Como são alguns dos lugares arqueológicos mais famosos do mundo vistos do céu?

Eu amaria viajar o mundo todo, conhecer lugares, pessoas e culturas novas. Porém, como diz um velho ditado, “querer não é poder”. Então eu, assim como certamente muitos de vocês que estão lendo este post, temos que nos contentar com fotos, documentários e vlogs de viagens de terceiros. Contudo, felizmente a tecnologia está do nosso lado e cada vez mais pessoas estão disponibilizando na internet passeios virtuais. Daí os menos privilegiados acabam tendo a oportunidade de dar uma espiada em lugares do planeta que gostariam de conhecer, mas nunca tiveram a oportunidade.  

Desde 2006 o site AirPano reúne fotos, vídeos e imagens em 360º de alguns dos lugares mais interessantes da terra, lugares estes que costumam ser pouco acessíveis tanto no sentido logístico, como financeiro. E algumas dessas localidades são sítios arqueológicos. Então, achei que seria legal gravar um vídeo onde dou algumas sugestões de passeios virtuais em 360º em sítios arqueológicos de diferentes lugares do mundo, indo desde a Ilha de Páscoa à Muralha da China: 

Linhas de Nazca

https://www.airpano.com/360photo/Nazca-Lines-Peru/

As linhas estão localizadas em uma província peruana chamada Nazca. E a história da descoberta delas, ou melhor, a história de como começaram a perceber a presença delas, é bem longa, remetendo ao século 16. Contudo, naquela época as pessoas achavam que eram somente trilhas. Até que em 1927 finalmente elas foram entendidas como um indício arqueológico e até os dias de hoje linhas continuam a ser descobertas. 

Petra

https://www.airpano.com/360photo/Petra-Best-Jordan/

Petra localiza-se na Jordânia e o que eu acho mais legal nela é que foi construída em meio a formações rochosas. O edifício mais famoso da região é o Khazneh, o qual atualmente é apelidado de “o tesouro”, mas no passado foi um mausoléu.     

Muralha da China

https://www.airpano.com/360photo/China-Great-Wall-Jiankou-Jiaoshan/

localizada na China, nós nos habituamos a chamá-la no singular, mas tratam-se de uma série de fortificações que foram construídas visando proteger o território do antigo Império Chinês. 

Machu Picchu

https://www.airpano.com/360photo/Machu-Picchu-Peru/

Este é mais um exemplo peruano. Esta cidade se encontra a 3 mil metros de altitude e as paredes de seus edifícios foram feitas com pedra polida. Ela foi construída para ser uma residência real, mas não durou muito, já que foi abandonada tempos depois a sua construção. 

Moais

https://www.airpano.com/360photo/Easter-Island/

Moais são figuras humanas monolíticas esculpidas pelo povo Rapa Nui na Ilha de Páscoa, que se encontra no Oceano Pacífico. Algumas teorias do que seriam esses moais é a de que eram a representação dos ancestrais dos antigos polinésios e que estariam ali para vigiar e proteger as pessoas.

Pirâmides do Egito

https://www.airpano.com/360photo/Egypt-Cairo-Pyramids/

Construídas há mais de 4 mil anos, as pirâmides do platô de Gizé, em verdade é um amplo complexo funerário que envolvem sepultamentos de reis, rainhas, nobres e construtores das pirâmides. 

Angkor

https://www.airpano.com/360photo/Angkor-Wat-Cambodia/

As ruínas de Angkor, que no passado era a capital do império Kemer, estão localizadas nas florestas do Camboja. 

Estes bebês foram sepultados “coroados” com ossos de outras crianças

Uma descoberta arqueológica raríssima foi feita no Equador: dois bebês foram sepultados, cada um, usando uma espécie de “capacete” feito com o crânio de outras crianças. Na falta de uma boa referência visual: os bebês foram vestidos com uma segunda cabeça… Ou seja, em cada sepultura foram encontrados dois indivíduos — o bebê e a cabeça de uma criança mais velha —. 

Os arqueólogos que realizaram a descoberta e as análises dizem que não existem precedentes deste tipo de sepultamento nem no Equador e nem em toda América.

Não se sabe os motivos por trás deste enterro, em verdade as pesquisas ainda estão em andamento.

Porém, algumas informações importantes foram obtidas tais como as idades aproximadas das quatro crianças e a possibilidade de que ao menos os bebês tenham falecido por conta de uma anemia.

Quer saber mais? No vídeo abaixo eu explico alguns detalhes desta descoberta 

6 dicas de presentes de Natal para quem AMA a Arqueologia

Final de ano é aquele período em que muitas pessoas ficam com dúvidas do que comprar para os seus conhecidos durante as festividades de Natal ou Ano Novo. Para alguns é quase um martírio pensar em algo interessante. Contudo, se você possui algum parente ou amigo que ama a Arqueologia e não sabe qual o presente certo para dar a ele, aqui estão algumas dicas.

1 – Jogo “Assassin’s Creed Oringins”: Se quiser ter uma experiência imersiva na Antiguidade esse jogo é um dos melhores no momento com ótimos cenários e um fundo histórico que abrange a cultura egípcia, grega e romana. Ele já foi comentado no canal Arqueologia Egípcia.

2 – Eternizando suas mensagens do Twitter… Em cuneiforme: Você leu corretamente! Para um ávido usuário do Twitter e que ao mesmo tempo gosta de tudo o que envolva a Arqueologia vai amar os serviços do DumbCuneiform. Este é um site de tradução em que você envia a sua mensagem para a equipe e eles transcreverão em cuneiforme — uma técnica de escrita cunhada, muito popular entre povos da antiguidade — em um pedaço de barro.

3 – Livro “Arqueologia” de Pedro Paulo Funari: Esta é uma aquisição interessante para quem tem curiosidade em saber um pouco sobre os trabalhos de Arqueologia e as implicações politicas e sociais que os envolvem. Funari é um arqueólogo bastante reconhecido e já publicou dezenas de livros e artigos relacionados aos mais variados temas históricos. Já fiz resenha dele no Descobrindo o Passado

4 – Livro “Uma Viagem pelo Nilo”… O qual é de minha autoria, por acaso. Meio narcisista? Nem tanto! Eu tenho um motivo para indicá-lo: Ao contrário da indicação anterior, esta obra fala especificamente sobre a civilização egípcia explicando aos leitores os aspectos gerais desta civilização milenar. Porém, tem como bônus algumas explicações sobre os trabalhos de Egiptologia e como nasceu a Arqueologia Egípcia.

5 – Colar com ponta de flecha: Esta dica é voltada para aqueles que amam tanto a Arqueologia que quer um pedaço do passado por perto. A venda ou posse de artefatos arqueológicos é, na maioria dos casos, ilegal, por isto que a solução encontrada por muitos é a compra de cópias. Você poderá conferir alguns exemplos no site Arqueo Réplicas.

5 – Réplica de avião North American P-51 Mustang: Para os curiosos ou estudiosos da 2ª Guerra Mundial o avião North American P-51 Mustang é um velho conhecido. Sua atuação em combate foi registrada através de fotografias e vídeos históricos. Este é da Coleções Del Prado.

Gostou destas dicas? Compartilhe entre os seus amigos ou nos envie algumas sugestões também! Neste blog também já listei produtos inusitados envolvendo o Egito Antigo

A primeira palestra do Arqueologia Egípcia

2015 está realmente sendo um ano muito bom para mim, está até superando 2014, ano em que publiquei meu primeiro livro. E uma das grandes realizações é poder realizar uma palestra dentro do Arqueologia Egípcia. É exatamente o que vocês leram, dentro.

O tema que escolhi foi justamente o Período Amarniano, uma época tão controversa, mas que é divertida de estudar e aprender sobre. Estou muito empolgada para ver o trabalho final e também conversar com os inscritos. 😀

Minha querida Nefertiti

Os leitores que assistirão receberão uma senha que irá funcionar do dia 29/08 até 05/09 e terão acesso também a sugestões de artigos e indicações de vídeos. Minha nossa, está tão trabalhoso organizar tudo! Contudo, está valendo a pena.

As inscrições irão somente até amanhã, para participar vocês podem fazê-lo por aqui ou diretamente aqui.

Eu já disse que estou muito empolgada? 😀

Ainda acerca dos manifestos

Continuando o texto que escrevi na semana passada, resolvi por aqui praticamente na integra uma mensagem que deixei no mural do meu Facebook e que acredito ser relevante também para vocês. É uma breve explicação sobre o que é ser “politizado”, termo que o pessoal está usando muito de forma equivocada. Por exemplo, tem gente que acha que ser politizado é distribuir santinhos de políticos em época de eleição. Segue o texto:

Protesto em Aracaju. Autor desconhecido. 20 de junho de 2013.

Protesto em Aracaju. Autor desconhecido. 20 de junho de 2013.

Ser politizado não deve se resumir a quem vamos dar o nosso voto futuramente, mas se empenhar em tentar entender o nosso contexto social.  Até mesmo o interesse repentino de muitos usuários em procurar ler textos na internet ou ver vídeos para saber por que das manifestações é se politizar.

É tanto que bem no início do texto da semana passada eu mencionei o comentário de uma certa mídia que de fato não quer que sejamos politizados, só que separemos “manifestantes pacíficos que estão construindo uma grande festa” dos “Manifestantes perversos que estão manchando a cara da festa” e que no final não pensemos muito em compreender nossas relações sociais, ou seja, as relações de poder.

Na verdade quando as pessoas insistem em não serem politizadas (ou seja, que abram um debate para questionar porque tudo está do jeito que está) só viram um bando de bolas de bilhar jogadas de um lado do outro. No final todos se cansarão e voltaremos para casa para curtir mais um carnaval.

O que me preocupa nestas passeatas e me inspirou a escrever o texto explicando os termos são os gritos de “Sem partidos” terem surgido, claro que eu sou contra ao pessoal que aproveita o bonde para tentar se candidatar, mas fiquei sabendo que atacaram pessoas de grupos de esquerdas sem saber do que se tratavam. Assim, eram aquelas pessoas que ficavam fazendo passeatas por melhorias de vida enquanto ficávamos (vírgula, porque sou a favor de passeatas, mas como expliquei no texto até então não tive nem a decência de participar de uma) acomodados navegando na internet ou assistindo TV reclamando daqueles “vagabundos” que estão atrapalhando o trânsito.

Protesto em Aracaju. Autor desconhecido. 20 de junho de 2013.

Ótima mensagem no protesto ocorrido em Aracaju. Autor desconhecido. 20 de junho de 2013.

Não sou muito de assistir TV aberta e nem de ler matérias de jornais e revistas de grande circulação, mas creio (olhando o Facebook) que a concepção que as pessoas possuem de se “politizar” é de ter que se filiar a um partido político e andar com a carteirinha de ingresso na carteira e não é isto. É você dar as caras, mostrar que sabe quais são os seus direitos e deveres como cidadão e exigir que estas coisas sejam cumpridas. Por isto que é uma contradição a pessoa comentar que não é politizada, mas está participando das passeatas com afinco ou realizando o cyber-ativismo.

Agora sabem a caca que deu agora? Muitos integrantes de grupos organizados de Esquerda estão abandonando os protestos, isto porque tudo se resumiu a usar a máscara do Guy Fawkes, se enrolar na bandeira do Brasil e sair gritando variedades de coisas. Não estou criticando o Anonymous, na verdade eles estão ajudando muito, estou criticando alguns que os seguem e que estão perpetuando discursos reacionários (que anulam mudanças sociais), usando toda esta subjetividade que foi criada em prol do seu próprio discurso. Nesta brincadeira grupos a favor da conservação da pobreza, contra o direito da mulher, contra a inclusão de negros na Universidade (e sociedade no geral) estão aproveitando toda a situação. Daí quando você não é politizado não sabe nem sequer identificar um reacionário abraçado na bandeira nacional. Por exemplo, alguém que usa a frase “Sou nacionalista” pega muito mal, discursos nacionalistas têm sido utilizados inúmeras vezes contra a integridade de estrangeiros ou pessoas que não seguem a religião oficial. Ou a “Deus, pátria e família”, esta frase de fato foi utilizada aqui no meu estado por um reacionário que é contra o casamento gay, um homem/garoto que participa de um grupo de ódio que tenta perpetuar que a mulher é só um pedaço de carne para o deleite sexual do homem e um depósito para crianças, cujo prazo de validade é até os trinta anos ou menos.

Protesto em Aracaju. Autor Infonet. 20 de junho de 2013.

Protesto em Aracaju. Autor Infonet. 20 de junho de 2013.

Foi basicamente isto o que escrevi no Facebook, mas devo complementar com mais algumas informações: Estou feliz por saber que muitos professores, não só de História, estão dando aulas sobre protestos tanto no Brasil, como no mundo. Espero que estejam ensinando para os alunos acerca da origem de alguns termos. Comentei em meu texto anterior sobre uma escola em que estudei e coincidentemente semana passada vi uma mensagem sendo veiculada denunciando que outra escola, onde cursei o Ensino Médio, demitiu um professor que estava dando uma aula sobre as manifestações. Sua demissão causou comoção entre alguns pais que ficaram revoltados.

Dentre muitas notícias tristes que andei lendo algumas foram acerca das agressões verbais e sexuais contra algumas mulheres. As manifestações estão virando um imenso palco para a misoginia (desprezo contra indivíduos do sexo feminino) praticada por alguns policiais e por civis, pessoas que aproveitam os distúrbios das manifestações para agredir especificamente mulheres. E isto deve ser levado muito a sério.

Para variar denuncias de distúrbios orquestrados então se espalhando, ou seja, pessoas que se reúnem exclusivamente para causar transtornos nos protestos. Por tanto, sempre tentem filmar estas cenas de violência ou vandalismo (mas procurando sempre manter a sua segurança, claro), elas podem ajudar a identificar infratores e até mesmo estes grupos de que focam realizar os distúrbios orquestrados.

Uma pausa para os manifestos

Fui ao protesto do dia 20 de junho (2013) em minha cidade, foi lindo, mas algo me incomodou profundamente: a maioria esmagadora não era politizada e trataram, em parte, as manifestações como “uma grande festa”, como um determinado veículo de imprensa “x” andou difundindo.

Caros, isto não é uma grande festa, esqueçam isto, é uma oportunidade de mostrar que o povo tem o poder em exigir mudanças. Porém o rumo em que as coisas estão seguindo é bem preocupante.

Protesto em Aracaju. Autor desconhecido. 20 de junho de 2013.

Protesto em Aracaju. Autor desconhecido. 20 de junho de 2013.

Vamos primeiramente ao problema das ideias de Esquerda e Direita, duas palavras que provocam desconforto em muitas pessoas, mas que não deveriam. De uma forma geral e simples estas duas palavras definem o seu tipo de pensamento político, inclusive no que diz respeito ao nosso lado ético: ser de Esquerda é pedir por direitos iguais, ser de Direita é totalmente o contrário.

A Esquerda é definida pelas lutas sociais, ou seja, direitos iguais entre gêneros e etnias (estou sendo bem simplista aqui). É constituída por aqueles (as) que procuram não deixar que uma classe absorva seus lucros em cima do bem estar de um grupo social.

A Direita é definida pela a exploração de classe e a imposição de valores. Onde um pequeno grupo controla de forma opressiva um grupo totalmente maior e menos instruído.

A Direita não gosta de protestos, isto é histórico.

Ou seja, se você está participando dos protestos em razão dos motivos abaixo [1]:

(1)    Aumento abusivo das passagens de ônibus em todo o Brasil;

(2)    A ausência de hospitais e escolas enquanto estádios luxuosos estão/foram edificados;

(3)  As propostas de investimento do dinheiro público em projetos que visam ideais de uma determinada religião, o que não condiz com o que se espera de um país que se diz laico;

(4)    O desrespeito ao piso salarial de alguns profissionais enquanto senadores e deputados votam, sem nenhum pudor, o valor dos seus próprios salários;

(5)    As taxas absurdas de vários serviços públicos que são extremamente deficientes.

Parabéns, você tem ideais de Esquerda.

Agora ser esquerdista não quer dizer que você tem que levar a culpa porque tem político que se diz de Esquerda fazendo merda por aí.

Já notei que algumas pessoas têm asco ao escutar a palavra “de Esquerda”, talvez seja devido a uma atitude reacionária do próprio indivíduo ou desconhecimento mesmo do que “ser de Esquerda” significa.

Eu já tive meu pensamento equivocado sobre o que seria ser “de Esquerda”, afinal, na minha escola, ao lado do Hino Nacional, aprendi que ser esquerdista é ser anarquista, vândalo, pobre cretino e subversivo, mas ninguém explicava a origem destes termos e o que de fato insinuavam.

Não estou aqui para ajudar na submissão de um (a) político (a) “x” ou “y”, mas para explicar no que implicam estas palavras.

Só para vocês terem uma ideia: até mesmo a oportunidade de escrever em um site sem ter que depender de uma “Grande Mídia” para revisar os assuntos que repasso para vocês pode ser considerado um juízo de Esquerda (ok, exagerei um pouco). O próprio Anonymous é um grupo de Esquerda, isto não quer dizer eles (as) possuem intenções de concorrer a algum cargo na política.

Foram graças aos conceitos de Esquerda que, por exemplo, o ex-presidente/ditador Mubarak foi retirado do poder no Egito e que os estrangeiros começaram a serem tratados com dignidade nos Estados Unidos.

 

E qual o motivo de estar escrevendo isto aqui:

Primeiro porque sou uma cidadã brasileira e o mínimo que quero é ser tratada com respeito. Como muitas pessoas estive na beira do conformismo: os impostos aumentam cada vez mais, assim como o valor de vários produtos do nosso dia a dia e eu acreditava, mesmo conhecendo vários exemplos históricos, que ou pagava ou ficava sem nada.

Eu, na minha imensa cara de pau, auxiliei com o cyber-ativismo a repassar mensagens dos protestos no Egito e até traduzindo alguns acontecimentos para o português, mas em relação ao Brasil eu até que fazia alguma coisa, mas nunca fui a nenhuma passeata contra o aumento das passagens, contra o salário abusivo de políticos, contra a ausência do aumento do salário dos professores ou mesmo contra o direito de ir e vir das mulheres… Nem isto!

A minha ficha só caiu definitivamente quando mais uma vez as tarifas dos ônibus tinham aumentado. Moro atualmente em Aracaju (a qual também é minha cidade natal) e não estou brincando quando digo que aqui é uma cidade pequena. Há muito tempo atrás nossa passagem foi inferior a R$1,00. No inicio do ano foram R$2,25, atualmente naturalmente são R$2,45 (até ontem paguei este valor, não sei se reduziram hoje). Mas não acaba por aí! A Universidade em que eu estudava é no interior, e era outro valor que também aumentou. Ou seja, eu pagava uma passagem na cidade e outra para chegar ao interior. No início do ano eram R$2,10, atualmente são R$2,30, se não me engano. Agora somem estas passagens ida e volta.

Ou seja, no início do curso eu pagava todos os dias R$8,70 para estudar. No final eu comecei a pagar R$9,50. Como no início eu ia todos os dias eu tinha que pagar toda semana R$45,50, fora a minha alimentação.

Para variar, se vocês acham que os ônibus de São Paulo e do Rio de Janeiro são uma sucata, é porque definitivamente não chegaram a ver os de Aracaju. São vergonhosos.

Para mim o fim foi ao observar um dos nossos principais terminais de ônibus em um dia de chuva. Tinha tantos buracos no teto que era melhor retirá-los logo se não era para proteger ninguém da água. No mesmo instante olhei para as pessoas e todos com um olhar conformado como se tudo aqui fosse “normal”. Não mentirei, eu fiquei revoltada.

Por isto eu peço para você que teve a paciência de ler este post até aqui que se for para a rua para protestar que seja com firmeza e com vontade de mudar algo na nossa nação. Também tentem não agredir os grupos de Esquerda, eles têm feito muito coisa enquanto o Gigante esteve dormindo. Eram eles que iam para as ruas protestar enquanto ficamos, como diria o Raul Seixas, sentados “com a boca escancarada cheia de dentes esperando a morte chegar”.

1 a 1 a a a a pro brasil acordou

E por favor, não tratem as manifestações como uma festa, porque não é! É coisa séria! Eu sei que é divertido tirar fotos para por no Facebook – o que não condeno, tem que por mesmo! Especialmente porque este é um feito histórico -, mas não deve se resumir a isto.

Outra coisa, impeachment não irá resolver. Olhem bem para trás, depois do nosso primeiro impeachment, quantos presidentes escolhidos de forma democrática resolveram nossos problemas mais básicos? Fora que está ocorrendo esta vontade por um impeachment sendo que ninguém lembra que existem pessoas no Senado que jamais deveriam estar lá.

Antes que alguém venha dizer que sou a favor da Presidenta Dilma e blá blá blá eu só escrevo uma coisa: Ela está ferrando com a Arqueologia. E é ferrando em vários sentidos. Este “progresso” dela tem passado por cima de muito sítio arqueológico. A coisa é uma loucura!

Mas eu não quero que ela seja retirada, da mesma forma que não quero isto para o Morsi no Egito, mas não é por simpatia (já perdi alguma simpatia por políticos faz tempos), é porque nossos presidentes precisam levar a sério as nossas necessidades, todos têm governado quase que totalmente de acordo com o que uma minoria quer. Fora que os brasileiros andam procurando por um messias da política, o que só mostra a nossa imaturidade nesta questão.

Nesta brincadeira os protestos estão se resumindo a isto:

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Um Gigante sem foco algum.

O que me deixa feliz é que em detrimento do “oba oba” tem muita gente debatendo e procurando soluções, alguns (mas) que eu nem sabia que se interessavam por política aprenderam vários termos e não saem por aí gritando tal qual um cão enfurecido pagando de idiota.

Fazem tempos que o nosso país está uma bagunça. Isto é fato! E nós não estamos ajudando muito com a nossa falta de foco nos protestos. Estou até com medo que palavras como estas deste pai sejam esquecidas:

Ou que nos conformemos em ligar a TV nos finais de semana para ver o sonho de alguém em ter uma casa só ser resolvido por algum apresentador famoso.

 [1] Na verdade são tantos problemas que é difícil até escolher algum para listar.