Wishlist: cenário para o Arqueologia Egípcia

Desde que comecei a me dedicar mais ao Youtube eu sempre olho para todos os lugares como uma probabilidade de cenário. Inclusive, quando penso em um pesquisador para filmar sempre imagino “Ah! Seria interessante filmar a fulana em um cenário x”, “Acho que com o tema do fulano o local y seria o ideal”. E creio que esta é uma das partes divertidas.

Gosto bastante de coisas antigas (nem é possível perceber né? Até virei arqueóloga!), ao mesmo tempo que não sou nenhuma saudosista — amo o século XXI, obrigada! — e prefiro sinceramente comprar replicas que possam, por ventura, possuir composições modernas.

Bom, voltando ao tema deste post: ultimamente tenho pesquisado referencias para um futuro cenário para o canal do A.E. Uma coisa que sempre digo é que é muito, mas muito trabalhoso gravar vídeos para o Youtube, mas, ao mesmo tempo, é extremamente divertido ver o vídeo já pronto e receber mensagens das pessoas com dúvidas, sugestões de temas ou falando que o conteúdo ajudou em alguma atividade da escola. Isso, definitivamente, não tem preço. O apoio dessa galera é tão fantástico que me vejo motivada a melhorar mais e mais. Por isso me pego imaginando composições legais para o cenário e aparelhos novos.

Alguém pode até perguntar se eu não tenho medo que alguém “furte” minhas referências. Vamos levar pelo lado bom: ao menos eu postei primeiro 😀 Fora que como muitas destas coisas são caras é pouco provável que eu consiga reuni-las um dia, reconheço.

(1) Abajur de chão, só que feito com um tripé. Eu encontrei este da imagem vendendo, mas eu penso em um tripé com uma rosca lateral entendem? Vi uma referência no Pinterest e fiquei simplesmente apaixonada. Este da foto encontrei na Elo 7.

(2) Um teodolito antigo também ficaria lindo em um cenário. Eu sei usar? Não. Na verdade nem faço a menor ideia de como se mexe neste troço. Mas, qual garota não quer um modelo antigo de teodolito para chamar de seu? Infelizmente não encontrei nenhuma loja vendendo um bonitão assim 🙁

(3) Eu gosto muito de mapas-mundi, em especial os que imitam temas antigos. Então quando vi este globo terrestre de metal dourado da Esprecione foi amor à primeira vista. Este está disponível na Shopfácil.

(4) Um apoiador de livros com a deusa Bastet como enfeite é o meu sonho de consumo há anos! Estes da imagem são somente duas estátuas mantendo os livros unidos (por acaso vocês podem encontrá-las na loja Atelie Arma-Zen), mas já vi apoiadores de livros, com uma lateral de fato, com esta temática.

(5) Desde que assisti aos snapstories do Josh Bernstein as poltronas chesterfield entraram para a minha modesta lista de sonho de consumo. Elas são lindas. No Ebay dá para encontrar tanto essa, como outros moletos e cores fácil, fácil. O problema são os preços…

Já dá para começar a imaginar o meu cenário dos sonhos? 😀

Whindersson Nunes e a campanha #SalveASerraDaCapivara

Esta madrugada tive o prazer de assistir a um vídeo do youtuber Whindersson Nunes sobre uma viagem que fez ao Chile. E não é que fui surpreendida ao vê-lo falando sobre a importância de se preservar os sítios arqueológicos do Parque Nacional Serra da Capivara? E ele ainda pediu para a sua audiência levantar a hashtag #SalveASerraDaCapivara.

Whindersson tem mais de 12 milhões de inscritos — o que o torna o segundo maior canal do Youtube no Brasil —. No vídeo ele comenta a viagem que fez a dois países estrangeiros e sobre os sítios arqueológicos que visitou. É então quando começa a lamentar o descaso com que o Parque Nacional Serra da Capivara (Piauí) tem sido tratado e ainda enfatiza a importância da nossa cultura. Assista o vídeo abaixo:

Contextualizando: O Parque Nacional Serra da Capivara está com problemas econômicos graves. Graças a isso a arqueóloga Niéde Guidon comunicou para a UNESCO a sua saída de lá. E o pior é que mesmo com o parque sendo abandonado sumariamente pelo governo ele ainda foi homenageado durante o encerramento da Rio 2016.

#SalveASerraDaCapivara

Revista sobre pesquisas arqueológicas no Egito na década de 80

Quando chega aqui algo enviado por vocês eu sempre sinto muita ansiedade porque eu sei que cada correspondência está recheada de sentimentos, seja de respeito ou gratidão. Foi assim quando recebi o pacote do leitor Elvis Monteiro, que logo desconfiei que se tratava de uma revista e ao abrir e sentir o cheirinho de papel antigo notei que poderia ser algo muito especial. Eu nem esperei o dia de gravações, o abri assim que cheguei em casa.

E realmente é uma revista muito legal, afinal, ela é uma “O Correio da UNESCO” e foi publicada em 1980, ou seja, nem tinha se passado uma década da transposição dos templos de Assuã, tais como Abu Simbel, Philae, dentre outros. Exatamente por isso resolvi gravar um vídeo para vocês:

Espero usá-la em muitos posts para o Arqueologia Egípcia, principalmente porque possui algumas fotografias históricas, além de ter sido escrita por pesquisadores especialistas na história egípcia e sudanesa. Abaixo algumas fotografias:

Na época também foram estudadas estes lindos murais bizantinos encontrados na Catedral de Faras, na Núbia:

A fotografia abaixo mostra a transposição de colossos de tebas para Cartum:

Quando pensamos nestas transposições não é difícil lembrar especificamente do complexo de templos de Abu Simbel, que foi construído na divisa entre as terras do Egito e o antigo território núbio (hoje Sudão), por Ramsés II. Tratam-se de estruturas gigantes cavadas nas rochas na margem ocidental do Nilo: uma menor dedicada à rainha Nefertari e uma maior, para o próprio Ramsés II.

É dentro do Templo de Ramsés II que ocorre duas vezes no ano um famoso evento solar onde o Sol ilumina um trio de estátuas onde a do próprio rei está inclusa. É um acontecimento muito interessante que já cheguei a citar em um vídeo do Arqueologia Egípcia.

— Assista também: Alinhamento Solar no Templo de Abu Simbel.

Quer ver o que mais já chegou na minha Caixa Postal? Então clique aqui.

Vamos conhecer mais sobre a esposa de Tutankhamon?

Tutankhamon já uma figura bem versada entre os amantes da civilização egípcia, mas incrivelmente a sua esposa, a rainha Ankhesenamon, não é tão conhecida assim. Neta do faraó Amenhotep III com a rainha Tiye, Ankhesenamon foi filha de Akhenaton com Nefertiti.

Nos últimos 10 anos algumas notáveis pesquisas acerca desta rainha foram realizadas, infelizmente algumas nem sequer foram apresentadas para o público de fora do meio acadêmico.
No próximo dia 13 de setembro (2016) estará disponível online a palestra “A rainha Ankhesenamon: Neta, filha e esposa de faraós”. Nela comentarei sobre os estudos da posição das mulheres no Egito (do ponto de vista da Arqueologia), a vida de Ankhesenamon e algumas pesquisas relacionadas a ela.

Os leitores inscritos receberão uma senha que irá funcionar do dia 13 de setembro até o dia 19 do mesmo mês.

As inscrições irão até o domingo (11/09). Para participar vocês podem fazê-lo por aqui ou diretamente aqui.

Lugares Amaldiçoados: sítios arqueológicos, fantasmas e um programa de TV

Eu trabalhava sozinha em um museu do interior, era o meu primeiro emprego. O prédio era da época dos engenhos e não tinha nenhum segurança. Nós guias ficávamos sozinhos. Certa tarde, enquanto eu estava sentada na varanda, comecei a escutar uns passos dentro da casa. Parecia que alguém caminhava arrastando correntes. Fui dar uma olhada e não vi ninguém. Olhei a porta do quintal e ela estava trancada. Voltei correndo para a varanda e esperei até o próximo guia chegar. Assim que ele chegou entreguei as chaves e disse que jamais voltaria para lá. E realmente não voltei. Procurei emprego em outro lugar. Eu não tinha medo de fantasmas, mas pensar que naquela casa poderia ter o espírito de um escravo me assustou. [1]

Este foi o relato que escutei de uma guia turística na época em que eu cursava o meu primeiro semestre do bacharelado em Arqueologia. Foi eu, muito curiosa, quem puxou o assunto sobre assombrações; perguntei se ela já tinha visto um fantasma e ela, depois de um aparente constrangimento, cotou-me este ocorrido. Apesar de jamais ter levado muitas destas narrativas a sério, eu sempre as achei fascinantes do ponto de vista de como o espaço de um sítio arqueológico desperta os mais diferentes sentimentos. Foi por conta disso que fiquei interessada pelo programa “Lugares Amaldiçoados” (I Wouldn’t Go In There, no original), da National Geographic. Apresentado pelo blogueiro e explorador urbano Robert Joe, o programa possui somente uma temporada e oito capítulos e em cada um ele viaja para lugares da Ásia, a maioria sítios arqueológicos.

Robert Joe

O interessante é que não se trata de um programa de “caçadores de fantasmas”, mas uma série de documentários sobre História, mais especificamente sobre lugares cuja história real se misturou a mitos de cunho fantasmagóricos. Mitos esses que muitas vezes não têm relação alguma com acontecimentos reais, mas somente com folguedos locais que ganharam grandes proporções. Entretanto, em sua jornada, Joe acaba mostrando para nós que a história real consegue ser mais sinistra do que as mais tenebrosas histórias de fantasmas. Um grande bônus para o show, que humaniza o passado de pessoas comuns.

Não é raro em trabalhos de campo nos depararmos com histórias de fantasmas e sinceramente não cabe a nós acadêmicos julgar se são verdadeiras ou não (ao menos não na frente do entrevistado). Certa vez escutei de um simpático senhor, o João, o relato de seu encontro com um lobisomem. Embora eu tivesse certeza que tal memória fosse o resultado do uso de alguma substância alucinógena — o próprio comentou que tinha fumado um cigarrinho para espairecer —, perguntei vários detalhes do tal encontro.

Um dos sítios visitados pelo programa.

Para alguns isso pode parecer banal, mas o imaginário popular de países e mesmo de estados diferentes tendem a criar fantasmas ou outras criaturas fantásticas de acordo com a percepção de determinados grupos sociais em relação ao seu meio. Além de explicar o surgimento de alguns medos e superstições.

Observemos, por exemplo, que em filmes de horror/terror europeus ou norte-americanos os fantasmas usualmente são vencidos por rezas cristãs, enquanto que em produções asiáticas, a exemplo do Japão, são rezas budistas. Ou questionemos o motivo dos fantasmas vingativos tenderem a ser mulheres [2].

É esta a beleza das histórias de fantasmas: elas contam muito mais sobre a nossa sociedade porque mostra não somente medos enraizados, mas os pontos de vista do senso-comum, além de, claro, paradigmas religiosos. Pensemos, por exemplo, no relato que compartilhei com vocês aqui no início deste post e dos motivos da guia ter interpretado que o fantasma seria justamente um escravo. Correntes arrastando no chão poderia ser tantas coisas diferentes…

Cena do filme Hellraiser 👻

Eu gostaria que “Lugares Amaldiçoados” tivesse tido mais temporadas, ou que o Joe tivesse investido em um blog ou vlog. Mas infelizmente na atualidade ele só se dedica a uma modesta conta de Twitter. Nem a página dele no Facebook é atualizada mais.

E você? Tem uma boa história de fantasma para compartilhar?


[1] Esta nota remetendo à memória da guia é o conceito geral do que eu consigo lembrar da nossa conversa.

[2] Infelizmente é devido a uma cultura plenamente sexista que sugere que, ao contrário dos homens, este gênero tende a ser vil.

 

Fui ali dar palestras na Bahia

Pela primeira vez realizei palestras, mais uma aula aberta, em solo baiano. Foi durante o “Ciclo de estudos sobre o Antigo Egito: perspectivas para a Arqueologia”, que ocorreu na Universidade Federal do Oeste da Bahia nos dias 5, 6 e 8 de julho (2016). Fiz o máximo possível para mostrar alguns momentos no Snapchat e no Instagram, mas claro que eu não poderia deixar de comentar aqui 🙂. Também comentei acerca do evento em um vlog no canal do Arqueologia Egípcia. Caso queira conferir:

Bom, parti de Aracaju na madrugada do dia 04/07 e depois de passar uma vida no Aeroporto de Salvador embarquei para Barreias no horário da tarde em um avião de hélice 😀 Sempre quis ver um de perto (aiai destino, e quando poderei viajar de helicóptero agora hem? Tá demorando!).

Cheguei no finalzinho da tarde. Quem me recebeu foi a Fernanda Libório, que além de minha amiga também é arqueóloga e professora da UFOB. O Aeroporto de Barreiras é pequeno, mas oferece todos os serviços mais necessários. Infelizmente não o fotografei (Mals aê). E depois de um merecido banho fui para um restaurante de comida chinesa muito lindo, o Porta do Sol (só o mostrei no Snapchat; estava tão cansada que nem tive cabeça para fotografar algo).

Pista de pouso do Aeroporto de Barreiras.

As atividades do evento começaram no dia seguinte, mas antes de ir para a UFOB fui conhecer um pouquinho (beeem pouquinho mesmo) Barreiras e me deparei com uma réplica da Estátua da Liberdade. 🗽 Depois deste breve passeio parti para a Universidade.

Já na UFOB eu estava no auditório conversando com algumas pessoas quando me chamaram para ver a fila de inscrições. Levei um senhor susto: ela estava enorme! A palestra ia começar as 19h30 e eu imaginava que daria pouca gente por conta do horário, mas foi o contrário. Isso só me fez pensar “Ah nossa! Espero não decepcionar esta gente toda.” Entretanto, foi tudo bem. Não fui expulsa a chutes, ninguém me vaiou ou nada. Muitas perguntas feitas no final e alguns dos professores também estavam lá presentes e contribuindo.

O público entrando/esperando o início da palestra.

Para finalizar a noite jantei no Original Burguer.

No dia seguinte fui em uma lojinha de artesanatos. Eu estava louca de vontade de comprar uma carranca enorme (tipo enorme mesmo!!). Sempre quis uma desde criança, mas além de caras não sei bem como eu ia levar uma no avião… Para quem não sabe o que é uma carranca: é uma espécie de totem típico das comunidades das margens do São Francisco. Ela é utilizada para afastar os maus espíritos. Infelizmente é um objeto bastante hostilizado por algumas pessoas que o acusam de ser demoníaco. Gente! A cultura é plural! Deixem as carranquinhas em paz.

Foi nesse dia que ocorreu a aula aberta para discutir o meu texto “Gênero Invisível? Como a Arqueologia tem minimizado a participação histórica das mulheres egípcias durante a Antiguidade faraônica”. Nessa atividade dividi o microfone com o professor Bruno Casseb Pessoti e contamos com a participação maciça dos alunos (e não estou exagerando).

Foto: Luis Felipe Santos. 2016.

A quinta-feira foi livre para mim, então fui para o Rio de Ondas. Pohan, que lugar lindo! Eu almocei no restaurante Casa do Rio, onde também gravei uma entrevista para o canal do Youtube “Olhar de Arqueólogo”. Aproveitei e gravei o vlog o qual cheguei a comentar aqui no #AEgípcia.

A noite jantei na Confraria da Cerveja.

Sexta-feira dei a última palestra, “Múmias: do antiquarismo à Arqueologia Funerária”. O público diminuiu em relação aos outros dias, mas ainda assim foi notável o número de gente. Ao final da minha fala e das perguntas ganhei da organização do evento algumas lembrancinhas, dentre elas… Uma CARRANCA!!! 😀 CLARO que ela irá compor algumas vezes o cenário do canal do Arqueologia Egípcia. Se brincar irá para o Descobrindo o Passado também!

No momento estava rolando uma calourada e vários alunos me convidaram para ir, mas acabei indo jantar no restaurante Picanha do Valdemir e mais tarde finalizei a noite com shots de tequila 🤗. Foi daí que nasceu esta foto aqui.

Na manhã seguinte me preparei para a minha viagem de volta para Aracaju. Se desse tempo eu teria feito minha próxima tatuagem na própria Barreiras, mas, infelizmente, não daria já que eu tinha que estar no aeroporto às 10h30.

Já viajei para muitos lugares diferentes, mas a minha estadia em Barreiras foi especial por muitos motivos desde rever meus bons amigos Fernanda e Felipe, bater um papo com alguns dos alunos da UFOB (que vi que são tão pirados quanto a minha pessoa 💙), conversar com os professores (eu queria ter tido uma melhor oportunidade de sentar com eles e conversar mais, principalmente porque notei que alguns têm interesse em divulgação da ciência na internet) e por ter conhecido Flapjack, o vira-lata mais maluco do oeste baiano.

Flapjack: não se enganem com este olhar meigo.

Sentirei falta de Barreiras… Exceto da poeira e do Sol de rachar (não vou mentir 😑). Então para finalizar: espero retornar em breve!

Mulheres e os Jogos Olímpicos

No mundo contemporâneo as mulheres têm começado a estar visíveis em praticamente todos os lugares. A passos curtos? Sim, entretanto a cada dia nós temos alcançado cada vez mais novas conquistas. Já estamos na reta final dos Jogos Olímpicos, mas não custa nada rememorar aqui algumas coisinhas para que elas não caiam tão cedo no esquecimento.

Os eventos olímpicos tendem a ser históricos não só por porque são palcos para testar o desempenho dos atletas em um âmbito mundial, mas porque servem como uma grande oportunidade de abordar causas sociais. Existe, por exemplo, o caso dos velocistas Tommie Smith e John Carlos (1968) que, com o apoio do australiano Peter Norman, realizaram um gesto dos Pantera Negras no pódio para chamar atenção para as causas negras. Ou da polêmica dos Jogos Olímpicos de Inverno sediados na Rússia (2014) onde atletas gays estrangeiros foram coagidos a não se expor e os russos impedidos de competir, o que gerou uma série de protestos pelo mundo.

Com o Rio 2016 assistimos a uma foto histórica surgir durante o jogo de vôlei feminino entre o Egito e o Brasil onde o choque cultural reacendeu o debate sobre as roupas femininas no esporte e que me fez relembrar deste cartum aqui. Assim como o país praticamente foi obrigado a ver um outro lado dos refugiados com a veiculação do sofrimento da nadadora síria Yusra Mardini cuja história de como, ao lado da sua irmã, nadou por três horas para salvar a si, sua família e outros refugiados enquanto cruzavam o mar em um bote para fugir da guerra que está ocorrendo em seu país, invadiu a internet.

A egípcia Doaa Elghobashy e a sua companheira de equipe, Nada Meawad, foi a primeira dupla feminina egípcia de vôlei de praia a estrear nos Jogos Olímpicos. Doaa Elghobashy acabou inspirando meninas muçulmanas a se ver competindo em jogos. Foto: REUTERS/Lucy Nicholson. 2016.

É empolgante ver também o respeito por parte da torcida pelas atletas. A internet é cheia de chorume, claro, mas foi maravilhoso ver as pessoas celebrando as competidoras não por seu corpo, mas por seu desempenho. Também as críticas pelo o escarço patrocínio oferecido para elas. Acho que a perspectiva para o futuro é bem promissora, é só não deixar a peteca cair.

Em 1967 a alemã Kathrine Switzer correu disfarçada de homem durante a Maratona de Boston. Ao perceber que o competidor 261 tratava-se de uma mulher um juiz tentou retirá-la da via, mas foi impedido pelos companheiros de competição dela.

Para quem acha que existe exagero em comemorar a visibilidade que as mulheres estão recebendo nos esportes devo recordar que, ao menos aqui no Brasil, as atletas femininas só foram permitidas competir oficialmente na década de 1930. A exclusão das mulheres nas competições não só em nosso país, como no resto do globo, estava calcada na ideia da vulnerabilidade biológica, ou seja, que faz parte da nossa natureza sermos frágeis e que por isso inaptas a realizar grandes esforços, podendo participar, no máximo, de jogos infantis. Esta ideia maluca recebia o aval de médicos.

Aham… Diz isso para ela ❤

Um outro absurdo é que no ano de 1968, justamente na década em que os debates feministas começaram a ganhar forma, foi implantado os “testes de feminilidade” para comprovar para o Comitê Olímpico Internacional (COI) que as mulheres que estavam competindo eram mulheres de fato. Este teste existiu até o ano de 2000.

Isso porque estou citando as mulheres em um contexto geral. Quando focamos na situação das negras o quadro era ainda mais alarmante: até meados do século XX a hegemonia branca era presada nos jogos.

Existe muito chão para caminhar, mas é inegável que muitas coisas substâncias mudaram. Para finalizar este post deixo aqui este vídeo para alegrar o coração de vocês:

Leia mais sobre o assunto:

FARIAS, Cláudia Maria de. Superando barreiras e preconceitos: a trajetória do atletismo feminino brasileiro, 1948-1971. Fazendo Gênero 8 – Corpo, Violência e Poder. 2008. Disponível em < http://www.fazendogenero.ufsc.br/8/sts/ST67/Claudia_Maria_de_Farias_67.pdf >. Acesso em 19 de agosto de 2016.

LESSA, Patrícia. O sexo a quem compete? Revista de História. 1/9/2014. Disponível em < http://www.revistadehistoria.com.br/secao/artigos-revista/provas-preliminares >. Acesso em 19 de agosto de 2016.

Lançamento de livro de ficção sobre o Antigo Egito: O Coração da Esfinge; Deuses do Egito – Livro II

O Coração da Esfinge; Deuses do Egito – Livro II

“A mitologia egípcia nunca foi tão fascinante! Com diálogos afiados e uma heroína divertida, a série Deuses do Egito é exatamente o que você poderia esperar da autora da excelente saga A maldição do tigre.” — Aprilynne Pike, autora da série Fadas.
Lily Young achou que viajar pelo mundo com um príncipe egípcio tinha sido sua maior aventura. Mas a grande jornada de sua vida ainda está para começar.
Depois que Amon e Lily se separaram de maneira trágica, ele se transportou para o mundo dos mortos – aquilo que os mortais chamam de inferno. Atormentado pela perda de seu grande e único amor, ele prefere viver em agonia a recorrer à energia vital dela mais uma vez.
Arrasada, Lily vai se refugiar na fazenda da avó. Mesmo em outra dimensão, ela ainda consegue sentir a dor de Amon, e nunca deixa de sonhar com o sofrimento infinito de seu amado. Isso porque, antes de partir, Amon deu uma coisa muito especial a ela: um amuleto que os conecta, mesmo em mundos opostos.
Com a ajuda do deus da mumificação, Lily vai descobrir que deve usar esse objeto para libertar o príncipe egípcio e salvar seus reinos da escuridão e do caos. Resta saber se ela estará pronta para fazer o que for preciso.
Nesta sequência de O despertar do príncipe, o lado mais sombrio e secreto da mitologia egípcia é explorado com um romance apaixonante, cenas de tirar o fôlego e reviravoltas assombrosas. (Sinopse:Saraiva).

Chegou na Caixa-Postal: construtores de pirâmides

Semana passada realizei para o canal do Arqueologia Egípcia no YouTube o unboxing de um pacote da Edições Del Prado. Nele vieram algumas revistas e a cena “Construtores de pirâmides”. Como comento no vídeo essas pequenas imagens não são brinquedos, são produtos para colecionadores.

A cena foi enviada para a minha Caixa Postal porque ela fará parte de um vídeo super especial do canal, mas resolvi fazer um unboxing também para vocês terem uma ideia de como o produto é enviado para a casa dos compradores 😀 Segue o vídeo abaixo:

O pacote chegou enquanto eu estava em Barreiras (BA), mas por sorte a outra adm do AE não foi dar uma olhada na minha Caixa, porque, como o pacote era grande, eu mesma teria que ir lá pegar ou alguém com uma autorização minha por escrito.

Enfim, o vídeo foi gravado no mesmo dia em que o peguei e confesso que foi um breve teste de paciência passar o cordão pelas mãozinhas dos bonecos. Porém, se eu, que não tenho uma alma budista, consegui colocar, vocês conseguem brincando. Foi neste momento em que confirmei empiricamente que tem que ter cautela ao manejar o produto. Com o meu pouco cuidado acabei descascando a tinta de alguns deles. Tentarei disfarçar durante o vídeo especial. Que isso fique como lição.

Tirando esse incidente, fiquei feliz em ver o carinho com o qual a Del Prado se preocupou com os detalhes: o trenó realmente parece ser feito de madeira, o bloco parece uma pedra calcária e os rostinhos dos bonecos receberam a atenção necessária (eles parecem cansados e possuem detalhes como boca e nariz).

Tive problemas ao tentar encaixar alguns deles na base. Como é possível ver nas fotos eu não os prendi direitinho na “madeira” e nem me esforcei muito com medo de criar mais estragos na pintura.

Ao todo vieram nove peças para montar e nove revistas também, ou seja, se vendidos separadamente eles são parecidos com aqueles fascículos que são comercializados em bancas. Isso justifica o preço salgado da peça inteira, mas se comprados separadamente são iguais aos tais fascículos.

As revistas são fininhas, mas as fotos são uau! A editora realmente teve muito cuidado com o lado visual delas. São fotografias lindas, de encher os olhos.

Fiquei bastante feliz com a cortesia da Edições Del Prado (www.delprado.com.br). Certamente a cena me auxiliará visualmente não somente neste vídeo especial, mas em muitos outros.

Quem desejar comprar essa ou outras cenas pode fazê-lo diretamente através do Arqueologia Egípcia. Clique aqui para poder acessar a galeria de produtos.

Quer ver o que mais já chegou na minha Caixa Postal? Então clique aqui.