(Resenha) “A menina que colecionava borboletas”, de Bruna Vieira

A menina que colecionava borboletas

Título: A menina que colecionava borboletas

Autora: Bruna Vieira

Editora: Gutenberg

Nº de páginas: 152

ISBN: 978-85-8235-122-2

Hora ficção, hora um lapso da vida da autora, este livro é uma antologia de alguns sentimentos femininos em alguns momentos enfadonhos, em outros curiosos. Confesso que tive uma relação de amor e ódio com esta obra e precisei conversar com outra garota para poder entendê-la.

A principio eu não tinha interesse alguma por “A menina que colecionava borboletas”, a única coisa que me parecia verdadeiramente curiosa era a capa que é de uma beleza notável, contudo passei por um certo período de grande atividade com o meu site e eu precisava “escutar” o que uma “amiga” teria para me falar sobre o assunto, dar concelhos de como lhe dar com a popularidade que estava começando a ficar incomoda. Estacionei em uma livraria e em um breve passeio reencontrei esse livro e resolvi dar uma lida.

Já na apresentação a Bruna fala sobre aniversário e tentar não levar a sério as expectativas alheias. Parecia perfeito para mim não somente para entender outra pessoa que tinha passado por algo parecido comigo, mas porque em poucas semanas eu estaria aniversariando e aniversário sempre é uma data tensa para mim não por conta da nova idade, mas porque parece que todos os anos todos fazem competição para me irritar, enquanto eu só gostaria de ficar quieta em um canto.

Levei o livro para casa e não poderia estar mais enganada sobre o conteúdo.

O que eram crônicas interessantes tornaram-se em uma coletânea de choro angustiado adolescente e foi quase um martírio chegar até a metade da obra. Um misto de arrependimento e tentativa de finalizar o livro me preencheu até que fui desabafar com uma das minhas irmãs. Eu precisava “por para fora” o quanto aquelas crônicas eram ridículas, até que ela esclareceu que apesar de parecer situações surreais muito do que a Bruna estava citando em seus textos ocorriam com pessoas reais, muitas delas meninas ainda confusas com a própria maturidade sexual ou atordoadas pela expectativa da sociedade do que seria o seu “papel como mulher”.

Ter essa conversa abriu meus olhos, comecei a entender as dificuldades, inseguranças e anseios pelos quais as meninas eram obrigadas a passar por simples convenção social de “ter que amar” ou por pura imaturidade. Como muitas delas idealizam e superestimam o amor enquanto a realidade é muito mais crua. Caiu a ficha de que a autora é uma ótima observadora e isso explicou porque ela faz tanto sucesso entre o público adolescente.

Estar no comando da própria vida é uma das melhores sensações que o ser humano consegue experimentar. A melhor, até onde sei, ainda é o amor. Viver as duas coisas ao mesmo tempo não é tão simples quanto parece, como descrevem os filmes e livros. É raro. Muito raro. Nossa sorte é que tentar também é divertido — A menina que colecionava borboletas; pág. 15.

O livro foi escrito de forma bem impessoal onde encontramos termos como “sabe”, “né”, etc, como se ela estivesse conversando com alguém com quem tem grande amizade ou em seu diário. A obra também é composta por ilustrações da artista Malena Flores, a mesma desenhista que fez a capa.

Bruna, em um vídeo do seu canal, chegou a comentar o que estava planejando ao usar o termo “borboletas” no título. Ela queria fazer uma analogia com sentimentos e sentimentalismo é o que não falta nessa obra, o que pode incomodar um pouco as (os) leitoras (es) mais duras (os). Contudo, entre um texto e outro ela oscila entre aceitação da aparência, vida amorosa e trabalho. Em momento algum ela descreve garotas perfeitas, somente reais, então acho um livro válido para ler, especialmente se o (a) leitor (a) tiver interesse em ler vários recortes de reflexões em formato de crônicas somando ao fato de que a Bruna Vieira é uma autora que está crescendo cada vez mais, o que nos dá margem para imaginar no que ela se transformará em um futuro próximo. Mas já deixarei logo claro: alguns dos textos são tão melosos que dará vontade de arrancar os fios dos cabelos.

Clube do livro + reunião de blogueiras (os): especial Bruna Vieira

Pois é, meu último sábado foi bem agitado. Quem me acompanha pelo meu instagram (@marciajamille) ficou sabendo que no dia 18/10 fui para o clube do livro da Fun Party, cujo tema foi a autora Bruna Vieira. Lá também rolou a reunião de blogueiras (os) que ocorreu na Livraria Saraiva do Shopping Riomar.

Os leitores que compraram o meu livro Uma viagem pelo Nilo verá que eu cheguei a usar uma citação da Bruna Vieira para ilustrar o capítulo 06, onde comento acerca dos sonhos e dificuldades de alguns alunos em tornarem-se egiptólogos. Coincidentemente no mês passado ela veio para a cidade em que moro para lançar o livro dela e logicamente fui para conhecê-la pessoalmente. Exatamente um mês depois foi realizada esta reunião literária e ela foi o foco.

Como cheguei meia hora atrasada aproveitei para passar um tempo no Café Feito a Grão, já que ouvi falar muito bem de lá e nunca me dignei a ir. Rolou até uma situação engraçada porque vi na internet que eles fazem desenhos especiais no capuccino à grão, o que me deixou louca de vontade de comprar um com um tema egípcio, claro! O problema é que o cozinheiro responsável pelos desenhos não foi justamente naquele dia, mas a garçonete prometeu que iria tentar fazer um cachorrinho para mim… Ok… Cachorrinho… Anúbis… Dava para enrolar. Entretanto, quando chegou senti a confusão ao tentar entender o que era o tema da ilustração. Cachorro com certeza não era:

A photo posted by @marciajamille on

Para quem imaginou que poderia ser um dinossauro eu também pensei que poderia ser, mas não, é um beija-flor tá! O resultado foram boas gargalhadas, sem maldade.

Finalmente com a barriga cheia fui para as reuniões, que já estava na parte em que cada blogueira (o) estava se apresentando. Daí só foi muita rizada o resto da tarde começando da hora em que me apresentei: as reações foram no mínimo interessantes, com direito a eu me levantar para mostrar minhas tattoos para o pessoal.

Seguidamente fui sorteada para participar do quiz sobre dois dos livros da Bruna Vieira da série “Meu primeiro blog” e acertei a maioria das perguntas, mas ao errar uma fui desclassificada.

Foto retirada do blog Leitura 3D

Foto retirada do blog Ta Permitido.

A garota que me substituiu venceu a competição e ganhou uma camiseta personalizada com temas dos livros. Não sou uma má perdera, mas eu deixei claro que ia postar uma foto dela para vocês, meu queridos leitores e leitoras, encherem a casa da moça de gafanhotos e rãs. Fiquem a vontade, por favor!

Depois ocorreram sorteios e eu ganhei uma ecobag do blog www.tapermitido.com em parceria com o www.trajetoaleatorio.com.br, justamente a que eu queria, já que a alça dela lembra uma estampa de leopardo e sabe como é né… Vou usá-la para dizer que faz parte do meu seten. Estão pensando o quê? Moda egípcia faz sucesso até hoje!

Só acho que eu devia ter disfarçado mais minha felicidade…

E rolou também pose a la egípcios com a bolsa do Ta Permitido e do Trajeto Aleatório:

Sinceramente achei que eu e o Arqueologia Egípcia íamos ficar deslocados, mas preciso reiterar o que comentei no Instagram, que o pessoal foi muito carinhoso e simpático comigo.

E conheci até uma Ísis lá, com direito a colar e tattoo de Ankh (cliquem porque vocês precisam ver a foto das tattoos):

A jornalista mais louca (no sentido bom) que já conheci:

E estes fofos. A garota chama-se Jamille também:

Já fiquei sabendo que existem até vídeos… Inclusive do meu quiz. Nossa, eu espero não ter dito muito palavrão…

Quem organizou a reunião foi a Fun PartyBangerz Conteúdo Criativo e os blogs Amantes por Livros, Trajeto Aleatório e Ta Permitido.

As demais fotografias sem legendas foram tiradas por mim e pela Márcia Sandrine.