O lindo cantinho egípcio de um leitor

Eu amo muito os leitores do Arqueologia Egípcia, amo mesmo, de coração. Mas não é somente pelo o motivo de que, bem, estão acompanhando o meu trabalho, mas porque além de me respeitarem como profissional eles são deslumbrados pelo o que eu também admiro, que é a Antiguidade egípcia. CLARO que eu já me deparei com todo o tipo de gente, alguns, inclusive, espero jamais me bater em um evento, mas outros são tão sinceros, humildes e apaixonados que eu me sinto extremamente honrada quando eles dividem sua paixão comigo.

Não é novidade para alguns leitores que o Arqueologia Egípcia está realizando uma campanha com a Edições Del Prado (para ler mais sobre clique aqui). Basicamente essa editora ofereceu um cupom de desconto para vocês, leitores do Arqueologia Egípcia, poder utilizar na compra de conjuntos de cenas que retratam o Egito Antigo (estou deixando um resumo ao final deste texto explicando como usar o cupom*). Pois bem, quando anunciei esta novidade no Facebook do A. E. o leitor Marcos Andrade comentou que possui algumas das referidas cenas e enviou fotografias para mim. Nada tinha me preparado para o que eu ia ver: Marcos não somente tem uma coleção, mas ele arrumou tudo como se fosse uma galeria de um museu! MEU SONHO! Cara! Muito lindo! Só vocês olhando para entender do que estou falando:

Eu já falei mais de uma vez na página do A.E. que adquirir peças arqueológicas é ir contra a lei (e na maioria das vezes sustenta o crime organizado, inclusive terroristas) e esta coleção do Marcos é a prova de que réplicas também torna possível demonstrar a sua paixão por uma civilização antiga.

Preciso de um expositor assim… Que lindo!

Como não se apaixonar por esta Barca Solar? 😃 #quero

Poxa Marcos! Impôs respeito! Parabéns não só pela coleção, mas a forma como organizou tudo. E obrigada por enviar fotos 😀

*O cupom dá o direito a 15% desconto em compras de cenas completas que possuam valor acima de R$159,50. Ao realizar a compra no site deles (clique aqui para escolher uma cena e ser redirecionado) utilize no ato do pagamento o código AEGIPCIA para abater os 15% do valor total.
Este cupom será válido somente até o dia 15/07/2016!

Por favor, não reproduzam estas fotografias sem a permissão do autor.

Bem-vindo 2016!

O primeiro nascer do Sol de 2016 visto da janela da minha casa.

No Egito Antigo, toda a vez que o Sol nascia existia a certeza de que ele tinha passado por uma renovação, vencendo a morte e o caos da escuridão. É por este motivo que escrevi no Café Néftis que a virada de ano sempre lembra-me a Antiguidade egípcia porque muitas pessoas ficam fascinadas com o primeiro nascer do Sol, algumas ficam acordadas para poder ver este momento. “Viva mais uma vez e para sempre”, certamente alguém do faraônico pediria a este astro.

2015 foi um dos anos mais felizes para mim, ao mesmo tempo não foi leve. Tive muitos rompantes de tristeza, como qualquer outra pessoa, mas definitivamente foi um período muito divertido em vários sentidos: trabalhei com amigos muito queridos, fui convidada a participar de eventos, vendi meus livros de forma tranquila, dei palestras, conheci leitores com direito a abraços bem apertados.

E rememorei parte destas coisas boas no vídeo de retrospectiva do Arqueologia Egípcia. Resumi tudo em menos de 3 minutos. Assistir não vai tirar muito tempo de vocês 😀 :

Foi a partir daí que começou minha comemoração de virada de ano porque madruguei por conta da gravação, dormi algumas horinhas e ao acordar só fiz tomar meu banho e passar a noite com os meus bichinhos e a minha mãe. Foi definitivamente uma noite muito modesta, mas não mudaria nada.

Eu não mostrei muita coisa no SnapChat, mas fiz um vlog para compensar, então está aí:

Foi tão bom passar este momento especial ao lado deles. Abaixo compartilho algumas das fotografias tiradas pela @marciasandrine na madrugada de 31/12. Somente a última é minha.

Bubi <3

Eu e a Ísis <3

Muito linda gente! Mais é louca de pedra.

Bom, para finalizar este post desejo para vocês um voto de felicidade ao estilo faraônico: Que vocês tenham um “início de um Ano Novo feliz”.

Pack “Pollito limón Arqueólogo”

A loja de presentes Monigotas lançou em 2014 uma linha de lembrancinhas para homenagear a Arqueologia. De acordo com a idealizadora do projeto, a Ana, arqueólogas e arqueólogos sempre “tem algo o que contar, seja anedotas de escavação ou descobertas incríveis que foram realizadas”. E realmente os produtos combinam muito com a gente. Olhem nas fotos a seguir e me digam se não é da seção “Mãe eu quero!!”?

 

Se está interessado em comprar estes produtos, clique aqui e visite a loja online deles (na barra de pesquisa procure por “Arqueologia”) ou visite o blog deles.

Arqueologia e meus amigos da época da escola

Raramente nego um pedido de amizade no Facebook, já que a esmagadora maioria das vezes aqueles rostinhos que me são desconhecidos são de leitores do site ou do livro que só querem ficar “por perto”, mas dentre tantos em algumas raras oportunidades cheguei a ver carinhas conhecidas, amigos dos tempos da escola, pessoas das quais tenho ótimas lembranças.

Contudo raramente eu converso com eles, posso apontar somente três com quem cheguei a trocar algumas palavras e as vezes imagino se eles pensam que fiquei arrogante, que sou mesquinha ou algo do tipo. Fico preocupada pensando se estou fazendo pouco caso, enquanto que a verdade é que eu não tenho coragem de puxar conversa — ainda mais somado com o fato de que não suporto conversar via chat — e nem assunto para falar com eles. Vamos cair na real, há anos não falo com muitos deles, não consigo rememorar quais as nossas conversas e nem sei mais quais são os seus gostos pessoais.

Um dos meus cadernos dos tempos da escola. Tem como tema a antiguidade egípcia, representada por estas três flores de lótus. Ele está recheado de boas lembranças, por isso espero guardá-lo por muitos anos.

Sempre recordo coisas que fiz na minha adolescência a qual muitos desses amigos preencheram com momentos especiais. Todos acompanharam o meu interesse pelo o Egito antigo e todos acreditaram em meu desejo de ser arqueóloga especialista em antiguidade egípcia cegamente. Não eram cheios de questionamentos e julgamentos como “Tem certeza que é isso o que quer fazer?”, “Não sei se dará certo.”, “Você tem que se dedicar mais”, pelo contrário. Acho que era por isso que jamais me senti insegura naquela época, mas sempre motivada.

Sempre recordo coisas que fiz na minha adolescência e todos preencheram os momentos mais especiais. Todos acompanharam o meu interesse pelo o Egito antigo e todos acreditaram em meu desejo de ser arqueóloga especialista em antiguidade egípcia cegamente.

— Clique aqui e assista-me falar de um episódio com os meus amigos da época da escola. 

Os anos passaram e cada um foi seguindo o seu caminho. A internet foi de grande ajuda, mas a minha vida começou a sofrer tanto impacto por conta do site e da Universidade que já era tarde quando percebi que eu não estava indo mais para nenhuma festa, para nenhuma confraternização, que eu não passava uma tarde divertida com os meus amigos ouvindo música, vendo filmes ou jogando papo fora. Eu me via dando uma entrevista, indo entrar em um avião partindo para um congresso, prestes a dar uma palestra sem ter um amigo daqueles bons tempos para falar que vai ficar tudo bem.

Por um tempo isto me deixou deprimida, principalmente em uma época em que as pessoas só começaram a se aproximar de mim para pedir favores. Era incrivelmente horrível! Certa vez eu estava em um evento e um leitor se aproximou e começou a falar o quando ama o site e se eu podia assinar o seu livro, então um “amigo” se aproximou e pediu a atenção para que o leitor em questão conhecesse o seu trabalho também e o chamou de lado. E não foi a primeira vez que isso tinha ocorrido. Com tantos episódios como esse comecei a pensar que não seria mais capaz de ter boas amizades, que as pessoas só se aproximariam porque queriam ter um pouco da mítica “fama” que tenho — Por favor! Não sou famosa e pouco provavelmente serei um dia!!! —.

Certa vez eu estava em um evento e um leitor se aproximou e começou a falar o quando ama o site e se eu podia assinar o seu livro, então um “amigo” se aproximou e pediu a atenção para que o leitor em questão conhecesse o seu trabalho também e o chamou de lado. E não foi a primeira vez que isso tinha ocorrido.

Tenho saudades dos meus amigos da época da escola, muitos deles nutriam por mim sentimentos verdadeiros. Mas tenho alguns — pouquíssimos — amigos hoje também, pessoas que tratam o meu site como “algo divertido”, “uma aventura”, que brincam pedindo para enviar beijos nos vídeos, que comentam, que enviam uma mensagem falando de um texto que escrevi e que amaram (os mais sacanas enviam de madrugada para o meu celular… A zoeira realmente não tem limites!), que ficam empolgados e participam de alguns dos projetos do site comigo, tem também aqueles que passam bem longe, que estão em algumas das minhas redes sociais, mas nunca leram uma linha do que escrevi — apoio moral é tudo nos dias de hoje —. Outros que moram em outras cidades e que leem meu blog para saber como estão as coisas; Foi com enorme prazer que escutei um deles dizer que se sentia mais próximo quando lê meus posts. Também tive bons exemplos de amigos que se negaram a dar informações pessoais minhas para alguns leitores mais invasivos.

Imagino se eu negligenciarei futuramente minhas atuais amizades. Realmente estou tentando não me focar muito no meu trabalho e acabar deixando alguns dos meus amigos de lado, mas confesso que tem sido uma tarefa complicada conciliar as duas coisas.

Cappuccino, livro e o rei Tut (e de novo, e de novo e de novo…)

Em pensar que tudo começou com uma festa de Ano Novo que de tão tediosa resolvi aproveitar escrevendo um livro. Sim, foi exatamente desta forma que levei as coisas. Era a virada de 2011 para 2012 e eu estava saindo da graduação e nos meses seguintes estaria ingressando no Mestrado em Arqueologia e o meu tédio era absoluto e assombroso. Ok, eu me canso das coisas com muita facilidade, de certa forma eu cheguei até a enjoar de escrever só sobre antiguidade egípcia, mas ainda assim para mim a idéia é aproveitar o momento, e foi desta forma que iniciei uma obra sobre o meu velho e caro Tutankhamon. Meu parsa.

Foto publicada no Twitter na madrugada do dia 01/01/2012, momento em que comecei a realizar a revisão bibliográfica sobre o rei.

E aqui estou na atualidade, oscilando entre o copy desk do livro, atualizar o site/redes sociais do Arqueologia Egípcia e responder mensagens dos leitores. Trabalhar com a revisão não é tão ruim quanto parece, pelo contrário, é ótimo, principalmente porque estou mexendo com algo que gosto muito, estou trabalhando com o “eu escritora” e “eu leitora”, já que a cada palavra, sentença ou imagem imagino o que eu, como alguém que gosta da história do Tutankhamon, gostaria de ler naquela frase… Naquela legenda. O que eu lia nos livros quando mais nova e o que eu achava que estava faltando neles? É quase uma conversa mental entre a Márcia de hoje e a Márcia do passado.

Mas não é todo o dia que estou disposta a ficar cuidando de um copy desk porque não sinto que minha mente está tranquila o bastante para me focar 100% no trabalho. Esta é uma etapa muito importante, uma vez que das minhas mãos a cópia do livro passará para o revisor de ortografia e gramatica e voltará para as minhas mãos novamente para ser feito o último copy desk e se depois desta etapa eu perceber que deixei uma informação passar será bem estressante. Com o “Uma viagem pelo Nilo” foi assim; eu ainda consegui a proeza de assinar a boneca do livro com um erro na orelha onde tem a minha biografia (mas depois descobri que coisas assim é extremamente normal acontecer).

Fora o sono… É incrível como ele chega tão rápido; eu usualmente acordo umas 9h00 e começo o processo de responder mensagens, alimentar o meu gato, me alimentar e pensar no que irei blogar. Até umas 14h30 já terminei esta parte e dou uma estudada para então me dedicar ao livro. Novamente retorno para as redes sociais e checo todas para moderar as mensagens de leitores (me sinto uma babá de gente crescida tendo que lhe dar com mensagens de ódio e etc, o que é bem desgastante porque alguns conteúdos dão até asco) e começo a escrever algo para o site ou blogs. Quando menos percebo o sono está batendo em minha cabeça e já são umas 23h00, isto quando não 01h00. Eu realmente me perco quando estou escrevendo e tem horas que nem o meu querido cappuccino pode ajudar.

E então… O Natal chegou! E o que eu andei fazendo?

E então, o Natal finalmente chegou e com ele toda uma programação de TV voltada para o tema, postagens no Facebook mostrando a união — ou desunião — de famílias, imagens de ceias, presentes etc. Bom, mas qual o motivo para eu estar escrevendo um post sobre e entrar nas estatísticas de postagens Natalinas? Porque é a primeira vez, depois de uns 6 ou 7 anos que passei o Natal com a minha família sem ter que me preocupar com alguma atividade da Universidade.

Além deste significativo detalhe está o próprio Arqueologia Egípcia, que todos os anos durante esta época eu coloco um detalhe natalino: ano passado não só o lay, mas uma das imagens laterais receberam o efeito de neve, mas este ano além da neve no topo a nossa logo ganhou um gorro do Papai Noel. Assim que o lay foi mudado anunciei no meu Instagram:

Uma foto publicada por @marciajamille em

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Clube do livro + reunião de blogueiras (os): especial Bruna Vieira

Pois é, meu último sábado foi bem agitado. Quem me acompanha pelo meu instagram (@marciajamille) ficou sabendo que no dia 18/10 fui para o clube do livro da Fun Party, cujo tema foi a autora Bruna Vieira. Lá também rolou a reunião de blogueiras (os) que ocorreu na Livraria Saraiva do Shopping Riomar.

Os leitores que compraram o meu livro Uma viagem pelo Nilo verá que eu cheguei a usar uma citação da Bruna Vieira para ilustrar o capítulo 06, onde comento acerca dos sonhos e dificuldades de alguns alunos em tornarem-se egiptólogos. Coincidentemente no mês passado ela veio para a cidade em que moro para lançar o livro dela e logicamente fui para conhecê-la pessoalmente. Exatamente um mês depois foi realizada esta reunião literária e ela foi o foco.

Como cheguei meia hora atrasada aproveitei para passar um tempo no Café Feito a Grão, já que ouvi falar muito bem de lá e nunca me dignei a ir. Rolou até uma situação engraçada porque vi na internet que eles fazem desenhos especiais no capuccino à grão, o que me deixou louca de vontade de comprar um com um tema egípcio, claro! O problema é que o cozinheiro responsável pelos desenhos não foi justamente naquele dia, mas a garçonete prometeu que iria tentar fazer um cachorrinho para mim… Ok… Cachorrinho… Anúbis… Dava para enrolar. Entretanto, quando chegou senti a confusão ao tentar entender o que era o tema da ilustração. Cachorro com certeza não era:

A photo posted by @marciajamille on

Para quem imaginou que poderia ser um dinossauro eu também pensei que poderia ser, mas não, é um beija-flor tá! O resultado foram boas gargalhadas, sem maldade.

Finalmente com a barriga cheia fui para as reuniões, que já estava na parte em que cada blogueira (o) estava se apresentando. Daí só foi muita rizada o resto da tarde começando da hora em que me apresentei: as reações foram no mínimo interessantes, com direito a eu me levantar para mostrar minhas tattoos para o pessoal.

Seguidamente fui sorteada para participar do quiz sobre dois dos livros da Bruna Vieira da série “Meu primeiro blog” e acertei a maioria das perguntas, mas ao errar uma fui desclassificada.

Foto retirada do blog Leitura 3D

Foto retirada do blog Ta Permitido.

A garota que me substituiu venceu a competição e ganhou uma camiseta personalizada com temas dos livros. Não sou uma má perdera, mas eu deixei claro que ia postar uma foto dela para vocês, meu queridos leitores e leitoras, encherem a casa da moça de gafanhotos e rãs. Fiquem a vontade, por favor!

Depois ocorreram sorteios e eu ganhei uma ecobag do blog www.tapermitido.com em parceria com o www.trajetoaleatorio.com.br, justamente a que eu queria, já que a alça dela lembra uma estampa de leopardo e sabe como é né… Vou usá-la para dizer que faz parte do meu seten. Estão pensando o quê? Moda egípcia faz sucesso até hoje!

Só acho que eu devia ter disfarçado mais minha felicidade…

E rolou também pose a la egípcios com a bolsa do Ta Permitido e do Trajeto Aleatório:

Sinceramente achei que eu e o Arqueologia Egípcia íamos ficar deslocados, mas preciso reiterar o que comentei no Instagram, que o pessoal foi muito carinhoso e simpático comigo.

E conheci até uma Ísis lá, com direito a colar e tattoo de Ankh (cliquem porque vocês precisam ver a foto das tattoos):

A jornalista mais louca (no sentido bom) que já conheci:

E estes fofos. A garota chama-se Jamille também:

Já fiquei sabendo que existem até vídeos… Inclusive do meu quiz. Nossa, eu espero não ter dito muito palavrão…

Quem organizou a reunião foi a Fun PartyBangerz Conteúdo Criativo e os blogs Amantes por Livros, Trajeto Aleatório e Ta Permitido.

As demais fotografias sem legendas foram tiradas por mim e pela Márcia Sandrine.

Sem sol, sem poeira…

Minhas caixas de e-mail e de formulários de contato ainda estão abarrotadas e está difícil conseguir responder as mensagens urgentes (leia aqui “editoras”, “universidades”, “professores” etc), mas ainda assim até que os últimos dias foram tranquilos. Além de estar cuidando dos tramites para a publicação do meu segundo livro atualmente também estou procurando uma universidade nova para fazer meu doutorado, mas preciso confessar que não está fácil. Em uma das minhas opções recebi uma resposta polida falando que só poderá (isto mesmo, “poderá”) existir vaga para mim daqui a um ano e meio. Já fiquei um ano longe do mundo universitário, não sei se terei paciência para esperar mais tempo.

Márcia Jamille

Também voltei a não dormir antes da meia-noite, parece piada, mas somente quando estive em campo foi que consegui dormir bem e mesmo quando dormia depois das 01h00 conseguia estar de pé no horário das 05h00, mas agora só durmo 02h00 e acordo 10h40 pontualmente. Acho que isto é saudades de receber o sol na cara.

Falando em sol tenho a infelicidade de anunciar que aparentemente a minha pele tem alguma sensibilidade a ele. É meio louco isto, mas enquanto estive no trabalho de prospecção na SE100 caroços nasceram nas minhas mãos e no meu pescoço, partes do meu corpo que justamente estavam mais expostas. Claro que todos os dias eu usava o bloqueador solar e sempre que possível eu o renovava, mesmo assim eles nasceram.

Foi meio surreal quando uma colega da equipe associou as marcas com o sol, mas tudo fez sentido quando relembrei outros momentos da minha vida em fiquei muito exposta à luz solar e meu corpo ficou cheio desses pequenos inchaços. Não tem como não pensar “Isto é sério? Sério mesmo?”. Trabalho com Arqueologia, a última coisa que a minha pele deveria ter é alguma sensibilidade à exposição ao sol. “É sério mesmo Khepri, Aton, Atum? É sério mesmo?”

Bom, mas antes que eu receba mensagens preocupadas: quando fiquei fora da frequente exposição ao sol os caroços sumiram e atualmente estou procurando ajuda médica.


Para completar, nos últimos dias fui ao oftalmologista para saber o que tem de errado com a minha visão. Sou míope desde que me lembro e ainda quando nasci os meus olhos estavam irritados e até hoje eu tenho problemas com a vermelhidão neles, especialmente o meu olho direito. Então, para o meu azar, enquanto eu estive em campo sofri uma forte pancada no rosto que acertou justamente a área desse meu olho. Foi até meio assustador porque passei quase dois dias vendo o meu mundo mais embaçado que o usual. Fiquei um tempo sentindo muitas dores de cabeça também, então foi por este motivo que resolvi dar uma passada no médico para ver se está tudo no lugar. O lado bom é que de acordo com o médico a pancada não repercutiu, ou seja, não sofri nenhuma lesão, no entanto, minha miopia aumentou, o que, se bem entendi, não tem nada a ver com a batida. Como resumo da consulta terei que continuar a usar os óculos escuros sempre que sair ao sol (se bem que todos devem usar sempre) e usar diariamente um novo colírio receitado por conta da irritação causada, dentre vários motivos, pela poeira. “Sério isto? A poeira?”


Sol e poeira… É tudo que geralmente encontrarei em um trabalho de campo. Seria uma brincadeira da Grande Vontade do Universo?

Foto 1: Márcia Jamille; Foto 2: Fernanda Libório; Foto 3: Márcia Jamille.