Já fui citada em um jornal espanhol

Acho que já está mais do que claro que possuo o incrível talento de escrever aqui sobre minhas aparições na imprensa com muito atraso (afinal, que raios de blogueira eu sou?). Estou tentando melhorar isso, sério! Este mês irei atualizar essa área do blog o mais rápido possível, mas vocês precisam me ajudar também: quando encontrar algum lugar em que fui citada é só avisar. Foi o que o David Ferrando fez.

A internet é uma ferramenta incrível por vários motivos e um deles é a fácil possibilidade de interação entre pessoas e informações. Pois bem, em certa manhã de 2014 esse moço, o David, enviou uma mensagem para mim com uma foto meio distorcida de um papel de jornal, mas que dava para ver o meu endereço do Twitter (@Mjamille). Fiquei meio confusa afinal… Assim… Por que diabos um tweet meu estaria em um jornal?

O David então mandou um print e lá estava o tal do tweet. Era uma mensagem que eu tinha escrito em português, de forma totalmente de boas, e eles acharam bacana o suficiente para por no topo de uma das suas folhas. O jornal em questão é o La Vanguardia, que é vendido na Espanha.

Escrever um livro pode ser um trabalho solitário, mas, definitivamente, a publicação é um trabalho conjunto… e trabalhoso.

Embora tenha sido só um tweet fiquei bastante feliz. Quem imaginaria… Eu jamais fui citada em coisa alguma, nem em jornalzinho de escola.

Eu, meu livro e Arqueologia no programa “Expressão”

No dia 11/07/2014 (já faz um tempinho né) fui convidada pelo o programa “Expressão” da TV Aperipê para falar sobre Arqueologia e o meu livro publicado na época: o “Uma viagem pelo Nilo”. Foi algo da noite para o dia: recebi alguns telefonemas durante a tarde e no dia seguinte eu já estava me arrumando para ir ao programa.

Raramente assisto TV aberta e não seria novidade alguma eu não conhecer de fato o canal TV Aperipê, não tem problemas eu falar isso na internet porque eles sabiam disso. Então fui com a cara e a coragem.

Gente, é sério! Tem lugares para onde já fui que eu simplesmente perdi a oportunidade de mostrar para vocês e a TV Aperipê é um deles. Todos os funcionários que me atenderam foram extremamente atenciosos comigo. Como acompanhante levei a minha própria irmã e eles também fizeram o máximo para deixá-la confortável. Também tive a oportunidade de conversar com os outros entrevistados. Foi bem legal.

Eu nunca tinha ido para um programa de estúdio (nunca fui para programa algum, para início de conversa) e só posso dizer que é bem legal. Minha irmã tirou algumas fotos pelo o celular, por isso a qualidade não é a das melhores, mas dá para vocês terem uma ideia:

O Pasqual também foi muito legal. Quando sentei eu estava extremamente desconcertada e ele começou a puxar assunto enquanto não começavam as gravações. A gente falou sobre várias coisas.

Já a entrevista acabou saindo muito da pauta, o que me assustou bastante. A nossa conversa informal antes das gravações tinha mais a ver com a proposta original do que a entrevista em si (eu até recebi mensagens de dois colegas/amigos reclamando depois), mas mesmo assim foi bacana. Abaixo está a entrevista na integra (podem pular a parte dos golfinhos, porque é looooonga):

Bom, no dia em que a entrevista foi ao ar eu não poderia assistir porque coincidia com o horário do lançamento do meu livro em Aracaju, porém, disponibilizei um link para os leitores poderem assistir “ao vivo” pela internet. E no dia seguinte ao lançamento eu tinha que pegar a estrada para ir a um trabalho de campo (ainda lembro da minha pessoa morrendo de sono precisando assinar livros em casa enquanto tinha que arrumar as malas). Passei semanas quase que totalmente incomunicável até agosto! Foi quando pude ver o resultado. 

Eu não achei este vídeo listado no Youtube (acho que ele não está disponível para a busca 🙁 ), então eu resolvi publicá-lo no Facebook cortado, tirando aquela parte dos golfinhos.

(Entrevista) Múmias egípcias: Esse tema dá trabalho!

Recentemente a bióloga e mestra em ecologia Cassiana Purcino convidou-me para responder algumas questões para um blog cujo intuito é realizar a divulgação cientifica para crianças. Quando eu respondi as perguntas estava tão cansada que esqueci completamente que o alvo é o público infantil e por isso ela precisou adaptar as minhas respostas, cortar algumas coisas, ou seja, dei um pouquinho de trabalho para ela e para a colega de postagens, a Cláudia Carnevalli. Ambas escrevem no blog Criança ComCiência. O tema da entrevista é sobre o estudo de múmias e foi publicada no dia 10 de janeiro (2015).

Como o texto é grande (contando com dicas para leituras e algumas palavras do professor Antonio Brancaglion Junior) coloquei aqui somente a minha parte, mas quem quiser ler o artigo completo é só clicar aqui.

Esse tema dá trabalho!

O que você acha de trabalhar pesquisando as múmias egípcias? Pois saiba que, mesmo no Brasil, a milhares de quilômetros de distância do Egito, é possível seguir essa carreira. Abaixo, você pode ler nossa conversa com Márcia Jamille Costa, arqueóloga especialista no estudo do Antigo Egito, autora do livro Uma Viagem pelo Nilo e do blog Arqueologia Egípcia, que deu algumas dicas para quem se interessa pela profissão.

Criança ComCiência (CCC): Para quem quer pesquisar as múmias e os processos de mumificação, que carreira deve seguir?

Márcia Jamille Costa (MJC): Antigamente, os profissionais que estudavam as múmias eram

Ilustração de Marek Jaguck.

Ilustração de Marek Jaguck.

aqueles cuja formação estava ligada a alguma área das ciências médicas e com pouca ou nenhuma ligação com a Arqueologia, isto quando as dissecações (ato de desenfaixar o corpo) de muitas múmias não eram feitas por aventureiros ou colecionadores de peças antigas. Felizmente, nos dias atuais o cenário é bem diferente. Os profissionais de áreas médicas, como Medicina, Biologia, Veterinária, ainda estão presentes, mas agora com especialização em Bioarqueologia (disciplina que estuda os restos mortais de seres vivos que viveram no passado) ou dentro de uma equipe que inclui vários profissionais, entre eles o arqueólogo.

CCC: Quais características e habilidades alguém que quer trabalhar nessa área precisa ter?

Ilustração de Marek Jagucki.

Ilustração de Marek Jagucki.

MJC: O fundamental é conhecer sobre esqueleto, sabendo como identificar a partir dos ossos características como o sexo, a idade e a possível causa da morte da pessoa. Também é bom conhecer um pouco sobre a estrutura muscular e a localização dos principais órgãos do corpo. Além disso, é preciso entender sobre Tanatologia, que é o estudo das mudanças físicas nos corpos, causadas pela morte; e sobre Tafonomia, que é o estudo dos processos pelo qual o corpo passou após a morte e que vai ajudar a definir o que de fato provocou a mumificação. Também acredito que o profissional tem que ter ética e consideração com os mortos. Não tem coisa mais triste e infantil durante um trabalho de campo ou laboratório do que ver um colega ou aluno brincando com partes de um corpo, como se fosse somente um objeto para a curiosidade e não o que sobrou de uma pessoa que no passado respirou, amou, odiou e que até mesmo pode ter caminhado um dia pela área do sítio arqueológico pesquisado.

CCC: Quais são os maiores desafios e as maiores alegrias no trabalho em Arqueologia Egípcia?

MJC: Alguns dos principais desafios, no caso do nosso país, ainda é a fraca união entre os pesquisadores brasileiros e o aparecimento e desaparecimento de grupos de estudos. Já em um contexto mundial é insistir em manter os estudos sobre o Antigo Egito usando técnicas e conhecimentos já muito antigos. Nesse sentido, a Egiptologia precisa se atualizar, mas poucos fazem algo de fato para mudá-la.

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Ilustração de Marek Jagucki.

Já as alegrias são muitas, mas a principal é estar em uma posição de poder conhecer a história de um ponto de vista privilegiado. Parte da minha infância e adolescência, eu passei lendo sobre a vida no Antigo Egito, mas agora sou eu quem está escrevendo e discutindo esta história e outras pessoas estão no meu antigo lugar, saciando sua curiosidade. Fora a oportunidade que tive de conversar com pessoas que eu via em documentários e admirava o trabalho. É muito legal! De vez em quando, escuto ou leio histórias de crianças ou adolescentes que ganharam o meu livro e ficaram muito felizes. É bastante satisfatório saber que o meu amor pela profissão está influenciando na educação de alguns meninos e meninas espalhados por este Brasil.

CCC: Você já foi ao Egito? É possível trabalhar com Arqueologia Egípcia sem sair do Brasil?

MJC: Nunca fui ao Egito. Tive a oportunidade de ir estudar lá uma vez, em Amarna (local onde o famoso faraó Tutankhamon nasceu e a rainha Nefertiti e o faraó Akhenaton viveram), mas optei por permanecer no Brasil e terminar meus estudos. A viagem ao Egito seria muito cara e escolhi investir meu dinheiro em outras coisas. Claro que planejo ir escavar no Egito um dia, mas não como uma estudante que precisa pagar, quero ir como arqueóloga! Quem sabe até futuramente como coordenadora de escavação… (risos)

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Ilustração de Marek Jagucki.

Sobre se é possível trabalhar com Arqueologia Egípcia sem sair do Brasil? Sim, é possível e deve ser feito. Algumas pessoas, especialmente quem está começando agora na Arqueologia, costumam acreditar que a profissão de arqueólogo se faz só escavando a areia, procurando objetos… Mas a realidade é bem diferente. Em verdade, tanto para o Egito, como para o restante do mundo, seria mais interessante aproveitar os objetos que estão em universidades e museus. Existem teorias e metodologias novas que podem ser aplicadas e proporcionar novas interpretações para o passado. As revisões de antigas traduções também são necessárias e até as análises de diários de campo podem ser desenvolvidas por arqueólogos! No meu caso, por exemplo, fiz um trabalho de discussão do uso simbólico e físico da água durante o Egito faraônico através da perspectiva da Arqueologia de Ambientes Aquáticos e isso sem precisar tocar em um grão de areia, mas aproveitando o que já foi escavado e documentado por outros colegas arqueólogos.

Dando um UP nos sites que relataram minha passagem por Blumenau (2014)

Finalmente comecei a reunir minhas breves passagens pela imprensa aqui no blog, o que será de todo útil para uma série de pessoas, inclusive para mim, que posso ter próximo lembranças das atividades que andei realizando por aí.

Quando estive em Blumenau (SC) fui alertada por um dos ouvintes (e posteriormente por um leitor via Facebook) que minha viagem tinha sido comentada na imprensa. Eu tinha achado interessante, mas confesso que não tinha dado muita bola, até que, após uma breve pesquisa no Google por textos meus me deparei com estes três sites abaixo:

http://www.oblumenauense.com.br/site/acontece-em-blumenau-um-seminario-sobre-o-egito-faraonico/

http://www.blumenews.com.br/site/index.php/entretenimento/item/12641-furb-sedia-semin%C3%A1rio-sobre-egito-fara%C3%B4nico

E claro, no site da própria instituição:

http://www.furb.br/web/1704/noticias/arquivo/2014/05/furb-sedia-seminario-sobre-egito-faraonico/3151

Quer saber como foram as palestras lá? Leia Palestra em Blumenau e apresentação do livro “Uma viagem pelo Nilo” ou Alguns dos dias mais especiais da minha vida: Apresentações do meu livro.

Se vocês forem encontrando outras coisas podem enviar para mim. Pode ser através do meu Twitter (@MJamille), Instagram (marciajamille), Facebook (Marcia Jamille – Arqueologia Egípcia) ou por e-mail (sitearqueologiaegipcia@gmail.com).

“Atraídos pelo Egito”, matéria comigo

O tempo passa rápido não é? Parece que foi ontem que dei uma entrevista para o “Almanaque” (encarte estudantil do jornal O Popular de Goiânia), mas não, já faz um tempão. Esta reportagem é especial para mim porque eu já tinha sido entrevistada outras vezes, mas foi a primeira vez que uma delas foi feita exclusivamente para ser publicada e ainda em um almanaque para crianças (foi em um destes que tive um dos meus primeiros contatos com o Antigo Egito).

Quem me entrevistou foi o repórter Marco Aurélio Vigário, que foi extremamente finíssimo comigo e provavelmente paciente, já que anotei toneladas de coisas para ele sobre aspectos do Antigo Egito e sobre o Tutankhamon. Ele poderia ter organizado uma tese em vez de uma reportagem, já que escrevi muita coisa mesmo. Ele também foi legal ao retomar contato, enviar o resultado e me deixar liberar para vocês baixarem.

A reportagem foi publicada no dia 23 de março (2014) e foi em um momento legal porque na mesma semana eu tinha recebido outro convite para entrevista, mas que infelizmente eu não poderia participar porque seria em São Paulo. Esta tinha uma pauta tão legal quanto: queriam fazer um tour comigo em uma exposição itinerante para falar sobre peças egípcias. Imaginem! Eu na TV falando sobre o que mais gosto!

Mesmo não podendo ir a sensação de aceitação é muito boa. É muito gratificante saber que tem gente interessada no seu tema de trabalho.

Acerca de “Atraídos pelo Egito” eu respondi perguntas desde como pode ter ocorrido a construção da Grande Pirâmide até a Maldição de Tutankhamon. É difícil definir qual questão eu gostei mais de responder, mas da matéria claro que curti muito a parte em que falam um pouco sobre como foi a minha infância. Quando a leio relembro aquela época com muito mais carinho que o usual. O Marco Aurélio encaixou a minha fala de tal forma que ficou até mais saudosa:

Márcia decidiu que seguiria esse caminho desde criança. O pai colecionava matérias sobre história antiga e a mãe a incentivava a ler. “Certa tarde ela levou para casa um almanaque do Indiana Pateta, personagem da Disney que é arqueólogo”, lembra. “Esses fatores foram fundamentais a minha escolha, mas o que contou mesmo foi a minha admiração pela profissão. Existe algo mágico em poder escavar e tocar algo que estava ‘escondido’ por tanto tempo e dar voz a pessoas que nem sequer conhecemos”, conclui.

Eu nem imaginei que soava tão bonito!

Quem quiser ler ou baixar a matéria é só clicar aqui

Entrevista comigo e anuncio do tema do meu livro

Saiu esta semana a entrevista que dei para o Arqueologia em Ação, um projeto em que participo paralelamente ao Arqueologia Egípcia. O idealizador do canal é o João Carlos Moreno, que é aluno da pós-graduação em Arqueologia do MAE-USP.

Eu já tinha dado uma entrevista antes, mas foi para uma TV local para comentar acerca da inauguração do Campus de Laranjeiras (SE), onde hoje funcionam os cursos de Graduação e Pós-Graduação em Arqueologia da UFS.  Mas foi algo rápido, nada que ficasse focado em mim o tempo todo.

O convite para participar do piloto surgiu quando o João veio para Aracaju, creio que duas semanas antes da reunião nacional e congresso da Sociedade de Arqueologia Brasileira (SAB) e comentou que planejava fazer algumas entrevistas e queria tentar uma comigo. Recusei na hora, mas ele pediu para que ao menos eu experimentasse e fizemos um “ensaio” na casa de uma amiga em comum e também arqueóloga e atualmente estudante da pós-graduação em Arqueologia na UFS, a Fernanda Libório, para ver como eu me saia.

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A questão é que assim que começou o ensaio com direito a câmera e gravação de voz acabei ficando tagarela e por fim percebendo que talvez a experiência não seria traumática. Foi resolvido então que eu seria entrevistada no Museu da Gente Sergipana e o resultado foi um ótimo trabalho da equipe que compôs o projeto piloto do Arqueologia em Ação naquele momento.

Na entrevista eu comento acerca de assuntos bem diferentes, desde como surgiu a ideia da criação do site Arqueologia Egípcia até a divulgação do tema do meu livro, o qual fiz segredinho até agora.

Na ordem: Ms. Márcia Jamille, João Carlos Moreno e Thobias Cerqueira. Foto: Fernanda Libório. 2013.

Na ordem: Ms. Márcia Jamille, João Carlos Moreno e Thobias Cerqueira. Foto: Fernanda Libório. 2013.

Só posso dizer que a equipe fez algo espetacular, que foi me convencer a aparecer em frente a uma câmera. Sou extremamente tímida, mas no final acabou tudo saindo bem.

Abaixo a entrevista:

Link do Canal: http://www.youtube.com/arqueologiaemacao