Produtos inusitados envolvendo o Egito Antigo

A civilização egípcia é uma das mais encantadoras e por isso alvo do comércio. Assim sendo, ela foi adotada por diferentes empresas, sendo aplicada em seus produtos. Eu já falei várias vezes sobre esse assunto no Arqueologia Egípcia (tanto o site, como canal), em especial em relação ao cinema e games, assim como colecionáveis (para conhecer alguns, clique aqui). Contudo, e quando são produtos que envolvem o dia a dia? Coisas que você poderá usar com frequência… Ou não? Fiz uma lista de produtos interessantes que tem como tema o Egito Antigo. Alguns são criativos, outros são inusitados. Espero que vocês gostem da lista*.

Ornamentos para aquário:

O primeiro produto que selecionei é este ornamento para aquário que nada mais é que uma cabeça de faraó com a sua clássica serpente wadjet na testa.

Alguns podem até achar que Egito Antigo e um fundo de aquário podem nem combinar, mas é só lembrar das descobertas feitas no Mar Mediterrâneo, nas ruínas da cidade de Alexandria.

E mais lúdico ainda é esta esfinge ao lado de uma pirâmide. Particularmente consigo imaginar os peixinhos saindo da tumba e passeando pelo aquário.

Já aqui temos o famoso Templo de Ramsés II em Abu Simbel. O que é uma ironia do destino, já que a transposição dele na década de 1970 foi para justamente salvá-lo das águas retidas pela represa de Assuã.

Porta trecos:

Aqui o sarcófago do faraó Tutankhamon, cuja tumba foi encontrada praticamente intacta em 1922, está servindo como uma caixinha para guardar pequenos abjetos…

Esta é a mesma situação desta arca do deus Anúbis, senhor das necrópoles e da mumificação.

Base para garrafas de vinho:

Estão lembrados que falei que alguns objetos eram inusitados? Apresento para vocês essas bases para garrafas de vinho. A primeira é uma esfinge. Nesta foto não é possível ver, mas a cabeça dela e sua parte traseira são um pouco abertas para permitir o encaixe da garrafa.

E mais uma vez temos o deus Anúbis, que mostrando a sua força irá carregar uma garrafa em suas costas. A vida não está fácil para ele.

E você? Desta lista possui algum favorito?


*São lojas de exportação.  não serão informadas.

A “Maldição da Múmia” e o Halloween

Que o Halloween é uma festa peculiar isso ninguém tem dúvidas. Possuindo raízes entre os celtas, atravessando a Idade Média na Europa, cruzando o Oceano Atlântico e chegando ao Novo Mundo na bagagem dos Puritanos, essa festividade tinha como objetivo comemorar uma passagem de estação, mas, ao ser incorporada pela Igreja Católica, passou a celebrar o “Dia de Todos os Santos”, antecedendo o “Dia de Finados” (2 de Novembro).

É difícil datar todas as brincadeiras comuns desse dia, mas certamente o costume de vestir fantasias assustadoras tornou-se mais popular no século XX, quando o folguedo ganhou um caráter cada vez mais comercial. Foi nessa época também que as múmias foram incorporadas como fantasias. Essa inclusão tem paralelo com o uso do tema “maldição da múmia” por Hollywood, como já comentei no post “Múmias, múmias e mais múmias no cinema”.

Só publiquei esta foto porque achei legal.

E foi com esse assunto em mente que gravei o vídeo “A Maldição da Múmia” para o especial de Halloween deste ano. Espero muito que vocês gostem 😀 Aproveitem para compartilhá-lo com os seus amigos 👻

Tem um determinado momento em que mostro uma foto muito especial. Por culpa dela demorei alguns dias para gravar (eu realmente gostaria de tê-la presente). Bom, só digo que valeu a pena ter passado três dias procurando a fia.

Múmias, múmias e mais múmias no cinema

Existe uma coisa que o Halloween e a Arqueologia Egípcia têm muito em comum: as múmias. Foi graças a esta festividade, que ocorre no dia 31 de outubro em especial nos EUA e na Inglaterra, que os corpos mumificados ao estilo faraônico foram integrados à cultura popular, ao lado de uma das ferramentas de comunicação mais efetivas que temos desde o século XIX: os filmes.

Eu sou Ankhsenamon, mas eu sou também outra pessoa.

— Personagem Helen Grosvenor em The Mummy (1932)

Quando o cinema surgiu, isso lá na década de 1890, as pessoas já tinham sido apresentadas para a imagem — equivocada, todavia — da antiguidade egípcia graças a invasão napoleônica ao Egito em 1798, situação que propiciou a criação do Description de l’Égypte (Descrição do Egito), obra considerada como o pivô de uma febre chamada “Egiptomania”, que até hoje é muito forte.

Egiptomania é a reinterpretação e reuso de traços da cultura do Egito Antigo e graças a ela pessoas de fora do meio acadêmico puderam ter uma ideia, mesmo que básica, da antiguidade egípcia. Por isso o Egito e o seu exotismo antigo foram bem recebidos (ou tolerados) em algumas das primeiras obras cinematografias tais como The Haunted Curiosity Shop (A loja de curiosidades assombrada; 1901), Cleopatra (1917) e Egyptian Melodies: Silly Symphony (Melodias egípcias: Sinfonia Tolas; 1931). Paralelamente, temos a literatura, que bebeu muito da proposta de espíritos malignos advindos da antiguidade egípcia, capazes de deferir o mal a qualquer um que passasse por seu caminho.

Estas obras criaram no inconsciente coletivo a ideia de que o mal poderia ser desperto a qualquer momento nas areias do Egito. E a morte do Lorde Carnarvon, em 1923, poucos meses após a descoberta da tumba de Tutankhamon só fez criar uma histeria ao redor do tema, isso graças a uma mídia sensacionalista.

— Para saber mais assista: A Maldição de Tutankhamon.

Assim, a imagem de uma múmia vingativa levantando-se do túmulo virou um prato cheio para Hollywood e a Universal Studios soube aproveita isso muito bem.

Lemax Spooky Town Village Collection The Mummy’s Curse Table Piece #73614

A Universal já tinha lançado alguns filmes envolvendo monstros tais como The Phantom Of The Opera (O fantasma da ópera; 1925), Dracula (1931) e Frankenstein (1931). Então em 1932 foi a vez de The Mummy (A Múmia) com Boris Karlof e Zita Jonahn. Que, por acaso, é o meu filme favorito da temática. 😀

Capa de “The Mummy”.

O Legado de “A Múmia” (1932):

Após o sucesso de “The Mummy” muitos outros filmes que aproveitam a temática de “múmias que voltam à vida” foram lançados, seja no terror, aventura ou na comédia. Alguns exemplos: “The Mummy’s Hand” (1940), “The Mummy’s Tomb” (1942), “The Mummy’s Ghost” (1944), “The Mummy’s Curse” (1944), “The Mummy” (1959) “The Curse of the Mummy’s Tomb” (1964), “The Mummy’s Shroud” (1967), “Blood from the Mummy’s Tomb” (1971), “The Awakening” (1980), “O Segredo da Múmia” (1982), “The Tomb” (1986), “Bram Stoker’s Legend of the Mummy” (1998), “The Mummy” (1999), “The Mummy Returns” (2001), “Les aventures extraordinaires d’Adèle Blanc-Sec” (2010), “Frankenstein vs. The Mummy” (2015) e muitos outros.

“Blood from the Mummy’s Tomb”. Divulgação.

Ah! E ainda tem o novo “The Mummy” cuja estreia está prevista para 2017.

Gravei ano passado um vídeo falando um pouco sobre o uso do Egito Antigo em obras de terror. Então confiram abaixo. Fiz um resumão bem bacana, tenho orgulho deste vídeo até hoje:

E em homenagem ao Halloween…

Entramos no mês do Halloween, data que aqui no Brasil comemoramos o nosso icônico Saci-pererê e que nos EUA é comemorado o Dia dos Mortos, inspirado no Samhain (“Fim do Verão”… Tudo a ver…), uma antiga celebração celta (olha a Arqueologia aí!).

Não sou a pessoa mais indicada para falar sobre as origens do Halloween, mas esse evento religioso, e hoje comercial, teve muita influência na popularização da antiguidade egípcia, afinal, foi graças a ele que atualmente conhecemos estórias de múmias que voltam a vida, amuletos amaldiçoados, armadilhas mortais em sepulturas, ou seja, muito da antiguidade egípcia presente na cultura pop advém das fantasias e especiais de Halloween.

E foi exatamente por isso que disponibilizei lá no perfil do Arqueologia Egípcia na VitrinePix uma camiseta inspirada neste evento:

Sério, muito linda! E tem a logo do Arqueologia Egípcia nas costas.

Para quem tem boa memória este desenho é do topo do #AEgípcia do Halloween do ano passado. Sim gente, eu gosto de ser nostálgica. Essa camiseta estará disponível somente até o dia 30 de outubro (2015). Veja melhor os detalhes (ela virá sem a minha assinatura):

Caso queira comprar este é o link da camiseta http://goo.gl/NNsBtR, também tem a versão econômica a qual você pode consultar o preço navegando no menu ao lado onde tem fotos de outros modelos, logicamente a qualidade do material é diferente:

Quem comprar envia uma foto para mim que eu quero ver vocês vestidos 😀

Em caso de duvidas acerca da forma de pagamento, tecido, prazo de envio, etc, entre em contato com a própria VitrinePix.

Chá e dança árabe

 

 

Nos dias 27, 28 e 29 de abril ocorreu o primeiro Chá Árabe de 2012 do Portal Hanna Belly (Sergipe), tal evento que já é praticamente uma tradição do Portal.

 

Chá Árabe do Portal Hanna Belly em 2011 (Sou a segunda moça da direita para a esquerda). Foto: Matheus Batalha. 2011.

 

Fui a um dia do chá no ano passado e adorei, foi uma noite bem diferente em Aracaju, embora para a minha felicidade não sejam tão raras as noites árabes na cidade (ao menos não como a maioria dos sergipanos imaginam). Apesar de todos os festivais serem encantadores, o que torna os do Hanna Belly especiais é o próprio ambiente do edifício da escola (além das coreografias, claro), que possui quadros e objetos que remetem a cultura oriental.

Cecilia Calvacante dança usado Véu Wings no Chá Árabe de 2012. Foto: Jane Feitosa.

Agora em 2012 frequentei dois dos dias do chá e confesso que se pudesse teria frequentado os três dias já que o espetáculo deste ano superou o do ano passado (que por acaso também foi ótimo, então imaginem), inclusive adotei duas coreografias como favoritas, dentre elas a do Véu Wings, interpretada por Cecilia Calvacante, dona e uma das professoras do Hanna Belly.

 

Capturando um momento de descontração das moças que estavam sentadas na mesa da frente. Foto: Márcia Jamille Costa. 2012.

 

Uma luminária para vela com a foto de uma das estrelas do chá, a Cecilia Cavalcante. Era nela que estava a lista das danças da noite. Foto: Márcia Jamille Costa. 2012.

 

A outra estrela da noite... O próprio chá. Quem não curte muito esta bebida pode optar por refrigerante para acompanhar o jantar. Foto: Márcia Jamille Costa. 2012.

 

Já no final da última noite minha irmã observando o público se despedindo. Foto: Márcia Jamille Costa. 2012.

 

Ano passado o Portal realizou o espetáculo “O Oriente no Ventre do Ocidente” que foi uma mostra do Orientalismo através de coreografias e imagens (logo se vê pelo cartaz do espetáculo). O DVD poderá estará disponível em breve.

 

Cartaz do espetáculo “O Oriente no Ventre do Ocidente”. 2011. Portal Hanna Belly.

Google homenageia o arqueólogo Howard Carter

O Luis Felipe, um dos alunos (e colega) do mestrado em Arqueologia da Universidade Federal de Sergipe me apontou esta manhã o doodle do Google de hoje (09/05) e para a minha surpresa está uma homenagem ao aniversário do arqueólogo britânico Howard Carter, responsável pela descoberta da tumba de Tutankhamon.

A imagem:

Homenagem do Google ao 138° aniversário de Howard Carter

Abaixo uma matéria do site da BAND (tem até um e-mail, por favor, escrevam agradecendo pelo texto):

Google homenageia o arqueólogo Howard Carter

O egiptólogo britânico ficou conhecido por ter descoberto a tumba do faraó Tutankhamon no Vale dos Reis

Da Redação noticias@band.com.br

O Google homenageia o arqueólogo e egiptólogo britânico Howard Carter, que caso estivesse vivo completaria 138 anos nesta quarta-feira. Ele ficou conhecido por ter descoberto a tumba do faraó Tutankhamon no Vale dos Reis – localizado no Egito – e por inovar os métodos de análise dos túmulos.

Conhecedor de vários dialetos árabes, aos 27 anos tornou-se inspetor-chefe dos monumentos do Alto Egito e Núbia.

Sua primeira missão foi em Bani Hassan, onde foi incumbido de gravar e copiar as cenas nas paredes dos túmulos dos príncipes do Médio Egito. Dizem que ele trabalhava ao longo do dia e dormia com os morcegos nos túmulos durante a noite.

Em 1922, Carter encontrou os degraus que o levou ao túmulo de Tutankhamon. O arqueólogo descobriu o túmulo faraónico melhor preservado que já havia sido encontrado. Os meses seguintes foram dedicados a catalogar o conteúdo de antiguidades do Egito. Já em 1923, ele encontrou uma casa mortuária e o sarcófago de Tutankhamon.

(…)

 

No mural do Arqueologia Egípcia uma leitora (Nati Lerda)  deixou até uma mensagem:

 

♥♥ Hoy Howard Carter cumpliria 138 años… lo felicito por ser el arqueólogo en encontrar esa hermosa tumba de tutankamon… =)… dia especial para todos los arqueólogos en el mundo… FELICIDADES EGIPTO POR DARNOS MARAVILLAS COMO ESTAS… ♥♥ Márcia Jamille – Arqueologia Egípcia… hay que seguir descubriendo… =)