Novas leituras sobre o EGITO ANTIGO # 1

Livros em português sobre a antiguidade egípcia são raros, mais ainda quando esta é a língua original deles. Já cansei de falar nas minhas redes o quanto fico feliz com publicações no nosso idioma, afinal, não é novidade alguma que ainda falta muito para que cada vez mais brasileiros tenham acesso a materiais acadêmicos sobre o Egito Antigo.

Foi pensando nisso que decidi que a minha nova listinha de leituras seria com livros escritos originalmente em português. A ideia é justamente apoiar estes autores e divulgar títulos para o maior número possível de pessoas.

Como usualmente separo de três e três livros para resenhar, escolhi os seguintes títulos:

Ainda não foi decidido quando sairá cada resenha e caso queira acompanhar esses livros no Skoob segue o link para cada um deles (no vídeo eu comento que não encontrei o do “Fatos e Mitos do Antigo Egito”, mas ele tem sim um perfil lá) e a ordem da minha leitura:

☥ “Fatos e Mitos do Antigo Egito” (Margaret Bakos) | Skoob;

☥ “Fortificar o Nilo” (Eduardo Ferreira) | Skoob;

☥ “A Egiptomania e os seus do passado” (Leandro Hecko) | Skoob.

Lançamento de livro de ficção sobre o Antigo Egito: O Coração da Esfinge; Deuses do Egito – Livro II

O Coração da Esfinge; Deuses do Egito – Livro II

“A mitologia egípcia nunca foi tão fascinante! Com diálogos afiados e uma heroína divertida, a série Deuses do Egito é exatamente o que você poderia esperar da autora da excelente saga A maldição do tigre.” — Aprilynne Pike, autora da série Fadas.
Lily Young achou que viajar pelo mundo com um príncipe egípcio tinha sido sua maior aventura. Mas a grande jornada de sua vida ainda está para começar.
Depois que Amon e Lily se separaram de maneira trágica, ele se transportou para o mundo dos mortos – aquilo que os mortais chamam de inferno. Atormentado pela perda de seu grande e único amor, ele prefere viver em agonia a recorrer à energia vital dela mais uma vez.
Arrasada, Lily vai se refugiar na fazenda da avó. Mesmo em outra dimensão, ela ainda consegue sentir a dor de Amon, e nunca deixa de sonhar com o sofrimento infinito de seu amado. Isso porque, antes de partir, Amon deu uma coisa muito especial a ela: um amuleto que os conecta, mesmo em mundos opostos.
Com a ajuda do deus da mumificação, Lily vai descobrir que deve usar esse objeto para libertar o príncipe egípcio e salvar seus reinos da escuridão e do caos. Resta saber se ela estará pronta para fazer o que for preciso.
Nesta sequência de O despertar do príncipe, o lado mais sombrio e secreto da mitologia egípcia é explorado com um romance apaixonante, cenas de tirar o fôlego e reviravoltas assombrosas. (Sinopse:Saraiva).

Lançamento de livro: Sacralizando o Solo: O uso simbólico e prático dos Geoglifos Sul-Americanos

Sacralizando o Solo: O uso simbólico e prático dos Geoglifos Sul-Americanos (Dalton Delfini Maziero)

Os geoglifos da América do Sul constituem um dos maiores mistérios da arqueologia mundial. Como entender os motivos que levaram homens do passado a desenharem gigantescas figuras e linhas no solo? Esse fenômeno social ocorreu em grande profusão no Peru, mas também no Chile, Brasil e outros países vizinhos. Desvendar esse mistério é entregar-se a um complexo jogo da mente humana, que mistura rituais sofisticados, manipulação da natureza e necessidades básicas de sobrevivência. Afinal, por que os antigos povos das Américas precisavam dos geoglifos?

Esta obra é resultado de uma monografia de pós-graduação. Mas, para compreender o incrível fenômeno dos geoglifos, não basta apenas pesquisar livros e textos. Torna-se necessário conhecer os geoglifos em seu contexto natural. O entorno geográfico diz muito ao pesquisador nesse caso específico. Então, posso dizer que esta obra é também resultado de longas viagens pelo deserto, montanhas e altiplanos sul-americanos. O leitor não vai encontrar nada parecido com esse texto, que se propôs ser inédito em sua abordagem, comparando três grandes grupos de geoglifos de nosso continente: os de Nazca (Peru), Acre (Brasil) e Atacama (Chile). O resultado foi uma pesquisa original, que lançou novas ideias sobre o tema. Somem-se a isso as conversas e trocas de correspondências com pesquisadores locais. Mesmo encontrando respostas factíveis para esse enigma da arqueologia, sinto que os geoglifos ainda irão fascinar as futuras gerações por muitos anos! Um tema inesgotável de pesquisa, que nos leva diretamente a um mundo repleto de ritos complexos e necessidades distantes de nossa realidade. Boa leitura!

MEU COMENTÁRIO: O Dalton é o autor do blog Arqueologia Americana e foi a pessoa que me apoiou quando iniciei o Arqueologia Egípcia.

E clique aqui para ler uma entrevista com o autor.

 

Dicas de livros que foram adaptados para o cinema

Recentemente gravei um vídeo mostrando alguns livros que foram adaptados para o cinema. Falei sobre “Orgulho e Preconceito” (Jane Austen), “Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres” (Stieg Larsson), “O Castelo Animado” (Diana Wynne Jones), “Jurassic Park” (Michael Crichton) e “Hellraiser” (Clive Barker).

Para ver os outros vídeos do canal clique aqui.

Viih Tube, Picasso e livros de Youtubers

Desde que a Kéfera lançou o seu livro “Muito mais que 5 minutos” e instantaneamente virou best seller vi uma onda de ódio se alastrar pela internet contra obras escritas por youtubers. Se bem que em verdade o ódio coletivo a esta profissão (sim, isto é uma profissão e por vezes mal remunerada) existe desde que alguns veículos de imprensa revelaram que vlogueiras (os) costumam receber por mês grandes somas em dinheiro, sugerindo que esta “molecada que só faz ligar a câmera na casa dos pais” estava ganhando mais que aquele cidadão que tem um “emprego de verdade”. Então deixa eu te contar que muitos destes valores revelados nem sempre são verdadeiros.

Que alguns youtubers ganham muito isso é real, mas estes contam-se nos dedos. Mas isso não é desculpa para tentar minimizar ninguém. Se seu vizinho ou você precisa acordar cedo, pegar um ónibus lotado para ir para o trabalho, ficar lá por mais de 12 horas e ganhar bem menos que eles (os youtubers) – e você os odeia por isso – só posso te dizer uma coisa: sinto muito, o mundo não é justo.

Não adianta ficar comparando a sua vida com a vida de um youtuber, não faz sentido. Muito menos xingá-lo, até porque além de ser mal-educado e desumano.

Recentemente viralizou um vídeo da vlogueira Viih Tube e o seu equivoco ao achar que um Romero Britto era Picasso. Eu não cheguei a ver o vídeo, só vi compartilhamentos aos montes. Primeiramente eu tinha pensado que era só uma criança que tinha dito uma bobagem, o que muitas dizem (e inclusive muitos adultos), e que agora estava extremamente conhecida por conta deste erro. Achei bem injusto, ninguém merece uma exposição destas. Imagine-se na seguinte situação: você na escola recebendo vários dedos apontando para a sua face no pátio com coros de “ha ha que burra!”. Agora se imagine na mesma situação, mas na internet.

capa_tudo tem uma primeira vez - ViihTubeDepois fiquei sabendo que aquela menina era a Viih Tube, a qual só conhecia o nome, mas jamais vi qualquer vídeo ou foto. Mesmo sabendo que ela é famosa em seu meio ainda assim achei os julgamentos muito injustos. Então foi que eu soube que ela tem um livro em pré-venda, editorado pela Intrínseca e dias depois eu já lia vários comentários negativos no Instragram da editora.

Vi reclamações que variavam entre “livros de youtubers estão destruindo com a literatura nacional”, que “eu me esforço tanto enviando há tantos anos meus originais para as editoras e nenhuma aceita e uma idiota desta aparece e vocês publicam”, e assim vai. Doeu o coração de ver tanto ódio destilado e tanta ignorância unida acerca de como funciona o meio editorial. Alguém que envia seu original “há tantos anos” para várias editoras deveria saber como este tipo de mercado funciona.

Bom, livros de youtubers não estão destruindo a literatura brasileira, até porque alguns são bons. A Bruna Vieira é um bom exemplo, assim como a Babi Dewet. Outros são ótimos para você sentar e dar umas boas risadas, como o da Kéfera. Fora que não é difícil ver em lançamentos de livros de youtubers os fãs não só comprarem o livro pretendido, mas passar o olho em outros. Quando você compra um livro e gosta, percebe que é divertido ler e consequentemente não é difícil pensar em procurar novos títulos, afinal, não foi assim que a maioria de nós leitores assíduos começamos?

Fora que para uma editora investir no livro de um youtuber é a mesma questão que se empenhar em um daqueles livros de colorir que as pessoas tanto criticaram. Ambos, como normalmente vendem muito, são o que mantém as contas das editoras em dia e inclusive o excedente é usado na publicação de um outro autor. Quem envia originais para várias editoras sabe muito bem que algumas cobram para que você publique, já outras não. Estas últimas usam deste excedente dos livros dos youtubers ou livros de colorir ou sei lá mais o que, para que o seu livro seja publicado (ao menos é o que se espera, mas a economia é capitalista, vai que mesmo assim algumas continuem a cobrar)… Mas claro caso ele valha a pena receber o investimento.

Então se você é um leitor apaixonado deveria estar agradecido por isto.

E sobre a questão da Viih Tube: sexta passada na Campus Party, durante a mesa sobre livros publicados por pessoas que fizeram fama na internet, foi dado todo o contexto do tal vídeo. Ele foi gravado há um ano, quando a menina tinha quatorze anos. Ela errou feio o nome do artista, muita gente teve a mesma reação dos dias de hoje e ela gravou um vídeo resposta onde ela saia na rua e perguntava para os transeuntes se eles sabiam de quem era aquela tal obra e a maioria não sabia. Ela, uma criança, errou, mas mostrou que não seria a única que poderia ter errado.

(Resenha – Livro) “A arte de pedir”, de Amanda Palmer

A arte de pedir de Amanda PalmerTítulo: A arte de pedir

Autora: Amanda Palmer

Gênero: Autobiografia

Editora: Intrínseca

Páginas: 304

Ano: 2015

ISBN: 858057689X

“Se você amar as pessoas o suficiente, elas te darão tudo”

Publicado pela Editora Intrinseca, o livro “A arte de pedir” nos leva para um passeio pelo o mundo da Amanda Palmer, cantora e artista performática, em sua crença na empatia e sua fé na humanidade, embora seja vítima de cyberbulling e até mesmo de uma ameaça da morte.

Ela nos mostra o quanto solicitar auxilio é algo natural em nós, como sociedade, ao mesmo tempo em que insistimos que pedir é uma ação vergonhosa, uma vez que as pessoas não querem sentir-se vulneráveis. A autora também explica o quanto é difícil para um artista convidar alguém, mesmo entre seus fãs, a investir no seu trabalho e é exatamente neste ponto que a vemos repassar suas experiências corajosas com o financiamento coletivo (crowdfunding) e a reação negativa de algumas pessoas em relação a isso.

Além da Amanda, somos apresentados a vários nomes, dentre eles Neil Gaiman, seu marido, e Anthony Martignetti, seu melhor amigo. E é em sua relação com essas duas figuras que a narrativa se concentra, principalmente esse último; Anthony é um dos pontos mais importantes do livro porque é ele quem ensina para ela o valor da empatia, o que a ajudará mais tarde, quando começar a criar conexões com seus fãs e essa é a grande lição do livro: criar conexões com as pessoas, algo difícil, mas que levou a Amanda a conhecer lugares e histórias incríveis.

O livro é bem escrito e nos deixa curiosos acerca das experiências (ou melhor: as aventuras) da Amanda, além de despertar a sensibilidade em nós. Definitivamente nunca mais observarei artistas performáticos da mesma forma.

Aconselho a leitura, vale a pena.

(Resenha – Livro) “Muito mais que cinco minutos”, da Kéfera Buchmann

Muito mais que cinco minutos da Kéfera BuchmannTítulo: Muito mais que cinco minutos

Autora: Kéfera Buchmann

Gênero: Autobiografia

Editora: Companhia das Letras

Páginas: 144

Ano: 2015

ISBN: 9788584390113

Entrando na aposta (certeira) de autobiografias de youtubers, a Companhia das Letras lançou agora em 2015 “Muito mais que cinco minutos”, de autoria da Kéfera Buchmann. Um sucesso absoluto e que em pouco tempo entrou para a lista dos mais vendidos do país.

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Kéfera é uma das maiores celebridades da internet, possuindo milhares de fãs espalhados em diferentes redes sociais. Seu sucesso teve início com o seu canal do Youtube, “5 Minutos”, criado em 2010 e que até hoje é um dos líderes em acessos no Brasil.

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O livro é bem ilustrado com fotografias da autora e a arte é linda. O li em pouco tempo porque o texto fluiu muito bem. As histórias narradas na obra são extremamente cômicas (não tenho palavras para o caso da depiladora), ao mesmo tempo que a Kéfera tem a preocupação de abordar assuntos mais sérios, como é o caso do bullying.

“(…) se você tem um amigo verdadeiro, valorize. É raro a gente conseguir achar pessoas que torçam sinceramente por nós. De verdade mesmo”

— Muito mais que cinco minutos; Kéfera Buchmann.

Na obra podemos observar um outro lado da autora que raramente é mostrado no Youtube, como os seus momentos de desespero, constrangimento, extrema tristeza na infância e adolescência e como dia após dia ela conseguiu contornar muitos dos seus problemas.

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Para mim, o único ponto negativo é que não são contadas suas experiências pós criação do seu canal, entretanto, ao final do “Muito mais que cinco minutos” a Kéfera sugere que esse será o tema de um suposto segundo livro.

(Resenha – Livro) “Não faz sentido: por trás da câmera” do Felipe Neto

Não faz sentido por trás da câmeraTítulo: Não faz sentido: por trás da câmera
Autor: Felipe Neto
Gênero: Auto-biograia
Editora: Casa da Palavra
Páginas: 272
Ano: 2013
ISBN-13: 9788577343935
ISBN-10: 8577343936

Ler este livro foi quase um acidente: só o separei devido a um misto de curiosidade e tentativa de olhar o Felipe Neto de uma forma diferente, afinal, quando conheci o trabalho dele eu via um cara oportunista que queria chamar atenção fazendo vídeos criticando o que era popular no momento (confesso envergonhada que parte desta minha opinião foi moldada pela imprensa). Depois comecei a vê-lo como um rapaz que amadureceu e pediu desculpas por muitas besteiras que falou e, por fim, como alguém que criou um personagem icônico, mas que o usou para dar sua opinião acima da dos outros (embora o próprio Felipe insista para a sua audiência não usar o que ele diz como verdade absoluta).

Apesar de tê-lo separado, deixei o livro encostado por muito tempo, já que não estava muito inclinada a lê-lo. É tanto que eu tinha até esquecido da sua existência. Contudo, certa noite eu estava olhando de forma despretensiosa a minha lista de títulos e o vi lá no meio. Como o canal do Arqueologia está na sua fase de embrião para girino, e eu realmente tenho poucas referências sobre como lhe dar com o público, resolvi pegá-lo para ler.

Meu primeiro julgamento foi com a capa. Lá estava ele, aquele cara arrogante e os famosos óculos escuros me encarando. Não me levem a mal, eu já assisti vídeos do Felipe Neto e dei muitas gargalhadas com alguns deles, mas o ar prepotente do personagem sempre incomodou, o que, como consequência, não me dava espaço para simpatizar com o próprio Felipe.

Contudo, ainda temos o Felipe empresário, que é um cara que soube investir na internet e era esse o Felipe que eu queria conhecer mais, então resolvi fazer uma leitura.

A obra faz um passeio até o seu passado, nos apresentando algumas das situações que o levou a criar um canal no Youtube, seu estrondoso sucesso em visualizações e nos levando ao momento em que ele torna-se empresário. É uma leitura simples, despretensiosa, onde o Felipe abre o jogo e escreve de forma livre suas frustrações, sucessos e medos, e foi exatamente esse último ponto que mais gostei: a sua disposição em ser aberto com o leitor, falando sobre os seus problemas pessoais resultante do sucesso do “Não faz sentido”, a exemplo da sua depressão e dificuldades com ansiedade.

Também o vemos explicar como foi encontrar cara a cara seus “desafetos”, a exemplo da Preta Gil e o Fiuk, duas pessoas as quais ele reconhece que te deram lições para entender o sucesso e como sobreviver a todas as coisas negativas que vêm com ele.

Porém não creio que o autor tenha entendido bem o seu papel no mundo do entretenimento ou ele estava ainda imaturo quanto a isso na época em que escreveu sua auto-biografia, porque no próprio “Não faz sentido: por trás da câmera” ele fala que entretenimento não educa, mas em várias passagens ele explica a gratidão de alguns professores que usam/usavam seus vídeos em sala de aula. Foi contraditório.

Contudo, embora ele seja conflitante e algumas vezes até agressivo, para quem quer conhecer a história do Youtube no Brasil vale a leitura. Por mais que o trabalho dele não me agrade é inegável a importância da história do Felipe para o desenvolvimento na criação de conteúdo para a internet.

No geral, é uma leitura interessante, mas não está entre as melhores que fiz neste ano de 2015. Acredito que o Felipe e o seu editor deveria dar uma repaginada no material. Ele tem muitas histórias interessantes para contar, mas por hora “Não faz sentido: por trás da câmera” é só uma leitura satisfatória e com algumas boas curiosidades.

Já para quem é fã certamente será um prato cheio.

Babi Dewet em Aracaju e a questão da publicação independente

Enfim conheci a Babi Dewet, a autora da trilogia “Sábado á Noite” da Editora Generale e de um dos contos do livro “Um ano Inesquecível”, da Editora Gutemberg. A Babi é uma das autoras nacionais a qual tenho mais interesse porque foi uma das minhas inspirações, além da Carina Ricci, para publicar de forma independente.

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Sinceramente não sei há quantos anos conheço o trabalho e o blog da Babi, somente que ela ainda não tinha publicado o seu segundo livro. Também há muito tenho desejado conseguir uma dedicatória dela e a oportunidade surgiu no último dia 07/11.

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Eu já sabia sobre o bate-papo dela, que ocorreria na I Flise, contudo sob a organização do Colégio Módulo, mas arrisquei ir para Salvador no dia 06 e voltar correndo na manhã do dia 07 para ver se eu chegaria a tempo, e tenho que agradecer minha amiga Fernanda por seu horário preciso para me trazer de volta. Consegui chegar na cidade faltando 20 minutos para o início do evento, mas foi o necessário para tomar um banho na casa desta mesma amiga e correr até o Módulo, que fica a um quarteirão.

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O bate-papo teve a duração de 1 hora e a maioria das perguntas foram relacionadas com os personagens dos livros, somente a minha e a de um garotinho que pegou o microfone logo depois de mim, tiveram relação com a produção dos livros e vida profissional.

A única surpresa desagradável foi que para recolher a dedicatória todos nós precisávamos nos deslocar para o Parque da Sementeira, que fica em outro bairro, porém, o lado bom é que ela assinaria todos os livros que nós tivéssemos em mãos! A mulher publicou quatro livros e ela assinaria todos! Coitada! Eu sei o quanto é cansativo escrever dedicatórias e não sou famosa. A Babi é e deve ter uma munheca de ferro, não é possível!

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Passei, creio, que uma hora na fila e eu estava incrivelmente exausta, mas valeu muito a pena: o pessoal no estande do Módulo foi extremamente atencioso comigo quando souberam que eu tinha acabado de chegar de Salvador e que até aquele momento não tinha comido nada (descolaram até um lanche e água para mim) e a Babi foi super gentil também.

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Só não gostei do prefeito furando fila na minha frente para pegar uma dedicatória para a neta dele. Eu não me importaria em ceder meu lugar para ele para evitar o povo o urubuzando, mas o fofo nem licença pediu. Juro que eu devo ter saído em alguma fotografia dos assessores dele fazendo uma careta, a pena é que jamais terei uma destas fotos em mãos para guardar com carinho este momento em que levei uma carteirada silenciosa.

Abaixo está um vídeo que gravei contando um pouco como foi esse dia. Nele também está a parte do bate papo no Colégio Módulo onde pergunto sobre a experiência dela com a publicação independente. Assistam aí, deixem um “curtir” e aproveitem e inscrevam-se no canal clicando aqui.

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=7iNbPqZVSfI]

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E aqui mais detalhes das dedicatórias (clique nas imagens para ver mais detalhes):

Até mais! Com amor e música. 😉

Princesa Isabel, astecas, aeroporto e hieróglifos: tudo no mesmo pacote

Então, vocês sabem que recentemente estive em São Paulo (clique aqui e leia um post no Café Néftis onde conto mais detalhes sobre alguns passeios que fiz lá). Passei cerca de uma semana, mas sinceramente não deu para visitar muita coisa…

Bom, como o nosso dia de volta seria todo em aeroportos (primeiro em Guarulhos, depois uma eternidade em Salvador) resolvi procurar por algum livro interessante para comprar, nunca se sabe o que podemos achar. Acabou que comprei um livro sobre a civilização asteca. Há anos não leio nada sobre o tema, mas como li na bio do autor, o Marco Antônio Cervera Obregón, falando que ele é arqueólogo, resolvi arriscar e comprar a obra.

Também comprei “A história da Princesa Isabel”, da Renata Echeverria. Os livros biográficos de personalidades históricas brasileiras são tão cheios de sensacionalismo e complexo de vira-lata que fiquei muito desconfiada se eu comprava ou não (eu poderia dar dois exemplos bem famosinhos e que fazem historiadores se contorcerem de tristeza, mas não… Prefiro não dar ibope). Para variar, muitos materiais que escrevem sobre a Isabel usam discursos anti-monarquistas (pera lá, não vá achando que sou monarquista ok? Mas acho feio ficar usando discursos ideológicos preconceituosos para denegrir as pessoas) e as vezes extremamente misóginos, vendendo uma imagem de uma princesa manipulável e fanática religiosa. Entretanto, dei uma passada no Skoob para ver se existia alguma resenha e vi somente uma, a de um senhor que falou muito bem do material e fez questão de exaltar que o livro não tem a velha bobagem de querer sujar a imagem da monarca. Então comprei. Espero muito que esse moço tenha sido sincero.

E ao chegar em casa ainda tinha um pacote esperando a fia aqui (Uhuu!). Era da nossa parceira, a Chiado Editora. A cortesia é o livro “Gramática Fundamental de Egípcio Hieroglífico para o estudo do estágio inicial da língua egípcia (de 3000 a 1300 a.C.)”, do Ronaldo Gurgel Pereira (já comentei sobre ele aqui). Em breve escreverei uma resenha sobre o mesmo. Aguardem.

Tudo isso e mais está no vídeo abaixo e não esqueçam de inscrever-se no meu canal. Ele é independente do Arqueologia Egípcia. É só clicar aqui e ser feliz <3 .

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