Chegou na Caixa-Postal: livros de ficção sobre o Egito Antigo

Realizei mais um unboxing no canal do Arqueologia Egípcia. Desta vez foram dois livros escritos por uma leitora, a Tânia Carvalho. Não é a primeira vez que recebo livros escritos por um leitor (e espero que não seja a última 😀 ). Isso me enche de orgulho.

Por hora não planejo realizar uma resenha, mas já marquei um deles no Skoob. Abaixo o unboxing:

Já estou curiosa para ler a trama em que a protagonista, a Maatkare, irá se envolver. O primeiro livro chama-se “Um mergulho para o Alto” e o segundo “Um mergulho no tempo”. Ainda existe um terceiro, publicado em formato e-book.

A diagramação está linda e entre os espaçamentos de cena (acho que é assim que se chama) tem o hieróglifo para água (não sei se foi proposital), dando um toque especial.

Quem tiver interesse em conhecer mais sobre as obras é só acessar o site da trilogia: www.mergulhonotempo.com.br

Quer saber o que mais chegou na minha Caixa-Postal? Então clique aqui.

(Resenha – Livro) “Muito mais que cinco minutos”, da Kéfera Buchmann

Muito mais que cinco minutos da Kéfera BuchmannTítulo: Muito mais que cinco minutos

Autora: Kéfera Buchmann

Gênero: Autobiografia

Editora: Companhia das Letras

Páginas: 144

Ano: 2015

ISBN: 9788584390113

Entrando na aposta (certeira) de autobiografias de youtubers, a Companhia das Letras lançou agora em 2015 “Muito mais que cinco minutos”, de autoria da Kéfera Buchmann. Um sucesso absoluto e que em pouco tempo entrou para a lista dos mais vendidos do país.

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Kéfera é uma das maiores celebridades da internet, possuindo milhares de fãs espalhados em diferentes redes sociais. Seu sucesso teve início com o seu canal do Youtube, “5 Minutos”, criado em 2010 e que até hoje é um dos líderes em acessos no Brasil.

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O livro é bem ilustrado com fotografias da autora e a arte é linda. O li em pouco tempo porque o texto fluiu muito bem. As histórias narradas na obra são extremamente cômicas (não tenho palavras para o caso da depiladora), ao mesmo tempo que a Kéfera tem a preocupação de abordar assuntos mais sérios, como é o caso do bullying.

“(…) se você tem um amigo verdadeiro, valorize. É raro a gente conseguir achar pessoas que torçam sinceramente por nós. De verdade mesmo”

— Muito mais que cinco minutos; Kéfera Buchmann.

Na obra podemos observar um outro lado da autora que raramente é mostrado no Youtube, como os seus momentos de desespero, constrangimento, extrema tristeza na infância e adolescência e como dia após dia ela conseguiu contornar muitos dos seus problemas.

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Para mim, o único ponto negativo é que não são contadas suas experiências pós criação do seu canal, entretanto, ao final do “Muito mais que cinco minutos” a Kéfera sugere que esse será o tema de um suposto segundo livro.

(Resenha – Livro) “Perdida: um amor que ultrapassa as barreiras do tempo”, de Carina Rissi

Perdida um amor que ultrapassa as barreiras do tempo+resenha

Título: Perdida: um amor que ultrapassa as barreiras do tempo

Autora: Carina Rissi

Gênero: Chick Lit (Time-Travel Lit)

Editora: Editora Verus

Nº de páginas: 364

ISBN: 978-85-7686-244-4

Comentei há alguns meses no #AEgípcia que eu não lia muitos livros de ficção, e os poucos que li não raramente tinha alguma relação com o Antigo Egito. Comprometi-me assim a ler diferentes livros com variados temas. Então em um dos meus muitos passeios pelo Skoob vi um sorteio do livro “Perdida” e me interessei instantaneamente pela a capa: é composta uma garota com um vestido longo e bufante usando um All Star vermelho. Poucos sabem, mas durante a maior parte da minha adolescência um bom e velho par de All Star azul com cadarços vermelhos foi o meu companheiro de aventuras e então, consequentemente, não foi difícil a associação. Confesso que a sinopse não me impressionou muito, lembrem-se, na época em que o vi eu não estava acostumada a outros tipos de literatura além de coisas a ver com Antigo Egito.

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Coincidentemente, na semana seguinte eu estava — como sempre — fuçando alguns livros em uma livraria e dei de cara com “Perdida”. Li novamente a sinopse, mas o fato é que o comprei sem raciocinar muito. Sim, sou uma o tipo de consumidora que se impressiona muito com a capa, não é a toa que com o meu próprio livro fui extremamente exigente. A questão é que levei quatro dias para ler o dito e no alto da minha ignorância descobri que é possível rir muito com literatura (vamos lá, o máximo de livro engraçado que já li foi “Viagem ao centro da Terra” do Júlio Verne… Se é que podemos chamá-lo de uma obra engraçada). Fiquei tão envolvida com ele que nem me dei conta do subtítulo “Um amor que ultrapassa as barreiras do tempo” e ainda bem que não o vi antes, caso contrário nem sequer passaria perto do livro, provavelmente por meu preconceito infundado com Chick lits, que felizmente não existe mais, especialmente porque muitos são ótimos e se eu for fazer uma previsão acredito que este gênero e o de ficção serão os que mais irão prosperar aqui no Brasil e o melhor, assinados por autores nacionais.

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Outra questão é que li “Perdida” totalmente com olhar de arqueóloga, o que seria impossível não fazer, já que o livro conta a estória de Sofia, uma típica jovem do século XXI absorvida pela tecnologia e que, após comprar um misterioso celular, vai parar no Brasil do século XIX. O que acabou fixando a minha atenção mesmo é que a autora faz uma reflexão — breve, todavia — sobre a mudança da paisagem: Sofia reconhece o rio (que nos tempos modernos está poluído) e uma árvore centenária do seu bairro. Tem até o detalhe da estradinha de terra que no futuro se tornará uma rua asfaltada. Fiquei tão empolgada com este detalhe que fui correndo comentar o livro com alguns colegas da Arqueologia.

Dado ao choque cultural entre a Sofia e a família Clark, que a acolhe, naturalmente ocorrem alguns debates que na época eram considerados tabus (até hoje ainda são) como as questões de gênero e sexuais. Já a escravatura brasileira não é abordada, na verdade ela foi totalmente excluída da estória, porque este fato além de hediondo, é muito vergonhoso para a nossa história, nas palavras da própria autora, em sua nota de esclarecimento no final do livro e embora eu tenha ficado um pouco revoltada com isso, afinal é um passado que jamais devemos esquecer, eu não tiro a razão dela, já que ela queria contar um conto de fadas e nesse mundo de fantasia seria impossível sonhar em um cenário onde existe tal sofrimento.

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Em relação ao protagonista masculino, o Ian Clark, eu senti que ele é uma mistura do Ian Somerhalder e Mr. Darcy, ou seja, o cara só não é mais perfeito porque simplesmente não existe.

Fiquei absorvida pelo livro de tal forma que não consigo olhar a foto da autora, a brasileira Carina Rissi, sem dar um sorriso. Eu realmente jamais tinha imaginado que iria me interessar por este gênero literário, é tanto que acabei me inspirando e comprando outro Chick lit de uma escritora diferente.

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O “Perdida” inicialmente foi lançado de forma independente, mas acabou fazendo tanto sucesso que chamou a atenção da Editora Verus e já existe um projeto em andamento agora em 2015 de captação de recursos para adaptá-lo em filme. Outra novidade é que em 2014 foi lançada uma continuação, “Encontrada”, mas a a proposta é que “Perdida” seja uma série com seis livros. Ambas as notícias animaram muito os fãs da Carina Rissi, que a esta altura deve estar sorrindo à toa.