Meu primeiro livro será publicado em breve

 

 

“Terei um espaço no lar de alguns de vocês e não mais somente nos seus computadores”.

“Terei um espaço no lar de alguns de vocês e não mais somente nos seus computadores”.

Alguns, especialmente meus amigos, já devem ter percebido que estive sumida mais do que o meu normal e dentre alguns leitores nos últimos meses comuniquei que em breve revelaria uma novidade.

Como explana o título finalmente publicarei meu primeiro livro \o/. Sairei do mudo do armazenamento em nuvens e irei para o papel. O site Arqueologia Egípcia ganhará um primo impresso. Terei um espaço no lar de alguns de vocês e não mais somente nos seus computadores.

A publicação será independente ao estilo Egyptian Religious Calendar (Que por acaso estou muito interessada em ler).

Infelizmente não posso liberar ainda o título, não até que esteja tudo tranquilo com o registro. Também estou esperando sair a permissão para uso da imagem que será utilizada na capa. E o tema dele? Prefiro também não comentar, será surpresa. :3

É tudo um pouco assustador, mas ao mesmo tempo emocionante. Acho que sai um pouco do meu campo de blogueira/arqueóloga para blogueira/arqueóloga/empreendedora, já que o livro será responsabilidade do A.E., com direito a investimento de capital. #medo

Ele não está finalizado, mas talvez ele venha a ser entregue já semana que vem para a revisora que além das correções necessárias observará se a minha linguagem ficou clara para o público comum, não só acadêmico.

A esperança é que o livro esteja disponível até o final de agosto e espero muito cumprir este prazo e existe uma possibilidade de que ele seja disponibilizado também em inglês até o final do ano, mas não existe uma previsão para uma versão dele em espanhol¡ Yo siento mucho!

Por enquanto é só isto, em breve estarei escrevendo aqui mais acerca.

Trabalhos que apresentarei este ano na SAB

cropped-tut_arq_egipcia.jpgCaros, como anunciei previamente no Arqueologia Egípcia ocorrerá entre os dias 25 e 30 de agosto o XVII Congresso Internacional da Sociedade de Arqueologia Brasileira (SAB), em Aracaju – SE. Nele estarei apresentando dois trabalhos, um oral intitulado “A guerra ao modo egípcio nos anos finais da XVIII Dinastia: As investidas militares de Tutankhamon e Horemheb. Novo Império, declínio do Período Amarniano (c. 1352 até 1319 a.E.C.)” no Simpósio Temático “21. Diálogos Arqueológicos 3: estudos de Arqueologia Clássica no Brasil” e um em formato banner intitulado “Observando as sociedades do Egito Faraônico (c. 3000 e 30 a. E. C.) do ponto de vista da Arqueologia de Ambientes Aquáticos”.

Congressos científicos como os da SAB sempre reúnem vários profissionais (neste caso especificamente da Arqueologia e áreas afins) para prestigiar e conhecer os trabalhos uns dos outros, as novas pesquisas que estão em pauta ou a divulgação de resultados de estudos, além de reuniões para debates.

O site do evento: http://www.xviicongresso.sabnet.com.br

Como ser arqueóloga (o): Universidades, perspectivas de emprego, salários…

Esta é uma das perguntas que mais recebo pelos formulários do Arqueologia Egípcia, a que mais respondo e que ainda assim não para de chegar. Como se tornar um profissional da Arqueologia? Esta ciência que em nada tem a ver com venda de artefatos, batalhas contra aborígenes no meio da floresta ou o descobrimento de ossos de dinossauros.

O que mais me chateia nesta pergunta frequente não é nem o questionamento em si, mas o número de vezes que recebo e normalmente com aquela frase “me matei de tanto procurar”. Uma falácia sem tamanho. Escreva “onde estudar Arqueologia” no Google e encontrará respostas, para variar no próprio A.E., onde por pura lógica esta pessoa me encontrou, tem uma lista lá. Os mesmos passos servem para a frase “Salário de um arqueólogo”, é só procurar no Google e os três primeiros links mostram o valor.

Esteve sempre lá…

Sempre que recebo uma mensagem do tipo lembro-me do prof. Almir Jr., que me ensinou nos primeiros períodos da graduação em Arqueologia e que sempre falava “A geração de vocês é do controle remoto”, mas não é só isto, as pessoas querem tudo já moído, mastigado e dado na boca. Imagino que se teve esta “disposição” para fazer uma simples busca na internet, como será que irá se virar na hora de fazer uma pesquisa em um Arquivo Público? Lembrando que nem todos os Arquivos Públicos do Brasil tem material digitalizado, são papeis e mais papeis amontoados em uma sala, muitas vezes nada organizados.

Eu já me vi nesta situação… Documentos antigos e desorganizados. Ao contrário do Gandalf, que encontrou o que queria, tive que ir embora porque a responsável pelo local não quis colaborar dizendo que “Coisas velhas assim são todas jogadas fora”. P.S: Crianças usem mascara e luvas. A integridade do artefato agradece.

Não posso dar concelhos sobre a qualidade de um curso “X” ou “Y”, já que só estudei em dois e só posso falar da época em que estive na UFS. Sempre que recebo perguntas deste gênero digo para a pessoa que o melhor é ela entrar em contato com os alunos das respectivas instituições ou participar dos encontros regionais de estudantes. A maioria destes encontros eu costumo divulgar no A.E.. Dito isto, segue o link com a lista de Universidades que possuem Graduação e Pós-Graduação em Arqueologia no Brasil:

▸ Cursos de Arqueologia no Brasil: http://arqueologiaegipcia.com.br/2011/05/05/cursos-de-arqueologia-no-brasil/

 

Perspectivas de emprego:

É fato (1): O governo brasileiro não gosta de arqueólogas (os). Para eles somos uma perda de tempo e dinheiro. Bonito é manter os palácios governamentais, feio é escavar o chão (sim, escavar o chão, já que se realizam escavações em paredes também… Tharã!) para conhecer mais acerca do passado dos “invisíveis” (pessoas iletradas, mulheres, negros, índios, japoneses, italianos, pessoas com necessidades especiais, os chamados “subversivos”, etc), gente que ajudaram a construir o país e nossa identidade, mas que sempre são silenciadas pelos discursos oficiais.

É fato (2): O governo brasileiro não respeita os cientistas, especialmente aqueles das Ciências Humanas, como vocês podem conferir nestes meus dois links: [Vídeo] Profissionalização do Cientista e Péssima notícia: O governo brasileiro quer tirar as Ciências Humanas do “Ciências sem Fronteiras”.

Olhando o quadro acima a situação é bem desanimadora, mas não se resume a isto. Quem se forma em Arqueologia no nosso país terá áreas diferentes para atuar, por exemplo, existe no Brasil uma forte inclinação para a Arqueologia de Contrato (fazendo um parecer do potencial arqueológico de uma determinada área), como também poderá dar aulas em Universidades ou escrever livros. Depende da necessidade ou do que mais gosta. Está crescendo o número de empresas de Arqueologia, algumas, inclusive, com carteira assinada.

Também existem as especializações tais como a Bioarqueologia, Arqueologia Subaquática, análise de líticos, cerâmica, faianças, estruturas arquitetônicas… etc. Isto você pode decidir após entrar em um curso.

Desemprego claro que existe, mas esta é uma realidade para a maioria das profissões. Lembre-se que a vida não é um mar de rosas e nem sempre nos damos bem em algo, ao menos não a princípio.

 

Salários:

Eu conheço pessoas que com a graduação começaram a ganhar de R$1.300,00 a R$3.000,00 (valor mínimo e máximo informado). O blog Profissão em Foco traz os valores entre R$ 1200,00 e R$ 1.500,00 e o Guia do Estudante traz entre R$ 1.200,00 e R$ 2.800,00.

 

Para saber mais (Livro): FUNARI, Pedro Paulo. Arqueologia. São Paulo: Contexto, 2003.