6 dicas de presentes de Natal para quem AMA a Arqueologia

Final de ano é aquele período em que muitas pessoas ficam com dúvidas do que comprar para os seus conhecidos durante as festividades de Natal ou Ano Novo. Para alguns é quase um martírio pensar em algo interessante. Contudo, se você possui algum parente ou amigo que ama a Arqueologia e não sabe qual o presente certo para dar a ele, aqui estão algumas dicas.

1 – Jogo “Assassin’s Creed Oringins”: Se quiser ter uma experiência imersiva na Antiguidade esse jogo é um dos melhores no momento com ótimos cenários e um fundo histórico que abrange a cultura egípcia, grega e romana. Ele já foi comentado no canal Arqueologia Egípcia.

2 – Eternizando suas mensagens do Twitter… Em cuneiforme: Você leu corretamente! Para um ávido usuário do Twitter e que ao mesmo tempo gosta de tudo o que envolva a Arqueologia vai amar os serviços do DumbCuneiform. Este é um site de tradução em que você envia a sua mensagem para a equipe e eles transcreverão em cuneiforme — uma técnica de escrita cunhada, muito popular entre povos da antiguidade — em um pedaço de barro.

3 – Livro “Arqueologia” de Pedro Paulo Funari: Esta é uma aquisição interessante para quem tem curiosidade em saber um pouco sobre os trabalhos de Arqueologia e as implicações politicas e sociais que os envolvem. Funari é um arqueólogo bastante reconhecido e já publicou dezenas de livros e artigos relacionados aos mais variados temas históricos. Já fiz resenha dele no Descobrindo o Passado

4 – Livro “Uma Viagem pelo Nilo”… O qual é de minha autoria, por acaso. Meio narcisista? Nem tanto! Eu tenho um motivo para indicá-lo: Ao contrário da indicação anterior, esta obra fala especificamente sobre a civilização egípcia explicando aos leitores os aspectos gerais desta civilização milenar. Porém, tem como bônus algumas explicações sobre os trabalhos de Egiptologia e como nasceu a Arqueologia Egípcia.

5 – Colar com ponta de flecha: Esta dica é voltada para aqueles que amam tanto a Arqueologia que quer um pedaço do passado por perto. A venda ou posse de artefatos arqueológicos é, na maioria dos casos, ilegal, por isto que a solução encontrada por muitos é a compra de cópias. Você poderá conferir alguns exemplos no site Arqueo Réplicas.

5 – Réplica de avião North American P-51 Mustang: Para os curiosos ou estudiosos da 2ª Guerra Mundial o avião North American P-51 Mustang é um velho conhecido. Sua atuação em combate foi registrada através de fotografias e vídeos históricos. Este é da Coleções Del Prado.

Gostou destas dicas? Compartilhe entre os seus amigos ou nos envie algumas sugestões também! Neste blog também já listei produtos inusitados envolvendo o Egito Antigo

Eu e o “Uma viagem pelo Nilo” estivemos na I Flise!

Nas últimas duas semanas muita coisa aconteceu, mas devido a vários fatores eu não pude relatar nenhuma novidade para vocês. Meus últimos dias foram uma senhora novela: aparentemente passei quase três semanas com Chikungunya e fiquei sem meus dois computadores.

Bom, a Chikungunya é só uma desconfiança porque não fui para o posto de saúde, mas fiquei dias inteiros sentindo muitas dores por todo o corpo e com inflamações (não estava visível na pele, mas quando eu olhava meus lábios, do lado de dentro de minha boca, era possível ver manchas vermelhas). A última novidade são caroços que apareceram por meu rosto, então o que posso dizer é que eu realmente não estava na minha melhor forma. Porém, depois de tomar dipirona, muita água e ficar em bastante repouso finalmente senti uma enorme melhora e quem sabe já estarei por aí correndo com a minha futura cachorrinha.

A cachorrinha é a outra novidade: a família aqui irá crescer, não sei quando a nossa cadelinha irá chegar, mas já estou muito empolgada esperando por ela. Infelizmente não escolhi ainda o nome. Conto com a sugestão de vocês. Já pedi um pitaco até lá no Twitter.

Também fui convidada para participar da I FLISE (Feira da Leitura e do Livro de Sergipe) e vocês não ficaram sabendo com antecedência porque foi tudo um grande acidente do destino. Explico: eu estava em Salvador e voltei praticamente correndo para Aracaju para poder participar de um bate-papo com uma escritora nacional (vide vídeo). Finalizada a minha atividade fui dar uma passada no estande da Gráfica e Editora J Andrade, local em que o meu livro, Uma viagem pelo Nilo, foi impresso. Qual não foi a minha surpresa quando cheguei lá e o meu livro estava em exposição! Então eles perguntaram se eu não gostaria de ficar no estande para realizar um meet com os leitores e futuros leitores. Aceitei na hora. Comentei acerca no vídeo abaixo, bem nos minutos finais. Caso queira pular direto para a parte em que cito a Flise clique aqui:

Juro que fiquei muito receosa, imaginando como eu seria tratada no dia seguinte. Não sei de qual parte da minha imaginação tirei que de alguma forma eu poderia ser hostilizada pelos funcionários que estariam trabalhando no estande, mas o meu medo se mostrou totalmente infundado: fui tratada extremamente bem por todos os funcionários, que me deram todo o suporte necessário fazendo com que eu me sentisse em casa. Tenho uma história de amor com a J Andrade e que agora se expandiu com a minha participação nesse evento.

Eu de boas mandando alguma mensagem ou fazendo algum snap. Foto: Enaldo Valadares.

Já a ideia da organização do estande foi pensando para imitar o ambiente de uma cafeteria, com as nossas mesas bem ao estilo daqueles cafés mais reservados, estantes com livros ao fundo, lustre, música ao vivo em determinados momentos e até mesmo uma moça fazendo café :3 Cara… Sério… Muito legal! Meu arrependimento por não ter gravado um vlog está no zênite.

Eu estava nervosa pra cacete porque eu ia ficar sozinha pela primeira vez, mas a Márcia, que estava cuidando de toda a organização da editora, me ajudou muitíssimo.

A Márcia da J Andrade ajudou-me 100%. Muitíssimo obrigada!

Conheci pessoas e histórias maravilhosas e percebi com mais força que crianças são leitoras vorazes, mesmo quando o assunto é Arqueologia. Elas são empolgadas, gentis e ansiosas por aprender mais. É incrível. Me vi em muitas delas porque se eu tivesse a oportunidade de participar de um meet com uma arqueóloga quando pequena certamente eu enlouqueceria. Elas eram incrivelmente atentas ao conteúdo do livro, muito empolgadas em aprender o assunto, demostravam felicidade de forma explicita (ganhei até um pulo misturado com abraço de uma menina. Ela me deu um baita susto, mas não tem problema😀 ) e ao menos uma, dentre elas, queria tanto o livro que economizou dinheiro para comprá-lo. Foi uma grande honra. Estou com muito orgulho desses meus pequenos leitores e dos pais também, que dão asas para as suas filhas e filhos voarem o mais alto possível. Já dizia Carl Sagan que crianças são naturalmente cientistas e são os pais os responsáveis por impedi-las de serem curiosas ou darem espaço para elas explorarem o mundo.

Uma coisa que eu achei engraçada é que algumas pessoas só apareciam para tirar fotos, tipo assim, nem te davam um “olá”, vinham, tiravam uma foto e partiam. Eu fiquei imaginando o motivo e comentei com outra pessoa e ela me disse algo que nem sequer  se passou por minha cabeça: “É que é para postar nas redes sociais dizendo que conheceu determinado autor… Mesmo nem sabendo sobre que diabos ele escreve”. Meu queixo caiu, mas não pela a atitude dessas pessoas (a qual não vejo nada de mais, cada um faz o que quer com a sua vida, seja pagar de culto na internet ou não), mas por minha inocência em nem ter imaginado que podia ser isso.

Mais uma apaixonada pela antiguidade egípcia que amei conhecer❤ . Foto: Enaldo Valadares.

Eu e o historiador/autor Thiago Fragata, cujo filho ama a antiguidade egípcia. Espero que o meu livro tenha se tornado um lindo presente para esse garoto.

Ainda fui apresentada ao Ismael Pereira, artista plástico e autor, o qual tive o privilégio de saber que já tinha lido o meu livro. Foi dele que escutei a frase “Meu país é o mundo e a minha bandeira é o Sol” (ou algo assim, mas a ideia é essa).

Foi cansativo, eu ainda estava doente, muito cansada por conta da viagem, mas eu faria tudo novamente (desta vez fazendo um vlog). Apesar de ser a sua primeira versão a Flise já se mostrou um evento grande. A pena é que cobram tão caro para os autores exporem. Eu tive a boa sorte de ter sido convidada pela gráfica.

Se ocorrer uma segunda versão quero participar novamente. Foi cansativo, as vezes surreal, mas foi divertido. Alias sempre é muito legal ver a reação do público cara a cara.

Alguns dos dias mais especiais da minha vida: Apresentações do meu livro

Este ano lancei o meu primeiro livro, Uma viagem pelo Nilo, e com ele ocorreram alguns acontecimentos bem legais: os momentos em que o apresentei para o público pessoalmente.

Foi muito estranho escutar as pessoas falando do que produzo, eu estava acostumada com a barreira do computador, mas foi muito divertido ver a emoção cara a cara, dá até motivação para continuar a escrever.

Uma destas ótimas ocasiões foi em Blumenau (clique aqui e saiba mais) que, embora eu tenha enfrentado um caos aéreo terrível em São Paulo e principalmente Rio de Janeiro (o avião em que eu estava foi um dos quatro cujo pouso em Santos Dumont foi cancelado), foi extremamente empolgante, especialmente porque falei para turmas de História (até então eu só tinha dado aula para alunos de Arqueologia) com uma cultura levemente diferente da minha, então foi uma conexão bem interessante (Principalmente as cervejas! Quem sabe volto no Oktoberfest). O convite partiu do LABEAM, sob a coordenação do Dominique Santos.

Malinha sendo arrumada…

Onde fiquei hospedada: Pousada Casa da Pedra.

Visão do quarto em que fiquei hospedada! Que saudades…

Como não amar?

Mas olha quem encontrei na sala do LABEAN! Tutankhamon dando o ar da graça.

Adorei ver a motivação de alguns alunos para entender o Antigo Egito, a pena é que foram somente dois dias. Amei tudo e todos foram extremamente simpáticos comigo, deste as funcionárias da pousada até os funcionários da FURB.

O outro momento foi em Aracaju que ao contrário de Blumenau foi um evento voltado exclusivamente para o livro. O convite partiu da Cecilia Calvacante, dona e administradora do Portal Hanna Belly. O acontecimento contou com umas carinhas desconhecidas e empolgadas, como também com a presença de alguns dos meus amigos, o que tonou a noite mais do que especial.


A empresa Contextos Arqueologia, sob a direção do arqueólogo Luis Felipe Freire, teve também um importante papel. Na época da viagem para Blumenau eu já era contratada e a mesma me liberou para dar a aula e em Aracaju organizou o lançamento ao lado do Portal.

Não sei onde futuramente irei parar com o meu livro, mas estou visando muito São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro, locais em que tenho mais leitores.

Acontecimentos no mínimo engraçados:

☥ Horas antes ao meu embarque para viajar para Blumenau coloquei Luftal em um dos meus olhos em vez de colírio, tamanha era a minha exaustão. Como consequência apresentei as palestras com um olho vermelho.

☥ Em Blumenau, quando cheguei à pousada fui informada que o meu quarto era o mais reservado para no caso da minha pessoa precisar escrever. Na hora achei o comentário estranho já que não sou famosa ou algo assim. Na manhã seguinte a mesma funcionária foi falar comigo e relatou que usualmente ela recebe pesquisadores lá e quando ela foi informada da minha chegada leu o meu currículo e imaginou que eu tinha entre 50 e 60 anos, o que não faz sentido, já que minha produtividade acadêmica nem de longe está das melhores.

☥ Em Aracaju uma das pessoas que foi ao lançamento falou com a minha irmã mais nova acreditando que ela era eu.

☥ Ainda em Aracaju o meu discurso não foi ensaiado… Acho que ficou mais que obvio…