Bastidores do vídeo “Um mergulho na Arqueologia Subaquática”

No dia 20 de setembro estive na Baía de Todos-os-Santos, Salvador (BA), para gravar um vídeo para o Arqueologia Egípcia que estará disponível em breve no canal do próprio (inclusive inscrevam-se clicando aqui). O intuito deste material é mostrar para vocês um pouco do que é a Arqueologia Subaquática através de uma entrevista que fiz com o meu colega e amigo Luis Felipe Freire, além de apresentar um dos tipos de sítios mais populares da Subaquática: um sítio de naufrágio; não sei quando sairá esse vídeo, mas postarei lá no AE assim que possível.

Já fazia alguns meses que eu estava interessada em gravar com o Felipe e há algumas semanas comentei isso com ele. Felizmente ele tinha um mergulho marcado para os dias seguintes e convidou-me para ir junto. Com o equipamento em mãos tomamos a embarcação que nos levou para a praia de Boa Viagem, lá na Baía de Todos-os-Santos, onde está naufragado o cliper Blackadder, navio europeu que veio a pique no dia 05 de novembro de 1905, após ser agitado por fortes ventanias e se chocar contra os corais da praia.

Peter e Carlos.

A manhã estava bem nublada, o que me preocupou; sabe como é, tempo nublado é sinal de chuva, chuva é sinal de muito vento e muito vento é sedimento do mar revolvido o que prejudica a visibilidade da água, ou seja, fica mais difícil observar o sítio. Contudo, todos os mergulhadores presentes pareciam bem otimistas de que iriam conseguir ver bem o naufrágio.

Infelizmente eu não poderia mergulhar, já que ainda não tirei minha credencial, então tive que ficar na embarcação com o condutor enquanto os mergulhadores, inclusive dois deles pesquisadores (o Felipe e Orlando) submergiam para dar uma olhada no sítio arqueológico; naturalmente nada foi removido já que não aprovamos esse tipo de prática de retirada de objetos de sítios submersos sem um projeto e a autorização dos órgãos competentes. A ideia foi realizar fotografias para auxiliar na pesquisa do Orlando, além de registrar algumas imagens subaquáticas.

Estruturas do Blackadder. Luis Felipe Freire. 2015.

Já em relação a minha pessoa a preocupação principal foi a possibilidade de que eu tivesse algum enjoo, algo que pode ocorrer com qualquer pessoa que sai para navegar, mas felizmente não senti nada, mesmo após comer pão com maionese e sardinha (Sim! Muito bom!). Foi um passeio extremamente tranquilo e com pessoas agradáveis. Para vocês terem uma ideia eu gravei para o meu canal pessoal algumas coisas lá:

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O tempo abriu um pouco no final das nossas atividades. Foi um passeio muito cansativo, mas bastante divertido. Amei conhecer todos os mergulhadores e o Carlos, condutor da embarcação. Tenho certeza que ainda vamos todos mergulhar muito por aí.

Já a entrevista que cito no final do vídeo acima foi realizada em terra no dia seguinte. Fiquei um pouco nervosa porque desta vez eu estava indo sozinha para gravar tudo (eu sempre vou com a Sandrine e usamos duas câmeras), entretanto a Fernanda, também minha amiga, igualmente arqueóloga e esposa do Felipe, estava lá e virou minha nova camerawoman em terra. 😀

Eu e o Felipe durante a entrevista. Fernanda Libório. 2015.

Espero muito que vocês curtam o trabalho final, mas por hora fiquem só com o vlog mesmo 😀

Viagem: Castelo de Garcia D’Avila

Castelo de Garcia D’Avila - 01

Capela do Castelo de Garcia D’Avila.

 

Quando rememoro as viagens que realizei em 2014 não tem como não pensar na Bahia, especificamente na visita que fiz ao Castelo de Garcia D’Avila (também chamado de Casa da Torre Garcia D’Avila ou simplesmente Casa da Torre). Construído em 1551 na Mata de São João, durante o reinado de João III de Portugal, por Garcia D’Avila, provável filho de Tomé de Sousa, este edifício é um dos mais antigos do Brasil.

O castelo está dividido em duas partes: a primeira é a capela que é muito interessante, porque além de podermos observar as prospecções nas paredes que mostram a cor anterior do local é possível ver os desenhos feitos pelos antigos viajantes que vinham em embarcações, mas não pichem paredes em sítios arqueológicos, é crime!

Castelo de Garcia D’Avila - 02

Área das ruínas ao lado da capela.

Castelo de Garcia D’Avila - 03

Castelo de Garcia D’Avila - 04

Dentro do retângulo, a cor vermelha é a original.

Castelo de Garcia D’Avila - 05

Castelo de Garcia D’Avila - 06

Entrada da capela.

A segunda é a área das ruínas onde há escadas para o primeiro andar.

Castelo de Garcia D’Avila - 07

Castelo de Garcia D’Avila - 08

Na minha opinião esta é uma das partes mais bonitas.

Castelo de Garcia D’Avila - 09