações hj e acabei vindo a este blog… Todo o programa é fascinante! Mas o seu comentário final é simplesmente genial, Maárcia!!! rsrsrsrsrs Receba minha solidariedade. Abraços,