Os 10 mais incríveis vídeos do Arqueologia Egípcia em 2019

Bom, estamos no final do ano e acho que 2019 foi maravilhoso para o canal Arqueologia Egípcia, afinal, graças a vocês ele me deu várias oportunidades de trazer temas diferentes para o YouTube Brasil, além de ter contato com os pesquisadores de outras regiões não só do nosso país, como do mundo. E é exatamente por isso que resolvi separar 10 vídeos os quais acredito que caracterizam bem a qualidade do nosso conteúdo e definem esse ano.

Veja abaixo os escolhidos:

Mumificação no Egito Antigo

Eu sinceramente acho que esse é um dos melhores vídeos do canal como um todo, porque além de uma longa pesquisa eu dediquei muito tempo a edição — a qual, se não me falha a memória, demorei cerca de um mês e meio para concluir —.

E esse vídeo é muito importante para mim porque ele é o mais completo sobre mumificação no Egito Antigo atualmente no YouTube Brasil. Nele o interessado acabará vendo sobre como eram feitas as múmias, por que os antigos egípcios mumificavam e as concepções religiosas por trás da mumificação. Sem contar que o material é totalmente exclusivo: nós preparamos algumas ilustrações para compô-lo, o que melhorou muito a didática.

Outro detalhe que preciso passar é que fiz toda a produção focando na possibilidade de que ele pudesse ser utilizado em sala de aula. Desta forma, fiz o possível para que tanto crianças pequenas como adultos pudessem assisti-lo tranquilamente.

E acho que dentre várias coisas uma das mensagens mais importantes desse vídeo é que as múmias, acima de tudo, são corpos de pessoas que foram sepultadas há muito tempo por um ente querido. Não são simplesmente peças de curiosidade de um museu. Por isso devemos respeitá-las e cuidar bem delas.

Como Estudei Egito Antigo Morando no Brasil

Eu acho que esse é um dos vídeos mais importantes do canal por dois motivos: um deles é que eu explico para o público como foi que estudei o Egito Antigo morando aqui no Brasil, mais especificamente no nordeste. Sendo que os maiores polos de estudo do tema estão no Rio de Janeiro e São Paulo, ou seja, eu sou um — dentre vários — pontos fora da curva. O outro motivo é que eu expliquei a importância das bolsas de estudos — as quais o governo cortou bem no início do ano —, deixando milhares de estudantes na mão por todo o Brasil.

Trata-se de um vídeo interessante porque ele é um choque de realidade para algumas pessoas que não estão entendendo a crise que está ocorrendo na ciência e educação brasileira. Que não entendem que o seu sonho de ser arqueólogo (a) pode estar por um fio.

Então se você tem o sonho de seguir uma carreira na ciência, independente se na arqueologia ou alguma outra área, precisa entender que as Universidades Federais são muito importantes nessa jornada. Já que a maioria dos cursos de arqueologia estão nelas.

A Arqueologia de Chernobyl: a Pompeia do século XX

Particularmente gosto muito desse vídeo porque ele foi um dos primeiros em que resolvi arriscar um pouco no tema. Na época em que o gravei a HBO estava lançando a série Chernobyl, o que me deu uma ótima oportunidade de explicar como se dá a formação de alguns tipos de sítios arqueológicos ou como ocorre a conservação dos artefatos em tais sítios. Para tal, resolvi tecer um comparativo entre o caso da cidade de Pripyat, que ladeia a usina de Chernobyl, como as cidades de Pompeia e Herculano que ladeiam o vulcão vesúvio.

E assim, se você andou prestando atenção nas aulas de História, lembra que tanto Pompéia, Herculano e Pripyat foram cidades que após uma tragédia acabaram sendo congeladas no tempo. Por isso que achei o caso delas perfeito para comentar como se dá a formação de um sítio arqueológico.

Desta forma, acredito que esse é um ótimo vídeo para professores de arqueologia passar em salas de aula da graduação, especialmente para entender a premissa do estudo do contexto arqueológico.

A propósito! Assistam a série Chernobyl, cujo trunfo não está em falar da tragédia em si, mas falar como um governo cheio de mentiras e que ignora a ciência acaba sendo maléfico para a população.

Tour por um Museu de Arqueologia!

Esse vídeo foi gravado em meados de 2018 e publicado no falecido canal Descobrindo o Passado. Porém, resolvi revisá-lo e republicá-lo, só que no Arqueologia Egípcia. Trata-se de um passeio que fiz no Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade Federal da Bahia (MAE-USP) e foi bem legal porque o museu deixou que eu gravasse o que bem quisesse na exposição.

Nele mostro vários artefatos antropológicos relacionados com populações indígenas no Brasil, assim como artefatos arqueológicos escavados pelo arqueólogo Valentin Calderon. Veja esse vídeo porque ele tá valendo muito a pena e se você tiver uma oportunidade de um dia ir para Salvador dê um pulo lá no museu porque ele é muito bonito.

E é importante frisar que o vídeo não se limita ao que eu gravei com os monitores: cheguei a gravar com duas outras pesquisadoras, mas não foi possível encaixar a parte delas na versão final. Entretanto, espero muito poder trazer esses trechos à tona em uma oportunidade futura.

Roma Antiga: Conheci Um Laboratório De Arqueologia Romana!

Esse definitivamente foi o vídeo que eu mais amei gravar externamente para o canal. O convite partiu do Laboratório de Arqueologia Romana Provincial da Universidade de São Paulo (LARP-USP) e o pessoal lá foi extremamente legal porque eles explicaram sobre os jogos e aplicativos que estão desenvolvendo… Literalmente passei uma tarde com eles.

Preciso falar que a priori este vídeo não foi muito bem recebido, especialmente pelas mulheres — É gente! Eu tenho esse tipo de informação no bastidores do canal tá? — . Acho uma pena que tão poucas mulheres tenham se interessado por este assunto, até porque Arqueologia Digital é uma das ramificações da arqueologia que certamente será cada vez mais visada no futuro.

Assistindo a ele vocês irão conferir como é feita uma cópia 3D de um artefato arqueológico, como uma impressora 3D pode ser aplicada, aplicativos legais para que vocês possam levar para sala de aula ou mostrar para os seus filhos. Vão por mim que as coisas que eu mostro nesse vídeo são muito bacanas e é exatamente por isso que ele está compondo esta lista.

Entrevistei o Arqueólogo Zahi Hawass!!

Mas é óbvio que esse vídeo vai fazer parte dessa lista, afinal, foi um dos grandes projetos do Arqueologia Egípcia esse ano. E eu tenho muito orgulho dele porque o resultado final ficou exatamente como eu queria. Trata-se da entrevista que eu fiz com arqueólogo egípcio Zahi Hawass e que só foi possível graças aos seguidores do canal que ajudaram financeiramente para que a viagem fosse realizada.

Esse vídeo trata-se de um mini documentário e de certa forma sempre foi um sonho para mim produzir um e acabou que saiu sem querer né? Nele falo como foi a minha jornada até Curitiba e aponto alguns detalhes importantes que o Hawass nos trouxe em sua palestra. Tem até a gente em desenho animado.

A real o que mais me deixa feliz com esse vídeo é que eu sinto que ele não foi produzido somente por mim, de certa forma é como se tivesse a mão de muitos dos nossos seguidores. É difícil explicar, mas na época em que a campanha tava sendo feita foi muito legal ver tanto os seguidores, como amigos e colegas compartilhando e falando com o pessoal sobre a importância do projeto. Eu fiquei realmente muito feliz e tocada com isso.

Sem contar que viajar para Curitiba e conhecer em primeira mão o museu de Tutankhamon e, claro, a entrevista com Hawass foram experiências únicas. Digo com todas as palavras que foi um dos grandes marcos deste ano de 2019 para mim. É tanto que eu o escolhi como um dos vídeos mais importantes do Arqueologia Egípcia nesse ano para a retrospectiva do Science Vlogs Brasil. Então muito, mas muito obrigada!

Sabrina e os Demônios do Egito Antigo

Gosto desse vídeo porque falei de um assunto que é muito mal abordado na internet, que é a existência de espíritos malignos no Egito Antigo. Se você navega muito, especialmente no YouTube, provavelmente já encontrou vários e vários vídeos falando sobre demônios no Egito Antigo e essas coisas. Mas são assuntos se são muito porcamente e abordados, então eu achei que seria interessante esclarecer alguns pontos. E por acaso a série O Mundo Sombrio de Sabrina me deu a oportunidade de falar justamente sobre esse tema, da entidade Apophis e da suposta existência de demônios na cultura egípcia antiga.

O mais louco é que o roteiro de desse vídeo ficou guardado por cerca de um ano, até que o reencontrei e achei que seria muito oportuno publicá-lo perto do dia do Halloween. Acabou que se tornou um dos vídeos mais amados do canal no mês de outubro.

Séculos de História DESTRUÍDOS Em Dias

A história da elaboração desse vídeo é bem atípica: Tive a oportunidade de assistir a uma mentoria no escritório do Google aqui no Brasil. E assim, eu já sabia que na região existe uma casa bandeirista, cujo território tinha sofrido um crime contra o patrimônio arqueológico. Foi uma história que eu tinha ouvido falar na universidade, durante uma palestra sobre Arqueologia Histórica. Bom, então no dia da mentoria cheguei cedinho, fui assistir à aula e no final da tarde fui lá gravar na casa bandeirista.

E a estreia desse material foi um tanto contraditória porque eu senti que a princípio o pessoal não tava muito interessado em assisti-lo. O que foi uma pena já que ele mostra que mesmo em grandes meios urbanos é possível encontrar sítios arqueológicos e que nem por isso eles devem ser negligenciados. Porém, felizmente superamos esta crise inicial.

Bem, mas no geral, o que mais chamou minha atenção foi que recebi alguns comentários de pessoas relatando que já tinham visitando a casa, mas que nem sequer sabiam que aquele território era um caso tão grave de destruição de um sítio arqueológico.

Humanos Caçaram Preguiças-Gigantes?

Eu simplesmente AMEI gravar esse vídeo e AMEI editá-lo — por mais estranho que pareça porque eu odeio editar —! Acho que no final ficou um vídeo bem legal e esclarecedor. E sinceramente espero que seja muito bem aproveitado por professores nas escolas e que as pessoas saibam um pouquinho mais sobre esses animais magníficos que caminharam na Terra ao lado dos humanos.

Existirá Arqueologia no Futuro?

Sempre que eu abro a caixa de e-mail encontro dentre as mensagens alguém perguntando se existirá Arqueologia no futuro, já que os arqueólogo há séculos estão escavando os sítios sem parar. Então o Amigo Cientista desse ano foi uma oportunidade de abordar esse tema.

O vídeo não ficou exatamente como eu gostaria, mas acho que a narrativa passa bem o assunto. Eu queria mostrar que a arqueologia não é simplesmente só escavar, que isso é só um esteriótipo propagado (até mesmo por alguns arqueólogos). A pena é que eu vi alguns comentários em redes-sociais de pessoas que nem sequer o assistiu e tiraram suas próprias conclusões. É um dos males da internet né? As pessoas leem o título e já começam a criar uma narrativa inexistente.

Classifiquei-o esse como um mais importantes do canal em 2019 porque mostro as possibilidades da tecnologia aliada à arqueologia. Possibilidades essas que um estudante de arqueologia já poderá começar a focar de agora, não precisando esperar um futuro muito, mas muito distante algo assim.

Eu acho que aprendi muito com este ano. Passei por certas experiências que me levaram a acreditar que sinceramente? Praticamente tudo é possível se você tiver as ferramentas certas, as oportunidades e se esforçar bastante. Acho que depois de mais de dez anos de existência do site e alguns poucos anos de existência do canal é a primeira vez que eu sinto que estou fechando um ano com a sensação de dever cumprido. E rever esses vídeos, enquanto escolhia aqueles que iriam compor esta lista, só fez renovar minhas energias e me fazer focar no que o ano de 2020 vai trazer para gente.

Mas acho que parte do apoio dos seguidores do canal foi o que tornou muitas dessas coisas possíveis, por isso fico feliz por vocês estarem comigo em 2019 e espero que continuemos juntos em 2020 e nos anos seguintes.

Eu realmente acredito que em 2020 o nosso salto será ainda maior.

Feliz Ano Novo pessoal!

Fiz um passeio por uma casa da Roma Antiga! Usando óculos de realidade virtual, claro…

Recentemente visitei o Laboratório de Arqueologia Romana Provincial (LARP-USP), que trabalha com a elaboração de aplicativos interativos que visam levar até o público um pouco da história do império e república romana. Durante esta visita tive a oportunidade de gravar como os trabalhos são realizados lá, assim como quais são as ferramentas utilizadas pelos pesquisadores. O que posso dizer é que foi uma tarde de aprendizados e fico feliz em levar um pouco destas informações para vocês.

Já durante a primeira parte da visita fui apresentada a uma impressora 3D que, como bem o nome indica, imprime objetos em 3D, neste caso artefatos arqueológicos. A proposta é simples: a ideia é scanear um artefato arqueológico para criar um modelo tridimensional e então enviá-lo para a impressora 3D que fará uma cópia dele.

Esta cópia — feita normalmente com plástico ABS — servirá como base para um molde de silicone, que por sua vez servirá de bandeja para a criação de um modelo em resina que poderá ser utilizado em programas educativos onde os visitantes poderão manipulá-lo a vontade. E eu pude ver pessoalmente uma destas peças — no caso um ushabit (um tipo de estatueta funerária egípcia) — sendo impressa.

Mas, ter um modelo tridimensional ou uma cópia 3D de uma peça arqueológica vai muito além de poder ser manipulada por curiosos em um passeio por um museu. Serve também — especialmente os modelos tridimensionais — para a pesquisa por parte de um acadêmico que, por algum motivo, não têm possibilidade de acesso a peça. É importante também para se manter um registro do objeto no caso de se perder o original.

Também fui apresentada a alguns dos jogos que foram elaborados pelos pesquisadores do laboratório. Naturalmente todos têm um uso educacional e possuem um fundo histórico arqueologicamente apurado. Dentre os tipos de jogos que eles já criaram está o “Domus” (onde visitamos uma antiga casa romana), que está disponível em diferentes versões, inclusive em realidade virtual a qual cheguei a experimentar lá no laboratório mesmo.

Espero que vocês curtam esta tarde que passei lá e quem sabe se encantem também por este mundo da Arqueologia Digital.

Fiz um tour por um museu de arqueologia

Sabem um museu bonitão daqueles que você se sente bem visitando e fica com vontade de convidar seus amigos para conhecer? Para mim este é o caso do Museu de Arqueologia e Etnologia da UFBA, o qual recebi da direção carta branca para realizar algumas filmagens. Na minha opinião, o que cria toda a atmosfera dele é o fato de que está dentro de um antigo edifício jesuíta, com direito inclusive a uma “saída secreta” (se vocês assistirem ao vídeo que coloquei ao final deste post irão entender).

Conjunto de urnas funerárias. Foto: Márcia Jamille.

Entretanto, embora seja um prédio jesuíta, o museu é dedicado a sociedades indígenas e lá vocês encontrarão dezenas de artefatos instigantes em exposição, a exemplo de algumas urnas funerárias. Bem, explicando brevemente: em algumas destas urnas foram realizados o que chamamos de “sepultamento secundário”. Um sepultamento secundário é literalmente um “segundo sepultamento”, ou seja, um indivíduo é enterrado a priori em um lugar e após um tempo os seus restos são movidos. Quando enterramos alguém em um caixão e depois o colocamos em um ossário isso é o que denominamos de “sepultamento secundário”. 

Urnas funerárias. Foto: Márcia Jamille
Urna funerária. Foto: Márcia Jamille.

E caso um dia um de vocês visitem o museu, um dos meus artefatos favoritos é um colar de ossos de macaco. Não se sabe se ele possuía algum significado simbólico, religioso ou se só era um adorno banal, mas é uma curiosidade interessante para quem curte zooarqueologia. 

No centro está um colar feito com ossos de macaco. Foto: Márcia Jamille
Antiga cisterna. Foto: Márcia Jamille

Ah! E tem a famosa cisterna, que está localizada no centro do edifício. Os monitores que me acompanharam durante as gravações me contaram algumas curiosidades sobre esta estrutura — sobre como provavelmente a água era coletada —. O vídeo: 

Paisagens que a Arqueologia me proporcionou

Quando eu era criança o meu único interesse em ser arqueóloga estava no fato de que eu iria escavar “coisas antigas”. Eu sabia que ia precisar fazer “grandes reflexões sobre o passado”, mas não sabia que a maior parte seria baseada em discussões teóricas ou realizando revisões bibliográficas. Naturalmente na cabeça de uma criança a Arqueologia é mais simplória e romântica.

Visita ao MASP (SP)

Foi quando ingressei na graduação que comecei a ter uma ideia da dimensão de pessoas e lugares que eu poderia conhecer pessoalmente. Tudo bem que é um grande fato que o meio acadêmico pode limitar nossas experiências — quantos de vocês não já ouviram “não leiam este livro”, “esta revista não é tão boa”, “não vai para o campo deste cara, não gosto dele”, “esquece este site e vai pensar em algo útil”… Sim, este último foi comigo —, mas ao mesmo tempo, se você souber como aproveitar, passará por coisas incríveis.

Fazenda São Félix em Santa Luzia. Foto: Evaney Simões. 2015.

Na época da universidade conheci alguns lugares que eu jamais imaginei que iria pisar um dia e com o fim dela e o crescimento do Arqueologia Egípcia os meus horizontes se expandiram mais ainda com trabalhos de campo e os vídeos que andei gravando por aí para o canal do A.E. Isso só me empolga e me faz imaginar o que mais virá pela frente.

“Visitando ao Museu Egípcio Itinerante”, vídeo para o canal do A.E.

“Um mergulho da Arqueologia Subaquática”, vídeo para o canal do A.E.

Visita ao povoado Crasto (SE).

Visita à Casa da Torre Garcia D’Avila.

Atualmente tenho me divertido também conhecendo o público que assiste aos meus vídeos. A internet é um espaço realmente maravilhoso e é interessante notar que mesmo não tendo relação alguma com a mídia tradicional o Arqueologia Egípcia não só virou espaço para a obtenção de conhecimento para algumas pessoas, mas de entretenimento também.

Preparando o espaço para jóias e adornos do Egito Antigo

E lá vamos nós novamente! Tenho que preparar dois vídeos especiais. O primeiro é sobre jóias e adornos na antiguidade egípcia. O roteiro já está na metade e por hora está ficando exatamente como eu quero. Estou tranquila acerca da elaboração dele, o que me preocupa são os problemas técnicos: tem algo muito estranho com o meu microfone. Não sei se ele quer se aposentar, mas estou achando que ele está começando a gravar mais baixo que o normal. Que medo! A gente compra os produtos e esquece que eles não são eternos!

Claro que enquanto eu não descubro o que está acontecendo e não termino o roteiro estou já separando algumas imagens. Ok que muitas nem irei usar, mas elas servem como inspiração para o que eu espero trazer para o vídeo. Foi assim que surgiu a ideia das maquetes do vídeo sobre arquitetura, o primeiro destes especiais.

Nos outros vídeos especiais eu sempre quis gravar a elaboração deles. Até porque usualmente a gente precisou por a mão na massa… Lembram do vídeo sobre amuletos e as réplicas de biscuit? Então, agora como eu tenho uma segunda câmera (que ganhei de aniversário! Obrigada mãe!!) será possível fazer isso. Inclusive o primeiro vídeo já saiu. Nele tenho uma breve conversa com vocês:

Não sei se trarei algum objeto em jóias e adornos para vocês. Provavelmente não já que… bem… não sei como seria possível trazer réplicas de jóias ou adornos para vocês. 😅 Mas, tentarei ilustrar este vídeo o máximo possível. Juro!!!

Terei mesmo que colocar esta minha cabecinha para funcionar 🤔

 

O vídeo sobre Amuletos Egípcios: a edição “mais longa que a eternidade”!

O que você vai ler aqui neste post não será exagero. Gravar e editar o vídeo sobre amuletos egípcios em homenagem a nossa meta de 3000 inscritos foi um verdadeiro parto. Não importa quantos vídeos longos eu tenha gravado, aparentemente eu ainda não me acostumei com o formato e sempre me afogo no processo. Para quem ainda está perdido, eu prometi que ia instaurar metas de inscrições. Por exemplo, quando chegamos aos 2.000 inscritos publiquei um vídeo sobre Arquitetura Egípcia e com a chegada dos 3.000 foi sobre Amuletos Egípcios.

Pensei que o tema sobre amuletos seria relativamente fácil, mas não foi. Para a minha tortura os egípcios adotaram dezenas deste tipo de artefatos, alguns contendo sincretismos entre divindades, sem contar os tipos de materiais utilizados e as cores. Precisei realmente organizar todo o tipo de informação de uma forma que fizesse algum sentido em um vídeo de 20 minutos. Acredite, não foi fácil realizar uma série de cortes no roteiro para que o tema chegasse enxuto para vocês, contudo, a organização dele em si foi mais fácil que o de Arquitetura Egípcia… Bem mais fácil!

A elaboração dos amuletos utilizados como referência também não foi tão complicada: como não sou o melhor exemplo em termos de trabalhos manuais quem fez a maior parte deles foi a @marciasandrine, que é licencianda em Artes Visuais e ilustradora. Os únicos que fiz foram o escaravelho, o nefer e o sapinho. Mas, não toquei nas pinturas. Isso seria abusar de mais da sorte. Estas réplicas foram feitas com biscuit e pintadas com tinta acrílica.

Até este ponto tudo estava praticamente tranquilo. As complicações só começaram mesmo durante as gravações que foram divididas em duas partes, as quais eu esperava gravar na mesma semana, mas por conta de uma viagem de um mês da cameragirl o vídeo ficou parado durante este tempo. Depois foi a Era da edição. Está aí um vídeo que parecia que nunca iria ficar pronto. Eu não lembro quantos dias duraram o processo de cortes de imagens, remanejamento, legendas, animações, etc, mas foram vários! Ok que desta vez foram incluídas ilustrações animadas, mas deu muito mais trabalho do que eu esperava.

Altamente concentrada.

 

Falando em ilustrações, elas também foram responsabilidade da @marciasandrine. Eu só falei o que eu queria e dei referências, o restante foi com ela e o resultado final ficou muito bom. Enriqueceu muito mais o vídeo.

Bom, mas agora foi alcançada a meta dos 4.000 inscritos, então é a vez das “Joias e adornos egípcios”. Até já dei início a pesquisa bibliográfica, só estou preocupada em como torná-lo especial já que no de arquitetura egípcia foram feitas maquetes, no de amuletos foram feitas pequenas replicas, mas e no de joias e adornos? Para a gente fazer algumas réplicas é bem provável que ficará bem caro. Enfim, não sei como resolver isso.

Continuem nos dando amor e suporte. Assistam e compartilhem estes vídeos porque tendo tanto trabalho assim é claro que a gente quer que cada vez mais pessoas possam prestigiá-lo. E caso não sejam inscritos no canal se inscrevam; leva somente alguns segundos e é de graça 😀 Clique aqui para conhecer.

 

Gravando o vídeo sobre o Festival da Bebedeira

Sabe quando você está esperando uma coisa por muito tempo? Foi mais ou menos isso que aconteceu comigo em relação ao vídeo sobre o Festival da Bebedeira.

Em 2016 eu tinha gravado para o Arqueologia Egípcia um vídeo sobre o tema, porém foi naquela fase do canal em que tudo estava bem no começo e eu ainda não tinha um microfone. Daí eu tinha que gravar o som externamente com um aplicativo no meu tablet. Contudo, um dia eu resolvi usar o mesmo aplicativo no celular e não deu muito certo, mas eu ainda não sabia disso. Acabou que o vídeo foi gravado com o áudio muito baixo e eu somente fui perceber quando ele tinha sido publicado no YouTube. Foi aí que eu prometi para os leitores que iria regravar o vídeo. Um ano depois o fiz, mas desta vez dei uma desenvolvida no roteiro incluindo umas curiosidades bem legais. No final o vídeo ficou muito melhor que o original, que por acaso não está mais disponível online.

Mas como tudo o que envolve o Arqueologia Egípcia esta não seria uma gravação normal se não rolasse um draminha: precisei gravar o vídeo da versão de 2017 duas vezes. No primeiro eu estava com uma inflamação em um dos meus olhos e que ficou muito mais nítida em vídeo. Mas graças ao apoio dos explorers no Twitter e no Snapchat consegui reunir forças e gravar tudo novamente em um outro dia.

Segunda tentativa. Agora tudo ok.

E também ao contrário do original resolvi dar uma incrementada no cenário, já que eu o publiquei na época do carnaval. Mas em vez de utilizar enfeites que lembram essa época do ano, resolvi fazer algo diferente usando tons de azul e alaranjado para relacionar com cor do céu e do Sol — uma analogia a viagem do deus sol em Nuit — e fizemos imagens da deusa Hathor: uma em forma de vaca com estrelas em seu corpo e outra em forma de mulher. Modéstia à parte o resultado ficou muito legal.

Eu ia usar este colar, mas na segunda gravação esqueci dele… Uma pena, ia ficar tão bonito em vídeo.

Eu escolhi justamente a época do carnaval para falar sobre o Festival da Bebedeira porque apesar de serem comemorados em épocas diferentes, essas festas possuem alguns pontos bem parecidos, então achei legal fazer essa analogia.

O passo a passo para fazer esses enfeites eu mostrei no meu Snapchat (aegipcia), mas publiquei também algumas coisas na página daqui do blog lá no Facebook (Blog AEgípcia). Tudo foi feito com EVA coberto por glitter, canetinhas dourada e prata e fitilho branco. Veja abaixo um vídeo da Sandra trabalhando na vaca:

Quem me segue no Snapchat e no Instagram viram uma misteriosa vaquinha azul sendo confeccionada. Ela representa a deusa Hathor e fará parte de um dos próximos vídeos do Arqueologia Egípcia. Os cortes dela foram feitos por mim, mas os detalhes da pintura foi a Sandrine (https://goo.gl/1g41p0). O lado bom de ter alguém das artes visuais entre os explorers <3

Publicado por AEgípcia em Domingo, 19 de fevereiro de 2017

 

E aí? O que vocês acharam?

Sinceramente eu gosto muito de gravar esses vídeos temáticos, pena que costumam custar um pouquinho caro. Mas é legal ver todo mundo aqui se dedicando a fazer algo bacana, algo que no final vocês irão gostar muito.

E por fim, para quem ainda não viu o vídeo sobre o festival ele está logo abaixo:

Como foi gravar o vídeo sobre Arquitetura Egípcia

Setembro e outubro foram bem agitados, mas não por conta de postagens frenéticas e vídeos publicados, pelo contrário, o Arqueologia Egípcia ficou mais parado que o normal. O motivo? O vídeo especial em comemoração aos mais de 2.000 inscritos no canal.

Há um bom tempo comentei aqui sobre as metas para o canal, onde determinei que a cada mil inscritos eu gravaria um vídeo especial. Pois bem, quando batemos os 2.000 (o que foi muito mais rápido que o esperado) começou uma corrida para gravar o tal vídeo. Contudo, uma coisa é gravar um material com pouco mais de quatro minutos (que gera cerca de 1 hora em imagens para ser editadas), outra, totalmente diferente, é um vídeo com mais de vinte minutos, e que faça sentido para os espectadores. Foi um verdadeiro pesadelo organizar o roteiro que foi cortado, revisado e complementado várias vezes. E ainda na hora das gravações (que foram divididas em 3 dias, com direito a problemas com um grilo apaixonado) e edições foram realizadas mais mudanças. No total, precisei editar quase 5 horas de material.

Sem contar a confecção das maquetes, que foi de longe a parte mais fácil de todo o trabalho. Originalmente seria feito um porto também e um pequeno farol, mas desisti para deixar o roteiro mais limpo. Uma pena, mas de qualquer forma planejo falar mais sobre esse tipo de construção em um outro momento. Abaixo confira como ficaram as maquetes de perto:

Um toque especial foi disponibilizado pela Edições Del Prado (uma editora especializada na confecção e venda de modelos colecionáveis; Já falei sobre ela por aqui) e a sua cena de construção de uma pirâmide. Sinceramente sou apaixonada pelo o homenzinho caindo. Que dó!! Infelizmente, por conta do tal grilo, a parte em que ela e as maquetes aparecem foram gravadas durante a tarde, então não saíram como eu queria. De qualquer forma é um material que irei aproveitar no Descobrindo o Passado.

Ah! Sem contar na camiseta e colar incríveis que estou usando. No caso da roupa ela foi customizada e pintada pela Márcia Sandrine (@marciasandrine). O “Olho de Hórus” foi um pedido meu. Gostei tanto dela que devo tê-la usado umas 300 vezes durante a semana. Já o pingente foi feito pelo arqueólogo Adolfo Yugi (@adolfookuyama). É uma réplica de uma ponta de machado da Pré-História. Gosto muito dele <3

O abençoado (sim, estou falando do vídeo) foi publicado no dia 29 de outubro (2016) e assim que saiu um peso enorme sumiu das minhas costas. Ele foi extremamente trabalhoso, mas foi tão bom ver que todo o trabalho valeu. Estou incrivelmente feliz com tantas reações positivas acerca do vídeo. Só me faz pensar que foi a ação mais prudente ter demorado tanto para organizar o roteiro, o espaço, as maquetes e ter tirado dias para a edição. Valeu realmente muito a pena. O vídeo não é o mais perfeito, mas passou bem a mensagem. Se eu tivesse tomado somente uma ou duas semanas para tentar entregá-lo no prazo tenho certeza que não ia sair com a qualidade que ele chegou até vocês. Abaixo o resultado:

Conheça a meta do canal “Arqueologia Egípcia” para os 3.000 inscritos

E aqui estou novamente falando sobre as metas do canal do “Arqueologia Egípcia” no YouTube 😊 Em maio deste ano (2016) liberei aqui no blog uma lista com os temas para os vídeos especiais que serão gravados e publicados  a cada 1.000 inscrições realizadas no canal. Como as ideias para as metas ainda não tinham surgido na época dos primeiros 1.000 nada foi gravado. Porém, com os 2.000, foi liberado um vídeo sobre Arquitetura Egípcia, que, a propósito, está muito legal! Assistam lá!

The Great Pyramid: Last of the Seven Wonders

O dos 3.000 inscritos estava aberto para sugestões, mas agora já está definido: falarei sobre amuletos egípcios. Sim! O famoso “Olho de Hórus”, a Ankh, o escaravelho e outros que não são tão conhecidos assim do público comum. Como já estamos chegando nesse número (atualmente o canal soma 2.790 inscritos) estou realizando as pesquisas e preparando o roteiro. Nem preciso dizer que estou muito empolgada!

Egyptian Amulets

Ankh

A exemplo do vídeo sobre arquitetura é claro que estarei trazendo umas coisinhas bem legais para mostrar para vocês 💜. Então aguardem!

Se quiser se inscrever lá no canal é só clicar aqui ou no botão abaixo:


Whindersson Nunes e a campanha #SalveASerraDaCapivara

Esta madrugada tive o prazer de assistir a um vídeo do youtuber Whindersson Nunes sobre uma viagem que fez ao Chile. E não é que fui surpreendida ao vê-lo falando sobre a importância de se preservar os sítios arqueológicos do Parque Nacional Serra da Capivara? E ele ainda pediu para a sua audiência levantar a hashtag #SalveASerraDaCapivara.

Whindersson tem mais de 12 milhões de inscritos — o que o torna o segundo maior canal do Youtube no Brasil —. No vídeo ele comenta a viagem que fez a dois países estrangeiros e sobre os sítios arqueológicos que visitou. É então quando começa a lamentar o descaso com que o Parque Nacional Serra da Capivara (Piauí) tem sido tratado e ainda enfatiza a importância da nossa cultura. Assista o vídeo abaixo:

Contextualizando: O Parque Nacional Serra da Capivara está com problemas econômicos graves. Graças a isso a arqueóloga Niéde Guidon comunicou para a UNESCO a sua saída de lá. E o pior é que mesmo com o parque sendo abandonado sumariamente pelo governo ele ainda foi homenageado durante o encerramento da Rio 2016.

#SalveASerraDaCapivara