Sem sol, sem poeira…

Minhas caixas de e-mail e de formulários de contato ainda estão abarrotadas e está difícil conseguir responder as mensagens urgentes (leia aqui “editoras”, “universidades”, “professores” etc), mas ainda assim até que os últimos dias foram tranquilos. Além de estar cuidando dos tramites para a publicação do meu segundo livro atualmente também estou procurando uma universidade nova para fazer meu doutorado, mas preciso confessar que não está fácil. Em uma das minhas opções recebi uma resposta polida falando que só poderá (isto mesmo, “poderá”) existir vaga para mim daqui a um ano e meio. Já fiquei um ano longe do mundo universitário, não sei se terei paciência para esperar mais tempo.

Márcia Jamille

Também voltei a não dormir antes da meia-noite, parece piada, mas somente quando estive em campo foi que consegui dormir bem e mesmo quando dormia depois das 01h00 conseguia estar de pé no horário das 05h00, mas agora só durmo 02h00 e acordo 10h40 pontualmente. Acho que isto é saudades de receber o sol na cara.

Falando em sol tenho a infelicidade de anunciar que aparentemente a minha pele tem alguma sensibilidade a ele. É meio louco isto, mas enquanto estive no trabalho de prospecção na SE100 caroços nasceram nas minhas mãos e no meu pescoço, partes do meu corpo que justamente estavam mais expostas. Claro que todos os dias eu usava o bloqueador solar e sempre que possível eu o renovava, mesmo assim eles nasceram.

Foi meio surreal quando uma colega da equipe associou as marcas com o sol, mas tudo fez sentido quando relembrei outros momentos da minha vida em fiquei muito exposta à luz solar e meu corpo ficou cheio desses pequenos inchaços. Não tem como não pensar “Isto é sério? Sério mesmo?”. Trabalho com Arqueologia, a última coisa que a minha pele deveria ter é alguma sensibilidade à exposição ao sol. “É sério mesmo Khepri, Aton, Atum? É sério mesmo?”

Bom, mas antes que eu receba mensagens preocupadas: quando fiquei fora da frequente exposição ao sol os caroços sumiram e atualmente estou procurando ajuda médica.


Para completar, nos últimos dias fui ao oftalmologista para saber o que tem de errado com a minha visão. Sou míope desde que me lembro e ainda quando nasci os meus olhos estavam irritados e até hoje eu tenho problemas com a vermelhidão neles, especialmente o meu olho direito. Então, para o meu azar, enquanto eu estive em campo sofri uma forte pancada no rosto que acertou justamente a área desse meu olho. Foi até meio assustador porque passei quase dois dias vendo o meu mundo mais embaçado que o usual. Fiquei um tempo sentindo muitas dores de cabeça também, então foi por este motivo que resolvi dar uma passada no médico para ver se está tudo no lugar. O lado bom é que de acordo com o médico a pancada não repercutiu, ou seja, não sofri nenhuma lesão, no entanto, minha miopia aumentou, o que, se bem entendi, não tem nada a ver com a batida. Como resumo da consulta terei que continuar a usar os óculos escuros sempre que sair ao sol (se bem que todos devem usar sempre) e usar diariamente um novo colírio receitado por conta da irritação causada, dentre vários motivos, pela poeira. “Sério isto? A poeira?”


Sol e poeira… É tudo que geralmente encontrarei em um trabalho de campo. Seria uma brincadeira da Grande Vontade do Universo?

Foto 1: Márcia Jamille; Foto 2: Fernanda Libório; Foto 3: Márcia Jamille.

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Arqueóloga formada pela UFS com a monografia “Egito Submerso: a Arqueologia Marítima Egípcia” e mestra em Arqueologia também pela UFS com a pesquisa “Arqueologia de Ambientes Aquáticos no Egito: uma proposta de pesquisa das sociedades dos oásis do Período Faraônico”. É administradora do Arqueologia Egípcia.

2 thoughts on “Sem sol, sem poeira…

    • Não é necessário. Estou procurando um dermatologista para ver como minimizar a reação. E como as outras partes do corpo não foram afetadas já que estavam cobertas terei que passar agora a cobrir o pescoço e as mãos.
      Os olhos ainda é um problema, mas darei um jeito nisso também.
      😀
      Abraços.

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