Tumba de Tutankhamon será fechada

Por Márcia Jamille Costa | @MJamille

 

Por determinação do SCA a tumba de Tutankhamon, faraó da XVIII Dinastia, será fechada por tempo indeterminado, assim como de outros governantes, dentre eles Seti I e Nefertari (este já lacrado). Não se sabe quando se iniciará o processo de encerramento das tumbas, mas o SCA já alerta que só terão acesso às mesmas arqueólogos que pagarem uma taxa cujo valor não foi anunciado.   

Desde 2009 o SCA planeja fechar estas tumbas, principalmente a de Tutankhamon, pois, por se tratar de um dos faraós mais populares da atualidade, ele recebe inúmeras visitas, e é justamente a respiração dos visitantes que está acelerando o processo de degradação das pinturas do local, assim como a da múmia do faraó, a qual ainda não se sabe qual será seu destino após o fechamento do sepulcro.

Para “substituir” – já que artefatos são bens insubstituíveis – as tumbas réplicas precisas estão sendo feitas para amparar aos turistas. Determinação semelhante foi realizada com o complexo de cavernas de Lascaux na França, onde uma “Lascaux II” foi elaborada recebendo ainda hoje um grande número de curiosos, da mesma forma que a sua antecessora real.

 

Abaixo imagens da tumba de Tutankhamon (KV-62):

 

[cincopa AEFA2ZaqqGA2]

Fonte:
Público – Túmulo de Tutankhamon encerra em breve para evitar deterioração. Disponível em: < http://jornal.publico.pt/noticia/08-01-2011/tumulo-de-tutankhamon-encerra-em-breve-para-evitar-deterioracao-20972664.htm>. Acesso em: 08 de janeiro de 2011.

Hórus em “Um sábado qualquer”

Por Márcia Jamille Costa | @MJamille

Hórus conversando com outros deuses? É possível ver com muito humor no blog Um sábado qualquer, que publica várias tirinhas que contam as aventuras e desventuras de Deus (o simpático velhinho de toga cor creme) que hora ou outra é confrontado por questões que envolvem o ateísmo, capitalismo e outras religiões pelo o mundo a fora.

O autor de Um sábado qualquer é Carlos Ruas, um rapaz super talentoso que faz tirinhas bem inteligentes e cheias de um bom humor – coisa rara hoje em dia -.

Uma das categorias do blog é O boteco dos deuses, que consiste em estórias que se passam em um barzinho com os deuses batendo um papo amigavelmente. Neste grupo de amigos está o Hórus.

Abaixo algumas das tiras:

Um sábado qualquer: Boteco dos deuses

Um sábado qualquer: Boteco dos deuses

Um sábado qualquer: Boteco dos deuses

Um sábado qualquer: Boteco dos deuses

Um sábado qualquer: Boteco dos deuses

Larousse: dos faraós até Roma

Por Márcia Jamille Costa | @MJamille

 

 

Capa de Larousse das Civilizações Antigas, Vol. I: Dos faraós à fundação de Roma

 

Foi anunciada aqui no site em 26/04/09 [1] a obra Larousse das Civilizações Antigas, Vol. I: Dos faraós à fundação de Roma. Hoje já soube que o material ainda pode ser encontrado em algumas bancas.

Ele foi escrito sob a direção de Catherine Sales da Universidade de Paris X-Nanterre com o apoio de Francisco Joannès (Universidade de Paris I-Sorbonne), Catherine Chadefaud (Liceu La Bruyére de Versailles), Jérôme Kerlouegan (Instituto Nacional de Línguas e Civilizações Orientais), Sophie Royer (jornalista), Éric taladoire (Universidade de Paris I-Sorbonne), María del Rosario Acosta Nieva (Universidade de Guadalajara) e Patrice Lecoq (Universidade de Paris I-Sorbonne).

 

Larousse das Civilizações Antigas, Vol. I: Dos faraós à fundação de Roma.

 

Catherine Chadefaud é a especialista em história antiga do Egito do grupo que tem em seu currículo o livro No tempo dos faraós (1986).  

Este é o primeiro volume da coleção e apresenta as realizações de algumas das civilizações do passado, sendo neste caso, como o título bem mostra, até os primórdios de Roma.

Didático na medida do possível ele ilustra e mostra quadros para melhor passar as informações. No entanto, minha maior queixa contra a revista são os momentos em que são feitas descrições de alguns artefatos, mas não são postas fotos destes, o que deixa o leitor várias vezes só imaginando o que o autor está a falar. Fora isto é bem apresentado, e o mais importante de tudo, feito por gente da área.     

 

Ficha técnica:

Título: Egito: Larousse das Civilizações Antigas, Vol. I: Dos faraós à fundação de Roma

Autor: Catherine Sales

Tradução: Antonio Geraldo da Silva e Ciro Mioranza

Ano de publicação (Brasil): 2008

Distribuição: Larousse do Brasil

Tema: Literatura infanto-juvenil; Antiguidade Egípcia em termos gerais.

[1] Não está mais arquivado.

Perguntas de final de ano para Márcia

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Perguntas enviadas pelos leitores para Márcia Jamille N. Costa (publicado dia 31/12/2010)

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Na penúltima semana de dezembro recebi questões de vocês leitores e agora as respostas estão disponíveis. Pode parecer clichê, mas não foi tarefa fácil descartar algumas perguntas.

Gostaria de falar que fiquei extremamente feliz pela disposição de todos que enviaram as questões e que esta foi uma experiência muito bacana. Lembrando que foi permitido que algumas perguntas fossem marcadas como anônimas.

Algumas foram extremamente criativas e bem interessantes, mas eu deveria escolher somente cinco perguntas e acabei respondendo sete, o que não deveria ser feito. Eu realmente responderia todas se pudesse.

Vamos para as perguntas e as respostas:

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1ª pergunta (enviada por Rodolfo Francisco Marques):

Como surgiu seu interesse pela arqueologia e pelo Egito?

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Olá Rodolfo! Ambos surgiram ao mesmo tempo enquanto eu assistia o documentário “Egito: em busca da imortalidade”, antes desde episódio a história do Egito faraônico era irrelevante para mim, mas quando vi as cenas iniciais que mostravam o túmulo de Tutankhamon e o cuidado que os antigos tinham por seus mortos me senti comovida, aquela gente queria ser lembrada a todo custo, tinham mais medo do esquecimento do que da própria morte, é um sentimento muito profundo. Pois é, desde então  eu quis seguir a carreira.  Eu tinha treze anos e brincava com pinceis tirando as poeiras dos moveis dizendo que estava recuperando um objeto… Eu hoje imagino o que a minha mãe andava pensando de mim naquela época…

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Rosto de um dos ataúdes de Tutankhamon. Fotografia tirada pela a expedição ao Egito realizada pelo o Metropolitan Museum of Art. (Ano desc.)

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2ª pergunta (anônima):

Como surgiu a idéia de criar o site?

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Eu já navegava muito na internet em 2003 (e até 2004, acredite, eu achava que era a única pessoa no mundo que colecionava livros e revistas sobre a civilização egípcia…) e acompanhei o desenvolvimento de sites de Egiptologia em português e muitos me decepcionavam ao extremo, eram conteúdos sem fundamento, impressões de pessoas que nem sequer tinham lido as pesquisas sobre o assunto, então quando tinha chegado 2008 eu resolvi fazer um site só por “diversão”, armazenando cópias digitalizadas de revistas e artigos, passando horários de documentários, divulgando as revistas publicadas, etc, mas voltado só para os meus amigos. No entanto, notei que o site estava recebendo muitas visitas e pessoas começaram a escrever para mim. Estava começando a ficar clara a necessidade de comprar um espaço e tornar o Arqueologia Egípcia algo grande. Acredito que este site que estamos vendo agora faz ainda parte do embrião de 2008 e pela a visível mudança que ele veio sofrendo acredito que vai ficar ainda mais interessante.

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3ª pergunta (enviada por Rennan Lemos):

O Arqueologia Egípcia é uma ferramenta importantíssima para a disseminação de conhecimento egiptológico atualizado no nosso país, principalmente aquele produzido por egiptólogos nacionais. Para você, então, qual é a importância de se manter um canal de divulgação da Egiptologia no Brasil – um país onde a área não é, ainda, um setor constituído nos cursos de pós-graduação? Parabéns pelo site!

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Olá Rennan! Esta é uma questão muito importante, mas que está sendo tão ignorada. Nós temos no Brasil egiptólogos tão maravilhosos, mas cujo trabalho é tão pouco acessível e esta é  uma situação desconfortável, principalmente porque a população precisa saber do resultado do nosso trabalho. Existem também as pessoas que não têm uma especialização na área, mas que saem por aí se apresentando como egiptólogos, não preciso nem mencionar que isto é crime. Então, manter um canal de divulgação da Egiptologia nacional ajudaria bastante não só o público, como também a academia a saber se não estamos escutando o papo de um charlatão.

O Arqueologia Egípcia tenta fazer a sua parte, mas não é muito fácil, nem todos querem divulgar seus trabalhos na rede, mas o site está aberto para receber o material que for necessário.

Se eu pudesse faria uma faixa enorme e estenderia na frente de todas as universidades com os dizeres “Egiptologos, saiam um pouco da biblioteca e criem um blog”. Montar uma página na web é a coisa mais fácil do mundo. Façam um grupo com amigos egiptólogos e montem um grande blog e postem toda a sexta-feira. O Brasil está tão carente disto, está muito necessitado dos nossos egiptólogos. Acreditem, eles querem conhecê-los.

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4ª pergunta (enviada por João Carlos):

Que tal fazer uma sessão no site com sugestões de livros sobre o Egito?

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Quando li esta pergunta me senti no direito moral de respondê-la. Pois é João, eu nunca tinha pensado nisto! Existe uma parte no site para anunciar publicações, mas estas atualizações só são feitas quando eu acabo de ler um livro. Vou estudar a sua idéia para ver como ela pode se encaixar no site.

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5ª pergunta (enviada por Ana):

Primeiramente parabéns pelo site! Queria saber se a vida de um arqueólogo é muito difícil. As descobertas são escassas? Vale a pena se tornar um?

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Olá Ana, obrigada. Primeiramente se a vida fosse fácil a vida não seria vida… Todas as profissões possuem desafios, a Arqueologia não poderia ficar de fora. A sua pergunta é em termos financeiros? Neste caso a resposta vai variar de pessoa para pessoa, em outras profissões mais conhecidas como advocacia, por exemplo, você tem aqueles que ganham muito ou que ganham pouco, é tanto que existem os chamados “advogados de porta de cadeia”. O mercado brasileiro até que é favorável para os arqueólogos, mas muita coisa ainda está em uma total bagunça em termos de fiscalização, pessoas de má fé ainda estão trabalhando com escavação, danificando artefatos (neste sentido o que nos resta é denunciar). Desemprego existe, mas este é um risco a se correr como em qualquer outra profissão.

Dizem que arqueólogo é um aventureiro, entra no mato com uma pederneira e nada mais, passa dias a fio no meio do nada, não tem onde fazer suas necessidades, etc, mas a realidade não é bem assim, arqueólogo não precisa ser masoquista, e ninguém precisa ser radical como F. Petrie que normalmente dormia dentro de túmulos ao lado de múmias. Existem os que tentam apavorar as moças falando, por exemplo, que elas deveriam fazer o mesmo serviço braçal que eles, tudo bem que em alguns campos elas acabam fazendo, mas existem coordenadores de escavação que não obrigam nem os rapazes, nem as moças a fazer o que eles não conseguem. Se você não consegue subir um matacão para analisar pinturas eles não vão te obrigar ou apontar o dedo para a sua cara dizendo que você não serve para a profissão. Outra coisa, dizem que o trabalho de Arqueologia é tão “perigoso” que só pode ser exercido por homens, esta é uma visão equivocada, não só no Brasil, mas no mundo, temos muitos exemplos de arqueólogas de destaque no ramo.

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Flinders Petrie. Fonte: http://www.athenapub.com/aria-PE-Petrie1.GIF

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Agora sua pergunta “se as descobertas são escassas”, felizmente não. Trabalhamos com cultura material, coisa produzida pelo o homem, ou seja, enquanto existirmos sempre será produzida cultura material. Certa vez em um evento uma pessoa do público perguntou se os cursos de graduação em Arqueologia iriam deixar escassos os sítios para serem estudados. De forma alguma! Existem vários tipos de Arqueologias, inclusive aquela que trabalha com o meio urbano, ou com lixo moderno e até mesmo com o lixo espacial! Arqueologia não é só escavar.

Se vale a pena se tornar um arqueólogo? Creio que isto conta principalmente do que você ama fazer… Se esta coisa te traz satisfação pessoal. Amo a Arqueologia desde pequena, sempre quis fazer isto e não me imagino mesmo fazendo outra coisa. Ao menos para mim está valendo a pena, apesar dos apesares eu gosto de falar sobre Arqueologia, eu amo ficar procurando fragmentos, amo conhecer lugares novos e pessoas novas. Sinceramente estou muito feliz com a minha decisão de me tornar arqueóloga.

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6ª pergunta (anônima):

As possibilidades de se fazerem grandes descobertas sobre a civilização egípcia ainda são grandes?

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“Grandes descobertas” seriam ao estilo da tumba do faraó Tutankhamon? A Arqueologia Egípcia por vezes pode ser uma caixinha de surpresas, antes da descoberta do sepulcro do Tutankhamon um rico chamado Theodore Davis que estava pagando alguns arqueólogos para escavar no Vale dos Reis falou a celebre frase “Receio que o Vale das Tumbas já esteja esgotado”, isto em 1912, daí em 1922 “pimba”! Howard Carter encontra a KV-62. Depois muitos outros acharam que não se tinha mais nada “grande” para se encontrar em todo o Egito até que em 2003 um camponês encontra o sepulcro das múmias douradas (pesquisado então por Zahi Hawass) no oásis Baharia. Estou dando somente dois exemplos que foram assediados pela a mídia, mas tiveram outros como a tumba da princesa Khnumet (Dashur), a tumba do general Psusennes I (Tânis), a tumba da rainha Heteferes, mãe de Quéops (Giza) e assim por diante. O próprio Vale dos Reis promete outras descobertas, acreditam que a tumba da rainha Nefertiti esteja lá. Fora a tumba de Marco Antonio e Cleópatra que alguns acreditam estar em Taposiris Magna. Mas não podemos ignorar as descobertas “menores”, talvez elas não sejam importantes para a imprensa, mas são importantes para entender um contexto de uma sociedade.

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7ª pergunta (enviada por Paulo H.):

Que múmia você gostaria de descobrir escavando o Vale dos Reis, caso houvesse uma expedição e você fosse convocada para a equipe.

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Tesoureiro Maya. Foto: Kenneth Garrett. 2003.

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Olá Paulo! Se fosse para desejar eu gostaria de encontrar Tutmés III ou Amenofis III, mas já encontraram!! Tutmés III era, pelo o que sabemos, um faraó concentrado em suas atividades, não era um relaxado. E Amenofis III usava a paz como estratégia, fazia muito uso da diplomacia, ele parecia ser mesmo um cara muito esperto. Se a sua pergunta fosse em relação as necrópoles de Saqqara eu me sentiria muito feliz em ver cara a cara Maya (ama de leite), Maya (tesoureiro) ou Huy, os três eram funcionários de Tutankhamon.

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Agora que terminou a lista de perguntas que finalizaram as postagens de 2010 só tenho a desejar para vocês o início de um Ano Novo feliz!

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O Sol e a Família Real de Amarna (IMAG.)

 

 

Estela amarniana. Foto: Kenneth Garrett. Abril de 2001.

 

Esta imagem icônica de Ankenaton (esquerda) e Nefertiti (direita) em um momento de descontração com as filhas enquanto são abençoados pelo o sol é considerada como uma das poucas cenas de amor familiar entre membros da alta realeza que chegou até a atualidade.

A garota que Akhenaton tem nos braços era Meritaton, a mais velha das princesas e que se esperava chegar ao trono, no entanto, após, ao que parece, alguns poucos anos de reinado ela sai de cena e a sua terceira irmã cujo nome era Ankhesenpaaton (representada na imagem encostada no ombro esquerdo de Nefertiti) torna-se então a rainha e muda seu nome para Ankhesenamon.

Ankhesenpaaton só ganhou o trono devido ao falecimento de Meketaton (representada na imagem sentada no colo de Nefertiti), a segunda na linha de sucessão.

Aton não é tema central da cena, pelo contrário, ele faz parte do todo. Seus raios representam mãos que tocam a família enquanto que as extremidades que chegam até a face do casal terminam com o símbolo Ankh, hieróglifo para a vida.

Outrora de Amarna – atual cidade onde está o sítio que compreende os restos da antiga capital Akhetaton (“Horizonte de Aton”) -, hoje esta parede feita de calcário e imagens em alto-relevo está disponível para visitação no Museu Egípcio de Berlim.

Os 10 posts mais visitados de 2010

Por Márcia Jamille Costa | @MJamille


Estamos a poucos dias do final de 2010 e já é tempo de revelar quais posts foram os mais visitados durante este ano. Alguns eu já esperava que ficasse no topo já que estavam em primeiro lugar nas pesquisas desde que foram publicados, agora outros foi uma completa surpresa, por exemplo, a lista de museus, que nunca fizeram parte do gosto popular (a taxa de visita desta página sempre era baixíssima), entrou na lista pela primeira vez.

Como pode ser conferido abaixo as mulheres dominam este site, o único homem que entrou na lista ficou nos últimos lugares.

A lista:


 

1 – Angelina Jolie interpretará Cleópatra

http://arqueologiaegipcia.com.br/2010/06/14/angelina-jolie-interpretara-cleopatra-em-filme/

 

2 – Cleópatra, a última rainha do Egito

http://arqueologiaegipcia.com.br/2010/06/20/cleopatra-a-ultima-rainha-do-egito/

 

3 – Egiptolizando: Barbie versão Cleópatra

http://arqueologiaegipcia.com.br/2010/11/16/egiptolizando-barbie-versao-cleopatra/

 

4 – A restauração na tumba de Nefertari

http://arqueologiaegipcia.com.br/2010/10/13/a-restauracao-na-tumba-de-nefertari/

 

5 – Artigos e Teses

http://arqueologiaegipcia.com.br/artigos-e-teses/

 

6 – Página de Ankhesenamon

http://arqueologiaegipcia.com.br/category/biografia/marcia-jamille/ankhesenamon/

 

7 – Jogos com tema Egito antigo: Luxor 2005

http://arqueologiaegipcia.com.br/2010/03/20/jogos-com-tema-egito-antigo-luxor-2005/

 

8 – 10 coisas sobre Tutankhamon

http://arqueologiaegipcia.com.br/2010/09/15/10-coisas-sobre-tutancamon/

 

9 – Como desenhar o rei Tut (Para crianças)

http://arqueologiaegipcia.com.br/2010/11/10/como-desenhar-o-rei-tut-para-criancas/

 

10 – Museus

http://arqueologiaegipcia.com.br/museus/

Veremos o que o ano de 2011 irá nos trazer e esperar alguma revelação já que a preferência em ler sobre Cleópatra imperou por dois anos seguidos.

“Projeto Tutankhamon” no Brasil?

 

 

No início de 2010 foi liberado o resultado do exame de DNA de Tutankhamon (veja mais em Tutankhamon por todos os lados). Neste mesmo ano a Discovery Channel lançou o documentário “Projeto Tutankhamon” dividido em duas partes (veja mais na página do canal).

O documentário em sua língua original foi disponibilizado na Inglaterra em DVD, mas no Brasil não existe previsão de venda. Então responda a enquete abaixo (aberta até o dia 12/01/2011):


 

O resultado da enquete será dado em um novo post.

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Esteve em foco: Brasileiro salva múmias

Por Márcia Jamille Costa | @MJamille

 

Em 16 de Setembro de 1990 saiu no Estado de São Paulo uma matéria sobre um esterilizador que reproduz calor por radiação, perfeito para matar o mofo e retirar a acidez (ambos responsáveis pela a deterioração de corpos orgânicos) sem alterar a umidade ou a temperatura do ambiente em que as múmias egípcias se encontram. O destaque da reportagem foi para o inventor do aparelho, o brasileiro Alinthor Fiorenzano Júnior.

O texto foi lançado na época em que o Supremo Conselho de Antiguidades ainda se chamava Organização das Antiguidades Egípcias. O aparelho chegou ao Egito em 1989 por doação da Yashica (distribuidora da máquina) e teve um grande índice de sucesso.

Para quem ficou curioso o nome do aparelho é Sterilair. Se pesquisar sobre ele conhecerá mais sobre alguns dos tesouros que foram inventados por aí no nosso país.

 

Reportagem do Estado de São Paulo (16 de Setembro de 1990). Acervo do Site Arqueologia Egípcia.