Cappuccino, livro e o rei Tut (e de novo, e de novo e de novo…)

Em pensar que tudo começou com uma festa de Ano Novo que de tão tediosa resolvi aproveitar escrevendo um livro. Sim, foi exatamente desta forma que levei as coisas. Era a virada de 2011 para 2012 e eu estava saindo da graduação e nos meses seguintes estaria ingressando no Mestrado em Arqueologia e o meu tédio era absoluto e assombroso. Ok, eu me canso das coisas com muita facilidade, de certa forma eu cheguei até a enjoar de escrever só sobre antiguidade egípcia, mas ainda assim para mim a idéia é aproveitar o momento, e foi desta forma que iniciei uma obra sobre o meu velho e caro Tutankhamon. Meu parsa.

Foto publicada no Twitter na madrugada do dia 01/01/2012, momento em que comecei a realizar a revisão bibliográfica sobre o rei.

E aqui estou na atualidade, oscilando entre o copy desk do livro, atualizar o site/redes sociais do Arqueologia Egípcia e responder mensagens dos leitores. Trabalhar com a revisão não é tão ruim quanto parece, pelo contrário, é ótimo, principalmente porque estou mexendo com algo que gosto muito, estou trabalhando com o “eu escritora” e “eu leitora”, já que a cada palavra, sentença ou imagem imagino o que eu, como alguém que gosta da história do Tutankhamon, gostaria de ler naquela frase… Naquela legenda. O que eu lia nos livros quando mais nova e o que eu achava que estava faltando neles? É quase uma conversa mental entre a Márcia de hoje e a Márcia do passado.

— Curta a fanpage de Tutankhamon, 1922 e o Vale dos Reis.

Mas não é todo o dia que estou disposta a ficar cuidando de um copy desk porque não sinto que minha mente está tranquila o bastante para me focar 100% no trabalho. Esta é uma etapa muito importante, uma vez que das minhas mãos a cópia do livro passará para o revisor de ortografia e gramatica e voltará para as minhas mãos novamente para ser feito o último copy desk e se depois desta etapa eu perceber que deixei uma informação passar será bem estressante. Com o “Uma viagem pelo Nilo” foi assim; eu ainda consegui a proeza de assinar a boneca do livro com um erro na orelha onde tem a minha biografia (mas depois descobri que coisas assim é extremamente normal acontecer).

Fora o sono… É incrível como ele chega tão rápido; eu usualmente acordo umas 9h00 e começo o processo de responder mensagens, alimentar o meu gato, me alimentar e pensar no que irei blogar. Até umas 14h30 já terminei esta parte e dou uma estudada para então me dedicar ao livro. Novamente retorno para as redes sociais e checo todas para moderar as mensagens de leitores (me sinto uma babá de gente crescida tendo que lhe dar com mensagens de ódio e etc, o que é bem desgastante porque alguns conteúdos dão até asco) e começo a escrever algo para o site ou blogs. Quando menos percebo o sono está batendo em minha cabeça e já são umas 23h00, isto quando não 01h00. Eu realmente me perco quando estou escrevendo e tem horas que nem o meu querido cappuccino pode ajudar.

Avatar

Arqueóloga formada pela UFS com a monografia “Egito Submerso: a Arqueologia Marítima Egípcia” e mestra em Arqueologia também pela UFS com a pesquisa “Arqueologia de Ambientes Aquáticos no Egito: uma proposta de pesquisa das sociedades dos oásis do Período Faraônico”. É administradora do Arqueologia Egípcia.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *