Eu e o “Uma viagem pelo Nilo” estivemos na I Flise!

Nas últimas duas semanas muita coisa aconteceu, mas devido a vários fatores eu não pude relatar nenhuma novidade para vocês. Meus últimos dias foram uma senhora novela: aparentemente passei quase três semanas com Chikungunya e fiquei sem meus dois computadores.

Bom, a Chikungunya é só uma desconfiança porque não fui para o posto de saúde, mas fiquei dias inteiros sentindo muitas dores por todo o corpo e com inflamações (não estava visível na pele, mas quando eu olhava meus lábios, do lado de dentro de minha boca, era possível ver manchas vermelhas). A última novidade são caroços que apareceram por meu rosto, então o que posso dizer é que eu realmente não estava na minha melhor forma. Porém, depois de tomar dipirona, muita água e ficar em bastante repouso finalmente senti uma enorme melhora e quem sabe já estarei por aí correndo com a minha futura cachorrinha.

A cachorrinha é a outra novidade: a família aqui irá crescer, não sei quando a nossa cadelinha irá chegar, mas já estou muito empolgada esperando por ela. Infelizmente não escolhi ainda o nome. Conto com a sugestão de vocês. Já pedi um pitaco até lá no Twitter.

Também fui convidada para participar da I FLISE (Feira da Leitura e do Livro de Sergipe) e vocês não ficaram sabendo com antecedência porque foi tudo um grande acidente do destino. Explico: eu estava em Salvador e voltei praticamente correndo para Aracaju para poder participar de um bate-papo com uma escritora nacional (vide vídeo). Finalizada a minha atividade fui dar uma passada no estande da Gráfica e Editora J Andrade, local em que o meu livro, Uma viagem pelo Nilo, foi impresso. Qual não foi a minha surpresa quando cheguei lá e o meu livro estava em exposição! Então eles perguntaram se eu não gostaria de ficar no estande para realizar um meet com os leitores e futuros leitores. Aceitei na hora. Comentei acerca no vídeo abaixo, bem nos minutos finais. Caso queira pular direto para a parte em que cito a Flise clique aqui:

Juro que fiquei muito receosa, imaginando como eu seria tratada no dia seguinte. Não sei de qual parte da minha imaginação tirei que de alguma forma eu poderia ser hostilizada pelos funcionários que estariam trabalhando no estande, mas o meu medo se mostrou totalmente infundado: fui tratada extremamente bem por todos os funcionários, que me deram todo o suporte necessário fazendo com que eu me sentisse em casa. Tenho uma história de amor com a J Andrade e que agora se expandiu com a minha participação nesse evento.

Eu de boas mandando alguma mensagem ou fazendo algum snap. Foto: Enaldo Valadares.

Já a ideia da organização do estande foi pensando para imitar o ambiente de uma cafeteria, com as nossas mesas bem ao estilo daqueles cafés mais reservados, estantes com livros ao fundo, lustre, música ao vivo em determinados momentos e até mesmo uma moça fazendo café :3 Cara… Sério… Muito legal! Meu arrependimento por não ter gravado um vlog está no zênite.

Eu estava nervosa pra cacete porque eu ia ficar sozinha pela primeira vez, mas a Márcia, que estava cuidando de toda a organização da editora, me ajudou muitíssimo.

A Márcia da J Andrade ajudou-me 100%. Muitíssimo obrigada!

Conheci pessoas e histórias maravilhosas e percebi com mais força que crianças são leitoras vorazes, mesmo quando o assunto é Arqueologia. Elas são empolgadas, gentis e ansiosas por aprender mais. É incrível. Me vi em muitas delas porque se eu tivesse a oportunidade de participar de um meet com uma arqueóloga quando pequena certamente eu enlouqueceria. Elas eram incrivelmente atentas ao conteúdo do livro, muito empolgadas em aprender o assunto, demostravam felicidade de forma explicita (ganhei até um pulo misturado com abraço de uma menina. Ela me deu um baita susto, mas não tem problema😀 ) e ao menos uma, dentre elas, queria tanto o livro que economizou dinheiro para comprá-lo. Foi uma grande honra. Estou com muito orgulho desses meus pequenos leitores e dos pais também, que dão asas para as suas filhas e filhos voarem o mais alto possível. Já dizia Carl Sagan que crianças são naturalmente cientistas e são os pais os responsáveis por impedi-las de serem curiosas ou darem espaço para elas explorarem o mundo.

Uma coisa que eu achei engraçada é que algumas pessoas só apareciam para tirar fotos, tipo assim, nem te davam um “olá”, vinham, tiravam uma foto e partiam. Eu fiquei imaginando o motivo e comentei com outra pessoa e ela me disse algo que nem sequer  se passou por minha cabeça: “É que é para postar nas redes sociais dizendo que conheceu determinado autor… Mesmo nem sabendo sobre que diabos ele escreve”. Meu queixo caiu, mas não pela a atitude dessas pessoas (a qual não vejo nada de mais, cada um faz o que quer com a sua vida, seja pagar de culto na internet ou não), mas por minha inocência em nem ter imaginado que podia ser isso.

Mais uma apaixonada pela antiguidade egípcia que amei conhecer❤ . Foto: Enaldo Valadares.

Eu e o historiador/autor Thiago Fragata, cujo filho ama a antiguidade egípcia. Espero que o meu livro tenha se tornado um lindo presente para esse garoto.

Ainda fui apresentada ao Ismael Pereira, artista plástico e autor, o qual tive o privilégio de saber que já tinha lido o meu livro. Foi dele que escutei a frase “Meu país é o mundo e a minha bandeira é o Sol” (ou algo assim, mas a ideia é essa).

Foi cansativo, eu ainda estava doente, muito cansada por conta da viagem, mas eu faria tudo novamente (desta vez fazendo um vlog). Apesar de ser a sua primeira versão a Flise já se mostrou um evento grande. A pena é que cobram tão caro para os autores exporem. Eu tive a boa sorte de ter sido convidada pela gráfica.

Se ocorrer uma segunda versão quero participar novamente. Foi cansativo, as vezes surreal, mas foi divertido. Alias sempre é muito legal ver a reação do público cara a cara.

Google homenageia o aniversário da descoberta do fóssil “Lucy”

Depois de prestar homenagem ao arqueólogo Howard Carter e a arqueóloga e antropóloga Mary Leakey no dia de hoje (24/11) o doodle do Google está comemorando os 41 anos da descoberta do fóssil “Lucy”.

“Lucy” no doodle do Google. 2015.

Encontrado na Etiópia, o fóssil de Lucy é um Australopithecus afarensis com cerca de 3,2 milhões de anos. Foi encontrado durante as escavações arqueológicas coordenadas pelo antropólogo Donald Johnson em 1974, no deserto do Triângulo de Afar.

Seu descobrimento e pesquisa é de extrema importância porque trata-se de uma das espécies hominídeas mais antigas, sendo um dos nossos vínculos com o passado mais remoto da humanidade.

Como o nome “Lucy” bem indica o corpo é de uma fêmea. Ela foi batizada dessa forma graças à música dos Beatles, Lucy in the Sky With Diamonds, que, de acordo com os relatos dos pesquisadores envolvidos no seu achado, estaria tocando no momento das escavações.

Foi graças a uma analogia a ela que um dos nossos fósseis brasileiros mais antigos chama-se “Luzia”.

Atualmente Lucy está em exposição no Museu Nacional da Etiópia, na capital etíope Addis Abeba.


Notícia sugerida por Márcia Sandrine.

Babi Dewet em Aracaju e a questão da publicação independente

Enfim conheci a Babi Dewet, a autora da trilogia “Sábado á Noite” da Editora Generale e de um dos contos do livro “Um ano Inesquecível”, da Editora Gutemberg. A Babi é uma das autoras nacionais a qual tenho mais interesse porque foi uma das minhas inspirações, além da Carina Ricci, para publicar de forma independente.

Babi Dewet em Aracaju 02

Babi Dewet em Aracaju 03

Sinceramente não sei há quantos anos conheço o trabalho e o blog da Babi, somente que ela ainda não tinha publicado o seu segundo livro. Também há muito tenho desejado conseguir uma dedicatória dela e a oportunidade surgiu no último dia 07/11.

Babi Dewet em Aracaju 09

Eu já sabia sobre o bate-papo dela, que ocorreria na I Flise, contudo sob a organização do Colégio Módulo, mas arrisquei ir para Salvador no dia 06 e voltar correndo na manhã do dia 07 para ver se eu chegaria a tempo, e tenho que agradecer minha amiga Fernanda por seu horário preciso para me trazer de volta. Consegui chegar na cidade faltando 20 minutos para o início do evento, mas foi o necessário para tomar um banho na casa desta mesma amiga e correr até o Módulo, que fica a um quarteirão.

Babi Dewet em Aracaju 06

Babi Dewet em Aracaju 07

Babi Dewet em Aracaju 08

O bate-papo teve a duração de 1 hora e a maioria das perguntas foram relacionadas com os personagens dos livros, somente a minha e a de um garotinho que pegou o microfone logo depois de mim, tiveram relação com a produção dos livros e vida profissional.

A única surpresa desagradável foi que para recolher a dedicatória todos nós precisávamos nos deslocar para o Parque da Sementeira, que fica em outro bairro, porém, o lado bom é que ela assinaria todos os livros que nós tivéssemos em mãos! A mulher publicou quatro livros e ela assinaria todos! Coitada! Eu sei o quanto é cansativo escrever dedicatórias e não sou famosa. A Babi é e deve ter uma munheca de ferro, não é possível!

Babi Dewet em Aracaju 011

Babi Dewet em Aracaju 010

Passei, creio, que uma hora na fila e eu estava incrivelmente exausta, mas valeu muito a pena: o pessoal no estande do Módulo foi extremamente atencioso comigo quando souberam que eu tinha acabado de chegar de Salvador e que até aquele momento não tinha comido nada (descolaram até um lanche e água para mim) e a Babi foi super gentil também.

Babi Dewet em Aracaju 04Babi Dewet em Aracaju 05

Só não gostei do prefeito furando fila na minha frente para pegar uma dedicatória para a neta dele. Eu não me importaria em ceder meu lugar para ele para evitar o povo o urubuzando, mas o fofo nem licença pediu. Juro que eu devo ter saído em alguma fotografia dos assessores dele fazendo uma careta, a pena é que jamais terei uma destas fotos em mãos para guardar com carinho este momento em que levei uma carteirada silenciosa.

Abaixo está um vídeo que gravei contando um pouco como foi esse dia. Nele também está a parte do bate papo no Colégio Módulo onde pergunto sobre a experiência dela com a publicação independente. Assistam aí, deixem um “curtir” e aproveitem e inscrevam-se no canal clicando aqui.

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=7iNbPqZVSfI]

Youtube | Twitter | Instagram | Snapchat: aegipcia

E aqui mais detalhes das dedicatórias (clique nas imagens para ver mais detalhes):

Até mais! Com amor e música. 😉

Mergulhadores e arqueólogos em prol do patrimônio arqueológico

Uma das coisas mais incríveis para quem trabalha com a Arqueologia é poder dialogar com a população. Essa não é uma tarefa muito fácil, visto que o que é importante para nós, acadêmicos, pode simplesmente não significar nada para outras pessoas.

Contudo, recentemente tive o privilégio de ver uma mobilização conjunta entre curiosos e arqueólogas (os): Na noite do dia 06 de novembro, estive em Salvador para a abertura do “Encontro das tribos” (que ocorreu nos dias 06, 07 e 08/11), evento encabeçado pela operadora de mergulho “Águas Abertas” e que teve como objetivo realizar uma confraternização entre alunos, profissionais e entusiastas das diferentes áreas relacionadas com a cultura. Foi pensando nisso que o Jorge Galvão, dono e administrador da operadora, optou por abrir o evento com um bate-papo informal entre seus alunos e profissionais da Arqueologia Subaquática.

Um dos objetivos do encontro foi levantar propostas para criar visibilidade para a preservação de sítios arqueológicos submersos, a exemplo do seu principal representante, os sítios de naufrágio. Desta forma, após a apresentação inicial do grupo — onde cada um contou suas experiências, anseios e objetivos para o futuro — foram discutidas sugestões para preservar e valorizar tais bens, salientando os casos de desconhecimento da importância desse legado por parte da população e até mesmo o descaso.

Ao final de tudo foi legal ver o interesse em discutir ideias, especialmente aquelas que visam tentar mostrar para quem nunca mergulhou o que é o ambiente aquático, o que ele guarda e como preservar o que há lá, isso levando em consideração que as pessoas são acostumadas a ver o patrimônio edificado em terra — a exemplo de Igrejas, fortes, mausoléus, etc —, mas usualmente desconhecem a riqueza do patrimônio subaquático, tipos de sítios, sua importância histórica, como conservá-los, etc.

Estruturas do Blackadder. Luis Felipe Freire. 2015.

Em breve estará disponível no Arqueologia Egípcia um vídeo sobre a Arqueologia Subaquática, mas se você quiser ver um preview pode clicar aqui. Este link está apontando para os 05min38 do vídeo, onde são mostrados takes curtíssimos realizados no sítio arqueológico do cliper Blackadder.