【Artigo】 Por uma Arqueologia egípcia mais “aquática”

Por uma Arqueologia egípcia mais “aquática” | Márcia Jamille Nascimento Costa (em português):

Embora o Egito antigo tenha sido uma civilização fluvial a Arqueologia realizada no país tende a tratar os objetos relacionados com o ambiente aquático como artefatos de segunda ordem. Para tal, este artigo mostra alguns dos aspectos mais marcantes destas antigas comunidades que demonstram que a água durante o faraônico foi mais do que um espaço para a captação de recursos e deve receber um olhar mais zeloso da Arqueologia.

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【Artigo】A dupla natureza monovalente e polivalente do Livro Egípcio dos Mortos

A Dupla Natureza Monovalente e Polivalente do Livro Egípcio dos Mortos a Partir das Acepções de “Sentido” e de “Narrativa” de Ciro Flamarion Cardoso | Keidy Narelly Costa Matias (em português):

Ciro Flamarion Cardoso (1997) nos diz que a estruturação de um texto como relato faz com que, nesse contexto, a noção de tempo seja mais central do que a de espaço; as noções de relato (ou narrativa) são inequivocamente impregnadas de sentido. A palavra “relato”, conta-nos Ciro Flamarion (1997), relaciona-se semanticamente com a palavra referre (transcrever) enquanto que a palavra “narrativa” relaciona-se com o termo narrare (narrar); Ciro Flamarion (1997) coloca, portanto, as duas palavras como sinônimas, embora polissêmicas. A partir das acepções impetradas pelo egiptólogo brasileiro, podemos demarcar o Livro dos Mortos como um relato e, por isso, carregado de sentido.

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(Artigo) Vida por toda eternidade: Tothmea renascida pelas novas tecnologias

Vida por toda eternidade: Tothmea renascida pelas novas tecnologias – Moacir Elias Santos e Cícero Moraes | Português |

Para os egípcios antigos a morte não representava um fim, mas o começo de uma nova existência que seria múltipla, a exemplo daquela que permitiria o morto viajar com o deus-sol Ra, ou na qual ele habitaria o mundo de Osíris. Para tanto, era condição sine qua non a preservação do corpo por meio da mumificação. Uma egípcia, que conhecemos atualmente como “Tothmea”, com mais de 2500 anos, e que se encontra conservada no Museu Egípcio e Rosacruz, em Curitiba, certamente compartilhava a ideia de que poderia voltar à vida. Neste artigo apresentamos um estudo que permitiu, em parte, o
almejado renascimento que Tothmea buscava, contudo, não nos moldes da religião egípcia, mas com o uso de diversas tecnologias.

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(Artigo – Resenha) O Egito também é aqui!

O Egito também é aqui! – Marcia Bezerra | Português |

Complementando o texto em epígrafe, seria justo dizer que parte significativa da comunidade arqueológica opta pela carreira inspirada pelas imagens do Egito Antigo. Eu mesma escolhi a profissão durante as aulas de História Antiga, nos anos 1970. Nessa época, a História contada na sala de aula era pontuada por muitas datas, nomes, e pouco tinha a ver com o cotidiano dos alunos. A razão da atração que o Egito Antigo tem sobre os alunos (e o público em geral) está na fórmula: antiguidade-magia-mistério, que são ingredientes de uma boa aventura.

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【Artigo】Interações culturais e fronteiras étnicas no Novo Império egípcio

Distâncias egípcias, encontros núbios: interações culturais e fronteiras étnicas no Novo Império egípcio | Fábio Amorim Vieira | Português |

Caracterizado pelos expressivos contatos egípcios com povos estrangeiros, o período denominado de Novo Império, entre 1580 e 1080 a. C., fornece evidências do processo de estabelecimento de relações étnicas e intercâmbios culturais entre os povos do Egito e os seus vizinhos estrangeiros do sul, na Núbia. Este artigo anseia perceber as fronteiras culturais, formações de identidades étnicas e relações de contato edificadas, mantidas e transformadas entre egípcios e núbios no contexto do nordeste saariano.

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【Artigo】 Aplicação da Arqueologia de Ambientes Aquáticos no contexto do Egito Antigo

Dádiva do Nilo: um ensaio da Aplicação da Arqueologia de Ambientes Aquáticos no contexto do Egito Antigo | Márcia Jamille Nascimento Costa e Gilson Rambelli (em português):

As investigações relacionadas com sítios arqueológicos de natureza aquática no Egito tiveram início há mais de um século, com a descoberta dos barcos de Dashur e o antigo porto de Pharos, contudo os estudos sobre essa temática ainda estão se desenvolvendo no país. A falta desse conhecimento voltado especificamente para os ambientes aquáticos fez com que o Nilo, por exemplo, fosse compreendido como um local de captação de recursos, ignorando-o como rota fluvial e espaço de socialização, prejudicando a aplicação das pesquisas e debates acerca dos artefatos relacionados com o meio aquático, ou seja, existe como em toda a Arqueologia a tendência por uma visão agrocêntrica do passado, que coloca em um segundo plano a cultura material e imaterial associada à água, apesar da antiguidade egípcia ter um preceito aquático.

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【Artigo】 A Egiptomania e o caso do Brasão de Campinas

“LABORE VIRTUTE CIVITAS FLORET”: A Egiptomania e o caso do Brasão de Campinas | Gabriela Pratavieira de Oliveira (em português):

Dentre as diversas possibilidades de reapropriação da Antiguidade Oriental está uma das, talvez, mais importantes, curiosas, exóticas e utilizadas: a antiga civilização egípcia. Seus hieróglifos, pirâmides, múmias e muitos outros símbolos são frequentemente reapropriados, reaproveitados por outras sociedades, que lhes atribuem significados diferentes dos originais.

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P.S: A fênix é um animal mítico grego o qual alguns pesquisadores acreditam ter sido baseado no Benu, um animal semelhante a garça-real, símbolo da imortalidade e da fecundidade.

【Artigo】 Os estudos demóticos e a possibilidade de uma nova Egiptologia

Os estudos demóticos e a possibilidade de uma nova Egiptologia | Thais Rocha da Silva (em português):

Este texto apresenta os estudos demóticos e os novos desdobramentos desse campo na última década para um público brasileiro que ainda não tem acesso a esses documentos e ao campo de pesquisa propriamente dito. Ao mesmo tempo, debato o seu desenvolvimento relacionado à origem e ao estabelecimento da Egiptologia como ciência ao longo dos séculos XIX e XX.

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【Artigo】 Ações restauradoras de Tutankhamon

Ações restauradoras de Tutankhamon: a retomada de Tebas como principal centro religioso do Egito após a reforma amarniana | Vanessa Fronza (em português):

Durante seu governo, o faraó Akhenaton (1352 – 1336 a.C.) promoveu a reforma amarniana, fundando uma nova capital, que deslocou o centro de poder de Tebas para Akhetaton. Quando Tutankhamon (1336 -1327 a.C.) torna-se faraó ocorre a restauração da religião egípcia tradicional,descrita na fonte conhecida como Estela da Restauração.Seu reinado é marcado por ações restauradoras, especialmente em Tebas, a fim de retomar sua importância como principal espaço religioso do Egito.

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【Artigo】 A Alexandria antiga refletida pelo olhar romano

A Alexandria antiga refletida pelo olhar romano | Joana Campos Clímaco (em português):

Além de Roma, nenhuma cidade no Alto Império romano foi mais caracterizada e criticada por escritos de fora do que Alexandria. As imagens produzidas no período romano criaram representações da cidade que a historiografia contemporânea perpetua: uma cidade linda, turbulenta e enorme, que ficava atrás apenas de Roma. O objetivo desse artigo é discutir como as imagens associadas à grandeza e prosperidade de Alexandria ilustraram uma percepção da cidade como um espelho de Roma e uma ameaça à sua hegemonia. Minha intenção é demonstrar como a escolha dos conteúdos não foram inocentes, nem tampouco a dualidade das narrativas, que enfocavam as qualidades e realizações de Alexandria, por um lado, e os seus problemas e tendência à polêmica, por outro.

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