Entrevistei a escritora Babi Dewet!

Quem me segue há alguns anos sabe que tenho desenvolvido um grande apresso por autores nacionais, se não um vício: de 2014 até hoje acredito que a maioria dos livros que comprei são de escritores brasileiros. Eu acho, sinceramente, que quem não está lendo uma obra nacional por puro preconceito está perdendo um ótimo momento de lazer.

Foi nessas andanças minhas pela a internet que conheci o blog da Babi Dewet, que chamou imediatamente a minha atenção porque ela tinha publicado um livro de forma independente. E depois de ter acompanhado muito o trabalho dela (e da Carina Rissi, que começou como independente também) foi que juntei coragem para publicar o meu primeiro livro, então sou muito grata a ambas.

Ano passado falei para vocês que a Babi foi o meu amuleto da sorte, porque foi graças a uma tarde de autógrafos dela que acabei sendo chamada para expor o meu livro na Flise (como isso aconteceu? Eu falei aqui). Então, é com grande alegria que conto para vocês que este ano eu a entrevistei! Foi no mês passado, durante a turnê de lançamento do livo livro dela, o Sonata em Punk Rock (2016). Vocês sabem que eu já entrevistei um bocadinho de gente, desde arqueólogo famoso à banda de metal. Mas, como sou uma grande admiradora do trabalho da Babi (tenho todos os livros lançados por ela… E autografados!), me senti até levemente intimidada, mas foi tudo ok.

Infelizmente o áudio ficou um pouco comprometido por conta do som ambiente, porém, disponibilizei legendas para vocês. Abaixo a entrevista:

O Sonata em Punk Rock:

Lançado este ano (2016) pela Gutemberg, o “Sonata em Punk Rock” é o mais recente lançamento da Babi. Essa sonseriana, fã de k-Pop e fanfics convenhamos não é nenhuma estreante. Em seu currículo como autora ela tem quatro publicações (cinco se contarmos com a sua capa independente, mas que depois foi revisada por uma editora) e um livro escrito a quatro mãos, o super bem sucedido “Um Ano Inesquecível” (Gutemberg).

“Sonata em Punk Rock” conta a história da Tim, uma amante do Rock and Roll que é admitida em uma famosa escola de música, mas não demora muito para perceber que o seu estilo punk rock não é o favorito do lugar, que presa por uma educação elitista, adotando principalmente a música clássica como grade.

Paralelamente temos o personagem Kim, um coreano naturalizado brasileiro que é um grande pianista e, consequentemente, extremamente admirado na academia. Entretanto, ao contrário do garoto perfeito imaginado por seus admiradores, Kim tem sérios problemas para se socializar, além de um quadro psicológico pouco estável.

Demorei exatamente três dias para ler o Sonata e finalizei a última página com um baita orgulho no coração e falando para quem estivesse disposto a ouvir que a Babi mandou bem. Não entrarei no mérito da narrativa ou da criação dos personagens, somente que a autora fechou um ótimo livro para a gente e que certamente irei ler novamente. Foi legal ver referências musicais que eu já conhecia e curiosidades, tal como  foi o caso da música “O Guarani”.

Este é o primeiro livro da série “Cidade da Música”, cujas continuações teremos histórias à parte das de Tim e Kim. A autora não liberou detalhes sobre os próximos enredos, mas estou torcendo para rever ao menos o Kim passando emburrado pelos corredores. 😀

Aproveitem para conferir o livro no Skoob.

Obrigada a Livraria Escariz e a própria autora (e a sua representante) por tornar possível a realização dessa entrevista 💜. E ao Amantes por Livros e Filmes também! Minha cameragirl não chegou a tempo, então a Emanuela me ajudou 😀

Babi Dewet em Aracaju e a questão da publicação independente

Enfim conheci a Babi Dewet, a autora da trilogia “Sábado á Noite” da Editora Generale e de um dos contos do livro “Um ano Inesquecível”, da Editora Gutemberg. A Babi é uma das autoras nacionais a qual tenho mais interesse porque foi uma das minhas inspirações, além da Carina Ricci, para publicar de forma independente.

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Sinceramente não sei há quantos anos conheço o trabalho e o blog da Babi, somente que ela ainda não tinha publicado o seu segundo livro. Também há muito tenho desejado conseguir uma dedicatória dela e a oportunidade surgiu no último dia 07/11.

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Eu já sabia sobre o bate-papo dela, que ocorreria na I Flise, contudo sob a organização do Colégio Módulo, mas arrisquei ir para Salvador no dia 06 e voltar correndo na manhã do dia 07 para ver se eu chegaria a tempo, e tenho que agradecer minha amiga Fernanda por seu horário preciso para me trazer de volta. Consegui chegar na cidade faltando 20 minutos para o início do evento, mas foi o necessário para tomar um banho na casa desta mesma amiga e correr até o Módulo, que fica a um quarteirão.

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O bate-papo teve a duração de 1 hora e a maioria das perguntas foram relacionadas com os personagens dos livros, somente a minha e a de um garotinho que pegou o microfone logo depois de mim, tiveram relação com a produção dos livros e vida profissional.

A única surpresa desagradável foi que para recolher a dedicatória todos nós precisávamos nos deslocar para o Parque da Sementeira, que fica em outro bairro, porém, o lado bom é que ela assinaria todos os livros que nós tivéssemos em mãos! A mulher publicou quatro livros e ela assinaria todos! Coitada! Eu sei o quanto é cansativo escrever dedicatórias e não sou famosa. A Babi é e deve ter uma munheca de ferro, não é possível!

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Passei, creio, que uma hora na fila e eu estava incrivelmente exausta, mas valeu muito a pena: o pessoal no estande do Módulo foi extremamente atencioso comigo quando souberam que eu tinha acabado de chegar de Salvador e que até aquele momento não tinha comido nada (descolaram até um lanche e água para mim) e a Babi foi super gentil também.

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Só não gostei do prefeito furando fila na minha frente para pegar uma dedicatória para a neta dele. Eu não me importaria em ceder meu lugar para ele para evitar o povo o urubuzando, mas o fofo nem licença pediu. Juro que eu devo ter saído em alguma fotografia dos assessores dele fazendo uma careta, a pena é que jamais terei uma destas fotos em mãos para guardar com carinho este momento em que levei uma carteirada silenciosa.

Abaixo está um vídeo que gravei contando um pouco como foi esse dia. Nele também está a parte do bate papo no Colégio Módulo onde pergunto sobre a experiência dela com a publicação independente. Assistam aí, deixem um “curtir” e aproveitem e inscrevam-se no canal clicando aqui.

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=7iNbPqZVSfI]

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E aqui mais detalhes das dedicatórias (clique nas imagens para ver mais detalhes):

Até mais! Com amor e música. 😉