Como estudei o Egito Antigo morando no Brasil?

Quantos de nós não crescemos imaginando quando finalmente iremos alcançar a profissão dos nossos sonhos? E com ela a liberdade financeira, a felicidade, o sucesso? Porém, infelizmente a realidade tende a ser mais cruel e áspera. Comigo, por exemplo, está sendo assim.

Caso tenha caído de paraquedas aqui e não conheça a mim ou ao meu trabalho: meu nome é Márcia Jamille, sou bacharel e mestre em arqueologia e meu foco de estudo é o Egito Antigo. Desde os treze anos sonho com esta profissão e sabia que as coisas seriam bem difíceis para mim.

Em primeiro lugar não existe uma cadeira em egiptologia no nosso país, então, se você quiser se formar egiptólogo precisa arranjar uma grana — que não é pouca — para estudar em alguma universidade do exterior.

Mas, sejamos francos: são poucos os capazes de ter dinheiro para pagar uma universidade no Brasil, então imagina no exterior, onde entra aqui não só a despesa da universidade, mas aluguel, alimentação, transporte, saúde…

Uma alternativa são as bolsas de estudo, que estão cada vez mais escassas — vide o que está ocorrendo com as bolsas Capes —, mas que nem todo mundo tem acesso por “n” motivos… Sem contar que é necessário um contato prévio com algum acadêmico da universidade visada.

Mas, uma alternativa para quem não pode sair do Brasil é entrar em um curso de Arqueologia, História — ou outra disciplina afim — e tentar associar um tema a ver com o Egito Antigo com algo da área do seu orientador. É o indicado? Em um contexto mundial não, mas funciona. É por isso que não me considero egiptóloga — embora a imprensa e algumas pessoas tenham se convencionado a me chamar assim —, prefiro que me chamem de “arqueóloga especialista na história do Egito Antigo”.

E para quem está curioso em saber qual foi a pesquisa que realizei na faculdade: trabalhei com a Arqueologia de Ambientes Aquáticos aplicada ao contexto do Egito Antigo. Gravei até um vídeo explicando isso melhor e dando alguns exemplos:

Mas, esta minha mini batalha não acabou no mestrado já que há anos sonho com um doutorado. Onde o farei? Ainda não sei, não tenho planejado muito do meu futuro. Na verdade, quando eu era bem novinha, acreditava que quando eu crescesse iria viver meus dias em escavações arqueológicas, mas o que ocorreu foi totalmente o contrário. Por motivos de saúde nem trabalhar em campo posso. Acho que é isso que chamam de “ironia da vida”.

Mas, óbvio que não desisti. Hoje me dedico ao site/canal Arquelogia Egípcia e ao canal Descobrindo o Passado e quem sabe que que virá por aí.

Fantasias de Carnaval: 7 ideias inspiradas no Egito Antigo

Estamos em época de Carnaval, período de muitas festividades para muitos brasileiros. É tanto que existe aquela velha piada: “O ano começa somente depois do Carnaval”. E caso você esteja meio perdido(a) no tempo: o Carnaval neste ano de 2019 começa neste sábado, 2 de março e segue até terça-feira, dia 5.

Mas, caso você seja um(a) procrastinador(a) e ainda não decidiu a sua fantasia para cair nos bloquinhos de rua e ao mesmo tempo gosta do Egito Antigo, trouxe para vocês algumas ideias do que vestir. Contudo, antes de dar continuidade, preciso explicar que para alguns egípcios da atualidade fantasias de “egípcios antigos” são um tanto ofensivas. Lembrem-se que a herança cultural e histórica do Egito é deles e como descendentes — sim gente… Eles são os descendentes — eles estão em seu direito.

Por isto as sugestões que estou apresentando aqui são de múmias. Meio macabro? Sim, mas tem quem goste.

Este casal resolveu misturar uma “rainha” e um “rei” egípcios com roupas costuradas imitando bandagens criando algo mais lúdico. Um dos aspectos legais é que as meias deles combinam com os cabelos dela.

Esta criança improvisou sua fantasia com um tecido qualquer em tira e esta coroa enfeitada com pedras coloridas.

Já esta moça resolveu usar algo mais simples como pintura facial.

Estas três abaixo colocaram tiras brancas por cima das suas roupas. Daí qual modelo você pode usar? Depende do que a sua criatividade permitir.

Por fim temos o velho e bom papel higiênico. Em tempos de crise vai que né!!!

6 dicas de presentes de Natal para quem AMA a Arqueologia

Final de ano é aquele período em que muitas pessoas ficam com dúvidas do que comprar para os seus conhecidos durante as festividades de Natal ou Ano Novo. Para alguns é quase um martírio pensar em algo interessante. Contudo, se você possui algum parente ou amigo que ama a Arqueologia e não sabe qual o presente certo para dar a ele, aqui estão algumas dicas.

1 – Jogo “Assassin’s Creed Oringins”: Se quiser ter uma experiência imersiva na Antiguidade esse jogo é um dos melhores no momento com ótimos cenários e um fundo histórico que abrange a cultura egípcia, grega e romana. Ele já foi comentado no canal Arqueologia Egípcia.

2 – Eternizando suas mensagens do Twitter… Em cuneiforme: Você leu corretamente! Para um ávido usuário do Twitter e que ao mesmo tempo gosta de tudo o que envolva a Arqueologia vai amar os serviços do DumbCuneiform. Este é um site de tradução em que você envia a sua mensagem para a equipe e eles transcreverão em cuneiforme — uma técnica de escrita cunhada, muito popular entre povos da antiguidade — em um pedaço de barro.

3 – Livro “Arqueologia” de Pedro Paulo Funari: Esta é uma aquisição interessante para quem tem curiosidade em saber um pouco sobre os trabalhos de Arqueologia e as implicações politicas e sociais que os envolvem. Funari é um arqueólogo bastante reconhecido e já publicou dezenas de livros e artigos relacionados aos mais variados temas históricos. Já fiz resenha dele no Descobrindo o Passado

4 – Livro “Uma Viagem pelo Nilo”… O qual é de minha autoria, por acaso. Meio narcisista? Nem tanto! Eu tenho um motivo para indicá-lo: Ao contrário da indicação anterior, esta obra fala especificamente sobre a civilização egípcia explicando aos leitores os aspectos gerais desta civilização milenar. Porém, tem como bônus algumas explicações sobre os trabalhos de Egiptologia e como nasceu a Arqueologia Egípcia.

5 – Colar com ponta de flecha: Esta dica é voltada para aqueles que amam tanto a Arqueologia que quer um pedaço do passado por perto. A venda ou posse de artefatos arqueológicos é, na maioria dos casos, ilegal, por isto que a solução encontrada por muitos é a compra de cópias. Você poderá conferir alguns exemplos no site Arqueo Réplicas.

5 – Réplica de avião North American P-51 Mustang: Para os curiosos ou estudiosos da 2ª Guerra Mundial o avião North American P-51 Mustang é um velho conhecido. Sua atuação em combate foi registrada através de fotografias e vídeos históricos. Este é da Coleções Del Prado.

Gostou destas dicas? Compartilhe entre os seus amigos ou nos envie algumas sugestões também! Neste blog também já listei produtos inusitados envolvendo o Egito Antigo

Mergulhando cada vez mais no Inferno em Layers of Fear!

E aqui estamos de volta com “Layers of Fear”, um jogo de terror psicológico que se passa em um casarão do século XIX. Estou realizando gameplays dele desde novembro e agora disponibilizo aqui mais dois capítulos.

Cada vez mais mergulhamos no mundo sombrio da mente do nosso pintor e conhecemos mais detalhes sobre sua convivência com sua família, alguns deles são bem perturbadores.

E agora focando na nossa série de gameplays: senhores… AI SIM DIGO QUE ESTE É UM GAMEPLAY DE RESPONSSA! Até usei um microfone bacana! O pior é que estou falando sério! Achei que este 3º capítulo ficou bem legal.

E este é o 4º capítulo! A história do jogo começa a se aprofundar mais e teremos um momento tocante em relação a filha do nosso personagem:

Em breve postarei aqui os dois últimos capítulos! 🙂

Paisagens que a Arqueologia me proporcionou

Quando eu era criança o meu único interesse em ser arqueóloga estava no fato de que eu iria escavar “coisas antigas”. Eu sabia que ia precisar fazer “grandes reflexões sobre o passado”, mas não sabia que a maior parte seria baseada em discussões teóricas ou realizando revisões bibliográficas. Naturalmente na cabeça de uma criança a Arqueologia é mais simplória e romântica.

Visita ao MASP (SP)

Foi quando ingressei na graduação que comecei a ter uma ideia da dimensão de pessoas e lugares que eu poderia conhecer pessoalmente. Tudo bem que é um grande fato que o meio acadêmico pode limitar nossas experiências — quantos de vocês não já ouviram “não leiam este livro”, “esta revista não é tão boa”, “não vai para o campo deste cara, não gosto dele”, “esquece este site e vai pensar em algo útil”… Sim, este último foi comigo —, mas ao mesmo tempo, se você souber como aproveitar, passará por coisas incríveis.

Fazenda São Félix em Santa Luzia. Foto: Evaney Simões. 2015.

Na época da universidade conheci alguns lugares que eu jamais imaginei que iria pisar um dia e com o fim dela e o crescimento do Arqueologia Egípcia os meus horizontes se expandiram mais ainda com trabalhos de campo e os vídeos que andei gravando por aí para o canal do A.E. Isso só me empolga e me faz imaginar o que mais virá pela frente.

“Visitando ao Museu Egípcio Itinerante”, vídeo para o canal do A.E.

“Um mergulho da Arqueologia Subaquática”, vídeo para o canal do A.E.

Visita ao povoado Crasto (SE).

Visita à Casa da Torre Garcia D’Avila.

Atualmente tenho me divertido também conhecendo o público que assiste aos meus vídeos. A internet é um espaço realmente maravilhoso e é interessante notar que mesmo não tendo relação alguma com a mídia tradicional o Arqueologia Egípcia não só virou espaço para a obtenção de conhecimento para algumas pessoas, mas de entretenimento também.

Um casarão antigo e um pintor desnorteado!

Quem segue o canal “Márcia Jamille” está tendo a oportunidade de acompanhar a série de gameplays de “Layers of Fear”, um jogo de terror psicológico que se passa em um casarão do século XIX. Nele somos um pintor que deve desbravar o casarão enquanto descobre pouco a pouco o que ocorreu lá de tão terrível para ele estar abandonado.

Espero que vocês se divirtam com os meus sustos porque… Meu deus… Se tive cagaço com este jogo, imagina se eu fosse jogar “Outlast 2″… Ou seja, eu não iria jogar, morreria de infarto antes disto!

Abaixo está o 1º Capítulo da série, o qual consegui a proeza de salvar com a câmera ao contrário (vocês irão entender!). Isso não irá comprometer sua experiencia, exceto, claro, que você tenha toc. Desculpa seriozão caso você tenha toc! 😕 E estas thumbnails foram feitas pela Márcia Sandrine (clique aqui para ver o Instagram dela). A ideia era “me colocar” no ambiente do jogo.

E este é o 2º capítulo da série. Nele já estou mais esperta com a câmara. Quase uma profissional do mundo das gameplays! Eu deveria até receber um Oscar de melhor gameplay do Youtube!

Espero vê-los nos próximos capítulos! 🙂

Produtos inusitados envolvendo o Egito Antigo

A civilização egípcia é uma das mais encantadoras e por isso alvo do comércio. Assim sendo, ela foi adotada por diferentes empresas, sendo aplicada em seus produtos. Eu já falei várias vezes sobre esse assunto no Arqueologia Egípcia (tanto o site, como canal), em especial em relação ao cinema e games, assim como colecionáveis (para conhecer alguns, clique aqui). Contudo, e quando são produtos que envolvem o dia a dia? Coisas que você poderá usar com frequência… Ou não? Fiz uma lista de produtos interessantes que tem como tema o Egito Antigo. Alguns são criativos, outros são inusitados. Espero que vocês gostem da lista*.

Ornamentos para aquário:

O primeiro produto que selecionei é este ornamento para aquário que nada mais é que uma cabeça de faraó com a sua clássica serpente wadjet na testa.

Alguns podem até achar que Egito Antigo e um fundo de aquário podem nem combinar, mas é só lembrar das descobertas feitas no Mar Mediterrâneo, nas ruínas da cidade de Alexandria.

E mais lúdico ainda é esta esfinge ao lado de uma pirâmide. Particularmente consigo imaginar os peixinhos saindo da tumba e passeando pelo aquário.

Já aqui temos o famoso Templo de Ramsés II em Abu Simbel. O que é uma ironia do destino, já que a transposição dele na década de 1970 foi para justamente salvá-lo das águas retidas pela represa de Assuã.

Porta trecos:

Aqui o sarcófago do faraó Tutankhamon, cuja tumba foi encontrada praticamente intacta em 1922, está servindo como uma caixinha para guardar pequenos abjetos…

Esta é a mesma situação desta arca do deus Anúbis, senhor das necrópoles e da mumificação.

Base para garrafas de vinho:

Estão lembrados que falei que alguns objetos eram inusitados? Apresento para vocês essas bases para garrafas de vinho. A primeira é uma esfinge. Nesta foto não é possível ver, mas a cabeça dela e sua parte traseira são um pouco abertas para permitir o encaixe da garrafa.

E mais uma vez temos o deus Anúbis, que mostrando a sua força irá carregar uma garrafa em suas costas. A vida não está fácil para ele.

E você? Desta lista possui algum favorito?


*São lojas de exportação.  não serão informadas.

Livros, cópias de artefatos e revistas antigas sobre o Egito Antigo!

E temos mais um unboxing em mãos! Desta vez abri um pacote enviado pelo João Carlos, um amigo arqueólogo. Ele comprou algumas coisas relacionadas com o Egito Antigo durante as suas andanças por aí, além de ter feito uma cópia de uma faca egípcia (cujo modelo beira o Pré-dinástico e a 2º Dinastia). Ele incluiu igualmente um experimento de faiança egípcia. Abaixo vocês podem conferir o unboxing:

Eu juro que pensei que ele ia enviar para a minha Caixa-Postal um pacotinho, mas foi uma grande (literalmente) surpresa quando a funcionária dos Correios me entregou esta caixa:

Estou sorrindo e ao mesmo tempo tonificando os músculos dos braços.

Ele enviou três fascículos da coleção “O Antigo Egito”, organizados pela Life na década de 1960. Apesar de antigo os temas ainda estão modernos:

Também estão inclusos dois livros infantis: o “Mistérios do Egito” (Ciranda Cultural) e “Cleópatra” da Adèle Geras que, apesar de possuir muita Egiptomania, ainda assim é um material interessante:

Folha do livro “Cleópatra”.

O legal do “Mistérios do Egito” é que ele é tipo uma caixinha que quando é aberta mostra uma pirâmide, onde cada degrau é uma folha. Não mentirei, sou muito infantiloide e gosto de coisas assim:

Outro livro que veio é uma edição de “O Egípcio” (Mika Waltari) de 1956. Provavelmente terei que encher o saco de algum restaurador por conta da capa, mas as folhas estão perfeitas. Ele certamente terá um espaço muito especial na área que estou separando na minha casa para guardar os presentes enviados pelos explorers.

E por fim estão a faiança e a faca egípcia. Deixei para falar mais detalhes sobre eles no nosso perfil no Apoia.se. Mals aê! 

Sobre esta faquinha de pedra só posso dizer uma coisa: acho que é o sinal de que devo fazer um vídeo sobre o Período Pré-Dinástico, não é mesmo?

E só uma nota! O João possui uma loja virtual onde ele vende réplicas de artefatos arqueológicos pré-históricos. Ou seja, esta é uma oportunidade para vocês de conhecer produtos que imitam peças arqueológicas. Sem contar que é muito mais digno ter uma cópia de uma artefato arqueológico em casa do que uma antiguidade de procedência duvidosa. Clique aqui para conferir.

Quer ver o que mais chegou na minha Caixa Postal? Então clique aqui.

Meu endereço:

Márcia Jamille
Caixa Postal 1702
CEP 49046970
Aracaju – SE

Preparando o espaço para jóias e adornos do Egito Antigo

E lá vamos nós novamente! Tenho que preparar dois vídeos especiais. O primeiro é sobre jóias e adornos na antiguidade egípcia. O roteiro já está na metade e por hora está ficando exatamente como eu quero. Estou tranquila acerca da elaboração dele, o que me preocupa são os problemas técnicos: tem algo muito estranho com o meu microfone. Não sei se ele quer se aposentar, mas estou achando que ele está começando a gravar mais baixo que o normal. Que medo! A gente compra os produtos e esquece que eles não são eternos!

Claro que enquanto eu não descubro o que está acontecendo e não termino o roteiro estou já separando algumas imagens. Ok que muitas nem irei usar, mas elas servem como inspiração para o que eu espero trazer para o vídeo. Foi assim que surgiu a ideia das maquetes do vídeo sobre arquitetura, o primeiro destes especiais.

Nos outros vídeos especiais eu sempre quis gravar a elaboração deles. Até porque usualmente a gente precisou por a mão na massa… Lembram do vídeo sobre amuletos e as réplicas de biscuit? Então, agora como eu tenho uma segunda câmera (que ganhei de aniversário! Obrigada mãe!!) será possível fazer isso. Inclusive o primeiro vídeo já saiu. Nele tenho uma breve conversa com vocês:

Não sei se trarei algum objeto em jóias e adornos para vocês. Provavelmente não já que… bem… não sei como seria possível trazer réplicas de jóias ou adornos para vocês. 😅 Mas, tentarei ilustrar este vídeo o máximo possível. Juro!!!

Terei mesmo que colocar esta minha cabecinha para funcionar 🤔

 

Novas leituras sobre o EGITO ANTIGO # 1

Livros em português sobre a antiguidade egípcia são raros, mais ainda quando esta é a língua original deles. Já cansei de falar nas minhas redes o quanto fico feliz com publicações no nosso idioma, afinal, não é novidade alguma que ainda falta muito para que cada vez mais brasileiros tenham acesso a materiais acadêmicos sobre o Egito Antigo.

Foi pensando nisso que decidi que a minha nova listinha de leituras seria com livros escritos originalmente em português. A ideia é justamente apoiar estes autores e divulgar títulos para o maior número possível de pessoas.

Como usualmente separo de três e três livros para resenhar, escolhi os seguintes títulos:

Ainda não foi decidido quando sairá cada resenha e caso queira acompanhar esses livros no Skoob segue o link para cada um deles (no vídeo eu comento que não encontrei o do “Fatos e Mitos do Antigo Egito”, mas ele tem sim um perfil lá) e a ordem da minha leitura:

☥ “Fatos e Mitos do Antigo Egito” (Margaret Bakos) | Skoob;

☥ “Fortificar o Nilo” (Eduardo Ferreira) | Skoob;

☥ “A Egiptomania e os seus do passado” (Leandro Hecko) | Skoob.