Lançamento de livros sobre o Antigo Egito: Hieroglifos e a vida no Egito Antigo

Gramática Fundamental de Egípcio Hieroglífico para o estudo do estágio inicial da língua egípcia (de 3000 a 1300 a.C.) (Ronaldo Gurgel Pereira)

“Quando pensamos em Egiptologia, normalmente ligamos a palavra a arqueólogos ocupados em alguma escavação à sombra de antigas ruínas de templos e pirâmides. De facto, nos dias de hoje, a Egiptologia tornou-se quase um sinónimo de arqueologia egípcia. Praticamente todos os departamentos de Egiptologia das universidades pelo mundo possui ao menos um mandato no Egipto ou no Sudão onde professores e alunos podem desenvolver seus conhecimentos em campo.
Entretanto, se a Egiptologia deixou de ser uma ocupação da aristocracia e tornou-se uma ciência de facto, ela assim o fez em virtude dos esforços de filólogos e linguistas. Assim, não há nenhum exagero ao afirmar-se que a Egiptologia é na realidade uma ciência ligada às letras. Somente após o longo e árduo processo de decifração dos hieróglifos é que foi possível, enfim, dar início ao processo de reconstituição da história egípcia, sua cultura, mentalidade, identidade, sempre descritos em primeira pessoa” (Início da Introdução do livro).

MEUS COMENTÁRIOS: O Ronaldo disponibilizou para mim a introdução da obra e pude ter uma ideia do que podemos encontrar. A primeira parte faz um passeio pelo surgimento da escrita egípcia e a decifração da mesma com o uso da Pedra de Rosetta, além de apresentar as noções básicas da gramática como os complementos fonéticos e fonologia versus pronúncia. A segunda parte é dedicada a discutir elementos da frase como o substantivo, adjetivos, preposições, pronomes, advérbios, numerais etc. No mesmo esquema é a terceira parte, mas desta vez se aprofundando em sintaxe. E por fim a quarta explica sobre o sistema verbal.
O livro também é composto por exercícios (e suas respectivas respostas) e uma lista de hieróglifos ao final.

 


O povo da Esfinge (Margaret Marchiori Bakos)

O povo da esfinge resgata fatos que nos permitem conhecer os sentimentos daquelas pessoas em relação a outras criaturas, a coisas, a acontecimentos e a entes divinos. Ressalta gestos e palavras espontâneos: os toques pessoais que faziam os dias do Egito Antigo especiais e diferentes. Ao tratar dos antigos egípcios, esta obra penetra no mundo enigmático da esfinge e no culto à imortalidade (Sinopse: EdiPucrs).

 

 

 

 

 

Lançamentos de livros de Arqueologia e sobre o Antigo Egito

Uma arte para sempre: arte no Egito Antigo (Denise Rochael)

Os egípcios antigos tinham uma preocupação com o culto dos mortos. Os túmulos egípcios, revestidos de hieróglifos e imagens simbólicas, investiam em uma vida eternamente feliz para os privilegiados merecedores de tais regalias, em absoluto para o poderoso faraó. À serenidade do seu conceito de morte, juntou-se uma espécie de julgamento, além da sua surpreendente capacidade de trabalho e planejamento, expressa tão magnificamente na qualidade técnica de sua arquitetura e de sua arte.


Arqueologia Indígena: protagonismo indígena, interlocução cultural e ciência contemporânea (Luciano Pereira da Silva)

Os indígenas estiveram, por muito tempo, alijados e excluídos. Nas últimas décadas, a diversidade étnica e cultural passou para o centro das políticas públicas, no plano internacional e brasileiro. A participação indígena na construção do conhecimento representou uma ampliação significativa dos horizontes. O livro de Luciano Silva narra uma experiência original, no âmbito do Ensino Superior Indígena. Os indígenas tornam-se protagonistas, como autores, a pleno título, das suas próprias experiências culturais. A Arqueologia apresenta-se como disciplina engajada, questionadora das relações de poder, por meio da cultura material. Esta Arqueologia Pública mostra a relevância da pesquisa científica para a ação social afirmativa. (Sinopse: Livrarias Online)

MEUS COMENTÁRIOS: Eu recebi do autor uma cópia do livro, desta forma pude ler muitas coisas interessantes acerca da cultura indígena, como, por exemplo, sobre a posição dos dedos durante do uso do arco e flecha, o que estas comunidades acham do que se trata a Arqueologia e o dilema de arqueólogos (as) acerca do uso da definição “pré-história” na Arqueologia Indígena, já que não deixa de ser um termo pejorativo que beneficia a visão eurocêntrica da história do Brasil. Contudo, de forma geral o livro fala sobre as políticas de inclusão social e a educação escolar de indígenas, que gradualmente estão tendo a oportunidade de serem autores de sua história, não necessitando amplamente de autores/pesquisadores não-indígenas para escrever sobre o seu passado e presente.

Este não é um material que eu indicaria para amadores (embora eles sejam bem vindos)  já que é necessária uma leitura antecipada de textos científicos de Arqueologia para entender aspectos teóricos-metodológicos. A ausência deste conhecimento prévio pode dificultar o entendimento de alguns assuntos. Entretanto, é um ótimo convite para conhecer acerca da participação da sociedade indígena na educação e gestão de seu próprio patrimônio arqueológico.


Descobrindo a arqueologia: o que os mortos podem nos contar sobre a vida? (Luis Pezo Lanfranco, Cecília Petronilho e Sabine Eggers)

Entre as histórias de um avô-arqueólogo, seus netos e algumas das Histórias da humanidade, esse é um livro que se passa em muitos tempos. As crianças Luísa e Felipe viveram a perda de sua jabuti Cristal e procuram respostas para tantas questões que surgiram. Vô Roberto convida os netos a descobrir, através de histórias arqueológicas, como povos de diferentes épocas e lugares viviam, e como eram seus rituais de sepultamento. Juntos deles, vamos desenterrar mistérios muito antigos, do Brasil e de bem longe daqui. Têm histórias trágicas e de amor, de escravo, de guerreiro, de princesa, de pirata. Têm histórias de deserto, de floresta e outra ainda bem gelada. Falamos de caçadores-coletores, de gente que vivia do mar e de enormes impérios. Vamos descobrir o quanto podemos viajar com a arqueologia? (Sinopse: Editora Cortez)