Grande geoglifo foi destruído no Acre: o que sabemos até agora?

E mais uma vez lá no Arqueologia pelo Mundo falei da destruição de um patrimônio arqueológico brasileiro. Trata-se do geoglifo do sítio arqueológico Fazenda Crixá II, em Capixaba, no Acre.

Geoglifos, falando de forma extremamente básica, são grandes imagens feitas no solo. Os mais famosos são as linhas de Nazca, no Peru. Os espécimes daqui do Brasil possuem formas geométricas como quadrados, losangos e círculos. Alguns são do tamanho de um campo de futebol e suas valas podem ter até 2 metros de profundidade.

Não se sabe os motivos para os antigos povos indígenas terem feito essas imagens. A proposta é de que os geoglifos tenham sido espaços ritualísticos e de socialização e tenham sido feitos a partir de uns 2 mil anos e suas construções tenham se seguido até o século 16 ou 17.

No caso desse da Fazenda Crixá II, a sua destruição foi descoberta por um paleontólogo chamado Alceu Ranzi. E sabe como ele descobriu? Checando imagens de satélites. O pior é que nós estamos sabendo disso só agora, mas a destruição ocorreu no final de 2019!

Imagem: comparativo da destruição do geoglifo do sítio Fazenda Crixá II.

A National Geographic entrou em contato com o dono da fazenda: Trata-se do pecuarista Assuero Doca Veronez, que é o presidente a Federação da Agricultura e Agropecuária do Acre. De acordo com a reportagem realizada, Assuero defende a expansão da conversão de novas áreas de florestas para o agronegócio. Em declaração para a reportagem ele disse o seguinte “o sítio arqueológico é semelhante a centenas de outros existentes na região. Se existem centenas de geoglifos semelhantes, no meu entendimento a gravidade do fato tem uma importância relativa.”. Bom, isso não é verdade! Uma vez que cada geoglifo conta um pedaço da história e da multiplicidade de povos que existiram no nosso território antes da invasão portuguesa.

Como resposta a essa destruição, no último dia 11/09/20 o Museu Universitário da Universidade Federal do Acre (UFAC), em conjunto com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e a Universidade de São Paulo (USP) realizaram uma reunião onde decidiram de qual forma esperam preservar os geoglifos. A reunião foi coordenada pelo diretor do museu universitário, o professor Gerson Albuquerque e a ideia é criar uma frente de defesa composta por pesquisadores, assim como a construção de um observatório permanente.

Paralelamente, o Ministério Público Federal no Acre (MPF-AC) instaurou um inquérito civil público para investigar os danos causados aos sítios arqueológicos da Fazenda Crixa II e a Polícia Federal no Acre (PF-AC) também abriu um inquérito.

Para você saber mais:

O que são os geoglifos milenares destruídos por trator na Amazônia acreana

https://www.nationalgeographicbrasil.com/historia/2020/08/o-que-sao-os-geoglifos-milenares-destruidos-por-trator-na-amazonia-acreana

Pesquisadores montam frente para evitar destruição de geoglifos e querem observatório permanente: ‘nossa memória’

https://g1.globo.com/ac/acre/natureza/amazonia/noticia/2020/09/14/pesquisadores-montam-frente-para-evitar-destruicao-de-geoglifos-e-querem-observatorio-permanente-nossa-memoria.ghtml

E não é que visitamos um sítio arqueológico em The Sims 4?

É até exagero falar dessa forma, até porque o sítio arqueológico em questão foi feito por mim exclusivamente para a série “Aventuras na Arqueologia“. E deixa eu falar rapidinho sobre ela para quem caiu aqui de paraquedas: “Aventuras na Arqueologia é uma série do meu canal Arqueologia pelo Mundo. Nela o público acompanhará uma jovem estudante, a Juliana Archaia, desde a sua formação, até a sua busca por grandes descobertas arqueológicas.

Basicamente no 2º capítulo acompanhamos todos os personagens da república, entretanto, a Juliana sempre foi o nosso foco no jogo. Daí, as metas que defini são que ela treine escrita — já que faz parte da profissão de arqueologia escrever artigos e relatórios — e que ela torne-se arqueóloga, participando de escavações, analisando artefatos e interagindo com outros arqueólogos. Mas, para quem conferiu esse vídeo já deu para sacar que ela prefere dormir e jogar videogame do que estudar… Puts Ju! O mais engraçado foram os comentários do pessoal se identificando 😂.

E como já é o esperado em The Sims 4, SEMPRE rolam algumas surpresas né? Uma delas foi a de que o nosso Takata-San quase morreu em um incêndio! Isso enquanto eu tinha me distraído no momento em que dava algumas dicas de leituras de arqueologia para vocês. Pensem o susto!

Essa série está sendo totalmente patrocinada pelos membros e apoiadores do Catarse do Arqueologia pelo Mundo. Se quiser apoiar também o projeto clique aqui (para se tornar membro do canal) ou aqui (para se tornar um apoiador no Catarse). E o nosso Discord, Tumba dos Maluqueiros, está aberto para receber sugestões!

E vamos torcer para que não ocorra nenhuma morte no próximo episódio.

Visitando sítios arqueológicos submersos em Assassin’s Creed Odyssey

Finalmente lá no canal abordei um dos conteúdos mais pedidos pela comunidade do Arqueologia pelo Mundo: O jogo Assassin’s Creed Odyssey!
E sim, eu sei que alguns de vocês querem que eu comente também o Origins, mas não se preocupem, irei fazer isso… Só precisam ter um pouco de paciência com meu pc galera… Quem já assistiu ao vídeo viu que sofri altos perrengues com meu computador, mas até que isso deu certo charme 😅.

Esse vídeo não é uma gameplay clássica. O que faço é passear pela ilha de Cefalônia mostrando alguns detalhes curiosos em termos de arqueologia, especialmente arqueologia subaquática.

O jogo se passa durante a época da Guerra do Peloponeso, travada entre as cidades de Atenas e Esparta. A Ubisoft mandou muito bem na ambientação histórica e foi exatamente por isso que resolvi usar esse jogo como guia para mostrar alguns tipos de sítios arqueológicos. E de bônus ainda visitamos uma doca seca! Eu realmente nunca tinha visto uma no jogo e foi legal poder mostrá-la para vocês.

*Aquele momento delícia em que o jogo travou 😂”

E a reação de alguns de vocês foi simplesmente ótima!

Sim! NASA, se prepara que o Arqueologia pelo Mundo terá seu momento de glória!
Fico feliz por ter te feito feliz!
💜

E o meu amigo, o Vini, deu um exemplo bem interessante de como construções acabam ficando submersas de forma bem parecida ao que mostro no jogo:

E só lembrando! Se vocês gostam de games e Arqueologia, eu iniciei a série “Aventuras na Arqueologia” lá no canal! Segue a playlist:

“Aventuras na Arqueologia”: conheça os personagens iniciais

A pandemia do novo coronavírus (covid-19), tem mudado a rotina de várias pessoas, empresas e claro, canais de YouTube. E um dos canais que têm passado por essas mudanças é o “Arqueologia pelo Mundo”, que mudou parte de sua programação para atender e entreter as pessoas que estão obedecendo a quarentena. Graças a isso, a série “Aventuras na Arqueologia” foi anunciada (e iniciada) com antecedência; anteriormente esperava-se que ela fosse lançada somente em meados de julho.

O primeiro capítulo já está disponível no canal e a perdido dos seguidores foi feita a apresentação dos personagens da fase inicial. Assim como da ambientação da universidade em que a personagem principal, a Juliana Archaia, frequentará:

Juliana é uma estudante de arqueologia que está vivendo em uma república. O público poderá assistir ao desenvolvimento dela na profissão, porém, a ideia não é ser somente uma gameplay: a proposta central é apresentar alguns dos aspectos principais da arqueologia, desmistificando o que é visto na ficção, onde arqueólogos são caçadores de relíquias, o que está longe da realidade.

Vale lembrar que alguns dos personagens da república foram inspirados em nomes da divulgação científica brasileira: Takata-san (Takata do Gene Repórter), Vivi e Camila Peixe (Vivi e Camilia do canal Peixe Babel), Pilula o Paleontólogo (Pirula), Laura Microbiologia e Ana da Fisiologia (Laura e Ana do canal Nunca Vi 1 Cientista).

Essa série está sendo totalmente patrocinada por alguns dos seguidores do Arqueologia pelo Mundo. Se quiser apoiar também o projeto clique aqui (para se tornar membro do canal) ou aqui (para se tornar um apoiador no Catarse). E o nosso Discord, Tumba dos Maluqueiros, está aberto para receber sugestões!

Saiba como ter totalmente de graça o jogo Civilization VI

Não é incomum que a Epic Games distribua alguns jogos gratuitamente para sua comunidade por tempo limitado. Bom, o jogo da vez é Civilization VI, cuja premissa é levar o jogador a expandir seu império pelo mapa, avançar sua cultura e competir com os maiores líderes da história para criar uma civilização que resistirá ao tempo. Esse jogo usualmente é vendido na Epic por R$129,00, mas estará disponível de graça até o dia 28 de maio. E outra coisa! O que está gratuito é o jogo base, os conteúdos acionais, a exemplo do “Pacote Maia e Grande Colômbia”, não entraram nessa campanha.

Saiba como ter Civilization VI para ser jogado em seu PC:

1 . Baixe o launcher da Epic Games (entre no site https://www.epicgames.com/store/pt-BR/ e clique no botão “Baixar Epic Games”):

2 . Vá até o menu “store” e procure pela aba “Jogos grátis”. Clique na imagem do “Civilization VI”:

3 . No canto direito estará um botão azul escrito “obtenha” (na minha imagem está “adquirido” porque eu já tenho o jogo):

4 . Note que você será enviado para uma página de compra. Porém, o valor do game estará descontado e o valor total será “R$0.00”. Clique para comprar.

Pronto! Mesmo que você não tenham um PC bom para rodar jogos, “Civilization VI” ficará guardadinho no seu perfil da Epic Games esperando uma oportunidade para que você possa baixá-lo e jogá-lo.

“Aventuras na Arqueologia”, nossa série no The Sims 4

Foi no final do ano passado (2019), que durante uma conversa com seguidores através do meu Twitter, que surgiu a ideia de criarmos uma série para o meu canal. A proposta era criar um RP de Arqueologia ambientado no The Sims 4, um jogo de simulação desenvolvido pela Maxis e publicado pela Electronic Arts.

Reconheço que essa é uma ideia ousada, visto que meu canal, como bem diz o nome, Arqueologia pelo Mundo, é voltado para a divulgação da Arqueologia. Porém, ainda assim resolvi levar a sugestão a sério e a série foi programada para estrear em julho deste ano. Contudo, algo muito terrível aconteceu: a pandemia da COVID19 (coronavírus).

Eu já tenho minha própria personagem no jogo, mas não serei a protagonista 😊

Devido às medidas de distanciamento social e pelo fato de recebermos constantemente notícias extremamente tristes nos últimos dias, achei que seria interessante ter mais uma possibilidade de uma distração saudável nesses tempos sombrios; enquanto escrevia esse post fiquei sabendo que somente hoje (19 de maio) o Brasil contabilizou mil cento e setenta e nove vidas perdidas, todas vítimas desse vírus. Então, realmente eu gostaria de dar um entretenimento leve para vocês… E para mim mesma.

Você pode enviar seu próprio personagem para fazer parte do nosso mundo. Isso é bem fácil: ao o criar (use somente o jogo base e Aventuras na Selva), na descrição coloque #jogacomigoarqueologa e clique na nuvem para liberar seu personagem na galeria pública.

Como falei, a série se passará no The Sims 4. Chamada de “Aventuras na Arqueologia“, a primeira parte será dedicada à formação acadêmica da personagem principal, a qual viverá em uma república. A decisão pela república foi feita através de uma votação no Instagram. E só dando um spoiler: nas redondezas viverão algumas personalidades da divulgação científica brasileira.

A série será semanal e o público acompanhará uma jovem arqueóloga — já adianto que não será eu — desde a sua formação, até a sua busca por descobertas arqueológicas. Claro que aproveitarei o mundo de Selvadorada, a qual explorarei acompanhada de vocês em vídeo. 

Ok que The Sims 4 não apresenta a Arqueologia como de fato ela é, uma ciência, mas como uma prática de aventura e caça a tesouros. Entretanto, a ideia é que além de divertir o público, possamos aproveitar para contar alguns dos aspectos curiosos dessa profissão.

Essa série está sendo totalmente patrocinada por alguns dos seguidores do Arqueologia pelo Mundo. Se quiser apoiar também o projeto clique aqui (para se tornar membro do canal) ou aqui (para se tornar um apoiador no Catarse). E o nosso Discord, Tumba dos Maluqueiros, está aberto para receber sugestões!

Em breve trarei mais novidades. 

Como são alguns dos lugares arqueológicos mais famosos do mundo vistos do céu?

Eu amaria viajar o mundo todo, conhecer lugares, pessoas e culturas novas. Porém, como diz um velho ditado, “querer não é poder”. Então eu, assim como certamente muitos de vocês que estão lendo este post, temos que nos contentar com fotos, documentários e vlogs de viagens de terceiros. Contudo, felizmente a tecnologia está do nosso lado e cada vez mais pessoas estão disponibilizando na internet passeios virtuais. Daí os menos privilegiados acabam tendo a oportunidade de dar uma espiada em lugares do planeta que gostariam de conhecer, mas nunca tiveram a oportunidade.  

Desde 2006 o site AirPano reúne fotos, vídeos e imagens em 360º de alguns dos lugares mais interessantes da terra, lugares estes que costumam ser pouco acessíveis tanto no sentido logístico, como financeiro. E algumas dessas localidades são sítios arqueológicos. Então, achei que seria legal gravar um vídeo onde dou algumas sugestões de passeios virtuais em 360º em sítios arqueológicos de diferentes lugares do mundo, indo desde a Ilha de Páscoa à Muralha da China: 

Linhas de Nazca

https://www.airpano.com/360photo/Nazca-Lines-Peru/

As linhas estão localizadas em uma província peruana chamada Nazca. E a história da descoberta delas, ou melhor, a história de como começaram a perceber a presença delas, é bem longa, remetendo ao século 16. Contudo, naquela época as pessoas achavam que eram somente trilhas. Até que em 1927 finalmente elas foram entendidas como um indício arqueológico e até os dias de hoje linhas continuam a ser descobertas. 

Petra

https://www.airpano.com/360photo/Petra-Best-Jordan/

Petra localiza-se na Jordânia e o que eu acho mais legal nela é que foi construída em meio a formações rochosas. O edifício mais famoso da região é o Khazneh, o qual atualmente é apelidado de “o tesouro”, mas no passado foi um mausoléu.     

Muralha da China

https://www.airpano.com/360photo/China-Great-Wall-Jiankou-Jiaoshan/

localizada na China, nós nos habituamos a chamá-la no singular, mas tratam-se de uma série de fortificações que foram construídas visando proteger o território do antigo Império Chinês. 

Machu Picchu

https://www.airpano.com/360photo/Machu-Picchu-Peru/

Este é mais um exemplo peruano. Esta cidade se encontra a 3 mil metros de altitude e as paredes de seus edifícios foram feitas com pedra polida. Ela foi construída para ser uma residência real, mas não durou muito, já que foi abandonada tempos depois a sua construção. 

Moais

https://www.airpano.com/360photo/Easter-Island/

Moais são figuras humanas monolíticas esculpidas pelo povo Rapa Nui na Ilha de Páscoa, que se encontra no Oceano Pacífico. Algumas teorias do que seriam esses moais é a de que eram a representação dos ancestrais dos antigos polinésios e que estariam ali para vigiar e proteger as pessoas.

Pirâmides do Egito

https://www.airpano.com/360photo/Egypt-Cairo-Pyramids/

Construídas há mais de 4 mil anos, as pirâmides do platô de Gizé, em verdade é um amplo complexo funerário que envolvem sepultamentos de reis, rainhas, nobres e construtores das pirâmides. 

Angkor

https://www.airpano.com/360photo/Angkor-Wat-Cambodia/

As ruínas de Angkor, que no passado era a capital do império Kemer, estão localizadas nas florestas do Camboja. 

Os 10 mais incríveis vídeos do Arqueologia Egípcia em 2019

Bom, estamos no final do ano e acho que 2019 foi maravilhoso para o canal Arqueologia Egípcia, afinal, graças a vocês ele me deu várias oportunidades de trazer temas diferentes para o YouTube Brasil, além de ter contato com os pesquisadores de outras regiões não só do nosso país, como do mundo. E é exatamente por isso que resolvi separar 10 vídeos os quais acredito que caracterizam bem a qualidade do nosso conteúdo e definem esse ano.

Veja abaixo os escolhidos:

Mumificação no Egito Antigo

Eu sinceramente acho que esse é um dos melhores vídeos do canal como um todo, porque além de uma longa pesquisa eu dediquei muito tempo a edição — a qual, se não me falha a memória, demorei cerca de um mês e meio para concluir —.

E esse vídeo é muito importante para mim porque ele é o mais completo sobre mumificação no Egito Antigo atualmente no YouTube Brasil. Nele o interessado acabará vendo sobre como eram feitas as múmias, por que os antigos egípcios mumificavam e as concepções religiosas por trás da mumificação. Sem contar que o material é totalmente exclusivo: nós preparamos algumas ilustrações para compô-lo, o que melhorou muito a didática.

Outro detalhe que preciso passar é que fiz toda a produção focando na possibilidade de que ele pudesse ser utilizado em sala de aula. Desta forma, fiz o possível para que tanto crianças pequenas como adultos pudessem assisti-lo tranquilamente.

E acho que dentre várias coisas uma das mensagens mais importantes desse vídeo é que as múmias, acima de tudo, são corpos de pessoas que foram sepultadas há muito tempo por um ente querido. Não são simplesmente peças de curiosidade de um museu. Por isso devemos respeitá-las e cuidar bem delas.

Como Estudei Egito Antigo Morando no Brasil

Eu acho que esse é um dos vídeos mais importantes do canal por dois motivos: um deles é que eu explico para o público como foi que estudei o Egito Antigo morando aqui no Brasil, mais especificamente no nordeste. Sendo que os maiores polos de estudo do tema estão no Rio de Janeiro e São Paulo, ou seja, eu sou um — dentre vários — pontos fora da curva. O outro motivo é que eu expliquei a importância das bolsas de estudos — as quais o governo cortou bem no início do ano —, deixando milhares de estudantes na mão por todo o Brasil.

Trata-se de um vídeo interessante porque ele é um choque de realidade para algumas pessoas que não estão entendendo a crise que está ocorrendo na ciência e educação brasileira. Que não entendem que o seu sonho de ser arqueólogo (a) pode estar por um fio.

Então se você tem o sonho de seguir uma carreira na ciência, independente se na arqueologia ou alguma outra área, precisa entender que as Universidades Federais são muito importantes nessa jornada. Já que a maioria dos cursos de arqueologia estão nelas.

A Arqueologia de Chernobyl: a Pompeia do século XX

Particularmente gosto muito desse vídeo porque ele foi um dos primeiros em que resolvi arriscar um pouco no tema. Na época em que o gravei a HBO estava lançando a série Chernobyl, o que me deu uma ótima oportunidade de explicar como se dá a formação de alguns tipos de sítios arqueológicos ou como ocorre a conservação dos artefatos em tais sítios. Para tal, resolvi tecer um comparativo entre o caso da cidade de Pripyat, que ladeia a usina de Chernobyl, como as cidades de Pompeia e Herculano que ladeiam o vulcão vesúvio.

E assim, se você andou prestando atenção nas aulas de História, lembra que tanto Pompéia, Herculano e Pripyat foram cidades que após uma tragédia acabaram sendo congeladas no tempo. Por isso que achei o caso delas perfeito para comentar como se dá a formação de um sítio arqueológico.

Desta forma, acredito que esse é um ótimo vídeo para professores de arqueologia passar em salas de aula da graduação, especialmente para entender a premissa do estudo do contexto arqueológico.

A propósito! Assistam a série Chernobyl, cujo trunfo não está em falar da tragédia em si, mas falar como um governo cheio de mentiras e que ignora a ciência acaba sendo maléfico para a população.

Tour por um Museu de Arqueologia!

Esse vídeo foi gravado em meados de 2018 e publicado no falecido canal Descobrindo o Passado. Porém, resolvi revisá-lo e republicá-lo, só que no Arqueologia Egípcia. Trata-se de um passeio que fiz no Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade Federal da Bahia (MAE-USP) e foi bem legal porque o museu deixou que eu gravasse o que bem quisesse na exposição.

Nele mostro vários artefatos antropológicos relacionados com populações indígenas no Brasil, assim como artefatos arqueológicos escavados pelo arqueólogo Valentin Calderon. Veja esse vídeo porque ele tá valendo muito a pena e se você tiver uma oportunidade de um dia ir para Salvador dê um pulo lá no museu porque ele é muito bonito.

E é importante frisar que o vídeo não se limita ao que eu gravei com os monitores: cheguei a gravar com duas outras pesquisadoras, mas não foi possível encaixar a parte delas na versão final. Entretanto, espero muito poder trazer esses trechos à tona em uma oportunidade futura.

Roma Antiga: Conheci Um Laboratório De Arqueologia Romana!

Esse definitivamente foi o vídeo que eu mais amei gravar externamente para o canal. O convite partiu do Laboratório de Arqueologia Romana Provincial da Universidade de São Paulo (LARP-USP) e o pessoal lá foi extremamente legal porque eles explicaram sobre os jogos e aplicativos que estão desenvolvendo… Literalmente passei uma tarde com eles.

Preciso falar que a priori este vídeo não foi muito bem recebido, especialmente pelas mulheres — É gente! Eu tenho esse tipo de informação no bastidores do canal tá? — . Acho uma pena que tão poucas mulheres tenham se interessado por este assunto, até porque Arqueologia Digital é uma das ramificações da arqueologia que certamente será cada vez mais visada no futuro.

Assistindo a ele vocês irão conferir como é feita uma cópia 3D de um artefato arqueológico, como uma impressora 3D pode ser aplicada, aplicativos legais para que vocês possam levar para sala de aula ou mostrar para os seus filhos. Vão por mim que as coisas que eu mostro nesse vídeo são muito bacanas e é exatamente por isso que ele está compondo esta lista.

Entrevistei o Arqueólogo Zahi Hawass!!

Mas é óbvio que esse vídeo vai fazer parte dessa lista, afinal, foi um dos grandes projetos do Arqueologia Egípcia esse ano. E eu tenho muito orgulho dele porque o resultado final ficou exatamente como eu queria. Trata-se da entrevista que eu fiz com arqueólogo egípcio Zahi Hawass e que só foi possível graças aos seguidores do canal que ajudaram financeiramente para que a viagem fosse realizada.

Esse vídeo trata-se de um mini documentário e de certa forma sempre foi um sonho para mim produzir um e acabou que saiu sem querer né? Nele falo como foi a minha jornada até Curitiba e aponto alguns detalhes importantes que o Hawass nos trouxe em sua palestra. Tem até a gente em desenho animado.

A real o que mais me deixa feliz com esse vídeo é que eu sinto que ele não foi produzido somente por mim, de certa forma é como se tivesse a mão de muitos dos nossos seguidores. É difícil explicar, mas na época em que a campanha tava sendo feita foi muito legal ver tanto os seguidores, como amigos e colegas compartilhando e falando com o pessoal sobre a importância do projeto. Eu fiquei realmente muito feliz e tocada com isso.

Sem contar que viajar para Curitiba e conhecer em primeira mão o museu de Tutankhamon e, claro, a entrevista com Hawass foram experiências únicas. Digo com todas as palavras que foi um dos grandes marcos deste ano de 2019 para mim. É tanto que eu o escolhi como um dos vídeos mais importantes do Arqueologia Egípcia nesse ano para a retrospectiva do Science Vlogs Brasil. Então muito, mas muito obrigada!

Sabrina e os Demônios do Egito Antigo

Gosto desse vídeo porque falei de um assunto que é muito mal abordado na internet, que é a existência de espíritos malignos no Egito Antigo. Se você navega muito, especialmente no YouTube, provavelmente já encontrou vários e vários vídeos falando sobre demônios no Egito Antigo e essas coisas. Mas são assuntos se são muito porcamente e abordados, então eu achei que seria interessante esclarecer alguns pontos. E por acaso a série O Mundo Sombrio de Sabrina me deu a oportunidade de falar justamente sobre esse tema, da entidade Apophis e da suposta existência de demônios na cultura egípcia antiga.

O mais louco é que o roteiro de desse vídeo ficou guardado por cerca de um ano, até que o reencontrei e achei que seria muito oportuno publicá-lo perto do dia do Halloween. Acabou que se tornou um dos vídeos mais amados do canal no mês de outubro.

Séculos de História DESTRUÍDOS Em Dias

A história da elaboração desse vídeo é bem atípica: Tive a oportunidade de assistir a uma mentoria no escritório do Google aqui no Brasil. E assim, eu já sabia que na região existe uma casa bandeirista, cujo território tinha sofrido um crime contra o patrimônio arqueológico. Foi uma história que eu tinha ouvido falar na universidade, durante uma palestra sobre Arqueologia Histórica. Bom, então no dia da mentoria cheguei cedinho, fui assistir à aula e no final da tarde fui lá gravar na casa bandeirista.

E a estreia desse material foi um tanto contraditória porque eu senti que a princípio o pessoal não tava muito interessado em assisti-lo. O que foi uma pena já que ele mostra que mesmo em grandes meios urbanos é possível encontrar sítios arqueológicos e que nem por isso eles devem ser negligenciados. Porém, felizmente superamos esta crise inicial.

Bem, mas no geral, o que mais chamou minha atenção foi que recebi alguns comentários de pessoas relatando que já tinham visitando a casa, mas que nem sequer sabiam que aquele território era um caso tão grave de destruição de um sítio arqueológico.

Humanos Caçaram Preguiças-Gigantes?

Eu simplesmente AMEI gravar esse vídeo e AMEI editá-lo — por mais estranho que pareça porque eu odeio editar —! Acho que no final ficou um vídeo bem legal e esclarecedor. E sinceramente espero que seja muito bem aproveitado por professores nas escolas e que as pessoas saibam um pouquinho mais sobre esses animais magníficos que caminharam na Terra ao lado dos humanos.

Existirá Arqueologia no Futuro?

Sempre que eu abro a caixa de e-mail encontro dentre as mensagens alguém perguntando se existirá Arqueologia no futuro, já que os arqueólogo há séculos estão escavando os sítios sem parar. Então o Amigo Cientista desse ano foi uma oportunidade de abordar esse tema.

O vídeo não ficou exatamente como eu gostaria, mas acho que a narrativa passa bem o assunto. Eu queria mostrar que a arqueologia não é simplesmente só escavar, que isso é só um esteriótipo propagado (até mesmo por alguns arqueólogos). A pena é que eu vi alguns comentários em redes-sociais de pessoas que nem sequer o assistiu e tiraram suas próprias conclusões. É um dos males da internet né? As pessoas leem o título e já começam a criar uma narrativa inexistente.

Classifiquei-o esse como um mais importantes do canal em 2019 porque mostro as possibilidades da tecnologia aliada à arqueologia. Possibilidades essas que um estudante de arqueologia já poderá começar a focar de agora, não precisando esperar um futuro muito, mas muito distante algo assim.

Eu acho que aprendi muito com este ano. Passei por certas experiências que me levaram a acreditar que sinceramente? Praticamente tudo é possível se você tiver as ferramentas certas, as oportunidades e se esforçar bastante. Acho que depois de mais de dez anos de existência do site e alguns poucos anos de existência do canal é a primeira vez que eu sinto que estou fechando um ano com a sensação de dever cumprido. E rever esses vídeos, enquanto escolhia aqueles que iriam compor esta lista, só fez renovar minhas energias e me fazer focar no que o ano de 2020 vai trazer para gente.

Mas acho que parte do apoio dos seguidores do canal foi o que tornou muitas dessas coisas possíveis, por isso fico feliz por vocês estarem comigo em 2019 e espero que continuemos juntos em 2020 e nos anos seguintes.

Eu realmente acredito que em 2020 o nosso salto será ainda maior.

Feliz Ano Novo pessoal!

Estes bebês foram sepultados “coroados” com ossos de outras crianças

Uma descoberta arqueológica raríssima foi feita no Equador: dois bebês foram sepultados, cada um, usando uma espécie de “capacete” feito com o crânio de outras crianças. Na falta de uma boa referência visual: os bebês foram vestidos com uma segunda cabeça… Ou seja, em cada sepultura foram encontrados dois indivíduos — o bebê e a cabeça de uma criança mais velha —. 

Os arqueólogos que realizaram a descoberta e as análises dizem que não existem precedentes deste tipo de sepultamento nem no Equador e nem em toda América.

Não se sabe os motivos por trás deste enterro, em verdade as pesquisas ainda estão em andamento.

Porém, algumas informações importantes foram obtidas tais como as idades aproximadas das quatro crianças e a possibilidade de que ao menos os bebês tenham falecido por conta de uma anemia.

Quer saber mais? No vídeo abaixo eu explico alguns detalhes desta descoberta 

Fiz um passeio por uma casa da Roma Antiga! Usando óculos de realidade virtual, claro…

Recentemente visitei o Laboratório de Arqueologia Romana Provincial (LARP-USP), que trabalha com a elaboração de aplicativos interativos que visam levar até o público um pouco da história do império e república romana. Durante esta visita tive a oportunidade de gravar como os trabalhos são realizados lá, assim como quais são as ferramentas utilizadas pelos pesquisadores. O que posso dizer é que foi uma tarde de aprendizados e fico feliz em levar um pouco destas informações para vocês.

Já durante a primeira parte da visita fui apresentada a uma impressora 3D que, como bem o nome indica, imprime objetos em 3D, neste caso artefatos arqueológicos. A proposta é simples: a ideia é scanear um artefato arqueológico para criar um modelo tridimensional e então enviá-lo para a impressora 3D que fará uma cópia dele.

Esta cópia — feita normalmente com plástico ABS — servirá como base para um molde de silicone, que por sua vez servirá de bandeja para a criação de um modelo em resina que poderá ser utilizado em programas educativos onde os visitantes poderão manipulá-lo a vontade. E eu pude ver pessoalmente uma destas peças — no caso um ushabit (um tipo de estatueta funerária egípcia) — sendo impressa.

Mas, ter um modelo tridimensional ou uma cópia 3D de uma peça arqueológica vai muito além de poder ser manipulada por curiosos em um passeio por um museu. Serve também — especialmente os modelos tridimensionais — para a pesquisa por parte de um acadêmico que, por algum motivo, não têm possibilidade de acesso a peça. É importante também para se manter um registro do objeto no caso de se perder o original.

Também fui apresentada a alguns dos jogos que foram elaborados pelos pesquisadores do laboratório. Naturalmente todos têm um uso educacional e possuem um fundo histórico arqueologicamente apurado. Dentre os tipos de jogos que eles já criaram está o “Domus” (onde visitamos uma antiga casa romana), que está disponível em diferentes versões, inclusive em realidade virtual a qual cheguei a experimentar lá no laboratório mesmo.

Espero que vocês curtam esta tarde que passei lá e quem sabe se encantem também por este mundo da Arqueologia Digital.