Uma vida nada mole escrevendo um livro

Comentei no dia 19 de julho (2013) sobre a publicação do meu primeiro livro. Estou achando menos complicado do que uma monografia ou uma dissertação, mas somente nos últimos meses foi que comecei a escrever mais tranquila, já que no início do ano eu estava acordando em meio a um desespero noturno exigindo para mim mesma que terminasse logo. Mas agora relaxei. Uma coisa ótima que existe é a divisão de tempo, embora ainda sou extremamente capaz de focar em uma coisa e esquecer completamente de outra. Chega até um nível em que esqueço, inclusive, de olhar os post it com as atividades que devo realizar.

Uma das melhores partes da experiência de escrever um material voltado para a área da Arqueologia é que depois de tanto tempo estou lendo livros que em nada tem a ver com a ciência. Desde os meus treze anos até o ano em que ingressei na Universidade a maioria dos livros e revistas que li foram voltados especificamente para o Antigo Egito. Algumas pessoas podem achar isto legal (tá, eu acho super legal), mas quando comecei a pegar livros que não tinham relação com a antiguidade egípcia percebi o quanto é gostoso ler outros tipos de coisas (foi uma epifania?).

O engraçado é que olhando agora para o passado lembro-me que eu pensava que comprar um livro que em nada tinha analogia com o Egito Antigo era perda de tempo. Assim, foram poucos pelos quais eu paguei, dentre eles está a trilogia “Millennium” entre 2011 e 2012. Na época da escola, de todos pedidos pelos professores, só adquiri dois (“Viagem ao centro da Terra” e “O Médico e o Monstro”, ambos clássicos e ótimos por sinal) e depois de uma das aulas de literatura me interessei em ler “Noites na Taberna”, de Álvares de Azevedo o qual li na internet. Quaisquer outros livros pertenciam a pessoas da casa e que eu pegava para ler, mas os quais jamais compraria e não é nem porque eram ruins, é porque eu realmente achava que investir nos meus conhecimentos para a futura Universidade era mais importante. Não me arrependo desta visão, mesmo porque finalmente tomei consciência de que é bom também investir em livros sem similitudes com o Antigo Egito.

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Lembro-me também que entre uns treze e dezesseis anos comprei com a minha mesada três livros “versão para bolso” que eram bem baratos, um o título era “Rama” (nunca li) e os outros dois eram “A Arte da Guerra” e “Bhagavad Gita”, mas nunca consegui ler ambos integralmente, sempre os perco (neste mesmo momento não faço nem ideia de onde estão). É por isto que não gosto de versões para bolso. Também já gastei uma grana preta em mangás, eu acho que conta. Enfim…

Retomado o assunto do post, tenho mais outros materiais para serem editados para a publicação. Quem sabe não faço isto ainda este ano, mas não é fácil. Com esta experiência definitivamente comecei a respeitar infinitamente os profissionais que trabalham com revisão, diagramação e confecção de capas de livro… É muito trabalhoso, você tem que ter paciência e pés no chão, caso contrário você começa a surtar.