Lançamento de livro sobre o Antigo Egito: O Labirinto de Osíris

O Labirinto de Osíris (2015)

O Labirinto de Osíris – Cinco anos se passaram desde que Yusuf Khalifa, da Polícia de Luxor, e o detetive da Polícia de Jerusalém, Arieh Ben-Roi, salvaram a vida um do outro. Prestes a se tornar pai pela primeira vez, Ben-Roi se envolve na investigação de um brutal assassinato na Catedral Armênia de Jerusalém. A vítima, Rivka Kleinberg, é uma renomada jornalista israelense que fizera inimigos nos altos escalões, como empresas multinacionais, o governo de Israel e a Russkaya Mafiya, por conta de denúncias destemidas que havia feito.

Quando descobre que o crime pode ter ligação com o desaparecimento de um engenheiro de mineração britânico, em Luxor, no início do século XX, Ben-Roi entra em contato com Khalifa em busca de ajuda. À medida que a investigação avança, a dupla se vê diante de uma trama cuja origem pode estar sob as areias do deserto egípcio e datar de tempos antes de Cristo.

Com um enredo afiado que vai de Israel ao Egito, incluindo passagens pelo Canadá e pela Romênia, O Labirinto de Osíris é o quarto e último livro de Paul Sussman, que morreu aguardando ansiosamente sua publicação por sentir que acabara de escrever seu melhor trabalho (Sinopse:Skoob).

Cappuccino, livro e o rei Tut (e de novo, e de novo e de novo…)

Em pensar que tudo começou com uma festa de Ano Novo que de tão tediosa resolvi aproveitar escrevendo um livro. Sim, foi exatamente desta forma que levei as coisas. Era a virada de 2011 para 2012 e eu estava saindo da graduação e nos meses seguintes estaria ingressando no Mestrado em Arqueologia e o meu tédio era absoluto e assombroso. Ok, eu me canso das coisas com muita facilidade, de certa forma eu cheguei até a enjoar de escrever só sobre antiguidade egípcia, mas ainda assim para mim a idéia é aproveitar o momento, e foi desta forma que iniciei uma obra sobre o meu velho e caro Tutankhamon. Meu parsa.

Foto publicada no Twitter na madrugada do dia 01/01/2012, momento em que comecei a realizar a revisão bibliográfica sobre o rei.

E aqui estou na atualidade, oscilando entre o copy desk do livro, atualizar o site/redes sociais do Arqueologia Egípcia e responder mensagens dos leitores. Trabalhar com a revisão não é tão ruim quanto parece, pelo contrário, é ótimo, principalmente porque estou mexendo com algo que gosto muito, estou trabalhando com o “eu escritora” e “eu leitora”, já que a cada palavra, sentença ou imagem imagino o que eu, como alguém que gosta da história do Tutankhamon, gostaria de ler naquela frase… Naquela legenda. O que eu lia nos livros quando mais nova e o que eu achava que estava faltando neles? É quase uma conversa mental entre a Márcia de hoje e a Márcia do passado.

— Curta a fanpage de Tutankhamon, 1922 e o Vale dos Reis.

Mas não é todo o dia que estou disposta a ficar cuidando de um copy desk porque não sinto que minha mente está tranquila o bastante para me focar 100% no trabalho. Esta é uma etapa muito importante, uma vez que das minhas mãos a cópia do livro passará para o revisor de ortografia e gramatica e voltará para as minhas mãos novamente para ser feito o último copy desk e se depois desta etapa eu perceber que deixei uma informação passar será bem estressante. Com o “Uma viagem pelo Nilo” foi assim; eu ainda consegui a proeza de assinar a boneca do livro com um erro na orelha onde tem a minha biografia (mas depois descobri que coisas assim é extremamente normal acontecer).

Fora o sono… É incrível como ele chega tão rápido; eu usualmente acordo umas 9h00 e começo o processo de responder mensagens, alimentar o meu gato, me alimentar e pensar no que irei blogar. Até umas 14h30 já terminei esta parte e dou uma estudada para então me dedicar ao livro. Novamente retorno para as redes sociais e checo todas para moderar as mensagens de leitores (me sinto uma babá de gente crescida tendo que lhe dar com mensagens de ódio e etc, o que é bem desgastante porque alguns conteúdos dão até asco) e começo a escrever algo para o site ou blogs. Quando menos percebo o sono está batendo em minha cabeça e já são umas 23h00, isto quando não 01h00. Eu realmente me perco quando estou escrevendo e tem horas que nem o meu querido cappuccino pode ajudar.

Links de Arqueologia: manicômio brasileiro como centro de extermínio, quem formou as favelas

Este é um assunto que eu queria abordar com vocês já faz alguns meses, que é o uso de hospícios no Brasil para isolar as pessoas não quistas da sociedade, aliás, esta não era uma pratica comum somente no nosso país, EUA que o diga. Dentre os indivíduos que não eram bem vistos para viver entre os “cidadãos de bem” estavam aqueles com deficiências mentais, comunistas, mulheres que “perderam” a virgindade antes do casamento, órfãos, prostitutas, homossexuais ou alguém que simplesmente teve alguma desavença com algum politico forte.

☥ O Holocausto manicomial: trechos da história do maior hospício do Brasil!

Mais sobre o assunto:

☥ Antecâmara da morte: manicômio brasileiro exterminou 60 mil pessoas
☥ Holocausto brasileiro: 50 anos sem punição (Hospital Colonia) Barbacena-MG

Vale muito a pena ler também o próximo artigo para entender um dos primeiros passos para a criação das favelas cariocas e o quanto estudar a história tanto da formação delas, como das questões sociais a elas vinculadas (como a venda de drogas) é importante para conhecer o nosso passado e presente. No texto em questão é citada a Favela da Providência e, para quem for curioso, existe até um samba do João da Baiana chamado “Cabide de Molambo”, onde ele fala “As botinas foi de um velho da revolta de Canudos”, uma possível relação com a história dos ex-combatentes de Canudos e que formaram a primeira favela no Rio.

☥ Conheça a história da 1ª favela do Rio, criada há quase 120 anos

A reportagem seguinte mostra um documento chocante: um exemplo de contrato voltado para mulheres. Vale ressaltar que esta reportagem foi inspirada em um artigo cientifico que está disponível para a leitura por parte de todos os públicos.

☥ Contrato de professora em 1923 proibia de casar, frequentar sorveterias e andar com homens

Mais sobre o assunto:

☥ Indícios do sistema coeducativo na formação de professores pelas escolas normais durante o regime republicano em São Paulo (1890/1930)

Este link divulga o documentário brasileiro “São Sebastião do Rio de Janeiro: a formação de uma cidade”, que estreará no segundo semestre deste ano e que conta com animações gráficas para ilustrar o surgimento e crescimento da cidade do Rio de Janeiro. Um livro sobre o tema foi publicado ano passado.

Documentário resgata a formação da cidade do Rio de Janeiro através de animações

Mais sobre o assunto:

☥ Ciência e Letras – São Sebastião do Rio de Janeiro: A Formação de uma Cidade

Vídeo: Engenhos e prospecção arqueológica

O projeto de diagnóstico e prospecção arqueológica da área de influência da adutora de água em Tomar do Geru, Itabaianinha e a área da barragem do riacho Guararema em Santa Luzia do Itanhy (SE) finalmente acabou! Estou moída, meus horários de sono estão malucos, estou com um bronzeado muito, mas muuuito bizarro (com direito a um X amarelado nas costas), o que está me obrigando a andar com blusas de costas fechadas.

Mas eu tenho uma grande novidade: eu não me queimei muito ao ponto da minha pele empolar, ou seja, não tive mais nenhuma reação alérgica, isso porque usei luvas e a Contextos tem um chapéu que protege a nuca.

Já estou com saudades da cidade de Umbaúba e Itabaianinha. Eu vi muitas paisagens bonitas e histórias únicas e para me despedir de forma descente gravamos (eu e a minha amiga Eva) algumas imagens do trabalho. Vale lembrar que não mostrei a pesquisa em si, até porque… Bem, nossa atividade não é lá muito mole e sob um Sol horroroso é difícil lembrar de gravar algo. As imagens na verdade são um resumão da minha experiência neste trabalho.

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Estou torcendo muito para que vocês curtam assistir e tenham um gostinho dos lugares que visitei 😀