O amuleto da deusa Ísis: conheça o Tyet!

Por Márcia Jamille Costa | @MJamille Instagram

Os egípcios antigos eram extremamente religiosos e devotos aos seus deuses, mas poucos eram os que tinham acesso aos principais templos do país. Desta forma, para tentar minimizar este afastamento, amuletos eram adotados para trazer algum tipo de amparo. Um dos mais populares era o Tyet, conhecido popularmente como “Nó de Ísis”.

Tyet, Knot of Isis amulets

Aqui no Arqueologia Egípcia existe um post que faz um apanhado geral sobre o uso de amuletos pelos antigos egípcios, é o texto Amuletos egípcios: significados dos símbolos e os seus usos”.  E abaixo está um vídeo falando exclusivamente do amuleto Tyet, cuja origem é um verdadeiro mistério. Alguns pesquisadores sugerem que o “nó” seja nada mais, nada menos que um pano usado para conter a menstruação (por isso da cor avermelhada dele). Assista ao vídeo para aprender melhor sobre o assunto:

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Mãe de Tutankhamon é tema de documentário

Por Márcia Jamille Costa | @MJamille | Instagram

Recentemente foi anunciada a estreia de um documentário que falará sobre a mãe do faraó Tutankhamon e a nova reconstituição facial feita para ela. Será um especial dividido em duas partes para o programa Expedition Unknown, da Travel Channel. Ainda não existe uma data prevista para o Brasil.

No Egito foram descobertos alguns esconderijos onde estavam múmias da realeza. O mais famoso é o de Deir el-Bahari, o qual já foi comentado aqui no Arqueologia Egípcia. Já um dos menos conhecidos  é o que foi descoberto em 1898, na KV-35. Neste foi encontrada a múmia da mulher cujo exames genéticos apontam como sendo a mãe de Tutankhamon. É ela um dos focos do documentário:

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Os deuses do Egito Antigo: o que você precisa saber!

Por Márcia Jamille | Instagram @MJamille

Após uma longa espera finalmente os leitores e seguidores do site Arqueologia Egípcia podem assistir ao primeiro episodio (ou melhor: episódio piloto) da nossa série “Deuses do Egito Antigo“.

Neste capítulo é feito um apanhado bem geral sobre as divindades desta icônica civilização. É basicamente uma prévia para preparar vocês para a nossa primeira série oficial:

Espaço vazio dentro da Grande Pirâmide do Egito: Entenda!

Por Márcia Jamille | Instagram @MJamille

Em novembro, a revista científica Nature publicou uma notícia anunciando a descoberta de “espaços vazios” dentro da pirâmide do faraó Khufu (Quéops), a maior do Platô de Gizé.

Aqui no Arqueologia Egípcia possuímos um dossiê sobre o assunto, mas você pode encontrar comentários em vídeo também no nosso canal. Nele falo um pouco sobre esta pesquisa e a controvérsia em que ela está envolvida:

E caso tenha curiosidade de conhecer um pouco mais sobre a arquitetura egípcia acesse o nosso vídeo sobre o assunto: Arquitetura egípcia | Pirâmides, moradias e o Vale dos Reis.

Tenha em casa: A Edições Del Prado, uma editora especializada em vendas de fascículos com imagens colecionáveis, possui uma coleção intitulada “Cenas do Egito Antigo”. Uma delas é a construção das pirâmides.

Clique aqui para conferir a peça ou aqui para ver as demais cenas.

Espíritos malignos no Egito Antigo

O tema do novo vídeo do Arqueologia Egípcia, “Espíritos malignos no Egito Antigo”, foi escolhido com muito cuidado graças a pouca bibliografia disponível sobre ele. Exatamente por isto que é bem provável que no futuro seja necessário gravar um material atualizado sobre este assunto.

Book of the dead for kenna (RMO Leiden)

Ainda assim, espero que vocês possam curtir o tema e conhecer um pouco mais sobre esta faceta pouco discutida dos antigos egípcios, que era o medo de entidades errantes:

Caso queira conhecer o canal é só clicar aqui e caso queira apoiar a produção de vídeos é só clicar aqui.

10 brinquedos do Egito Antigo que você precisa conhecer

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

Muitos brinquedos da antiguidade egípcia são bastante parecidos com os nossos atuais. As crianças do Período Faraônico poderiam se distrair brincando com bonecos de pano ou madeira, animais com bocas móveis, bolas, jogos de azar ou aqueles que envolviam o raciocínio. Os arqueólogos encontraram ao longo dos anos uma série de artefatos do tipo, mas a pena é que entre alguns o uso se perdeu com o tempo.

Nesta modesta lista vocês poderão conferir um pouco deste lado lúdico dos antigos egípcios e quem sabe rememorar a sua própria infância.

1 – Jogo dos cães contra chacais:

Fonte: Met Museum

Este jogo possui uma gaveta para armazenar as peças as quais são cinco pinos com cabeças de cães e cinco com cabeças de chacais. Já o tabuleiro tem a forma de uma lâmina de machado e possui 58 furos na superfície, além do desenho de uma palmeira e um sinal de shen no centro. O shen era o símbolo hieroglífico para ouro. Como outros jogos advindos do Egito Antigo não se possuem registros de quais eram as suas regras. Howard Carter e Lord Carnarvon em sua publicação Five Years of Explorations at Thebes, A Record of Work Done 1907-1911 (1912, página 58) deduziu como ele pode ter funcionado:

“Presumindo que o símbolo ‘Shen’… seria o objetivo, encontramos em ambos os lados vinte e nove buracos, ou incluindo o objetivo, trinta à parte. Entre esses buracos, de cada lado, dois estão marcados… ‘nefer’, ‘bons’; e quatro outros estão ligados entre si por linhas curvas. Supondo que os buracos marcados como ‘bons’ incorrem em um ganho, parece que os outros, conectados por linhas incorrem em uma perda. Agora, os movimentos em si poderiam ter sido facilmente definidos pela possibilidade do lançamento de ossos ou dados… e, portanto, temos diante de nós um jogo de azar simples, mas excitante”.[1]

Esta peça pertence ao Médio Reino, 12ª Dinastia.

2 – Senet

Fonte: Egypt About

O senet era um jogo de tabuleiro o qual era dividido em três fileiras de dez quadrados. Alguns dos quadrados tinham símbolos que representavam a má e boa fortuna. Sabe-se que era um jogo de estratégia, mas não existe certeza de quais eram as suas regras. Entretanto, no geral a crença é de que o vencedor era aquele que conseguisse levar suas peças para o final do lado do seu oponente.

3 – Cavalo com rodinhas

Fonte: British Museum

Outrora colorido, este cavalinho de madeira com rodinhas provavelmente era puxado por uma cordinha, a julgar pelos orifícios que se encontram na área da sua boca. Esta peça foi datada como sendo do Período Romano.

4 – Boneco de madeira representando uma pessoa moendo grãos

Fonte: Rob Koopman

Não são somente as nossas atuais Barbies que exercem profissões no mundo das brincadeiras. Entre os antigos egípcios brincar de estar exercendo alguma tarefa na comunidade também era comum. Neste exemplo temos uma pessoa segurando uma pedra que serve como um moedor de grãos. O brinquedo possui uma mecânica que torna capaz o indivíduo que está brincando poder mover o bonequinho: puxando a cordinha o tronco dele se move fazendo com que ele se mexa como se estivesse moendo grãos.

5 – Gato de madeira

 

Fonte: British Museum

Este gato de madeira (ou talvez uma leoa) com dentes de bronze poderia ter sua mandíbula mexida graças a uma corda (a qual atualmente é uma réplica) que atravessa a parte superior da sua cabeça. Este exemplar provavelmente pertente ao Novo Império.

6 – Rato de cerâmica e madeira

Fonte: British Museum

Este é um rato feito de cerâmica e possui uma mandíbula de madeira articulada, que era operada por um fio. A questão é: como se brincava com ele?

7 – Mehen

Fonte: Neues Museum

O mehen, que também é chamado de Jogo da Cobra, trata-se de uma placa circular que mostra um padrão imitando este animal. Seu nome faz referência ao deus Mehen, divindade relacionada justamente com as cobras. Embora apareça em alguns registros iconográficos não se sabe quais eram as suas regras.

8 – Bola

Fonte: British Museum 

As bolas egípcias naturalmente eram diferentes das nossas. No caso da antiguidade elas eram feitas com farrapos de tecido, couro, folhas de palmeira ou outros vegetais, que usualmente eram atados com cordas. Contudo, existem exemplos ocos deste brinquedo.

9 – Bonecos de pano

Fonte: British Museum

Bonecos de pano também faziam parte da brincadeira. Feitos usualmente de linho e recheados com trapos e papiro, eles eram enfeitados com ornamentos, a exemplo desta peça, que no passado provavelmente possuía um pequeno enfeite para cabelos. Pensa-se nisso por conta da presença de uma pequenina pedra azul na lateral esquerda da sua cabeça. Esse artefato é datado do Período Romano.

 

10 – Dados

Fonte: Met Museum

Em sítios arqueológicos egípcios foram encontrados diferentes tipos de dados onde alguns lembram os nossos usuais de seis lados (com direito ao uso de pontinhos para, provavelmente, indicar quantidades) e outros de formato poliedro, muito parecidos aos utilizados pelos jogadores de RPG. Não se sabe os tipos de regras que envolvem um dado poliedro, mas acredita-se que eles poderiam ser utilizados tanto para jogos, como para adivinhações oraculares. Este da imagem é datado do Período Greco-Romano.

Fontes:

[1] Game of Hounds and Jackals. Disponível em < https://www.metmuseum.org/art/collection/search/543867 >. Acesso em 11 de outubro de 2017.

Ancient Egyptian Games. Disponível em < http://www.ancient-egypt-online.com/ancient-egypt-games.html >. Acesso em 11 de outubro de 2017.

The Game of Senet. Disponível em < http://www.gamecabinet.com/history/Senet.html >. Acesso em 11 de outubro de 2017.


  • Para fontes adicionais consulte as legendas das imagens.

Maquetes antigas: Exemplos do Egito Antigo

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

Sítios arqueológicos às vezes podem proporcionar grandes surpresas. Foi o que ocorreu no Egito em 1920, quando ao final de uma tarde de trabalhos do Museu Metropolitano de Arte de Nova York em uma tumba de Deir el-Bahari, a TT280 (pertencente a um homem chamado Meketra), uma descoberta inusitada foi feita: uma câmara oculta com várias maquetes representando cenas da vida cotidiana no Egito estava escondida atrás de uma parede.

1-7 Egypt Transformed at Met
Eram imagens retratando embarcações e seus tripulantes, casas de abate, casas de tecelagens, jardins, etc. Nas palavras do próprio arqueólogo responsável pela missão, o Hebert Winlock, era “uma infinidade de figuras de homenzinhos brilhantemente pintados que faziam isso e aquilo”. Conto um pouco sobre a história da sua descoberta no vídeo “Maquetes da época do Egito Antigo: A tumba de Meketra” daqui do Arqueologia Egípcia. Nele vocês conhecerão as circunstancias da descoberta, danos presentes nas peças e algumas curiosidades:

Frescor milenar:

Uma das coisas que mais chama a atenção nestes objetos é a sua incrível conservação, como vocês poderão conferir nas imagens a seguir:

Cattle of Meketre

Model figures of Meketre

Funeral boat sailing Dynasty 12 early reign of Amenemhat I tomb of Meketre 1981-1975 BCE (1)

Funerary Boat being Rowed

Ancient Egyptian model figures

Driving cattle

Metropolitan Museum of Art, New York, Egyptian collection

Metropolitan Museum of Art, New York, Egyptian collection

Metropolitan Museum of Art, New York, Egyptian collection

Não se sabe qual o sentido destes artefatos. Alguns pesquisadores sugerem que tenha alguma aspiração religiosa, como uma tentativa de transmitir o que foi representado nas maquetes para o além-vida do Meketra. Já outros acham que era somente fruto de alguma coleção e que Meketra queria levar consigo.

Fonte integral deste post:

DERSIN, Denise. A história cotidiana às margens do Nilo (Tradução de Francisco Manhães, Marcelo Neves, Carlos Nougué, Michael Teixeira).  1ª Edição. Barcelona: Folio, 2007.

Máscara funerária do faraó Tutankhamon: um artefato único

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

A máscara de Tutankhamon é um dos artefatos arqueológicos mais surpreendentes advindos da Antiguidade. Feita em ouro e pedras semi e preciosas, ela tinha como objetivo tanto retratar o rei, como passar uma mensagem divina, afinal, de acordo com a crença egípcia antiga, a pele dos deuses era feita de ouro e os seus cabelos de lápis-lazúli.

Imagem frontal da máscara mortuária de Tutankhamon. Imagem disponível em MULLER, Hans Wolfgang; THIEM, Esberhard. O ouro dos faraós. (Tradução de Carlos Nougué, Francisco Manhães, Maria Julia Braga, Angela Zarate). 1ªEdição. Barcelona: Editora Folio, 2006. pág. 175.

Existem algumas controvérsias que envolvem este artefato, um delas é se de fato ele retrata o jovem rei. Esta questão, assim como outras informações adicionais tais como os matérias que a compõe, significados das inscrições que estão em suas costas, seu peso e tamanho são comentados no vídeo abaixo:

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