Paisagens que a Arqueologia me proporcionou

Quando eu era criança o meu único interesse em ser arqueóloga estava no fato de que eu iria escavar “coisas antigas”. Eu sabia que ia precisar fazer “grandes reflexões sobre o passado”, mas não sabia que a maior parte seria baseada em discussões teóricas ou realizando revisões bibliográficas. Naturalmente na cabeça de uma criança a Arqueologia é mais simplória e romântica.

Visita ao MASP (SP)

Foi quando ingressei na graduação que comecei a ter uma ideia da dimensão de pessoas e lugares que eu poderia conhecer pessoalmente. Tudo bem que é um grande fato que o meio acadêmico pode limitar nossas experiências — quantos de vocês não já ouviram “não leiam este livro”, “esta revista não é tão boa”, “não vai para o campo deste cara, não gosto dele”, “esquece este site e vai pensar em algo útil”… Sim, este último foi comigo —, mas ao mesmo tempo, se você souber como aproveitar, passará por coisas incríveis.

Fazenda São Félix em Santa Luzia. Foto: Evaney Simões. 2015.

Na época da universidade conheci alguns lugares que eu jamais imaginei que iria pisar um dia e com o fim dela e o crescimento do Arqueologia Egípcia os meus horizontes se expandiram mais ainda com trabalhos de campo e os vídeos que andei gravando por aí para o canal do A.E. Isso só me empolga e me faz imaginar o que mais virá pela frente.

“Visitando ao Museu Egípcio Itinerante”, vídeo para o canal do A.E.

“Um mergulho da Arqueologia Subaquática”, vídeo para o canal do A.E.

Visita ao povoado Crasto (SE).

Visita à Casa da Torre Garcia D’Avila.

Atualmente tenho me divertido também conhecendo o público que assiste aos meus vídeos. A internet é um espaço realmente maravilhoso e é interessante notar que mesmo não tendo relação alguma com a mídia tradicional o Arqueologia Egípcia não só virou espaço para a obtenção de conhecimento para algumas pessoas, mas de entretenimento também.

Um casarão antigo e um pintor desnorteado!

Quem segue o canal “Márcia Jamille” está tendo a oportunidade de acompanhar a série de gameplays de “Layers of Fear”, um jogo de terror psicológico que se passa em um casarão do século XIX. Nele somos um pintor que deve desbravar o casarão enquanto descobre pouco a pouco o que ocorreu lá de tão terrível para ele estar abandonado.

Espero que vocês se divirtam com os meus sustos porque… Meu deus… Se tive cagaço com este jogo, imagina se eu fosse jogar “Outlast 2″… Ou seja, eu não iria jogar, morreria de infarto antes disto!

Abaixo está o 1º Capítulo da série, o qual consegui a proeza de salvar com a câmera ao contrário (vocês irão entender!). Isso não irá comprometer sua experiencia, exceto, claro, que você tenha toc. Desculpa seriozão caso você tenha toc! 😕 E estas thumbnails foram feitas pela Márcia Sandrine (clique aqui para ver o Instagram dela). A ideia era “me colocar” no ambiente do jogo.

E este é o 2º capítulo da série. Nele já estou mais esperta com a câmara. Quase uma profissional do mundo das gameplays! Eu deveria até receber um Oscar de melhor gameplay do Youtube!

Espero vê-los nos próximos capítulos! 🙂