“Atraídos pelo Egito”, matéria comigo

O tempo passa rápido não é? Parece que foi ontem que dei uma entrevista para o “Almanaque” (encarte estudantil do jornal O Popular de Goiânia), mas não, já faz um tempão. Esta reportagem é especial para mim porque eu já tinha sido entrevistada outras vezes, mas foi a primeira vez que uma delas foi feita exclusivamente para ser publicada e ainda em um almanaque para crianças (foi em um destes que tive um dos meus primeiros contatos com o Antigo Egito).

Quem me entrevistou foi o repórter Marco Aurélio Vigário, que foi extremamente finíssimo comigo e provavelmente paciente, já que anotei toneladas de coisas para ele sobre aspectos do Antigo Egito e sobre o Tutankhamon. Ele poderia ter organizado uma tese em vez de uma reportagem, já que escrevi muita coisa mesmo. Ele também foi legal ao retomar contato, enviar o resultado e me deixar liberar para vocês baixarem.

A reportagem foi publicada no dia 23 de março (2014) e foi em um momento legal porque na mesma semana eu tinha recebido outro convite para entrevista, mas que infelizmente eu não poderia participar porque seria em São Paulo. Esta tinha uma pauta tão legal quanto: queriam fazer um tour comigo em uma exposição itinerante para falar sobre peças egípcias. Imaginem! Eu na TV falando sobre o que mais gosto!

Mesmo não podendo ir a sensação de aceitação é muito boa. É muito gratificante saber que tem gente interessada no seu tema de trabalho.

Acerca de “Atraídos pelo Egito” eu respondi perguntas desde como pode ter ocorrido a construção da Grande Pirâmide até a Maldição de Tutankhamon. É difícil definir qual questão eu gostei mais de responder, mas da matéria claro que curti muito a parte em que falam um pouco sobre como foi a minha infância. Quando a leio relembro aquela época com muito mais carinho que o usual. O Marco Aurélio encaixou a minha fala de tal forma que ficou até mais saudosa:

Márcia decidiu que seguiria esse caminho desde criança. O pai colecionava matérias sobre história antiga e a mãe a incentivava a ler. “Certa tarde ela levou para casa um almanaque do Indiana Pateta, personagem da Disney que é arqueólogo”, lembra. “Esses fatores foram fundamentais a minha escolha, mas o que contou mesmo foi a minha admiração pela profissão. Existe algo mágico em poder escavar e tocar algo que estava ‘escondido’ por tanto tempo e dar voz a pessoas que nem sequer conhecemos”, conclui.

Eu nem imaginei que soava tão bonito!

Quem quiser ler ou baixar a matéria é só clicar aqui

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Arqueóloga formada pela UFS com a monografia “Egito Submerso: a Arqueologia Marítima Egípcia” e mestra em Arqueologia também pela UFS com a pesquisa “Arqueologia de Ambientes Aquáticos no Egito: uma proposta de pesquisa das sociedades dos oásis do Período Faraônico”. É administradora do Arqueologia Egípcia.

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