Recebi réplicas (incríveis) de artefatos egípcios

Se tem uma coisa que apoio muito é a confecção de réplicas de artefatos, uma vez que sou TOTALMENTE CONTRA a venda de objetos arqueológicos. E quando são coisas usáveis melhor ainda 😀

Então, há alguns meses um amigo e colega da arqueologia, o Adolfo Okuyama, enviou para mim dois pingentes inspirados em artefatos arqueológicos: um semi-lunar e uma ponta de flecha (clique aqui para ver fotos deles). O Adolfo manda muito bem fazendo esses tipos de objetos e desta vez ele fez dois inspirados na Antiguidade egípcia, então aproveitei para fazer um unboxing.

Gostei muito de ambas as peças. O escaravelho, como já cansei de falar, é uma das minhas formas amuléticas egípcias favoritas. Eu sinceramente não sei explicar o quão legal eu os considero. Os pequeninos detalhes estão lá. Foi necessário o olhar analítico de um arqueólogo para reproduzir algo tão bem. Não me canso de olhá-lo.

Ah! E a melhor parte: ele é um carimbo com o símbolo do AE:

Já o tiyet tornou-se o meu bebê. Esta forma amulética não é muito usada nas reproduções atuais, por isso que fiquei muito feliz de ter uma em mãos. Este objeto é vulgarmente chamado de “nó de Ísis” e tinha na antiguidade algumas finalidades de cunho funerário, entre elas a de proteger o corpo.

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Lançamento de livros sobre o Antigo Egito: Hieroglifos e a vida no Egito Antigo

Gramática Fundamental de Egípcio Hieroglífico para o estudo do estágio inicial da língua egípcia (de 3000 a 1300 a.C.) (Ronaldo Gurgel Pereira)

“Quando pensamos em Egiptologia, normalmente ligamos a palavra a arqueólogos ocupados em alguma escavação à sombra de antigas ruínas de templos e pirâmides. De facto, nos dias de hoje, a Egiptologia tornou-se quase um sinónimo de arqueologia egípcia. Praticamente todos os departamentos de Egiptologia das universidades pelo mundo possui ao menos um mandato no Egipto ou no Sudão onde professores e alunos podem desenvolver seus conhecimentos em campo.
Entretanto, se a Egiptologia deixou de ser uma ocupação da aristocracia e tornou-se uma ciência de facto, ela assim o fez em virtude dos esforços de filólogos e linguistas. Assim, não há nenhum exagero ao afirmar-se que a Egiptologia é na realidade uma ciência ligada às letras. Somente após o longo e árduo processo de decifração dos hieróglifos é que foi possível, enfim, dar início ao processo de reconstituição da história egípcia, sua cultura, mentalidade, identidade, sempre descritos em primeira pessoa” (Início da Introdução do livro).

MEUS COMENTÁRIOS: O Ronaldo disponibilizou para mim a introdução da obra e pude ter uma ideia do que podemos encontrar. A primeira parte faz um passeio pelo surgimento da escrita egípcia e a decifração da mesma com o uso da Pedra de Rosetta, além de apresentar as noções básicas da gramática como os complementos fonéticos e fonologia versus pronúncia. A segunda parte é dedicada a discutir elementos da frase como o substantivo, adjetivos, preposições, pronomes, advérbios, numerais etc. No mesmo esquema é a terceira parte, mas desta vez se aprofundando em sintaxe. E por fim a quarta explica sobre o sistema verbal.
O livro também é composto por exercícios (e suas respectivas respostas) e uma lista de hieróglifos ao final.

 


O povo da Esfinge (Margaret Marchiori Bakos)

O povo da esfinge resgata fatos que nos permitem conhecer os sentimentos daquelas pessoas em relação a outras criaturas, a coisas, a acontecimentos e a entes divinos. Ressalta gestos e palavras espontâneos: os toques pessoais que faziam os dias do Egito Antigo especiais e diferentes. Ao tratar dos antigos egípcios, esta obra penetra no mundo enigmático da esfinge e no culto à imortalidade (Sinopse: EdiPucrs).

 

 

 

 

 

Eu, Tutankhamon e o Howard Carter

Quem passeia pelos muitos fóruns, comunidades, páginas ou grupos de discussão e divulgação do Antigo Egito já deve ter percebido que o tema de assunto começou a mudar drasticamente: o que gradativamente está tornando-se o interesse do momento são as pesquisas relacionadas com o faraó Tutankhamon e existe uma explicação para isto: em breve, no dia 4 de novembro, serão comemorados os 92 anos de descoberta da sua tumba.

O achado se deu graças ao trabalho do arqueólogo Howard Carter e o patrocínio do Lorde Carnarvon, nobre inglês que gastou rios de dinheiro bancando as escavações no Vale dos Reis que muitos acreditavam estar findada ao fracasso, até que após nove anos de busca, em 1922, foi encontrado o túmulo praticamente intacto do “faraó-menino” Tutankhamon.

Lorde Carnarvon (esquerda) e Howard Carter (direita). Foto disponível em < http://www.thetimes.co.uk/tto/magazine/article3650205.ece >. Acesso em 05 de outubro de 2014.

79 anos depois lá estava eu assistindo a aula de História e vejo pela primeira vez um documentário sobre a Antiguidade Egípcia. Ele era iniciado com a descoberta da tumba de Tutankhamon e quando vi o rosto dele em seu ataúde senti que algo tinha sido preenchido dentro de mim, como se alguma coisa tivesse mudado, mas para melhor, é uma sensação difícil de explicar, era como se tudo ao meu redor fosse preto e branco e o ambiente mudasse igual ao efeito colorido dos filmes “O pássaro azul” (The Blue Bird; 1940)  e “O Mágico de Oz” (The Wizard of Oz; 1939).

Bom, o que posso dizer é que esse evento mudou totalmente o rumo da minha vida porque fiquei tão animada que decidi naquele mesmo momento que queria ser arqueóloga e pesquisadora do Egito Antigo e dediquei os anos seguintes ao estudo da antiguidade egípcia, tudo com o apoio da minha mãe que sempre comprava revistas e livros. Eu nem tinha 14 anos na época, ou seja, acho que já está meio óbvio que não tive uma infância lá muito convencional.

Carter e um assistente limpando o ataúde de Tutankhamon. Foto disponível em < http://www.thetimes.co.uk/tto/magazine/article3650205.ece >. Acesso em 05 de outubro de 2014.

Bom, a questão é que em virtude de ler tanta coisa sobre o Tutankhamon eu comecei a ficar com vontade de escrever o meu próprio livro sobre ele e o iniciei finalmente na virada entre o ano de 2011 e 2012… Literalmente. Como no ano novo eu era a única pessoa acordada fui fazer o que normalmente eu faço quando não tenho nada para fazer, que é ler algo sobre o antigo Egito (sim, eu sei, que vida interessante hem!) e foi quando partiu a ideia de por um livro sobre o Tutankhamon no papel, mas o engavetei um mês depois, porque tinha acabado de ingressar no mestrado.

Em 2013 o peguei novamente e precisei sacrificar cerca de seis meses de produtividade acadêmica para cuidar integralmente dele. Claro que logo depois eu quis publicá-lo, mas por algum motivo desisti e coloquei “Uma viagem pelo Nilo” na frente (que foi lançado somente em 2014 devido a alguns atrasos de serviços).

Depois do “Uma viagem pelo Nilo” resolvi submeter a minha publicação do Tutankhamon para algumas editoras, mais como um teste para saber qual seria a recepção e as criticas do quê uma esperança de assinar um contrato. Creio que ao todo recebi a resposta de quatro ou cinco: uma delas escreveu falando que gostaram do tema, mas que não tinham interesse de publicar no momento e a outra falou que tinha interesse e que em vez da espera de dois anos para publicar — que é o prazo convencional da editora — queriam lançá-lo já em no mês de novembro.

Esta editora é um selo grande, imagina que incrível seria! Excerto pelo o fato da minha pessoa ser uma “escritora iniciante” e consequentemente teria que pagar uma bagatela de R$14,000. Moço! Com este dinheiro eu posso pagar uma escola de campo no Egito incluindo parte da passagem de avião ida e volta! Eu não aceitei, aliás, não deu nem tempo de não aceitar, já que eu tinha o prazo de um dia para dar a resposta… Ah o capitalismo…

Carter e Lorde Carnarvon.

Bola para outra, o livro já está prontinho só falta incluir alguns detalhes pontuais e ver quais imagens serão disponibilizadas para a publicação. Infelizmente ele não sairá em novembro… Já imaginaram sair justamente no dia 04/11? Dia da descoberta da tumba do Tutankhamon? Ia ser legal, entretanto não vai rolar, mas não ligo, o importante é curtir a jornada, sempre!

O título? Ele já tinha sido escolhido no final de 2010! É “Tutankhamon, 1922 e o Vale dos Reis”. Ele já tem sua página no Facebook e Tumblr. Tentarei deixar vocês a par de tudo.

Para aqueles que tem Instagram e/ou Twitter usarei sempre que possível a tag #TutEOValeDosReis, assim ficará mais fácil ver as atualizações referentes ao livro.

E o tema? No livro eu realizo um passeio pela a história do Vale dos Reis e mostro alguns dos principais passos do Howard Carter para tornar-se arqueólogo até finalmente descobrir a KV-62, o sepulcro de Tutankhamon. Comento algumas curiosidades relacionadas aos trabalhos na tumba e por fim acerca da existência do próprio Tutankhamon, este garoto que teve uma vida cheia de altos e baixos, uma morte prematura e uma “pós-vida” bem agitada, devido ao mito criado graças à Arqueologia Egípcia e principalmente a Egiptomania.

Ressalto que ele ainda não tem uma data de lançamento prevista, mas vocês podem seguir as novidades sobre ele através dos links que disponibilizo abaixo:

https://www.facebook.com/tutankhamoneovaledosreis
http://tutankhamoneovaledosreis.tumblr.com/

Notícias do meu livro: em breve um ensaio sobre o Antigo Egito

 

Quase lá...

Quase lá…

Estou empolgada (e bem nervosa) para começar a divulgação do meu livro, mas os tramites legais não foram ainda finalizados, especialmente os relacionados com a imagem que espero utilizar na capa.

Ontem trabalhei o dia todo na confecção da ferramenta para a divulgação online, mas infelizmente ela não pode ser liberada até que esteja tudo legalmente amarrado. É estranho ver um utensílio feito exclusivamente só para falar sobre a minha pessoa…

Fora que só em pensar em tirar uma fotografia para por no livro já fico morrendo de vergonha.

Comentei em uma entrevista que o material que estava para sair seria sobre Tutankhamon, mas resolvi atrasar este e passar na frente outro que já estava pronto. Em resumo, em 2014 vocês terão dois livros meus: Um sobre o faraó-menino e o outro sobre a apresentação do Antigo Egito e a Egiptologia em um contexto geral. É justamente este ultimo que já está prontinho e esperando ser regularizado.

Por favor, aguardem mais novidades!

Uma vida nada mole escrevendo um livro

Comentei no dia 19 de julho (2013) sobre a publicação do meu primeiro livro. Estou achando menos complicado do que uma monografia ou uma dissertação, mas somente nos últimos meses foi que comecei a escrever mais tranquila, já que no início do ano eu estava acordando em meio a um desespero noturno exigindo para mim mesma que terminasse logo. Mas agora relaxei. Uma coisa ótima que existe é a divisão de tempo, embora ainda sou extremamente capaz de focar em uma coisa e esquecer completamente de outra. Chega até um nível em que esqueço, inclusive, de olhar os post it com as atividades que devo realizar.

Uma das melhores partes da experiência de escrever um material voltado para a área da Arqueologia é que depois de tanto tempo estou lendo livros que em nada tem a ver com a ciência. Desde os meus treze anos até o ano em que ingressei na Universidade a maioria dos livros e revistas que li foram voltados especificamente para o Antigo Egito. Algumas pessoas podem achar isto legal (tá, eu acho super legal), mas quando comecei a pegar livros que não tinham relação com a antiguidade egípcia percebi o quanto é gostoso ler outros tipos de coisas (foi uma epifania?).

O engraçado é que olhando agora para o passado lembro-me que eu pensava que comprar um livro que em nada tinha analogia com o Egito Antigo era perda de tempo. Assim, foram poucos pelos quais eu paguei, dentre eles está a trilogia “Millennium” entre 2011 e 2012. Na época da escola, de todos pedidos pelos professores, só adquiri dois (“Viagem ao centro da Terra” e “O Médico e o Monstro”, ambos clássicos e ótimos por sinal) e depois de uma das aulas de literatura me interessei em ler “Noites na Taberna”, de Álvares de Azevedo o qual li na internet. Quaisquer outros livros pertenciam a pessoas da casa e que eu pegava para ler, mas os quais jamais compraria e não é nem porque eram ruins, é porque eu realmente achava que investir nos meus conhecimentos para a futura Universidade era mais importante. Não me arrependo desta visão, mesmo porque finalmente tomei consciência de que é bom também investir em livros sem similitudes com o Antigo Egito.

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Lembro-me também que entre uns treze e dezesseis anos comprei com a minha mesada três livros “versão para bolso” que eram bem baratos, um o título era “Rama” (nunca li) e os outros dois eram “A Arte da Guerra” e “Bhagavad Gita”, mas nunca consegui ler ambos integralmente, sempre os perco (neste mesmo momento não faço nem ideia de onde estão). É por isto que não gosto de versões para bolso. Também já gastei uma grana preta em mangás, eu acho que conta. Enfim…

Retomado o assunto do post, tenho mais outros materiais para serem editados para a publicação. Quem sabe não faço isto ainda este ano, mas não é fácil. Com esta experiência definitivamente comecei a respeitar infinitamente os profissionais que trabalham com revisão, diagramação e confecção de capas de livro… É muito trabalhoso, você tem que ter paciência e pés no chão, caso contrário você começa a surtar.

Meu primeiro livro será publicado em breve

 

 

“Terei um espaço no lar de alguns de vocês e não mais somente nos seus computadores”.

“Terei um espaço no lar de alguns de vocês e não mais somente nos seus computadores”.

Alguns, especialmente meus amigos, já devem ter percebido que estive sumida mais do que o meu normal e dentre alguns leitores nos últimos meses comuniquei que em breve revelaria uma novidade.

Como explana o título finalmente publicarei meu primeiro livro \o/. Sairei do mudo do armazenamento em nuvens e irei para o papel. O site Arqueologia Egípcia ganhará um primo impresso. Terei um espaço no lar de alguns de vocês e não mais somente nos seus computadores.

A publicação será independente ao estilo Egyptian Religious Calendar (Que por acaso estou muito interessada em ler).

Infelizmente não posso liberar ainda o título, não até que esteja tudo tranquilo com o registro. Também estou esperando sair a permissão para uso da imagem que será utilizada na capa. E o tema dele? Prefiro também não comentar, será surpresa. :3

É tudo um pouco assustador, mas ao mesmo tempo emocionante. Acho que sai um pouco do meu campo de blogueira/arqueóloga para blogueira/arqueóloga/empreendedora, já que o livro será responsabilidade do A.E., com direito a investimento de capital. #medo

Ele não está finalizado, mas talvez ele venha a ser entregue já semana que vem para a revisora que além das correções necessárias observará se a minha linguagem ficou clara para o público comum, não só acadêmico.

A esperança é que o livro esteja disponível até o final de agosto e espero muito cumprir este prazo e existe uma possibilidade de que ele seja disponibilizado também em inglês até o final do ano, mas não existe uma previsão para uma versão dele em espanhol¡ Yo siento mucho!

Por enquanto é só isto, em breve estarei escrevendo aqui mais acerca.