Princesa Isabel, astecas, aeroporto e hieróglifos: tudo no mesmo pacote

Então, vocês sabem que recentemente estive em São Paulo (clique aqui e leia um post no Café Néftis onde conto mais detalhes sobre alguns passeios que fiz lá). Passei cerca de uma semana, mas sinceramente não deu para visitar muita coisa…

Bom, como o nosso dia de volta seria todo em aeroportos (primeiro em Guarulhos, depois uma eternidade em Salvador) resolvi procurar por algum livro interessante para comprar, nunca se sabe o que podemos achar. Acabou que comprei um livro sobre a civilização asteca. Há anos não leio nada sobre o tema, mas como li na bio do autor, o Marco Antônio Cervera Obregón, falando que ele é arqueólogo, resolvi arriscar e comprar a obra.

Também comprei “A história da Princesa Isabel”, da Renata Echeverria. Os livros biográficos de personalidades históricas brasileiras são tão cheios de sensacionalismo e complexo de vira-lata que fiquei muito desconfiada se eu comprava ou não (eu poderia dar dois exemplos bem famosinhos e que fazem historiadores se contorcerem de tristeza, mas não… Prefiro não dar ibope). Para variar, muitos materiais que escrevem sobre a Isabel usam discursos anti-monarquistas (pera lá, não vá achando que sou monarquista ok? Mas acho feio ficar usando discursos ideológicos preconceituosos para denegrir as pessoas) e as vezes extremamente misóginos, vendendo uma imagem de uma princesa manipulável e fanática religiosa. Entretanto, dei uma passada no Skoob para ver se existia alguma resenha e vi somente uma, a de um senhor que falou muito bem do material e fez questão de exaltar que o livro não tem a velha bobagem de querer sujar a imagem da monarca. Então comprei. Espero muito que esse moço tenha sido sincero.

E ao chegar em casa ainda tinha um pacote esperando a fia aqui (Uhuu!). Era da nossa parceira, a Chiado Editora. A cortesia é o livro “Gramática Fundamental de Egípcio Hieroglífico para o estudo do estágio inicial da língua egípcia (de 3000 a 1300 a.C.)”, do Ronaldo Gurgel Pereira (já comentei sobre ele aqui). Em breve escreverei uma resenha sobre o mesmo. Aguardem.

Tudo isso e mais está no vídeo abaixo e não esqueçam de inscrever-se no meu canal. Ele é independente do Arqueologia Egípcia. É só clicar aqui e ser feliz <3 .

Youtube | Facebook | Instagram | Twitter

Lançamento de livros sobre o Antigo Egito: Hieroglifos e a vida no Egito Antigo

Gramática Fundamental de Egípcio Hieroglífico para o estudo do estágio inicial da língua egípcia (de 3000 a 1300 a.C.) (Ronaldo Gurgel Pereira)

“Quando pensamos em Egiptologia, normalmente ligamos a palavra a arqueólogos ocupados em alguma escavação à sombra de antigas ruínas de templos e pirâmides. De facto, nos dias de hoje, a Egiptologia tornou-se quase um sinónimo de arqueologia egípcia. Praticamente todos os departamentos de Egiptologia das universidades pelo mundo possui ao menos um mandato no Egipto ou no Sudão onde professores e alunos podem desenvolver seus conhecimentos em campo.
Entretanto, se a Egiptologia deixou de ser uma ocupação da aristocracia e tornou-se uma ciência de facto, ela assim o fez em virtude dos esforços de filólogos e linguistas. Assim, não há nenhum exagero ao afirmar-se que a Egiptologia é na realidade uma ciência ligada às letras. Somente após o longo e árduo processo de decifração dos hieróglifos é que foi possível, enfim, dar início ao processo de reconstituição da história egípcia, sua cultura, mentalidade, identidade, sempre descritos em primeira pessoa” (Início da Introdução do livro).

MEUS COMENTÁRIOS: O Ronaldo disponibilizou para mim a introdução da obra e pude ter uma ideia do que podemos encontrar. A primeira parte faz um passeio pelo surgimento da escrita egípcia e a decifração da mesma com o uso da Pedra de Rosetta, além de apresentar as noções básicas da gramática como os complementos fonéticos e fonologia versus pronúncia. A segunda parte é dedicada a discutir elementos da frase como o substantivo, adjetivos, preposições, pronomes, advérbios, numerais etc. No mesmo esquema é a terceira parte, mas desta vez se aprofundando em sintaxe. E por fim a quarta explica sobre o sistema verbal.
O livro também é composto por exercícios (e suas respectivas respostas) e uma lista de hieróglifos ao final.

 


O povo da Esfinge (Margaret Marchiori Bakos)

O povo da esfinge resgata fatos que nos permitem conhecer os sentimentos daquelas pessoas em relação a outras criaturas, a coisas, a acontecimentos e a entes divinos. Ressalta gestos e palavras espontâneos: os toques pessoais que faziam os dias do Egito Antigo especiais e diferentes. Ao tratar dos antigos egípcios, esta obra penetra no mundo enigmático da esfinge e no culto à imortalidade (Sinopse: EdiPucrs).

 

 

 

 

 

Hieróglifos, hieróglifos e hieróglifos

Sexta-feira passada (26/09) foi o último dia do curso de hieróglifos da UFS. Foram somente cinco dias e aprendi muito ao ponto de ocorrer o que eu nem imaginava que iria fazer em tão pouco tempo: já consigo ler algumas coisas.

Ok é fato que preciso ainda me instruir muito — muito mesmo —, mas esta semana me animou a continuar a treinar (o que, ao menos até agora, estou fazendo todos os dias).

Introdução à língua egípcia I. Foto Nicolas Santos. 2014.

Eu já tinha esquecido o quanto era doloroso ir e voltar da UFS, levo duas horas para chegar ao campus e tinha dias em que eu levava três longas horas para chegar em casa. Tudo bem, valeu o esforço em nome do conhecimento.

Ocorreu muita procura pelo curso o que me levou a acreditar — erroneamente — que eu não conseguiria entrar. Veja bem, eram vinte e cinco vagas e quase uma centena de pessoas tinha se inscrito. Minha preocupação era bem legítima.

Infelizmente, como em qualquer atividade de extensão gratuita, sempre existe alguém que se inscreve e acaba não indo e foi este o caso: algumas pessoas nem sequer chegaram a aparecer, o que é uma situação chata porque se inscrever e não comparecer é tirar a vaga de outras pessoas que realmente gostariam de participar.

Apostila do curso.

Espero que futuramente ocorram outros cursos como este e com certeza estarei lá novamente para prestigiar e para aprender.