A criança que um dia quer ser arqueóloga

Dizem que os motivos que te levaram a escolher uma determinada profissão são os mesmos que influenciam nas suas escolhas pelo resto da sua carreira. Talvez isto seja verdade. O que influenciou na minha escolha por querer me sustentar com a Arqueologia só foi um misto de coincidências e afinidade: Quando pequena eu tinha assistido a um documentário sobre os egípcios da era faraônica na escola, era o primeiro que eu via sobre o assunto e simplesmente achei linda a dedicação que os egípcios tinham em manter sua memória para ninguém mais e ninguém menos que… Nós! Mas o que prendeu de fato minha atenção para o documentário foi Tutankhamon e o fato de que alguém tinha se importado com aquele rapaz. Peguei a o VHS emprestado com a professora e o assisti o maximo que pude durante uma semana, quando logo depois saiu a revista Egiptomania que trazia réplicas de pequenas estátuas egípcias onde, por coincidência, foi o Tutankhamon quem veio com a primeira edição.

O motivo que está me levando a comentar isto é que muitos me escrevem relatando que sonham em ser arqueólogos, mas os pais não deixam. Infelizmente a maioria são adolescentes que passaram parte do tempo ansiando por esta profissão e quando estão prontos para prestar o vestibular procuram por outra coisa que acreditam que “dá mais dinheiro”. Isto é muito desolador.

Então fica aqui meu recado para vocês, mas não só para as crianças e adolescestes que visitam o Arqueologia Egípcia, mas para os adultos que acabaram desistindo deste sonho.

Lembrem-se: os motivos que te levaram a escolher uma determinada profissão são os mesmos que entusiasmam nas suas escolhas no percurso de sua carreira, mas esta decisão é muito mais importante do que podemos imaginar, já que esta é a decisão que vai refletir e definir a sua vida.

Abaixo o documentário que influenciou na minha escolha de seguir a Arqueologia:

 “A primeira coisa que viram foram aqueles enormes tronos de cerimoniais, aqueles em forma de touro e de tigre com as incrustações de vidro azul ainda intactas. Ninguém jamais vira nada semelhante nem aqueles relevos e pinturas no túmulo, na parecido.” (Thomas Hoving no documentário “Em busca do Egito imortal” da Discovery Channel)