Alguns dos dias mais especiais da minha vida: Apresentações do meu livro

Este ano lancei o meu primeiro livro, Uma viagem pelo Nilo, e com ele ocorreram alguns acontecimentos bem legais: os momentos em que o apresentei para o público pessoalmente.

Foi muito estranho escutar as pessoas falando do que produzo, eu estava acostumada com a barreira do computador, mas foi muito divertido ver a emoção cara a cara, dá até motivação para continuar a escrever.

Uma destas ótimas ocasiões foi em Blumenau (clique aqui e saiba mais) que, embora eu tenha enfrentado um caos aéreo terrível em São Paulo e principalmente Rio de Janeiro (o avião em que eu estava foi um dos quatro cujo pouso em Santos Dumont foi cancelado), foi extremamente empolgante, especialmente porque falei para turmas de História (até então eu só tinha dado aula para alunos de Arqueologia) com uma cultura levemente diferente da minha, então foi uma conexão bem interessante (Principalmente as cervejas! Quem sabe volto no Oktoberfest). O convite partiu do LABEAM, sob a coordenação do Dominique Santos.

Malinha sendo arrumada…

Onde fiquei hospedada: Pousada Casa da Pedra.

Visão do quarto em que fiquei hospedada! Que saudades…

Como não amar?

Mas olha quem encontrei na sala do LABEAN! Tutankhamon dando o ar da graça.

Adorei ver a motivação de alguns alunos para entender o Antigo Egito, a pena é que foram somente dois dias. Amei tudo e todos foram extremamente simpáticos comigo, deste as funcionárias da pousada até os funcionários da FURB.

O outro momento foi em Aracaju que ao contrário de Blumenau foi um evento voltado exclusivamente para o livro. O convite partiu da Cecilia Calvacante, dona e administradora do Portal Hanna Belly. O acontecimento contou com umas carinhas desconhecidas e empolgadas, como também com a presença de alguns dos meus amigos, o que tonou a noite mais do que especial.


A empresa Contextos Arqueologia, sob a direção do arqueólogo Luis Felipe Freire, teve também um importante papel. Na época da viagem para Blumenau eu já era contratada e a mesma me liberou para dar a aula e em Aracaju organizou o lançamento ao lado do Portal.

Não sei onde futuramente irei parar com o meu livro, mas estou visando muito São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro, locais em que tenho mais leitores.

Acontecimentos no mínimo engraçados:

☥ Horas antes ao meu embarque para viajar para Blumenau coloquei Luftal em um dos meus olhos em vez de colírio, tamanha era a minha exaustão. Como consequência apresentei as palestras com um olho vermelho.

☥ Em Blumenau, quando cheguei à pousada fui informada que o meu quarto era o mais reservado para no caso da minha pessoa precisar escrever. Na hora achei o comentário estranho já que não sou famosa ou algo assim. Na manhã seguinte a mesma funcionária foi falar comigo e relatou que usualmente ela recebe pesquisadores lá e quando ela foi informada da minha chegada leu o meu currículo e imaginou que eu tinha entre 50 e 60 anos, o que não faz sentido, já que minha produtividade acadêmica nem de longe está das melhores.

☥ Em Aracaju uma das pessoas que foi ao lançamento falou com a minha irmã mais nova acreditando que ela era eu.

☥ Ainda em Aracaju o meu discurso não foi ensaiado… Acho que ficou mais que obvio…

Notícias do meu livro: em breve um ensaio sobre o Antigo Egito

 

Quase lá...

Quase lá…

Estou empolgada (e bem nervosa) para começar a divulgação do meu livro, mas os tramites legais não foram ainda finalizados, especialmente os relacionados com a imagem que espero utilizar na capa.

Ontem trabalhei o dia todo na confecção da ferramenta para a divulgação online, mas infelizmente ela não pode ser liberada até que esteja tudo legalmente amarrado. É estranho ver um utensílio feito exclusivamente só para falar sobre a minha pessoa…

Fora que só em pensar em tirar uma fotografia para por no livro já fico morrendo de vergonha.

Comentei em uma entrevista que o material que estava para sair seria sobre Tutankhamon, mas resolvi atrasar este e passar na frente outro que já estava pronto. Em resumo, em 2014 vocês terão dois livros meus: Um sobre o faraó-menino e o outro sobre a apresentação do Antigo Egito e a Egiptologia em um contexto geral. É justamente este ultimo que já está prontinho e esperando ser regularizado.

Por favor, aguardem mais novidades!

Entrevista comigo e anuncio do tema do meu livro

Saiu esta semana a entrevista que dei para o Arqueologia em Ação, um projeto em que participo paralelamente ao Arqueologia Egípcia. O idealizador do canal é o João Carlos Moreno, que é aluno da pós-graduação em Arqueologia do MAE-USP.

Eu já tinha dado uma entrevista antes, mas foi para uma TV local para comentar acerca da inauguração do Campus de Laranjeiras (SE), onde hoje funcionam os cursos de Graduação e Pós-Graduação em Arqueologia da UFS.  Mas foi algo rápido, nada que ficasse focado em mim o tempo todo.

O convite para participar do piloto surgiu quando o João veio para Aracaju, creio que duas semanas antes da reunião nacional e congresso da Sociedade de Arqueologia Brasileira (SAB) e comentou que planejava fazer algumas entrevistas e queria tentar uma comigo. Recusei na hora, mas ele pediu para que ao menos eu experimentasse e fizemos um “ensaio” na casa de uma amiga em comum e também arqueóloga e atualmente estudante da pós-graduação em Arqueologia na UFS, a Fernanda Libório, para ver como eu me saia.

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A questão é que assim que começou o ensaio com direito a câmera e gravação de voz acabei ficando tagarela e por fim percebendo que talvez a experiência não seria traumática. Foi resolvido então que eu seria entrevistada no Museu da Gente Sergipana e o resultado foi um ótimo trabalho da equipe que compôs o projeto piloto do Arqueologia em Ação naquele momento.

Na entrevista eu comento acerca de assuntos bem diferentes, desde como surgiu a ideia da criação do site Arqueologia Egípcia até a divulgação do tema do meu livro, o qual fiz segredinho até agora.

Na ordem: Ms. Márcia Jamille, João Carlos Moreno e Thobias Cerqueira. Foto: Fernanda Libório. 2013.

Na ordem: Ms. Márcia Jamille, João Carlos Moreno e Thobias Cerqueira. Foto: Fernanda Libório. 2013.

Só posso dizer que a equipe fez algo espetacular, que foi me convencer a aparecer em frente a uma câmera. Sou extremamente tímida, mas no final acabou tudo saindo bem.

Abaixo a entrevista:

Link do Canal: http://www.youtube.com/arqueologiaemacao

Uma vida nada mole escrevendo um livro

Comentei no dia 19 de julho (2013) sobre a publicação do meu primeiro livro. Estou achando menos complicado do que uma monografia ou uma dissertação, mas somente nos últimos meses foi que comecei a escrever mais tranquila, já que no início do ano eu estava acordando em meio a um desespero noturno exigindo para mim mesma que terminasse logo. Mas agora relaxei. Uma coisa ótima que existe é a divisão de tempo, embora ainda sou extremamente capaz de focar em uma coisa e esquecer completamente de outra. Chega até um nível em que esqueço, inclusive, de olhar os post it com as atividades que devo realizar.

Uma das melhores partes da experiência de escrever um material voltado para a área da Arqueologia é que depois de tanto tempo estou lendo livros que em nada tem a ver com a ciência. Desde os meus treze anos até o ano em que ingressei na Universidade a maioria dos livros e revistas que li foram voltados especificamente para o Antigo Egito. Algumas pessoas podem achar isto legal (tá, eu acho super legal), mas quando comecei a pegar livros que não tinham relação com a antiguidade egípcia percebi o quanto é gostoso ler outros tipos de coisas (foi uma epifania?).

O engraçado é que olhando agora para o passado lembro-me que eu pensava que comprar um livro que em nada tinha analogia com o Egito Antigo era perda de tempo. Assim, foram poucos pelos quais eu paguei, dentre eles está a trilogia “Millennium” entre 2011 e 2012. Na época da escola, de todos pedidos pelos professores, só adquiri dois (“Viagem ao centro da Terra” e “O Médico e o Monstro”, ambos clássicos e ótimos por sinal) e depois de uma das aulas de literatura me interessei em ler “Noites na Taberna”, de Álvares de Azevedo o qual li na internet. Quaisquer outros livros pertenciam a pessoas da casa e que eu pegava para ler, mas os quais jamais compraria e não é nem porque eram ruins, é porque eu realmente achava que investir nos meus conhecimentos para a futura Universidade era mais importante. Não me arrependo desta visão, mesmo porque finalmente tomei consciência de que é bom também investir em livros sem similitudes com o Antigo Egito.

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Lembro-me também que entre uns treze e dezesseis anos comprei com a minha mesada três livros “versão para bolso” que eram bem baratos, um o título era “Rama” (nunca li) e os outros dois eram “A Arte da Guerra” e “Bhagavad Gita”, mas nunca consegui ler ambos integralmente, sempre os perco (neste mesmo momento não faço nem ideia de onde estão). É por isto que não gosto de versões para bolso. Também já gastei uma grana preta em mangás, eu acho que conta. Enfim…

Retomado o assunto do post, tenho mais outros materiais para serem editados para a publicação. Quem sabe não faço isto ainda este ano, mas não é fácil. Com esta experiência definitivamente comecei a respeitar infinitamente os profissionais que trabalham com revisão, diagramação e confecção de capas de livro… É muito trabalhoso, você tem que ter paciência e pés no chão, caso contrário você começa a surtar.

Meu primeiro livro será publicado em breve

 

 

“Terei um espaço no lar de alguns de vocês e não mais somente nos seus computadores”.

“Terei um espaço no lar de alguns de vocês e não mais somente nos seus computadores”.

Alguns, especialmente meus amigos, já devem ter percebido que estive sumida mais do que o meu normal e dentre alguns leitores nos últimos meses comuniquei que em breve revelaria uma novidade.

Como explana o título finalmente publicarei meu primeiro livro \o/. Sairei do mudo do armazenamento em nuvens e irei para o papel. O site Arqueologia Egípcia ganhará um primo impresso. Terei um espaço no lar de alguns de vocês e não mais somente nos seus computadores.

A publicação será independente ao estilo Egyptian Religious Calendar (Que por acaso estou muito interessada em ler).

Infelizmente não posso liberar ainda o título, não até que esteja tudo tranquilo com o registro. Também estou esperando sair a permissão para uso da imagem que será utilizada na capa. E o tema dele? Prefiro também não comentar, será surpresa. :3

É tudo um pouco assustador, mas ao mesmo tempo emocionante. Acho que sai um pouco do meu campo de blogueira/arqueóloga para blogueira/arqueóloga/empreendedora, já que o livro será responsabilidade do A.E., com direito a investimento de capital. #medo

Ele não está finalizado, mas talvez ele venha a ser entregue já semana que vem para a revisora que além das correções necessárias observará se a minha linguagem ficou clara para o público comum, não só acadêmico.

A esperança é que o livro esteja disponível até o final de agosto e espero muito cumprir este prazo e existe uma possibilidade de que ele seja disponibilizado também em inglês até o final do ano, mas não existe uma previsão para uma versão dele em espanhol¡ Yo siento mucho!

Por enquanto é só isto, em breve estarei escrevendo aqui mais acerca.