Visitando a Bahia: turismo arqueológico e Projeto Tamar

Semana passada fui convidada a passar alguns dias na Bahia, no Canto do Sol, e claro que aceitei! Fiquei lá desde o dia 01/05 até 04/05. Conheci lugares interessantes, mas o meu dia favorito definitivamente foi no qual fiz um passeio em Mata de São João e na Praia do Forte, dois lugares com uma história incrível, tanto em termos arqueológicos como ecológicos.

O primeiro lugar do dia foi a Casa da Torre Garcia D’Avila (também chamada de Castelo de Garcia D’Avila), na Mata de São João. O passeio foi extremamente gratificante, não somente para quem tem interesse unicamente no turismo arqueológico, como também na Arqueologia Histórica.

Maquete da Casa da Torre Garcia D’Avila. Foto: Márcia Jamille. 2014.

Material construtivo da Casa da Torre Garcia D’Avila. Foto: Márcia Jamille. 2014.

Casa da Torre Garcia D’Avila. Foto: Márcia Jamille. 2014.

Casa da Torre Garcia D’Avila. No destaque está a Capela. Foto: Márcia Jamille. 2014.

Contudo observei uma série de problemas lá; somente para citar três: um é a ausência de cuidadores no local das ruínas, o segundo é acerca das placas apontando estudos em andamento (e um passarinho azul contou para mim que tais estudos não ocorrem há anos) e o terceiro é uma placa apontando um afloramento de estruturas arqueológicas… Mas o local está coberto por mato alto.

Aviso escrito no cruzeiro da Casa da Torre Garcia D’Avila. Subir não pode, mas e escrever? Foto: Márcia Jamille. 2014.

Na placa: “Ruínas afloradas ainda em fase de estudo”. Foto: Márcia Jamille. 2014.

Mas, excluindo estes e outros problemas, o local é muito simpático. A Capela é lindíssima, apesar das fezes de morcegos no chão. Nela é possível ver prospecções pontuas nas paredes que mostram a cor anterior do local, pichações antigas (mas não pichem paredes em sítios arqueológicos, é crime!) com assinaturas de visitantes de cem anos atrás e até rabiscos de embarcações (dá até uma boa discussão de Arqueologia Marítima).

Interior da Capela da Casa da Torre Garcia D’Avila. Foto: Márcia Jamille. 2014.

No caso desta parede a cor vermelha era a original do recinto. Interior da Capela da Casa da Torre Garcia D’Avila. Foto: Márcia Jamille. 2014.

Grafite de uma embarcação. Interior da Capela da Casa da Torre Garcia D’Avila. Foto: Márcia Jamille. 2014.

Interior da Capela da Casa da Torre Garcia D’Avila. Foto: Márcia Jamille. 2014.

A área das ruínas é incrível, em algumas partes é até possível ver marcas de manufaturas nas pedras. No momento em que estive na parte superior do edifício enviei um breve vídeo para o Instagram, para mostrar para vocês um pouquinho da sensação que é estar lá.

A Casa da Torre Garcia D’Avila foi construída na Mata de São João, em 1551, durante o reinado de João III de Portugal, por Garcia D’Avila, provável filho de Tomé de Sousa. Ela possuiu um importante uso bélico e marítimo, sendo um dos principais pontos de estratégia militar e de localização por meio do mar.

Casa da Torre Garcia D’Avila. Foto: Márcia Jamille. 2014.

Casa da Torre Garcia D’Avila. Foto: Márcia Jamille. 2014.

De boas na casa Casa da Torre. Foto: Fernanda Libório. 2014.

Casa da Torre Garcia D’Avila. Foto: Márcia Jamille. 2014.

Casa da Torre Garcia D’Avila. Foto: Márcia Jamille. 2014.

Saindo da Casa da Torre segui para a Praia do Forte, onde fui para uma soverteria self servisse e consegui a proeza de montar o sorvete mais feio que já vi em toda a minha vida. Para fechar o passeio fomos para o Projeto Tamar. O local é muito legal – embora bate uma penar ver alguns daqueles animais nos tanques –, o tanque interativo virou o meu espaço favorito; pude tocar em uma lesma e em raias!

Projeto Tamar. Foto: Fernanda Libório. 2014.

Projeto Tamar. Foto: Márcia Jamille. 2014.

Tanque interativo contendo raias. Projeto Tamar. Foto: Fernanda Libório. 2014.

Projeto Tamar. Foto: Márcia Jamille. 2014.

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Arqueóloga formada pela UFS com a monografia “Egito Submerso: a Arqueologia Marítima Egípcia” e mestra em Arqueologia também pela UFS com a pesquisa “Arqueologia de Ambientes Aquáticos no Egito: uma proposta de pesquisa das sociedades dos oásis do Período Faraônico”. É administradora do Arqueologia Egípcia.

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