Os 10 mais incríveis vídeos do Arqueologia Egípcia em 2019

Bom, estamos no final do ano e acho que 2019 foi maravilhoso para o canal Arqueologia Egípcia, afinal, graças a vocês ele me deu várias oportunidades de trazer temas diferentes para o YouTube Brasil, além de ter contato com os pesquisadores de outras regiões não só do nosso país, como do mundo. E é exatamente por isso que resolvi separar 10 vídeos os quais acredito que caracterizam bem a qualidade do nosso conteúdo e definem esse ano.

Veja abaixo os escolhidos:

Mumificação no Egito Antigo

Eu sinceramente acho que esse é um dos melhores vídeos do canal como um todo, porque além de uma longa pesquisa eu dediquei muito tempo a edição — a qual, se não me falha a memória, demorei cerca de um mês e meio para concluir —.

E esse vídeo é muito importante para mim porque ele é o mais completo sobre mumificação no Egito Antigo atualmente no YouTube Brasil. Nele o interessado acabará vendo sobre como eram feitas as múmias, por que os antigos egípcios mumificavam e as concepções religiosas por trás da mumificação. Sem contar que o material é totalmente exclusivo: nós preparamos algumas ilustrações para compô-lo, o que melhorou muito a didática.

Outro detalhe que preciso passar é que fiz toda a produção focando na possibilidade de que ele pudesse ser utilizado em sala de aula. Desta forma, fiz o possível para que tanto crianças pequenas como adultos pudessem assisti-lo tranquilamente.

E acho que dentre várias coisas uma das mensagens mais importantes desse vídeo é que as múmias, acima de tudo, são corpos de pessoas que foram sepultadas há muito tempo por um ente querido. Não são simplesmente peças de curiosidade de um museu. Por isso devemos respeitá-las e cuidar bem delas.

Como Estudei Egito Antigo Morando no Brasil

Eu acho que esse é um dos vídeos mais importantes do canal por dois motivos: um deles é que eu explico para o público como foi que estudei o Egito Antigo morando aqui no Brasil, mais especificamente no nordeste. Sendo que os maiores polos de estudo do tema estão no Rio de Janeiro e São Paulo, ou seja, eu sou um — dentre vários — pontos fora da curva. O outro motivo é que eu expliquei a importância das bolsas de estudos — as quais o governo cortou bem no início do ano —, deixando milhares de estudantes na mão por todo o Brasil.

Trata-se de um vídeo interessante porque ele é um choque de realidade para algumas pessoas que não estão entendendo a crise que está ocorrendo na ciência e educação brasileira. Que não entendem que o seu sonho de ser arqueólogo (a) pode estar por um fio.

Então se você tem o sonho de seguir uma carreira na ciência, independente se na arqueologia ou alguma outra área, precisa entender que as Universidades Federais são muito importantes nessa jornada. Já que a maioria dos cursos de arqueologia estão nelas.

A Arqueologia de Chernobyl: a Pompeia do século XX

Particularmente gosto muito desse vídeo porque ele foi um dos primeiros em que resolvi arriscar um pouco no tema. Na época em que o gravei a HBO estava lançando a série Chernobyl, o que me deu uma ótima oportunidade de explicar como se dá a formação de alguns tipos de sítios arqueológicos ou como ocorre a conservação dos artefatos em tais sítios. Para tal, resolvi tecer um comparativo entre o caso da cidade de Pripyat, que ladeia a usina de Chernobyl, como as cidades de Pompeia e Herculano que ladeiam o vulcão vesúvio.

E assim, se você andou prestando atenção nas aulas de História, lembra que tanto Pompéia, Herculano e Pripyat foram cidades que após uma tragédia acabaram sendo congeladas no tempo. Por isso que achei o caso delas perfeito para comentar como se dá a formação de um sítio arqueológico.

Desta forma, acredito que esse é um ótimo vídeo para professores de arqueologia passar em salas de aula da graduação, especialmente para entender a premissa do estudo do contexto arqueológico.

A propósito! Assistam a série Chernobyl, cujo trunfo não está em falar da tragédia em si, mas falar como um governo cheio de mentiras e que ignora a ciência acaba sendo maléfico para a população.

Tour por um Museu de Arqueologia!

Esse vídeo foi gravado em meados de 2018 e publicado no falecido canal Descobrindo o Passado. Porém, resolvi revisá-lo e republicá-lo, só que no Arqueologia Egípcia. Trata-se de um passeio que fiz no Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade Federal da Bahia (MAE-USP) e foi bem legal porque o museu deixou que eu gravasse o que bem quisesse na exposição.

Nele mostro vários artefatos antropológicos relacionados com populações indígenas no Brasil, assim como artefatos arqueológicos escavados pelo arqueólogo Valentin Calderon. Veja esse vídeo porque ele tá valendo muito a pena e se você tiver uma oportunidade de um dia ir para Salvador dê um pulo lá no museu porque ele é muito bonito.

E é importante frisar que o vídeo não se limita ao que eu gravei com os monitores: cheguei a gravar com duas outras pesquisadoras, mas não foi possível encaixar a parte delas na versão final. Entretanto, espero muito poder trazer esses trechos à tona em uma oportunidade futura.

Roma Antiga: Conheci Um Laboratório De Arqueologia Romana!

Esse definitivamente foi o vídeo que eu mais amei gravar externamente para o canal. O convite partiu do Laboratório de Arqueologia Romana Provincial da Universidade de São Paulo (LARP-USP) e o pessoal lá foi extremamente legal porque eles explicaram sobre os jogos e aplicativos que estão desenvolvendo… Literalmente passei uma tarde com eles.

Preciso falar que a priori este vídeo não foi muito bem recebido, especialmente pelas mulheres — É gente! Eu tenho esse tipo de informação no bastidores do canal tá? — . Acho uma pena que tão poucas mulheres tenham se interessado por este assunto, até porque Arqueologia Digital é uma das ramificações da arqueologia que certamente será cada vez mais visada no futuro.

Assistindo a ele vocês irão conferir como é feita uma cópia 3D de um artefato arqueológico, como uma impressora 3D pode ser aplicada, aplicativos legais para que vocês possam levar para sala de aula ou mostrar para os seus filhos. Vão por mim que as coisas que eu mostro nesse vídeo são muito bacanas e é exatamente por isso que ele está compondo esta lista.

Entrevistei o Arqueólogo Zahi Hawass!!

Mas é óbvio que esse vídeo vai fazer parte dessa lista, afinal, foi um dos grandes projetos do Arqueologia Egípcia esse ano. E eu tenho muito orgulho dele porque o resultado final ficou exatamente como eu queria. Trata-se da entrevista que eu fiz com arqueólogo egípcio Zahi Hawass e que só foi possível graças aos seguidores do canal que ajudaram financeiramente para que a viagem fosse realizada.

Esse vídeo trata-se de um mini documentário e de certa forma sempre foi um sonho para mim produzir um e acabou que saiu sem querer né? Nele falo como foi a minha jornada até Curitiba e aponto alguns detalhes importantes que o Hawass nos trouxe em sua palestra. Tem até a gente em desenho animado.

A real o que mais me deixa feliz com esse vídeo é que eu sinto que ele não foi produzido somente por mim, de certa forma é como se tivesse a mão de muitos dos nossos seguidores. É difícil explicar, mas na época em que a campanha tava sendo feita foi muito legal ver tanto os seguidores, como amigos e colegas compartilhando e falando com o pessoal sobre a importância do projeto. Eu fiquei realmente muito feliz e tocada com isso.

Sem contar que viajar para Curitiba e conhecer em primeira mão o museu de Tutankhamon e, claro, a entrevista com Hawass foram experiências únicas. Digo com todas as palavras que foi um dos grandes marcos deste ano de 2019 para mim. É tanto que eu o escolhi como um dos vídeos mais importantes do Arqueologia Egípcia nesse ano para a retrospectiva do Science Vlogs Brasil. Então muito, mas muito obrigada!

Sabrina e os Demônios do Egito Antigo

Gosto desse vídeo porque falei de um assunto que é muito mal abordado na internet, que é a existência de espíritos malignos no Egito Antigo. Se você navega muito, especialmente no YouTube, provavelmente já encontrou vários e vários vídeos falando sobre demônios no Egito Antigo e essas coisas. Mas são assuntos se são muito porcamente e abordados, então eu achei que seria interessante esclarecer alguns pontos. E por acaso a série O Mundo Sombrio de Sabrina me deu a oportunidade de falar justamente sobre esse tema, da entidade Apophis e da suposta existência de demônios na cultura egípcia antiga.

O mais louco é que o roteiro de desse vídeo ficou guardado por cerca de um ano, até que o reencontrei e achei que seria muito oportuno publicá-lo perto do dia do Halloween. Acabou que se tornou um dos vídeos mais amados do canal no mês de outubro.

Séculos de História DESTRUÍDOS Em Dias

A história da elaboração desse vídeo é bem atípica: Tive a oportunidade de assistir a uma mentoria no escritório do Google aqui no Brasil. E assim, eu já sabia que na região existe uma casa bandeirista, cujo território tinha sofrido um crime contra o patrimônio arqueológico. Foi uma história que eu tinha ouvido falar na universidade, durante uma palestra sobre Arqueologia Histórica. Bom, então no dia da mentoria cheguei cedinho, fui assistir à aula e no final da tarde fui lá gravar na casa bandeirista.

E a estreia desse material foi um tanto contraditória porque eu senti que a princípio o pessoal não tava muito interessado em assisti-lo. O que foi uma pena já que ele mostra que mesmo em grandes meios urbanos é possível encontrar sítios arqueológicos e que nem por isso eles devem ser negligenciados. Porém, felizmente superamos esta crise inicial.

Bem, mas no geral, o que mais chamou minha atenção foi que recebi alguns comentários de pessoas relatando que já tinham visitando a casa, mas que nem sequer sabiam que aquele território era um caso tão grave de destruição de um sítio arqueológico.

Humanos Caçaram Preguiças-Gigantes?

Eu simplesmente AMEI gravar esse vídeo e AMEI editá-lo — por mais estranho que pareça porque eu odeio editar —! Acho que no final ficou um vídeo bem legal e esclarecedor. E sinceramente espero que seja muito bem aproveitado por professores nas escolas e que as pessoas saibam um pouquinho mais sobre esses animais magníficos que caminharam na Terra ao lado dos humanos.

Existirá Arqueologia no Futuro?

Sempre que eu abro a caixa de e-mail encontro dentre as mensagens alguém perguntando se existirá Arqueologia no futuro, já que os arqueólogo há séculos estão escavando os sítios sem parar. Então o Amigo Cientista desse ano foi uma oportunidade de abordar esse tema.

O vídeo não ficou exatamente como eu gostaria, mas acho que a narrativa passa bem o assunto. Eu queria mostrar que a arqueologia não é simplesmente só escavar, que isso é só um esteriótipo propagado (até mesmo por alguns arqueólogos). A pena é que eu vi alguns comentários em redes-sociais de pessoas que nem sequer o assistiu e tiraram suas próprias conclusões. É um dos males da internet né? As pessoas leem o título e já começam a criar uma narrativa inexistente.

Classifiquei-o esse como um mais importantes do canal em 2019 porque mostro as possibilidades da tecnologia aliada à arqueologia. Possibilidades essas que um estudante de arqueologia já poderá começar a focar de agora, não precisando esperar um futuro muito, mas muito distante algo assim.

Eu acho que aprendi muito com este ano. Passei por certas experiências que me levaram a acreditar que sinceramente? Praticamente tudo é possível se você tiver as ferramentas certas, as oportunidades e se esforçar bastante. Acho que depois de mais de dez anos de existência do site e alguns poucos anos de existência do canal é a primeira vez que eu sinto que estou fechando um ano com a sensação de dever cumprido. E rever esses vídeos, enquanto escolhia aqueles que iriam compor esta lista, só fez renovar minhas energias e me fazer focar no que o ano de 2020 vai trazer para gente.

Mas acho que parte do apoio dos seguidores do canal foi o que tornou muitas dessas coisas possíveis, por isso fico feliz por vocês estarem comigo em 2019 e espero que continuemos juntos em 2020 e nos anos seguintes.

Eu realmente acredito que em 2020 o nosso salto será ainda maior.

Feliz Ano Novo pessoal!

Links de Arqueologia: 17 novos sítios arqueológicos em Sergipe, castelo de Anchieta, cela em Igreja e crianças na guerra

Este texto ficou guardado como rascunho por um bom tempo (por isso algumas notícias aqui serão um pouco antigas), mas mesmo assim não custa nada repassar estes links para vocês.

Para abrir o post está a divulgação da descoberta de 17 sítios arqueológicos em Sergipe, trabalho o qual participei por um período (lembro das picadas dos insetos como se fosse hoje!). A maioria das peças são de caráter indígena, mas encontramos algumas faianças (louças) que “usualmente” (entre aspas porque existem casos e mais casos) significam presença europeia.

☥ Ana Lúcia parabeniza Governo de Sergipe pela descoberta de sítios arqueológicos

O segundo link é sobre o achado de uma cela eclesiástica no porão da Igreja e Convento de Santa Maria dos Anjos, localizada no centro histórico de Penedo (AL). Por acaso Penedo é um local lindíssimo, vale a visita e o potencial arqueológico é de cair o queixo.

☥ Arqueólogos acham prisão eclesiástica do século 17 em igreja de Penedo (AL)

Já no próximo link temos o Instituto de Pesquisa Histórica e Arqueológica do Rio de Janeiro (Ipharj) como um dos possíveis destaques culturais durante dos jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 e que também está concorrendo ao prêmio Aga Khan.

☥ Em castelo de arquitetura islâmica, museu em Anchieta tem mais de 60 mil itens arqueológicos

O último link é sobre os adolescentes (para mim crianças) que lutaram na 1ª Guerra Mundial. Estes grupos de meninos se alistavam esperando fugir do desemprego e com um deturpado senso de dever para com o seu país. Acerca deste assunto acho que a citação abaixo, retirada de uma carta de um destes garotos para a mãe, já responde muito o que poderia significar a ida para o campo de batalha:

“Querida mãe, eu estive nas trincheiras quatro vezes e saí em segurança. Nós descemos às trincheiras por seis dias e depois recebemos seis dias de descanso. Querida mãe, eu não gosto das trincheiras. Nós vamos descer a elas novamente nesta semana”.

☥ Os adolescentes de 14 anos que lutaram nas trincheiras da 1ª Guerra

Links da semana: descoberta de uma armadura feita de ossos, artefatos encontrados em obras de metrô etc

Esta semana recebi muitos links legais relacionados com descobertas arqueológicas ao redor do mundo. Uma delas foi a da armadura feita de ossos (provavelmente de alces, veados e cavalos) encontrada na Sibéria, próximo ao rio Irtysh em Omsk (na Rússia). O interessante da notícia é que esta é um tipo de descoberta incomum, já que neste território as armaduras eram bens de luxo, não era algo que simplesmente enterravam, mesmo em cerimônias funerárias.

The Siberian Times. 2014.

Reconstrução de como deve ter sido a armadura de ossos, feita pelos pesquisadores Yuri Gerasimov e A.Solovyev.

A equipe de arqueologia responsável pela pesquisa acredita que o artefato tem entre 3.000 e 3.900 A.E.C. Segue o link:

Arqueólogos encontram armadura feita de ossos com 3.900 anos na Rússia


O segundo link na verdade saiu semana passada e fala da descoberta de um poço funerário próximo à cidade de Macapá (AP). O que achei interessante é que o sítio é constituído por várias câmaras mortuárias.

Uma das urnas funerárias encontradas nas câmaras mortuárias (Foto: John Pacheco/G1).

O local provavelmente foi construído entre 1.000 e 1.300 d.E.C e os corpos foram sepultados dentro de urnas de cerâmicas (e que urnas!):

☥ Pesquisadores do Amapá encontram poço funerário construído há quase mil anos por povos indígenas

E tem mais links com boas fotos:

Escavação arqueológica no Amapá revela funeral inédito de indígenas

Arqueólogos do Amapá encontram urnas funerárias inéditas no Brasil

 


No Rio de Janeiro foi realizada a descoberta de artefatos indígenas, europeus e africanos em camadas sucessivas de ocupação. No local acredita-se que viveu Salvador Correia de Sá, primo de Estácio de Sá e famoso vendedor de africanos escravizados.

Arqueólogos encontram sinais do século XVI em terreno no Centro do Rio

A descoberta foi datada como pertencente ao século 16:

Arqueólogos encontram sinais do século XVI em terreno no Centro do Rio

 


Também no Rio de Janeiro, peças arqueológicas foram descobertas durante as obras do metrô da Linha 4 que ligará a Barra da Tijuca, zona oeste, à Tijuca, zona norte. De acordo com a investigação em documentos históricos, esta área antes era composta por cerca de 100 chácaras. Naturalmente uma visão bem diferente da paisagem de hoje. Dentre os artefatos encontrados estão talheres, tigelas, moedas, vidro (tudo o que normalmente encontramos em sítios de caráter histórico), trilhos do antigo bonde que funcionou no local a partir de 1902 e até penicos ainda com matéria fecal.

O governo do estado já conversa com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para que as peças que eles considerarem mais relevantes sejam exibidas em estações da Linha 4. O projeto seria semelhante ao do metrô de Atenas, que exibe objetos históricos em suas estações. Uma iniciativa assim não agregaria somente valor artístico ao metrô, mas também irá relembrar aos transeuntes que o que está sob os nossos pés pode ser uma grande surpresa vinda do passado.

Relíquias históricas no caminho do metrô. Foto: Gustavo Stephan / Agência O Globo. 2014.

Todos os objetos foram datados como pertencentes ao final do século 19 e início do 20.

Peças arqueológicas são descobertas em obras do metrô no Rio

Links com mais fotografias:

Peças encontradas em escavação do metrô contam história de Ipanema e Leblon
Relíquias históricas no caminho do metrô

 

Visitando a Bahia: turismo arqueológico e Projeto Tamar

Semana passada fui convidada a passar alguns dias na Bahia, no Canto do Sol, e claro que aceitei! Fiquei lá desde o dia 01/05 até 04/05. Conheci lugares interessantes, mas o meu dia favorito definitivamente foi no qual fiz um passeio em Mata de São João e na Praia do Forte, dois lugares com uma história incrível, tanto em termos arqueológicos como ecológicos.

O primeiro lugar do dia foi a Casa da Torre Garcia D’Avila (também chamada de Castelo de Garcia D’Avila), na Mata de São João. O passeio foi extremamente gratificante, não somente para quem tem interesse unicamente no turismo arqueológico, como também na Arqueologia Histórica.

Maquete da Casa da Torre Garcia D’Avila. Foto: Márcia Jamille. 2014.

Material construtivo da Casa da Torre Garcia D’Avila. Foto: Márcia Jamille. 2014.

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