Brincando de “Orgulho e Preconceito” e “Downton Abbey”

São felix 3 - 2015

Fazenda São Félix em Santa Luzia. 2015.

Anunciei na página do Facebook do Arqueologia Egípcia que recentemente estou trabalhando no diagnóstico e prospecção arqueológica da área da adutora de água de Santa Luzia, Itabaianinha e Tomar do Geru (SE) (resumindo: estamos estudando a área e realizando “pequenas escavações” para saber qual o potencial arqueológico do lugar) e durante os trabalhos nós visitamos também lugares históricos da região — Leia aqui o primeiro texto que escrevi acerca no #AEgípcia —.

São felix 2 - 2015

Fazenda São Félix em Santa Luzia. 2015.

São felix 1 - 2015

Fazenda São Félix em Santa Luzia. 2015.

São felix-2015

Fazenda São Félix em Santa Luzia. Foto: Evaney Simões. 2015.

Claro que graças ao trabalho, que pega muito tempo e energia, eu estou negligenciando todas as atualizações relacionadas com o Arqueologia Egípcia. Entretanto o Café Neftís foi o que recebeu o maior impacto porque trata de assuntos variados (e a coisa mais “variada” pela a qual passei foi quase ser atropelada por várias vacas), mas como ainda possui um público consideravelmente menor não doeu tanto nas estatísticas.

santa-2015

Fazenda Campinhos em Umbaúba (município onde estamos sediados). Os cabelos desta santa são feitos com fios humanos. 2015.

Mas apesar de não estar gerando muito material escrito estou fotografando tudo o que posso! Vi muita cena inusitada e em uma determinada situação me senti até a Elizabeth Bennet entrando na casa do Darcy (a casa do antigo engenho Felix é linda e com uma vista muito “uau”!) e também notei que os antigos engenhos usualmente eram tanto um ponto de referência espacial (antigas descrições apontam tais residências como “delimitadores” de territórios e alguns possivelmente formaram atuais povoados… Por isso muita gente ainda hoje comenta sobre eles), centros culturais e locais de acontecimentos sociais importantíssimos (bailes, chegadas de bispos etc), ao estilo de Downton Abbey. Eu andava por algumas destas casas e só pensava “Oh nossa, esta gente tinha muito dinheiro!”.

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Fazenda Antas. Santa Luzia. 2015.

castelo 2015

“Orange is the new black” na Fazenda Castelo, em Santa Luzia. Foto: Fernanda Libório. 2015.

Gravei alguns vídeos, mas como o canal do AE é somente sobre o Egito os carregarei em outro espaço, só preciso pensar onde, mas irá demorar de qualquer forma porque segunda que vem (23/03) já estou pegando a estrada novamente. Aparentemente tempo mesmo só terei depois do dia 03/04, mas enquanto é isso fiquem com essas fotos.

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Cadela com heterocromia que encontramos em Estância.  2015.

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Santuário Santa Luzia. Neste terreno, de acordo com a memória oral, foi realizada em 1575 a primeira missa de Sergipe. 2015.

Santuário santa luzia_edição Almir Brito

Santuário Santa Luzia. Edição: Almir Brito Jr. 2015.

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Embarcações no Rio Piauí, povoado Crasto em Santa Luzia. 2015.

enbarcação-2015

Crasto. 2015.


*Todas as fotografias sem referência ao autor foram batidas por mim.

Em busca do livro perdido: Parte 1*

Como avisei na página do Arqueologia Egípcia no Facebook, neste exato momento estou realizando com a Contextos o diagnóstico, e em breve a prospecção, da área da adutora de água de Santa Luzia, Itabaianinha e Tomar do Geru, sendo os três município do interior de Sergipe. Ao decorrer das pesquisas realizaremos a educação patrimonial e Umbaúba (SE) também será contemplada com a atividade. Outra das nossas propostas nesse município é registrar ao máximo informações históricas da cidade e apresentar para a população a importância da Arqueologia, por isso estamos sediados temporariamente aqui.

Igreja Matriz de Umbaúba. Antes dela neste local existia uma capela dedicada a Nossa Sra. da Guia.

No nosso primeiro dia viramos a novidade do momento (o bom de trabalhar no interior é que no primeiro dia existe um estranhamento, mas no segundo praticamente todo mundo já sabe o que estamos fazendo) e até duas pessoas se aproximaram e puxaram assunto sobre a Arqueologia. Fizemos um reconhecimento do local e batemos papo com os idosos da “Praça é Nossa”, um espaço onde eles se reúnem para conversar.

Um dos entrevistados do primeiro dia.

No segundo dia de trabalho (12/03) dividimos a equipe em dois trios e enquanto um saiu para realizar as entrevistas o outro – onde eu estava – seguiu para a pesquisa em documentos históricos, livros etc. Entretanto, e é necessário deixar isto claro, em cidades do interior e povoados não é incomum que os documentos antigos sejam jogados fora ou enviados para a capital, mas tentamos a sorte mesmo assim e como não sabíamos onde ficava a biblioteca resolvemos ir para a prefeitura para pegar informações acerca.

Entrevistar estes senhores foi uma experiencia maravilhosa… Nem parecia que estávamos trabalhando.

Ao chegar fomos informados que existia somente um livro sobre a história da cidade e que estava justamente na tal biblioteca, para onde fomos encaminhados e muito bem recebidos, entretanto para a nossa surpresa lá não encontramos o referido livro, pelo contrário, ele estava perdido, não sabiam onde ele estava, o que foi um pouco surreal, mas são os percalços da Arqueologia…


*Escrevi este texto no dia 13/03, mas somente hoje foi que notei que o título ficou meio “Indiana Jones”, mas na segunda parte este texto creio que ficará mais obvio que encontrar este livro foi no final uma mini aventura (entretanto sem nativos raivosos, espiões, nazistas etc).

**Todas as fotos que estão neste post são da minha autoria.

Eventos de Arqueologia: fevereiro a abril de 2015

A pesquisa arqueológica na Rodovia SE-100, Pirambu e Pacatuba, Sergipe

Está agendada mais uma palestra online organizada pela Contextos Arqueologia, mas não serei a ministrante, desta vez serão os mestres Fernanda Libório e Luis Felipe, que comentarão sobre a pesquisa de Arqueologia realizada em Pacatuba e Pirambu. Abaixo mais sobre o evento:

“Dessa vez o tema está inserido na temática Arqueologia Brasileira. Iremos apresentar os resultados e discussões obtidos em um projeto de Arqueologia Preventiva realizado pela Contextos Arqueologia em 2014.

Foram identificados 17 sítios no litoral norte sergipano, alguns em ambientes dunares.

Será transmitido um resumo de todas as etapas realizas e interpretações decorrentes. Quem se interessar por Arqueologia da Paisagem, Arqueologia litorânea, geoarqueologia, povoamento do estado de Sergipe e história de Sergipe, não pode perder!!

Acessem o link abaixo e já podem enviar suas perguntas! A transmissão será ao vivo pelo Youtube Live e as perguntas serão respondidas durante a transmissão.

Marquem na agenda: 25/02/2015, às 19:00 (horário de Brasília). Para quem estiver em Aracaju, existem 7 vagas presenciais na sede da Contextos Arqueologia. Venham conhecer como funciona o projeto Contextos Live para ajudar a difundir essa proposta!

Ajudem a divulgar! A participação de todos é muito importante, somente juntos podemos construir uma Arqueologia democrática e responsável.

https://m.youtube.com/watch?v=yNgraJF1s8E


Arqueologia e Antropologia: outros tempos, outros mundos

Já este esvento não trata-se de uma palestra, é um curso presencial que ocorrerá no Rio de Janeiro e será ministrado pelo Dr. Leonarno Carvalho e pela Me. Marina Buffa. Valor: R$150,00
Segue as informações:

“Gostaria de divulgar o curso “Arqueologia e Antropologia: Outros Tempos, Outros Mundos” que vou ministrar nas quintas-feiras de março e abril no Centro Cultural Justiça Federal, na Cinelândia, centro do Rio, com a arqueóloga Marina Buffa. A ideia é conversar com os alunos inscritos apresentando a partir de sete sessões temáticas questões que propõem interseções entre teorias/etnografias antropológicas e arqueológicas. São elas:

05/03 Do Exótico ao Outro do Outro: Diferenças Antropológicas
12/03 O Lixo da História: A Invenção da Arqueologia
19/03 O Estatuto das Coisas: Antropologia, Objetos e Pessoas
26/03 Entre a “Diferonça” e o Estado: Povos Indígenas do/no Brasil
02/04 Memórias do Rio Antigo: Ruínas da Arqueologia Fluminense
09/04 Museus Etnográficos: De Templos Tribais a Fóruns Globais
16/04 Artefatos da Morte: Cosmologias do Egito Antigo

As inscrições já estão abertas e se encerram assim que as 30 vagas forem completadas. Informações e inscrições no e-mail: archeccjf@gmail.com.”


II Segunda Semana de Arqueologia “História e Cultura Material: desafios da contemporaneidade”

“Entre os dias 23 e 28 de Março de 2015, realizar-se-á na Universidade Estadual de Campinas a Segunda Semana de Arqueologia “História e Cultura Material: desafios da contemporaneidade”, promovida pelo Laboratório de Arqueologia Pública Paulo Duarte, e cuja direção científica e administrativa está a cargo do prof. Pedro Paulo A. Funari. A Segunda Semana passa a contar com comissão científica de renome e com o apoio de órgãos de fomento à pesquisa, como a Fapesp e o Faepex/Unicamp. O evento será uma reunião científica de cinco dias que contará com especialistas do país e algumas personalidades estrangeiras. Nesse evento, os alunos de graduação e pós-graduação, bem como jovens pesquisadores, poderão participar de comunicações, mesas-redondas, mini-cursos e oficinas, quer como ouvintes, quer como palestrantes ou proponentes de posters, estimulando debates, divulgando trabalhos de pesquisa e estabelecendo laços profissionais”.

Páginas de Arqueologia no Facebook interessantes para seguir

Graças à internet muita gente está podendo apresentar os seus trabalhos ou ideias com mais facilidade. Hoje vocês podem ler sobre pesquisas da Arqueologia diretamente com o próprio profissional ou equipe que realizou a mesma e até tirar dúvidas ou trocar informações. Pensando nisso resolvi indicar algumas páginas que talvez seja do interesse de vocês:

Almir Brito Jr Photography: Esta é do meu colega e amigo Almir Brito Jr., que além de arqueólogo é fotografo. Ele sempre está registrando as paisagens por onde passa quando está trabalhando, então esta é uma oportunidade de ver o mundo pelo os olhos de um arqueólogo. Guardem bem este nome porque quem sabe um dia ele estará fotografando para alguma matéria da National Geographic. Clique aqui e curta a página.


Movimento Mulheres na Arqueologia: Esta é uma página bem bacana voltada para mostrar a presença das mulheres na Arqueologia, que embora sejam muitas ainda tem quem insista que esta disciplina trata-se de uma profissão masculina.  O que acho excelente é que alguns dos posts trazem perfis de arqueólogas. Clique aqui e curta a página.


Contextos Arqueologia: Já participei de dois trabalhos nesta empresa e ela foi um dos organizadores do lançamento do meu livro “Uma viagem pelo Nilo”. Constantemente eles realizam oficinas de especialização e possuem muito interesse pela Arqueologia Pública, então vale a pena dar uma olhada. Clique aqui e curta a página.


Laboratório de Arqueologia Pública “Paulo Duarte” (LAP): Este laboratório tem várias propostas de eventos bem interessantes e o melhor é que são voltados tanto para o público acadêmico como o comum. Outra coisa que gosto muito é que eles abrem sempre vagas para estágio. Clique aqui e curta a página.

Eu, Tutankhamon e o Howard Carter

Quem passeia pelos muitos fóruns, comunidades, páginas ou grupos de discussão e divulgação do Antigo Egito já deve ter percebido que o tema de assunto começou a mudar drasticamente: o que gradativamente está tornando-se o interesse do momento são as pesquisas relacionadas com o faraó Tutankhamon e existe uma explicação para isto: em breve, no dia 4 de novembro, serão comemorados os 92 anos de descoberta da sua tumba.

O achado se deu graças ao trabalho do arqueólogo Howard Carter e o patrocínio do Lorde Carnarvon, nobre inglês que gastou rios de dinheiro bancando as escavações no Vale dos Reis que muitos acreditavam estar findada ao fracasso, até que após nove anos de busca, em 1922, foi encontrado o túmulo praticamente intacto do “faraó-menino” Tutankhamon.

Lorde Carnarvon (esquerda) e Howard Carter (direita). Foto disponível em < http://www.thetimes.co.uk/tto/magazine/article3650205.ece >. Acesso em 05 de outubro de 2014.

79 anos depois lá estava eu assistindo a aula de História e vejo pela primeira vez um documentário sobre a Antiguidade Egípcia. Ele era iniciado com a descoberta da tumba de Tutankhamon e quando vi o rosto dele em seu ataúde senti que algo tinha sido preenchido dentro de mim, como se alguma coisa tivesse mudado, mas para melhor, é uma sensação difícil de explicar, era como se tudo ao meu redor fosse preto e branco e o ambiente mudasse igual ao efeito colorido dos filmes “O pássaro azul” (The Blue Bird; 1940)  e “O Mágico de Oz” (The Wizard of Oz; 1939).

Bom, o que posso dizer é que esse evento mudou totalmente o rumo da minha vida porque fiquei tão animada que decidi naquele mesmo momento que queria ser arqueóloga e pesquisadora do Egito Antigo e dediquei os anos seguintes ao estudo da antiguidade egípcia, tudo com o apoio da minha mãe que sempre comprava revistas e livros. Eu nem tinha 14 anos na época, ou seja, acho que já está meio óbvio que não tive uma infância lá muito convencional.

Carter e um assistente limpando o ataúde de Tutankhamon. Foto disponível em < http://www.thetimes.co.uk/tto/magazine/article3650205.ece >. Acesso em 05 de outubro de 2014.

Bom, a questão é que em virtude de ler tanta coisa sobre o Tutankhamon eu comecei a ficar com vontade de escrever o meu próprio livro sobre ele e o iniciei finalmente na virada entre o ano de 2011 e 2012… Literalmente. Como no ano novo eu era a única pessoa acordada fui fazer o que normalmente eu faço quando não tenho nada para fazer, que é ler algo sobre o antigo Egito (sim, eu sei, que vida interessante hem!) e foi quando partiu a ideia de por um livro sobre o Tutankhamon no papel, mas o engavetei um mês depois, porque tinha acabado de ingressar no mestrado.

Em 2013 o peguei novamente e precisei sacrificar cerca de seis meses de produtividade acadêmica para cuidar integralmente dele. Claro que logo depois eu quis publicá-lo, mas por algum motivo desisti e coloquei “Uma viagem pelo Nilo” na frente (que foi lançado somente em 2014 devido a alguns atrasos de serviços).

Depois do “Uma viagem pelo Nilo” resolvi submeter a minha publicação do Tutankhamon para algumas editoras, mais como um teste para saber qual seria a recepção e as criticas do quê uma esperança de assinar um contrato. Creio que ao todo recebi a resposta de quatro ou cinco: uma delas escreveu falando que gostaram do tema, mas que não tinham interesse de publicar no momento e a outra falou que tinha interesse e que em vez da espera de dois anos para publicar — que é o prazo convencional da editora — queriam lançá-lo já em no mês de novembro.

Esta editora é um selo grande, imagina que incrível seria! Excerto pelo o fato da minha pessoa ser uma “escritora iniciante” e consequentemente teria que pagar uma bagatela de R$14,000. Moço! Com este dinheiro eu posso pagar uma escola de campo no Egito incluindo parte da passagem de avião ida e volta! Eu não aceitei, aliás, não deu nem tempo de não aceitar, já que eu tinha o prazo de um dia para dar a resposta… Ah o capitalismo…

Carter e Lorde Carnarvon.

Bola para outra, o livro já está prontinho só falta incluir alguns detalhes pontuais e ver quais imagens serão disponibilizadas para a publicação. Infelizmente ele não sairá em novembro… Já imaginaram sair justamente no dia 04/11? Dia da descoberta da tumba do Tutankhamon? Ia ser legal, entretanto não vai rolar, mas não ligo, o importante é curtir a jornada, sempre!

O título? Ele já tinha sido escolhido no final de 2010! Tentarei deixar vocês a par de tudo.

Para aqueles que tem Instagram e/ou Twitter usarei sempre que possível a tag #TutEOValeDosReis, assim ficará mais fácil ver as atualizações referentes ao livro.

E o tema? No livro eu realizo um passeio pela a história do Vale dos Reis e mostro alguns dos principais passos do Howard Carter para tornar-se arqueólogo até finalmente descobrir a KV-62, o sepulcro de Tutankhamon. Comento algumas curiosidades relacionadas aos trabalhos na tumba e por fim acerca da existência do próprio Tutankhamon, este garoto que teve uma vida cheia de altos e baixos, uma morte prematura e uma “pós-vida” bem agitada, devido ao mito criado graças à Arqueologia Egípcia e principalmente a Egiptomania.

Eventos de Arqueologia que ocorrerão em breve

Entre setembro e outubro ocorrerão alguns eventos interessantes na área da Arqueologia pelo mundo e claro que o Brasil não está de fora. Abaixo citei alguns; dois deles são de âmbito internacional e os demais serão aqui mesmo no país.

Preciso deixar claro que não estou organizando nenhum destes eventos e nem o site tem alguma parceria com eles, então, por favor, não enviem mensagens perguntando detalhes sobre inscrições, apresentações de trabalho, local etc. Eu realmente não saberei informar. Abaixo os eventos:


Abordagem de valorização do Patrimônio para o desenvolvimento sustentável: 

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Em Campinas (SP), o Laboratório de Arqueologia Pública está realizando entre 29 de setembro a 10 de outubro de 2014 o workshop “Abordagem de valorização do Patrimônio para o desenvolvimento sustentável” que será lecionado pelo Prof. Dr. Neil Silberman e Profª. Dra. Angela Labrador.
Prazo para a inscrição: 22 de Setembro de 2014.
Valores:
1) Inscrição com direito a certificado de participação: R$ 50,00 (Cinquenta reais)
2) Inscrição com direito a certificado de 120 horas, obtido mediante aprovação na avaliação final do curso, e 10 vídeo aulas em formato CD: R$ 150,00 (Cento e cinquenta Reais)
Para maiores informações acerca do workshop e inscrições, acessem o link :http://www.lapvirtual.org/minicurso.html, ou, entrem em contato por meio do e-mail: eventos.lapunicamp@gmail.com

Link para o evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/852534981437025/


9th Experimental Archaeology Conference:

9Th EA

The 9th international Experimental Archaeology conference will be hosted by UCD School of Archaeology, University College Dublin and the Irish National Heritage Park, Ferrycarrig, Ireland on the 16th to 18th of January 2015. We are very excited by the chance to take the conference to Ireland, and hope that the excellent facilities and thriving experimental community in Ireland will make this a conference to remember. Call for papers is imminent, with a deadline for submission of September 30th, 2014. As soon as we have further details we will publish them at www.http://experimentalarchaeology.org.uk/ and here of course.

Link do evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/1456320634603300/?ref=2&ref_dashboard_filter=upcoming


Curso de bacharelado em Arqueologia: abertura do semestre 2014/2

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No Rio de Janeiro (RJ) o DARQ e o CAPS realizarão nos dias 15/09 e 16/09 as palestras de abertura do segundo semestre do curso de bacharelado em Arqueologia com os Doutores Eduardo Góes (MAE/USP) e Gilson Rambelli (UFS).
Inscrições através deste e-mail: arqueologiauerj@gmail.com
Ou pelo telefone: (21) 2334-1021


Curso de geoprocessamento aplicado à Arqueologia

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O curso será ofertado durante a semana de 10 a 14 de novembro, em Aracaju (SE), com aulas das 08 às 12hrs, com disponibilização de apostila e instalação do software necessário para desenvolvimento das atividades.

Outras informações, favor contatar pelo WhatsApp os números: (79) 8844-8845 / 8114-7299 / 8101-9622.

Vagas limitadas.


VII Reunión de Teoría Arqueológica de América del Sur (TAAS)

VII TAAS

El VII TAAS se realizará en Chile, en la ciudad de San Felipe (60 kms de Santiago), entre los días 6 y 10 de Octubre de 2014. Esta será la primra vez que esta reunión se realizará en la costa Pacífica de Sudamérica. El TAAS se articulará en torno a múltiples
actividades, las que contarán con invitados anglosajones (Lynn Meskell, Benjamin Alberti, Yannis Hamilakis, Mary Weismantel Sven Ouzman) y latinoamericanos (Marcia Bezerra, Victoria Castro, Alejandro Haber, Cristobal Gnecco, Luis Lumbreras, Axel Nielsen, entre otros). Ello, además de 16 simposios ya aprobados cuya información (simposios aceptados y coordinadores de cada uno de ellos) puede ser encontrada en http://viitaas2014.weebly.com

Sem sol, sem poeira…

Minhas caixas de e-mail e de formulários de contato ainda estão abarrotadas e está difícil conseguir responder as mensagens urgentes (leia aqui “editoras”, “universidades”, “professores” etc), mas ainda assim até que os últimos dias foram tranquilos. Além de estar cuidando dos tramites para a publicação do meu segundo livro atualmente também estou procurando uma universidade nova para fazer meu doutorado, mas preciso confessar que não está fácil. Em uma das minhas opções recebi uma resposta polida falando que só poderá (isto mesmo, “poderá”) existir vaga para mim daqui a um ano e meio. Já fiquei um ano longe do mundo universitário, não sei se terei paciência para esperar mais tempo.

Márcia Jamille

Também voltei a não dormir antes da meia-noite, parece piada, mas somente quando estive em campo foi que consegui dormir bem e mesmo quando dormia depois das 01h00 conseguia estar de pé no horário das 05h00, mas agora só durmo 02h00 e acordo 10h40 pontualmente. Acho que isto é saudades de receber o sol na cara.

Falando em sol tenho a infelicidade de anunciar que aparentemente a minha pele tem alguma sensibilidade a ele. É meio louco isto, mas enquanto estive no trabalho de prospecção na SE100 caroços nasceram nas minhas mãos e no meu pescoço, partes do meu corpo que justamente estavam mais expostas. Claro que todos os dias eu usava o bloqueador solar e sempre que possível eu o renovava, mesmo assim eles nasceram.

Foi meio surreal quando uma colega da equipe associou as marcas com o sol, mas tudo fez sentido quando relembrei outros momentos da minha vida em fiquei muito exposta à luz solar e meu corpo ficou cheio desses pequenos inchaços. Não tem como não pensar “Isto é sério? Sério mesmo?”. Trabalho com Arqueologia, a última coisa que a minha pele deveria ter é alguma sensibilidade à exposição ao sol. “É sério mesmo Khepri, Aton, Atum? É sério mesmo?”

Bom, mas antes que eu receba mensagens preocupadas: quando fiquei fora da frequente exposição ao sol os caroços sumiram e atualmente estou procurando ajuda médica.


Para completar, nos últimos dias fui ao oftalmologista para saber o que tem de errado com a minha visão. Sou míope desde que me lembro e ainda quando nasci os meus olhos estavam irritados e até hoje eu tenho problemas com a vermelhidão neles, especialmente o meu olho direito. Então, para o meu azar, enquanto eu estive em campo sofri uma forte pancada no rosto que acertou justamente a área desse meu olho. Foi até meio assustador porque passei quase dois dias vendo o meu mundo mais embaçado que o usual. Fiquei um tempo sentindo muitas dores de cabeça também, então foi por este motivo que resolvi dar uma passada no médico para ver se está tudo no lugar. O lado bom é que de acordo com o médico a pancada não repercutiu, ou seja, não sofri nenhuma lesão, no entanto, minha miopia aumentou, o que, se bem entendi, não tem nada a ver com a batida. Como resumo da consulta terei que continuar a usar os óculos escuros sempre que sair ao sol (se bem que todos devem usar sempre) e usar diariamente um novo colírio receitado por conta da irritação causada, dentre vários motivos, pela poeira. “Sério isto? A poeira?”


Sol e poeira… É tudo que geralmente encontrarei em um trabalho de campo. Seria uma brincadeira da Grande Vontade do Universo?

Foto 1: Márcia Jamille; Foto 2: Fernanda Libório; Foto 3: Márcia Jamille.

Livro que estou interessada em ler: História militar do mundo antigo; Vol 1

O estudo da História da Guerra tem passado ao longo dos anos por enormes mudanças, onde se destaca uma maior busca pela compreensão dos efeitos do sistema militar na realidade sócio-política das sociedades passadas, incluindo questões étnicas, culturais e de gênero.

Em várias comunidades antigas, seja no Oriente ou Ocidente, a guerra tem sido utilizada como uma forma de demarcar território e de obtenção de matérias-primas, através de conflitos armados ou “psicológicos”. Neste sentido este livro procurar reunir pesquisadores de áreas que permeiam desde o Antigo Oriente até a História Clássica.

O material foi organizado pelo arqueólogo e historiador Pedro Paulo Abreu Funari, a historiadora Margarida Maria de Carvalho, o arqueólogo e historiador Claudio Umpierre Carlan e a historiadora Érica Cristhyane Morais da Silva.

Esta é uma coletânea de 11 artigos, dentre eles está a participação do historiador egiptólogo Ciro Flamarion Cardoso (1942 — 2013). São ao todo 3 volumes:

1- História militar do mundo antigo: guerras e identidades
2- História militar do mundo antigo: guerras e representações
3- História militar do mundo antigo: guerras e culturas

Ao contrário do Arqueologia da Guerra e do Conflito, este livro consegui comprar. Ele está disponível nas grandes livrarias.

Livro que estou interessada em ler: Arqueologia da Guerra e do Conflito

livro - Arqueologia da Guerra e do Conflito - Funari e LinoOs campos de batalhas não são somente locais onde ocorreram conflitos bélicos, mas também sítios com depósitos arqueológicos importantes que revelam um pouco sobre um passado tortuoso de dominação versus a subversão.

As pesquisas sobre a Arqueologia da Guerra e do Conflito no Brasil, América Latina e Península Ibérica fazem parte deste livro organizado pelo arqueólogo e historiador Pedro Paulo Abreu Funari e pelo arqueólogo Jaisson Teixeira Lino.

O material está dividido em 11 capítulos, escritos por 19 autores, brasileiros e estrangeiros, que apresentam em termos gerais questões como logísticas, geografias e patrimônios remanescentes destas batalhas.

De acordo com o site da UNICAMP o livro deveria ser lançado no dia 9 de outubro, mas até agora não o encontrei disponível para o comércio.

Uma vida nada mole escrevendo um livro

Comentei no dia 19 de julho (2013) sobre a publicação do meu primeiro livro. Estou achando menos complicado do que uma monografia ou uma dissertação, mas somente nos últimos meses foi que comecei a escrever mais tranquila, já que no início do ano eu estava acordando em meio a um desespero noturno exigindo para mim mesma que terminasse logo. Mas agora relaxei. Uma coisa ótima que existe é a divisão de tempo, embora ainda sou extremamente capaz de focar em uma coisa e esquecer completamente de outra. Chega até um nível em que esqueço, inclusive, de olhar os post it com as atividades que devo realizar.

Uma das melhores partes da experiência de escrever um material voltado para a área da Arqueologia é que depois de tanto tempo estou lendo livros que em nada tem a ver com a ciência. Desde os meus treze anos até o ano em que ingressei na Universidade a maioria dos livros e revistas que li foram voltados especificamente para o Antigo Egito. Algumas pessoas podem achar isto legal (tá, eu acho super legal), mas quando comecei a pegar livros que não tinham relação com a antiguidade egípcia percebi o quanto é gostoso ler outros tipos de coisas (foi uma epifania?).

O engraçado é que olhando agora para o passado lembro-me que eu pensava que comprar um livro que em nada tinha analogia com o Egito Antigo era perda de tempo. Assim, foram poucos pelos quais eu paguei, dentre eles está a trilogia “Millennium” entre 2011 e 2012. Na época da escola, de todos pedidos pelos professores, só adquiri dois (“Viagem ao centro da Terra” e “O Médico e o Monstro”, ambos clássicos e ótimos por sinal) e depois de uma das aulas de literatura me interessei em ler “Noites na Taberna”, de Álvares de Azevedo o qual li na internet. Quaisquer outros livros pertenciam a pessoas da casa e que eu pegava para ler, mas os quais jamais compraria e não é nem porque eram ruins, é porque eu realmente achava que investir nos meus conhecimentos para a futura Universidade era mais importante. Não me arrependo desta visão, mesmo porque finalmente tomei consciência de que é bom também investir em livros sem similitudes com o Antigo Egito.

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Lembro-me também que entre uns treze e dezesseis anos comprei com a minha mesada três livros “versão para bolso” que eram bem baratos, um o título era “Rama” (nunca li) e os outros dois eram “A Arte da Guerra” e “Bhagavad Gita”, mas nunca consegui ler ambos integralmente, sempre os perco (neste mesmo momento não faço nem ideia de onde estão). É por isto que não gosto de versões para bolso. Também já gastei uma grana preta em mangás, eu acho que conta. Enfim…

Retomado o assunto do post, tenho mais outros materiais para serem editados para a publicação. Quem sabe não faço isto ainda este ano, mas não é fácil. Com esta experiência definitivamente comecei a respeitar infinitamente os profissionais que trabalham com revisão, diagramação e confecção de capas de livro… É muito trabalhoso, você tem que ter paciência e pés no chão, caso contrário você começa a surtar.