Gravando o vídeo sobre o Festival da Bebedeira

Sabe quando você está esperando uma coisa por muito tempo? Foi mais ou menos isso que aconteceu comigo em relação ao vídeo sobre o Festival da Bebedeira.

Em 2016 eu tinha gravado para o Arqueologia Egípcia um vídeo sobre o tema, porém foi naquela fase do canal em que tudo estava bem no começo e eu ainda não tinha um microfone. Daí eu tinha que gravar o som externamente com um aplicativo no meu tablet. Contudo, um dia eu resolvi usar o mesmo aplicativo no celular e não deu muito certo, mas eu ainda não sabia disso. Acabou que o vídeo foi gravado com o áudio muito baixo e eu somente fui perceber quando ele tinha sido publicado no YouTube. Foi aí que eu prometi para os leitores que iria regravar o vídeo. Um ano depois o fiz, mas desta vez dei uma desenvolvida no roteiro incluindo umas curiosidades bem legais. No final o vídeo ficou muito melhor que o original, que por acaso não está mais disponível online.

Mas como tudo o que envolve o Arqueologia Egípcia esta não seria uma gravação normal se não rolasse um draminha: precisei gravar o vídeo da versão de 2017 duas vezes. No primeiro eu estava com uma inflamação em um dos meus olhos e que ficou muito mais nítida em vídeo. Mas graças ao apoio dos explorers no Twitter e no Snapchat consegui reunir forças e gravar tudo novamente em um outro dia.

Segunda tentativa. Agora tudo ok.

E também ao contrário do original resolvi dar uma incrementada no cenário, já que eu o publiquei na época do carnaval. Mas em vez de utilizar enfeites que lembram essa época do ano, resolvi fazer algo diferente usando tons de azul e alaranjado para relacionar com cor do céu e do Sol — uma analogia a viagem do deus sol em Nuit — e fizemos imagens da deusa Hathor: uma em forma de vaca com estrelas em seu corpo e outra em forma de mulher. Modéstia à parte o resultado ficou muito legal.

Eu ia usar este colar, mas na segunda gravação esqueci dele… Uma pena, ia ficar tão bonito em vídeo.

Eu escolhi justamente a época do carnaval para falar sobre o Festival da Bebedeira porque apesar de serem comemorados em épocas diferentes, essas festas possuem alguns pontos bem parecidos, então achei legal fazer essa analogia.

O passo a passo para fazer esses enfeites eu mostrei no meu Snapchat (aegipcia), mas publiquei também algumas coisas na página daqui do blog lá no Facebook (Blog AEgípcia). Tudo foi feito com EVA coberto por glitter, canetinhas dourada e prata e fitilho branco. Veja abaixo um vídeo da Sandra trabalhando na vaca:

Quem me segue no Snapchat e no Instagram viram uma misteriosa vaquinha azul sendo confeccionada. Ela representa a deusa Hathor e fará parte de um dos próximos vídeos do Arqueologia Egípcia. Os cortes dela foram feitos por mim, mas os detalhes da pintura foi a Sandrine (https://goo.gl/1g41p0). O lado bom de ter alguém das artes visuais entre os explorers <3

Publicado por AEgípcia em Domingo, 19 de fevereiro de 2017

 

E aí? O que vocês acharam?

Sinceramente eu gosto muito de gravar esses vídeos temáticos, pena que costumam custar um pouquinho caro. Mas é legal ver todo mundo aqui se dedicando a fazer algo bacana, algo que no final vocês irão gostar muito.

E por fim, para quem ainda não viu o vídeo sobre o festival ele está logo abaixo:

Como foi gravar o vídeo sobre Arquitetura Egípcia

Setembro e outubro foram bem agitados, mas não por conta de postagens frenéticas e vídeos publicados, pelo contrário, o Arqueologia Egípcia ficou mais parado que o normal. O motivo? O vídeo especial em comemoração aos mais de 2.000 inscritos no canal.

Há um bom tempo comentei aqui sobre as metas para o canal, onde determinei que a cada mil inscritos eu gravaria um vídeo especial. Pois bem, quando batemos os 2.000 (o que foi muito mais rápido que o esperado) começou uma corrida para gravar o tal vídeo. Contudo, uma coisa é gravar um material com pouco mais de quatro minutos (que gera cerca de 1 hora em imagens para ser editadas), outra, totalmente diferente, é um vídeo com mais de vinte minutos, e que faça sentido para os espectadores. Foi um verdadeiro pesadelo organizar o roteiro que foi cortado, revisado e complementado várias vezes. E ainda na hora das gravações (que foram divididas em 3 dias, com direito a problemas com um grilo apaixonado) e edições foram realizadas mais mudanças. No total, precisei editar quase 5 horas de material.

Sem contar a confecção das maquetes, que foi de longe a parte mais fácil de todo o trabalho. Originalmente seria feito um porto também e um pequeno farol, mas desisti para deixar o roteiro mais limpo. Uma pena, mas de qualquer forma planejo falar mais sobre esse tipo de construção em um outro momento. Abaixo confira como ficaram as maquetes de perto:

Um toque especial foi disponibilizado pela Edições Del Prado (uma editora especializada na confecção e venda de modelos colecionáveis; Já falei sobre ela por aqui) e a sua cena de construção de uma pirâmide. Sinceramente sou apaixonada pelo o homenzinho caindo. Que dó!! Infelizmente, por conta do tal grilo, a parte em que ela e as maquetes aparecem foram gravadas durante a tarde, então não saíram como eu queria. De qualquer forma é um material que irei aproveitar no Descobrindo o Passado.

Ah! Sem contar na camiseta e colar incríveis que estou usando. No caso da roupa ela foi customizada e pintada pela Márcia Sandrine (@marciasandrine). O “Olho de Hórus” foi um pedido meu. Gostei tanto dela que devo tê-la usado umas 300 vezes durante a semana. Já o pingente foi feito pelo arqueólogo Adolfo Yugi (@adolfookuyama). É uma réplica de uma ponta de machado da Pré-História. Gosto muito dele <3

O abençoado (sim, estou falando do vídeo) foi publicado no dia 29 de outubro (2016) e assim que saiu um peso enorme sumiu das minhas costas. Ele foi extremamente trabalhoso, mas foi tão bom ver que todo o trabalho valeu. Estou incrivelmente feliz com tantas reações positivas acerca do vídeo. Só me faz pensar que foi a ação mais prudente ter demorado tanto para organizar o roteiro, o espaço, as maquetes e ter tirado dias para a edição. Valeu realmente muito a pena. O vídeo não é o mais perfeito, mas passou bem a mensagem. Se eu tivesse tomado somente uma ou duas semanas para tentar entregá-lo no prazo tenho certeza que não ia sair com a qualidade que ele chegou até vocês. Abaixo o resultado:

A “Maldição da Múmia” e o Halloween

Que o Halloween é uma festa peculiar isso ninguém tem dúvidas. Possuindo raízes entre os celtas, atravessando a Idade Média na Europa, cruzando o Oceano Atlântico e chegando ao Novo Mundo na bagagem dos Puritanos, essa festividade tinha como objetivo comemorar uma passagem de estação, mas, ao ser incorporada pela Igreja Católica, passou a celebrar o “Dia de Todos os Santos”, antecedendo o “Dia de Finados” (2 de Novembro).

É difícil datar todas as brincadeiras comuns desse dia, mas certamente o costume de vestir fantasias assustadoras tornou-se mais popular no século XX, quando o folguedo ganhou um caráter cada vez mais comercial. Foi nessa época também que as múmias foram incorporadas como fantasias. Essa inclusão tem paralelo com o uso do tema “maldição da múmia” por Hollywood, como já comentei no post “Múmias, múmias e mais múmias no cinema”.

Só publiquei esta foto porque achei legal.

E foi com esse assunto em mente que gravei o vídeo “A Maldição da Múmia” para o especial de Halloween deste ano. Espero muito que vocês gostem 😀 Aproveitem para compartilhá-lo com os seus amigos 👻

Tem um determinado momento em que mostro uma foto muito especial. Por culpa dela demorei alguns dias para gravar (eu realmente gostaria de tê-la presente). Bom, só digo que valeu a pena ter passado três dias procurando a fia.

Dicas de livros que foram adaptados para o cinema

Recentemente gravei um vídeo mostrando alguns livros que foram adaptados para o cinema. Falei sobre “Orgulho e Preconceito” (Jane Austen), “Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres” (Stieg Larsson), “O Castelo Animado” (Diana Wynne Jones), “Jurassic Park” (Michael Crichton) e “Hellraiser” (Clive Barker).

Para ver os outros vídeos do canal clique aqui.