Sim! Tem um projetinho novo relacionado com a Arqueologia vindo por aí

As últimas semanas foram bem complicadas: minha casa está em reforma, precisei elaborar um capítulo de um livro, realizei a mudança da minha operadora de TV… Acho que nunca fiz tantos telefonemas como nos últimos dias.

O pessoal que me acompanha através do Snapchat (👻aegipcia) assistiu parte destes acontecimentos e estão sabendo algumas coisinhas relacionadas com um novo projeto meu… Para quem está por fora: nos dias que se passaram comecei a realizar algumas gravações em sítios arqueológicos relacionados com a Segunda Guerra Mundial porque estou organizando um minidocumentário (vamos chamar aqui de minidoc). Não é um projeto ambicioso, é algo que estou fazendo para me divertir e também para dar para os leitores como um presente de aniversário dos oito anos de existência do site Arqueologia Egípcia. Dá para acreditar nisso? NOVE ANOS!

No primeiro dia de gravações recebi o auxílio do meu colega da Arqueologia, o Almir Brito Jr, que é o sujeito que está aí abaixo ao meu lado:

Sofremos com o Sol só para gravar e fotografar umas imagens legais para vocês.

O Almir também é fotografo (se liguem na página dele aqui) e eu o convidei para registrar algumas imagens do Farol de Aracaju e dos dois “Cemitérios dos Náufragos”.

Uma história tão pouco contada sobre a entrada do Brasil na 2ª Guerra é o porquê da sua entrada: foi devido ao torpedeamento de cinco navios mercantes na costa brasileira. Três deles foi em Sergipe.

O ataque foi realizado pelo submarino alemão U-507 e na época acreditou-se que o comandante responsável pela agressão foi guiado pelo Farol de Aracaju, que por conta disso passou dois meses desligado. Esse farol, por acaso, fica uns 10 a 15 minutos de carro da minha casa. Olha ele aí abaixo:

Infelizmente não pude filmar dentro dele porque (1) não tinha nada esclarecendo se é permitido ou não entrar nele, (2) tinha vários marimbondos fazendo a festa justamente em uma das entradas (3) e reza a lenda que perderam as chaves que dão acesso ao seu interior. Uma pena.

Depois partimos para os cemitérios.

O ataque vitimou mais de 500 pessoas — a maioria civis — e parte dos corpos pararam nas praias próximas de Aracaju. Alguns foram sepultados em um dos cemitérios da capital (ainda não fui lá), outros poucos identificados foram entregues para seus familiares e os demais foram sepultados em covas coletivas na própria praia. De acordo com a historiografia esse local é onde está atualmente o “Cemitério dos Náufragos” que fica bem ao lado da Avenida José Sarney (no vídeo vocês irão ver).

A real é que não encontrei nenhum artigo que aponte se restos humanos foram encontrados durante a construção da rodovia (todos negam) e inclusive vou procurar me informar se ocorreu ao menos o Licenciamento Ambiental.

E nossa última parada foi no segundo “Cemitério dos Náufragos”, que é somente um marco simbólico, não existe ninguém sepultado lá.

Está sendo um ótimo desafio organizar esse material. Espero que o resultado fique legal. Se vocês quiserem acompanhar um pouco dos bastidores dessas gravações estou postando no meu Snapchat, Instagram e principalmente na página deste blog aqui, o #AEgípcia.

E se tiver alguma dúvida sobre esse tema deixe nos comentários. Quem sabe rola encaixá-la no minidoc. 🙂

Eu, meu livro e Arqueologia no programa “Expressão”

No dia 11/07/2014 (já faz um tempinho né) fui convidada pelo o programa “Expressão” da TV Aperipê para falar sobre Arqueologia e o meu livro publicado na época: o “Uma viagem pelo Nilo”. Foi algo da noite para o dia: recebi alguns telefonemas durante a tarde e no dia seguinte eu já estava me arrumando para ir ao programa.

Raramente assisto TV aberta e não seria novidade alguma eu não conhecer de fato o canal TV Aperipê, não tem problemas eu falar isso na internet porque eles sabiam disso. Então fui com a cara e a coragem.

Gente, é sério! Tem lugares para onde já fui que eu simplesmente perdi a oportunidade de mostrar para vocês e a TV Aperipê é um deles. Todos os funcionários que me atenderam foram extremamente atenciosos comigo. Como acompanhante levei a minha própria irmã e eles também fizeram o máximo para deixá-la confortável. Também tive a oportunidade de conversar com os outros entrevistados. Foi bem legal.

Eu nunca tinha ido para um programa de estúdio (nunca fui para programa algum, para início de conversa) e só posso dizer que é bem legal. Minha irmã tirou algumas fotos pelo o celular, por isso a qualidade não é a das melhores, mas dá para vocês terem uma ideia:

O Pasqual também foi muito legal. Quando sentei eu estava extremamente desconcertada e ele começou a puxar assunto enquanto não começavam as gravações. A gente falou sobre várias coisas.

Já a entrevista acabou saindo muito da pauta, o que me assustou bastante. A nossa conversa informal antes das gravações tinha mais a ver com a proposta original do que a entrevista em si (eu até recebi mensagens de dois colegas/amigos reclamando depois), mas mesmo assim foi bacana. Abaixo está a entrevista na integra (podem pular a parte dos golfinhos, porque é looooonga):

Bom, no dia em que a entrevista foi ao ar eu não poderia assistir porque coincidia com o horário do lançamento do meu livro em Aracaju, porém, disponibilizei um link para os leitores poderem assistir “ao vivo” pela internet. E no dia seguinte ao lançamento eu tinha que pegar a estrada para ir a um trabalho de campo (ainda lembro da minha pessoa morrendo de sono precisando assinar livros em casa enquanto tinha que arrumar as malas). Passei semanas quase que totalmente incomunicável até agosto! Foi quando pude ver o resultado. 

Eu não achei este vídeo listado no Youtube (acho que ele não está disponível para a busca 🙁 ), então eu resolvi publicá-lo no Facebook cortado, tirando aquela parte dos golfinhos.