Fui ali dar palestras na Bahia

Pela primeira vez realizei palestras, mais uma aula aberta, em solo baiano. Foi durante o “Ciclo de estudos sobre o Antigo Egito: perspectivas para a Arqueologia”, que ocorreu na Universidade Federal do Oeste da Bahia nos dias 5, 6 e 8 de julho (2016). Fiz o máximo possível para mostrar alguns momentos no Snapchat e no Instagram, mas claro que eu não poderia deixar de comentar aqui 🙂. Também comentei acerca do evento em um vlog no canal do Arqueologia Egípcia. Caso queira conferir:

Bom, parti de Aracaju na madrugada do dia 04/07 e depois de passar uma vida no Aeroporto de Salvador embarquei para Barreias no horário da tarde em um avião de hélice 😀 Sempre quis ver um de perto (aiai destino, e quando poderei viajar de helicóptero agora hem? Tá demorando!).

Cheguei no finalzinho da tarde. Quem me recebeu foi a Fernanda Libório, que além de minha amiga também é arqueóloga e professora da UFOB. O Aeroporto de Barreiras é pequeno, mas oferece todos os serviços mais necessários. Infelizmente não o fotografei (Mals aê). E depois de um merecido banho fui para um restaurante de comida chinesa muito lindo, o Porta do Sol (só o mostrei no Snapchat; estava tão cansada que nem tive cabeça para fotografar algo).

Pista de pouso do Aeroporto de Barreiras.

As atividades do evento começaram no dia seguinte, mas antes de ir para a UFOB fui conhecer um pouquinho (beeem pouquinho mesmo) Barreiras e me deparei com uma réplica da Estátua da Liberdade. 🗽 Depois deste breve passeio parti para a Universidade.

Já na UFOB eu estava no auditório conversando com algumas pessoas quando me chamaram para ver a fila de inscrições. Levei um senhor susto: ela estava enorme! A palestra ia começar as 19h30 e eu imaginava que daria pouca gente por conta do horário, mas foi o contrário. Isso só me fez pensar “Ah nossa! Espero não decepcionar esta gente toda.” Entretanto, foi tudo bem. Não fui expulsa a chutes, ninguém me vaiou ou nada. Muitas perguntas feitas no final e alguns dos professores também estavam lá presentes e contribuindo.

O público entrando/esperando o início da palestra.

Para finalizar a noite jantei no Original Burguer.

No dia seguinte fui em uma lojinha de artesanatos. Eu estava louca de vontade de comprar uma carranca enorme (tipo enorme mesmo!!). Sempre quis uma desde criança, mas além de caras não sei bem como eu ia levar uma no avião… Para quem não sabe o que é uma carranca: é uma espécie de totem típico das comunidades das margens do São Francisco. Ela é utilizada para afastar os maus espíritos. Infelizmente é um objeto bastante hostilizado por algumas pessoas que o acusam de ser demoníaco. Gente! A cultura é plural! Deixem as carranquinhas em paz.

Foi nesse dia que ocorreu a aula aberta para discutir o meu texto “Gênero Invisível? Como a Arqueologia tem minimizado a participação histórica das mulheres egípcias durante a Antiguidade faraônica”. Nessa atividade dividi o microfone com o professor Bruno Casseb Pessoti e contamos com a participação maciça dos alunos (e não estou exagerando).

Foto: Luis Felipe Santos. 2016.

A quinta-feira foi livre para mim, então fui para o Rio de Ondas. Pohan, que lugar lindo! Eu almocei no restaurante Casa do Rio, onde também gravei uma entrevista para o canal do Youtube “Olhar de Arqueólogo”. Aproveitei e gravei o vlog o qual cheguei a comentar aqui no #AEgípcia.

A noite jantei na Confraria da Cerveja.

Sexta-feira dei a última palestra, “Múmias: do antiquarismo à Arqueologia Funerária”. O público diminuiu em relação aos outros dias, mas ainda assim foi notável o número de gente. Ao final da minha fala e das perguntas ganhei da organização do evento algumas lembrancinhas, dentre elas… Uma CARRANCA!!! 😀 CLARO que ela irá compor algumas vezes o cenário do canal do Arqueologia Egípcia. Se brincar irá para o Descobrindo o Passado também!

No momento estava rolando uma calourada e vários alunos me convidaram para ir, mas acabei indo jantar no restaurante Picanha do Valdemir e mais tarde finalizei a noite com shots de tequila 🤗. Foi daí que nasceu esta foto aqui.

Na manhã seguinte me preparei para a minha viagem de volta para Aracaju. Se desse tempo eu teria feito minha próxima tatuagem na própria Barreiras, mas, infelizmente, não daria já que eu tinha que estar no aeroporto às 10h30.

Já viajei para muitos lugares diferentes, mas a minha estadia em Barreiras foi especial por muitos motivos desde rever meus bons amigos Fernanda e Felipe, bater um papo com alguns dos alunos da UFOB (que vi que são tão pirados quanto a minha pessoa 💙), conversar com os professores (eu queria ter tido uma melhor oportunidade de sentar com eles e conversar mais, principalmente porque notei que alguns têm interesse em divulgação da ciência na internet) e por ter conhecido Flapjack, o vira-lata mais maluco do oeste baiano.

Flapjack: não se enganem com este olhar meigo.

Sentirei falta de Barreiras… Exceto da poeira e do Sol de rachar (não vou mentir 😑). Então para finalizar: espero retornar em breve!

Princesa Isabel, astecas, aeroporto e hieróglifos: tudo no mesmo pacote

Então, vocês sabem que recentemente estive em São Paulo (clique aqui e leia um post no Café Néftis onde conto mais detalhes sobre alguns passeios que fiz lá). Passei cerca de uma semana, mas sinceramente não deu para visitar muita coisa…

Bom, como o nosso dia de volta seria todo em aeroportos (primeiro em Guarulhos, depois uma eternidade em Salvador) resolvi procurar por algum livro interessante para comprar, nunca se sabe o que podemos achar. Acabou que comprei um livro sobre a civilização asteca. Há anos não leio nada sobre o tema, mas como li na bio do autor, o Marco Antônio Cervera Obregón, falando que ele é arqueólogo, resolvi arriscar e comprar a obra.

Também comprei “A história da Princesa Isabel”, da Renata Echeverria. Os livros biográficos de personalidades históricas brasileiras são tão cheios de sensacionalismo e complexo de vira-lata que fiquei muito desconfiada se eu comprava ou não (eu poderia dar dois exemplos bem famosinhos e que fazem historiadores se contorcerem de tristeza, mas não… Prefiro não dar ibope). Para variar, muitos materiais que escrevem sobre a Isabel usam discursos anti-monarquistas (pera lá, não vá achando que sou monarquista ok? Mas acho feio ficar usando discursos ideológicos preconceituosos para denegrir as pessoas) e as vezes extremamente misóginos, vendendo uma imagem de uma princesa manipulável e fanática religiosa. Entretanto, dei uma passada no Skoob para ver se existia alguma resenha e vi somente uma, a de um senhor que falou muito bem do material e fez questão de exaltar que o livro não tem a velha bobagem de querer sujar a imagem da monarca. Então comprei. Espero muito que esse moço tenha sido sincero.

E ao chegar em casa ainda tinha um pacote esperando a fia aqui (Uhuu!). Era da nossa parceira, a Chiado Editora. A cortesia é o livro “Gramática Fundamental de Egípcio Hieroglífico para o estudo do estágio inicial da língua egípcia (de 3000 a 1300 a.C.)”, do Ronaldo Gurgel Pereira (já comentei sobre ele aqui). Em breve escreverei uma resenha sobre o mesmo. Aguardem.

Tudo isso e mais está no vídeo abaixo e não esqueçam de inscrever-se no meu canal. Ele é independente do Arqueologia Egípcia. É só clicar aqui e ser feliz <3 .

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Bate e volta em São Paulo

A minha semana em São Paulo foi curtíssima, deixando-me com a sensação de que partindo de lá eu tinha quebrado alguma parte importante da viagem, especialmente pelo o fato de que os últimos dois dias foram perdidos: eu e a minha irmã ficamos doentes. :/

Quando chegamos nem de longe o clima nos ajudou: assim que pousamos estava um calor horroroso. Fiquei realmente com pena dos paulistanos porque o problema não é só o Sol acabando com você, é a sensação térmica. Eu desidratei muito rápido, fiquei com a garganta inflamada e tinha dias em que o meu nariz ardia tanto que parecia que eu estava tendo algum ataque alérgico constante.

No sábado no horário da tarde realizei uma reunião com alguns dos leitores do Arqueologia Egípcia em um encontro intimista que ocorreu na Casa das Rosas, na Avenida Paulista, e que por mais incrível que pareça deu certo. Eu estava muito ansiosa em saber como seria o encontro, mas ocorreu tudo bem. Todos os que compareceram foram ótimos e gravamos o vídeo que esta disponível no canal do Arqueologia Egípcia.

No encontro com os leitores a Iara, garota que comentei no vídeo em que anuncio os motivos da ida para São Paulo, também compareceu e até participou das conversas 😀

No mesmo dia eu tinha ido mais cedo para a Livraria Cultura que não me encanta unicamente pelo o espaço e acervo, mas por sua história: tudo começou com uma moça e origem alemã chamada Eva Herz (1911-2001) que operava um minusculo negócio de empréstimos de livros na sala de sua própria casa. Aparentemente essa mulher tinha jeito para a coisa porque dois anos depois abriu a primeira Livraria Cultura na Rua Augusta onde desta vez vendia as obras. O seu filho herdou o negócio e ampliou o universo da mãe abrindo uma loja na Paulista e sendo o pioneiro no mercado brasileiro a vender livros pela a internet; quem contou-me esta história foi a minha mãe, quando externei para ela a minha preocupação em ter que gerenciar as vendas dos meus livros através do Arqueologia Egípcia. <3

Foto @marciasandrine

O domingo foi reservado para o show do VAMPS que, nossa… Foi incrivelmente esmagador. CLARO que comentarei mais em um vídeo a parte. E na segunda-feira reencontrei a Iara para nos despedir e choramingar rememorando o maravilhoso show. Escolhi a Starbucks da Av. Paulista, próximo da Consolação para reencontrá-la (o ambiente é lindo e livre do cheiro de cigarro) e pedi um Refreshers de Frutas Vermelhas e um muffin de chocolate. Péssima escolha! Tudo ficou muito doce então deixei o muffin de lado e fiquei somente com o refreshers que estava ótimo.

No dia seguinte passei pelo MASP (e com tristeza ver que a estátua da deusa Hygéia não estava exposta desta vez… Minha peça favorita). Escolhi a terça-feira porque é o dia em que a entrada é franca e desta vez tive o raro prazer de não ver os vendedores de antiguidades tão típicos na entrada do MASP. Sou totalmente contra a venda de antiguidades por uma série de motivos e me revolta muito que o governo brasileiro seja tão maleável em relação a isso. E digo mais, eu já vi peças falsas serem vendidas por lá e sinceramente bem feito para quem compra.

Foto @marciasandrine

Mais tarde fui para o Bairro Liberdade ( <3 ) onde aproveitei para conhecer a lanchonete vegana Broto de Primavera. Como gosto muito de “hambúrguer” de soja pedi a especialidade da casa, mas acabou não sendo do meu agrado. Mas o ambiente é bem agradável e o atendente super atencioso. Eles fazem cursinho para quem quer aprender sobre a culinária vegana. Se alguém tiver interesse em conhecer fica na Rua São Joaquim, 295.

Foto @marciasandrine

Passeei pelo o bairro, mas não encontrei muita novidade: muitas lojas comercializavam a mesma coisa pelo o mesmo preço, as galerias (a exemplo da Sogo) com produtos de animes estavam vendendo figures das séries mais populares por preços altos (embora muitas tenham sido importadas da China mais baratas). Só comprei algumas besteirinhas (que mostrarei num vídeo que fiz no aeroporto).

Foi nesse dia que os sintomas do resfriado tornaram-se mais fortes e precisei ficar de cama, o que me levou a cancelar a ida para a USP e outras atividades reservadas para os dias seguintes. Como dizem: o que é bom dura pouco!

Uma tarde agradável com os leitores em São Paulo

Certa vez li que o brasileiro Paulo Freire, educador, pedagogo e filósofo, escreveu a seguinte frase:

Aos professores, fica o convite para que não descuidem de sua missão de educar, nem desanimem diante dos desafios, nem deixem de educar as pessoas para serem ‘águias’ e não apenas ‘galinhas’.

Qual educador que ama a sua profissão não deseja isso? O mesmo serve para os divulgadores de ciência na internet, grupo ao qual faço parte. Muitos de nós não divulgamos o nosso trabalho por simples deleite, porque é legal (embora exista sim uma magia aí) ou porque acordamos um dia e resolvemos ligar a câmera e passar o tempo. Queremos que as pessoas tornem-se mais esclarecidas, que entendam o mundo e no caso da Arqueologia que entendam porque o mundo está como se encontra hoje.

Todos os dias é uma luta trabalhar com a divulgação da ciência na internet. Só trabalho com o Arqueologia Egípcia até hoje porque amo o que faço, o site já faz parte da minha identidade, mas seria mentira se eu falasse que eu não já tinha pensado em deixar tudo para lá, fechar o AE e voltar para a solidão das bibliotecas.

Mas tem algo que motiva-me a escrever textos, procurar fotos, realizar traduções, organizar roteiros, madrugar gravando e editando vídeos: São os leitores do AE, indivíduos advindos de diferentes contextos sociais e até de países distintos. É muito acalentador receber uma mensagem cheia de afeto e consideração e é extremamente divertido saber que um leitor de longa data entra em contato para avisar que acabou de passar no vestibular, que está trabalhando na Arqueologia ou que, sei lá, acabou de ter um bebê. É nesses momentos que percebemos que fazemos alguma diferença na vida das pessoas.

Viajar para São Paulo este ano foi um “acidente de percurso” e como eu estava indo para lá somente para curtir resolvi ver se tinha como encaixar em pouco tempo um miniencontro com leitores. Lancei a ideia no AE e surgiram alguns interessados.

Mas o que pouca gente sabe é que eu sou PÉSSIMA para organizar coisas, é tanto que sempre choramingo para meus amigos me ajudarem (não sei, mas tenho a impressão que admitir isso no blog pode afastar propensos empregadores). Sério! Só que em São Paulo desta vez eu estava levando somente a Sandrine (camerawomen e puxadora de orelhas) e mais ninguém. Foi assustador.

Porém, contrariando as minhas preocupações foi tudo extremamente tranquilo e me assustei ao ver que alguns leitores tinham chegado com uma hora de antecedência.

O dia estava muito abafado e minha garganta estava inflamada (mais cedo naquele mesmo dia acordei sem voz), mas consegui superar e curtir o momento batendo um papo descontraído e respondendo perguntas.

O encontro foi no café da Casa das Rosas, na Avenida Paulista. Fiquei sabendo dias depois que o atendimento no local pode ser um pouco deprimente e de fato presenciamos levemente isso, entretanto dois funcionários foram extremamente simpáticos e ao perceberem que estávamos gravando nos deixaram à vontade, retornando somente quando viram que a câmera estava desligada (há! pensaram que eu não notei isso hem!!!).

Na ordem: Juliana, Carol, Simone e Edna.

Tiago.

Foi muito cativante ver personalidades tão diferentes unidas pela mesma paixão, que é a antiguidade egípcia. Foi um diferente aprendizado para mim: observar de fato o poder da internet; parece uma coisa óbvia, mas não é de forma alguma! O mundo e as experiências que ela nos proporciona definitivamente são únicos.

Máscara do Tamer utilizada para entreter as crianças em palestras… Mas que foi a estrela do encontro.

Fael e eu segurando um presente do Tamer.

Soseriana que sou evocando meu patrono.

Um dos catálogos presenteados pela Contextos Arqueologia para o sorteio entre os participantes. Obrigada Contextos!

E ainda tem gente que insiste no argumento de que jovem não lê.

Agora eu quero mais encontros gente! Gostei de poder ver cara a cara as pessoas por trás da tela do computador. Escutar o que elas têm a dizer, suas aspirações e curiosidades.

Por fim, segue o vídeo especial do encontro:

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Agradecimentos:

A Contextos Arqueologia (www.contextosarqueologia.com.br) por ter disponibilizado duas cópias do “Catálogo do acervo arqueológico e histórico da reserva técnica da superintendência do IPHAN em Sergipe” para um sorteio e flyers “Conhecendo a Arqueologia” para distribuir entre os presentes.

Ao Tamer Brazily, por também ter cedido itens para sorteio (marcadores de livros feitos de papiro).

E a todos que compareceram: a Iara (que é uma amiga que conheci no Chile), Juliana, Carol, Simone, Leialdo, Fael, Tiago, Tamer e Edna.

Bastidores do vídeo “Um mergulho na Arqueologia Subaquática”

No dia 20 de setembro estive na Baía de Todos-os-Santos, Salvador (BA), para gravar um vídeo para o Arqueologia Egípcia que estará disponível em breve no canal do próprio (inclusive inscrevam-se clicando aqui). O intuito deste material é mostrar para vocês um pouco do que é a Arqueologia Subaquática através de uma entrevista que fiz com o meu colega e amigo Luis Felipe Freire, além de apresentar um dos tipos de sítios mais populares da Subaquática: um sítio de naufrágio; não sei quando sairá esse vídeo, mas postarei lá no AE assim que possível.

Já fazia alguns meses que eu estava interessada em gravar com o Felipe e há algumas semanas comentei isso com ele. Felizmente ele tinha um mergulho marcado para os dias seguintes e convidou-me para ir junto. Com o equipamento em mãos tomamos a embarcação que nos levou para a praia de Boa Viagem, lá na Baía de Todos-os-Santos, onde está naufragado o cliper Blackadder, navio europeu que veio a pique no dia 05 de novembro de 1905, após ser agitado por fortes ventanias e se chocar contra os corais da praia.

Peter e Carlos.

A manhã estava bem nublada, o que me preocupou; sabe como é, tempo nublado é sinal de chuva, chuva é sinal de muito vento e muito vento é sedimento do mar revolvido o que prejudica a visibilidade da água, ou seja, fica mais difícil observar o sítio. Contudo, todos os mergulhadores presentes pareciam bem otimistas de que iriam conseguir ver bem o naufrágio.

Infelizmente eu não poderia mergulhar, já que ainda não tirei minha credencial, então tive que ficar na embarcação com o condutor enquanto os mergulhadores, inclusive dois deles pesquisadores (o Felipe e Orlando) submergiam para dar uma olhada no sítio arqueológico; naturalmente nada foi removido já que não aprovamos esse tipo de prática de retirada de objetos de sítios submersos sem um projeto e a autorização dos órgãos competentes. A ideia foi realizar fotografias para auxiliar na pesquisa do Orlando, além de registrar algumas imagens subaquáticas.

Estruturas do Blackadder. Luis Felipe Freire. 2015.

Já em relação a minha pessoa a preocupação principal foi a possibilidade de que eu tivesse algum enjoo, algo que pode ocorrer com qualquer pessoa que sai para navegar, mas felizmente não senti nada, mesmo após comer pão com maionese e sardinha (Sim! Muito bom!). Foi um passeio extremamente tranquilo e com pessoas agradáveis. Para vocês terem uma ideia eu gravei para o meu canal pessoal algumas coisas lá:

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O tempo abriu um pouco no final das nossas atividades. Foi um passeio muito cansativo, mas bastante divertido. Amei conhecer todos os mergulhadores e o Carlos, condutor da embarcação. Tenho certeza que ainda vamos todos mergulhar muito por aí.

Já a entrevista que cito no final do vídeo acima foi realizada em terra no dia seguinte. Fiquei um pouco nervosa porque desta vez eu estava indo sozinha para gravar tudo (eu sempre vou com a Sandrine e usamos duas câmeras), entretanto a Fernanda, também minha amiga, igualmente arqueóloga e esposa do Felipe, estava lá e virou minha nova camerawoman em terra. 😀

Eu e o Felipe durante a entrevista. Fernanda Libório. 2015.

Espero muito que vocês curtam o trabalho final, mas por hora fiquem só com o vlog mesmo 😀

São Paulo, já já chego aí!

Sexta-feira que vem estarei retornando para São Paulo e passar uma semana lá. Estou bastante empolgada para rever a cidade e apesar de passar somente alguns dias lá reservei uma sábado para poder dar um “olá” para alguns leitores do Arqueologia Egípcia.

Bom, o motivo da minha ida para Sampa é porque… Espera! Tenho que contar uma breve historinha antes: De dois e dois anos ocorre a reunião da Sociedade de Arqueologia Brasileira, uma delas caiu nesse ano, porém resolvi não ir (pesar de ter partido o meu coração). Foi quando ocorreu algo que vocês podem chamar de “destino” (prefiro chamar de cagada, ou talvez dar uma de educada: coincidência), porque há um mês fiquei sabendo que a minha banda favorita virá para o Brasil. A parte do destino/cagada/coincidência é que o show será no dia 27 de setembro, dia da abertura da reunião da SAB. Meu queixo caiu quando eu soube. Imagina a depressão em que eu iria ficar se eu tivesse me inscrito na SAB? Contudo, sem a SAB no meu caminho poderei
ir para São Paulo feliz da vida. Beijos SAB! Te amo mas…

Bah Márcia, então você prefere sua banda do que a Arqueologia? Bom… Então… Não posso simplesmente escolher uma, mas entre escolher ir para um evento da SAB e ir ver a minha banda do coração a qual não sei quando terei a oportunidade de ver novamente é CLARO que escolho a segunda opção.

Confiram o vídeo abaixo onde comento mais sobre o assunto e o que espero do encontro com os leitores 😀 Não esqueçam de se inscrever no meu canal solo (clique aqui).

Pessoas de São Paulo, estou louca de ansiedade para conhecer vocês. Aos demais: tentarei gravar ao máximo todos os detalhes.

Quero que vocês viagem comigo 😀

Egito!!! Uhu!!!

Caros, fui convidada pela Ortega Tour para ir ao Egito no final do ano e na ocasião estarei acompanhando um grupo de turistas como arqueóloga especialista, ou seja, além do guia que nos levará para os espaços turísticos eu estarei lá para falar curiosidades sobre a antiguidade faraônica, sítios arqueológicos, pesquisas de colegas, etc.

Estou bastante empolgada porque pode ser uma oportunidade de participar de um passeio com alguns dos meus leitores. E então vamos viajar juntos? Saiba mais com o vídeo abaixo:

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E eu já publiquei o roteiro lá no Arqueologia Egípcia. Clique aqui e acesse.

A saída está marcada para o dia 10 de outubro (já está anotadinho na minha agenda) e durará 13 dias.

Aos interessados os preços estão em dólares (a serem convertidos pelo o câmbio do dia da compra do pacote). São US$ 3.540,00 (caso de dúvidas entrem em contato com a operadora). Abaixo fotos de outras viagens da operadora:

Réveillon no Nilo (2014)

Turquia e Grécia (Outubro; 2014)

Contato:

Ortega Tour

CNPJ 00.015.661/0001-90
Inscrição Estadual – Isenta

Rua Sete de Abril, 342 – 1º. andar – Sala 15 – 01044-000 – São Paulo

Telefax: (11) 3214-5556 / 3256-5530

E-mail: sortega@uol.com.br

Facebook: goo.gl/Zr2Jzd

Brincando de “Orgulho e Preconceito” e “Downton Abbey”

São felix 3 - 2015

Fazenda São Félix em Santa Luzia. 2015.

Anunciei na página do Facebook do Arqueologia Egípcia que recentemente estou trabalhando no diagnóstico e prospecção arqueológica da área da adutora de água de Santa Luzia, Itabaianinha e Tomar do Geru (SE) (resumindo: estamos estudando a área e realizando “pequenas escavações” para saber qual o potencial arqueológico do lugar) e durante os trabalhos nós visitamos também lugares históricos da região — Leia aqui o primeiro texto que escrevi acerca no #AEgípcia —.

São felix 2 - 2015

Fazenda São Félix em Santa Luzia. 2015.

São felix 1 - 2015

Fazenda São Félix em Santa Luzia. 2015.

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Fazenda São Félix em Santa Luzia. Foto: Evaney Simões. 2015.

Claro que graças ao trabalho, que pega muito tempo e energia, eu estou negligenciando todas as atualizações relacionadas com o Arqueologia Egípcia. Entretanto o Café Neftís foi o que recebeu o maior impacto porque trata de assuntos variados (e a coisa mais “variada” pela a qual passei foi quase ser atropelada por várias vacas), mas como ainda possui um público consideravelmente menor não doeu tanto nas estatísticas.

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Fazenda Campinhos em Umbaúba (município onde estamos sediados). Os cabelos desta santa são feitos com fios humanos. 2015.

Mas apesar de não estar gerando muito material escrito estou fotografando tudo o que posso! Vi muita cena inusitada e em uma determinada situação me senti até a Elizabeth Bennet entrando na casa do Darcy (a casa do antigo engenho Felix é linda e com uma vista muito “uau”!) e também notei que os antigos engenhos usualmente eram tanto um ponto de referência espacial (antigas descrições apontam tais residências como “delimitadores” de territórios e alguns possivelmente formaram atuais povoados… Por isso muita gente ainda hoje comenta sobre eles), centros culturais e locais de acontecimentos sociais importantíssimos (bailes, chegadas de bispos etc), ao estilo de Downton Abbey. Eu andava por algumas destas casas e só pensava “Oh nossa, esta gente tinha muito dinheiro!”.

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Fazenda Antas. Santa Luzia. 2015.

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“Orange is the new black” na Fazenda Castelo, em Santa Luzia. Foto: Fernanda Libório. 2015.

Gravei alguns vídeos, mas como o canal do AE é somente sobre o Egito os carregarei em outro espaço, só preciso pensar onde, mas irá demorar de qualquer forma porque segunda que vem (23/03) já estou pegando a estrada novamente. Aparentemente tempo mesmo só terei depois do dia 03/04, mas enquanto é isso fiquem com essas fotos.

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Cadela com heterocromia que encontramos em Estância.  2015.

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Santuário Santa Luzia. Neste terreno, de acordo com a memória oral, foi realizada em 1575 a primeira missa de Sergipe. 2015.

Santuário santa luzia_edição Almir Brito

Santuário Santa Luzia. Edição: Almir Brito Jr. 2015.

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Embarcações no Rio Piauí, povoado Crasto em Santa Luzia. 2015.

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Crasto. 2015.


*Todas as fotografias sem referência ao autor foram batidas por mim.

Viagem: Castelo de Garcia D’Avila

Castelo de Garcia D’Avila - 01

Capela do Castelo de Garcia D’Avila.

 

Quando rememoro as viagens que realizei em 2014 não tem como não pensar na Bahia, especificamente na visita que fiz ao Castelo de Garcia D’Avila (também chamado de Casa da Torre Garcia D’Avila ou simplesmente Casa da Torre). Construído em 1551 na Mata de São João, durante o reinado de João III de Portugal, por Garcia D’Avila, provável filho de Tomé de Sousa, este edifício é um dos mais antigos do Brasil.

O castelo está dividido em duas partes: a primeira é a capela que é muito interessante, porque além de podermos observar as prospecções nas paredes que mostram a cor anterior do local é possível ver os desenhos feitos pelos antigos viajantes que vinham em embarcações, mas não pichem paredes em sítios arqueológicos, é crime!

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Área das ruínas ao lado da capela.

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Dentro do retângulo, a cor vermelha é a original.

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Entrada da capela.

A segunda é a área das ruínas onde há escadas para o primeiro andar.

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Na minha opinião esta é uma das partes mais bonitas.

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Visitando a Bahia: turismo arqueológico e Projeto Tamar

Semana passada fui convidada a passar alguns dias na Bahia, no Canto do Sol, e claro que aceitei! Fiquei lá desde o dia 01/05 até 04/05. Conheci lugares interessantes, mas o meu dia favorito definitivamente foi no qual fiz um passeio em Mata de São João e na Praia do Forte, dois lugares com uma história incrível, tanto em termos arqueológicos como ecológicos.

O primeiro lugar do dia foi a Casa da Torre Garcia D’Avila (também chamada de Castelo de Garcia D’Avila), na Mata de São João. O passeio foi extremamente gratificante, não somente para quem tem interesse unicamente no turismo arqueológico, como também na Arqueologia Histórica.

Maquete da Casa da Torre Garcia D’Avila. Foto: Márcia Jamille. 2014.

Material construtivo da Casa da Torre Garcia D’Avila. Foto: Márcia Jamille. 2014.

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