Revista Mistérios dos Deuses Egípcios, Volume 5 (Ísis), já está nas bancas

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

Já está disponível nas bancas o Volume 5 da revista Mistérios dos Deuses Egípcios, da editora Salvat. A miniatura desta edição é a da deusa Ísis.

ATENÇÃO: O site Arqueologia Egípcia não tem relação alguma com a confecção, venda e distribuição das revistas. Informações acerca de números atrasados entre em contato com a Salvat através do e-mail numerosatrasados@publisher.com.br.

Revista Mistério dos Deuses Egípcios, Volume 5. Foto: Divulgação.

Ao todo serão 90 miniaturas e a distribuição ocorrerá a cada 2 semanas.

Segue um link acerca: http://www.salvat.com/br/colecciones/deuses-egipcios/home.shtml
A página oficial no Facebook: https://www.facebook.com/DeusesEgipciosSalvat
Vídeo: https://www.facebook.com/photo.php?v=732129570154996&set=vb.674048459296441&type=2&theater

Revista Mistérios dos Deuses Egípcios, Volume 4 (Amon), já está nas bancas

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

Já está disponível nas bancas o Volume 4 da revista Mistérios dos Deuses Egípcios, da editora Salvat. A miniatura desta edição é a do deus Amon.

ATENÇÃO: O site Arqueologia Egípcia não tem relação alguma com a confecção, venda e distribuição das revistas. Informações acerca de números atrasados entre em contato com a Salvat através do e-mail numerosatrasados@publisher.com.br.

Revista Mistério dos Deuses Egípcios, Volume 4. Foto: Divulgação.

Ao todo serão 90 miniaturas e a distribuição ocorrerá a cada 2 semanas.

Segue um link acerca: http://www.salvat.com/br/colecciones/deuses-egipcios/home.shtml
A página oficial no Facebook: https://www.facebook.com/DeusesEgipciosSalvat
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Revista Mistérios dos Deuses Egípcios, Volume 3 (Anúbis), já está nas bancas

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

Já está disponível nas bancas o Volume 3 da revista Mistérios dos Deuses Egípcios, da editora Salvat. A miniatura desta edição é a do deus Anúbis.

 ATENÇÃO: O site Arqueologia Egípcia não tem relação alguma com a confecção, venda e distribuição das revistas. Informações acerca de números atrasados entre em contato com a Salvat através do e-mail numerosatrasados@publisher.com.br.

Revista Mistério dos Deuses Egípcios, Volume 3. Foto: Divulgação.

Ao todo serão 90 miniaturas e a distribuição ocorrerá a cada 2 semanas.

Segue um link acerca: http://www.salvat.com/br/colecciones/deuses-egipcios/home.shtml
A página oficial no Facebook: https://www.facebook.com/DeusesEgipciosSalvat
Vídeo: https://www.facebook.com/photo.php?v=732129570154996&set=vb.674048459296441&type=2&theater

Revista Mistérios dos Deuses Egípcios: questão da distribuição pelo país

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

Devido ao número de pedidos por qualquer informação acerca da coleção “Mistérios dos Deuses Egípcios”, recentemente resolvi entrar em contato com a Editora Salvat perguntando sobre a distribuição. Abaixo está a reposta (acredito que padrão) recebida:

Bom dia Márcia,

Informamos que os lançamentos são feitos por fase, pedimos aguardar o lançamento na sua cidade.

Nossas coleções são vendidas em bancas de jornais e livrarias.

Agradecemos o seu interesse.

Atenciosamente,

Ao menos para mim a resposta foi bem evasiva. Para quem tiver interesse em entrar em contato com a editora é só escrever para este e-mail: numerosatrasados@publisher.com.br.

Revista Mistérios dos Deuses Egípcios, Volume 2 (Osíris), já está nas bancas

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram ; Notícia enviada por Blenda Amarilis, via Facebook.

 

Já está disponível nas bancas o Volume 2 da revista Mistérios dos Deuses Egípcios, da editora Salvat. A miniatura desta edição é a do deus Osíris. Seguem imagens:

Revista Mistério dos Deuses Egípcios, Volume 2. Foto: Blenda Amarilis. 2014.

Revista Mistério dos Deuses Egípcios, Volume 2. Foto: Blenda Amarilis. 2014.

 

Revista Mistério dos Deuses Egípcios, Volume 2. Foto: Blenda Amarilis. 2014.

Revista Mistério dos Deuses Egípcios, Volume 2. Foto: Blenda Amarilis. 2014.

Ao todo serão 90 miniaturas e a distribuição ocorrerá a cada 2 semanas.

Segue um link acerca: http://www.salvat.com/br/colecciones/deuses-egipcios/home.shtml
A página oficial no Facebook: https://www.facebook.com/DeusesEgipciosSalvat
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Revista Mistérios dos Deuses Egípcios, Volume 1, já está nas bancas

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram ; Notícia enviada por Fernando Rocha e Blenda Amarilis, via Facebook.

A editora Salvat está lançando a revista Mistério dos Deuses Egípcios. Cada edição é especial, vindo com uma miniatura de uma divindade egípcia. Ao todo serão 90 miniaturas e a distribuição ocorrerá a cada 2 semanas.

 

Revista Mistério dos Deuses Egípcios, Volume 1. Foto: Blenda Amarilis. 2014.

 

Revista Mistério dos Deuses Egípcios, Volume 1. Foto: Blenda Amarilis. 2014.

 

Deus Rá. Revista Mistério dos Deuses Egípcios, Volume 1. Foto: Blenda Amarilis. 2014.

 

Segue um link acerca: http://www.salvat.com/br/colecciones/deuses-egipcios/home.shtml
A página oficial no Facebook: https://www.facebook.com/DeusesEgipciosSalvat
Vídeo: https://www.facebook.com/photo.php?v=732129570154996&set=vb.674048459296441&type=2&theater

O primeiro volume está disponível por R$5.90, o segundo estará por R$14,90 e os demais por R$29,90.

Obrigada Blenda pelas fotografias!

(Resenha – Artigo em Revista) “Os Faraós Negros”

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

No mês de novembro, a revista Superinteressante lançou uma edição especial denominada “Coleção Grandes Mistérios: Civilizações Perdidas (Edição 3)”, com uma capa bem diferente que mostra a deusa Athena de duas formas, uma como “humana” e outra transformada em uma ruína arqueológica submersa (clique aqui para ver em vídeo). Dentre várias matérias que apresentam conclusões, palpites de teorias e apresentações de sítios arqueológicos, está o texto “Faraós Negros”, de Iuri Ramos.

Revista Superinteressante, Coleção Grandes Mistérios Civilizações Perdidas (Edição 3). Os Faraós Negros. 2013.

Revista Superinteressante, Coleção Grandes Mistérios. “Os Faraós Negros”. 2013.

A matéria fala sobre os faraós kushitas, também chamados de “Faraós Negros”, que reinaram durante o Terceiro Período Intermediário. Estes homens, advindos de Napata (na Núbia; atual Sudão) e que abriram a 25ª Dinastia, como bem salienta a matéria, por muito tempo foram ignorados dos debates egiptólogos não só por pertencerem a um período histórico com muitas lacunas, mas por justamente não terem sido tratados seriamente, especialmente devido à visão racista que preferia ignorar estes anos a estudar uma dinastia de faraós de pele escura.

O artigo é curto, sendo somente uma página, mas resume bem este momento, embora teria sido também interessante ao menos comentar um pouco acerca da importância do papel das “Divinas Adoradoras” para o estabelecimento de núbios no poder.

Acredito que não existe o que se dizer do texto – é afirmado que o faraó Taharqa foi citado na Bíblia, mas como não tenho informações não posso comentar acerca -. Sinceramente está ótimo e em complemento acredito que a imagem que ilustra a matéria ficou sensacional.

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Revista Superinteressante, Coleção Grandes Mistérios. “Os Faraós Negros”. 2013.

Revistas de novembro que serão comentadas:

(Resenha – Artigo em revista) “Os Mistérios de Tutancâmon”

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

Neste mês (novembro), foram comemorados 91 anos de descoberta da tumba do faraó Tutankhamon e para solenizar a revista História Ilustrada publicou o texto “Os Mistérios de Tutancâmon” (Ano 2, n°5 – 2013). Em comemoração ao evento, esta edição veio com uma capa com um desenho ilustrando o faraó através da sua polêmica reconstituição facial lançada em 2005.

Revista História Ilustrada, “Os Mistérios de Tutancâmon”. 2013.

Revista História Ilustrada, “Os Mistérios de Tutancâmon”. 2013.

Para discutir o tema “Tutankhamon”, o editorial dedicou oito páginas para ele, com os pontos de debates bem distribuídos e bem confortáveis para ler, porém, em termos de conteúdo, a matéria possui alguns problemas e são eles:

▸ O artigo inicia com uma chamada equivocada (página 26), afirmando que a tumba do faraó foi encontrada no dia 26 de novembro de 1922, mas neste dia o que ocorreu foi a abertura da parede que levava para a primeira câmara e o pronunciamento da famosa frase do arqueólogo Howard Carter, “Vejo coisas maravilhosas”, quando ele observou o que existia dentro do túmulo pela primeira vez. Em verdade, a tumba foi descoberta semanas antes, no dia 04 de novembro.

▸Tutankhamon não foi o faraó mais jovem a assumir o trono, mas provavelmente Pepi II (VI Dinastia), o qual acredita-se que começou a reinar aos seis anos.

▸ Ao contrário do que a matéria apresenta, a tumba estava perfeitamente identificada já na parede inicial que lacrava o sepulcro. A princípio Carter não sabia a quem pertencia porque não tinha retirado todo o entulho que cobria a primeira parede antes do dia 24 de Novembro.

▸ O resultado dos trabalhos de Hawass, citado na página 30, não saíram em 2012, mas em Fevereiro de 2010.

▸ A múmia da KV-21, no relatório original da pesquisa, não foi confirmada como sendo Ankhesenamon, a esposa de Tutankhamon, mas como alguém de vínculo sanguíneo próximo.

Revista História Ilustrada, “Os Mistérios de Tutancâmon”. 2013. Foto: Márcia Jamille. 2013.

Revista História Ilustrada, “Os Mistérios de Tutancâmon”. 2013. Foto: Márcia Jamille. 2013.

▸ Somente uma das crianças encontradas na KV-62 foi confirmada como sendo filha de Tutankhamon, a outra não tinha material genético suficiente para a análise.

 

Para quem ficou na curiosidade:

▸ Na página 27, no quadro “A Maldição do Faraó”, a lenda da frase com o agouro foi inventada pelos veículos de imprensa, que queriam tirar lucros vendendo histórias sobre a tumba.

Revista História Ilustrada, “Os Mistérios de Tutancâmon”. 2013. Foto: Márcia Jamille. 2013.

Revista História Ilustrada, “Os Mistérios de Tutancâmon”. 2013. Foto: Márcia Jamille. 2013.

▸ Na página 28 o Vale dos Reis é descrito como o local de sepultamento dos reis, mas isto foi somente durante um período (especificamente durante o Novo Império), posteriormente, nos tempos mais tardios, algumas das tumbas seriam reutilizadas por plebeus. Em complemento, mesmo no Novo Império, o local serviu para sepultar também outros membros da realeza e pessoas da nobreza.

▸ Na página 29, a cama ritual apresentada (chamada no texto de “baú”) embora tenha ligação com a deusa Hathor ela é referente a outra divindade chamada Mehet-Weret.

No geral, embora possua estes equívocos, a matéria visualmente é bem convidativa. Alguns dos nomes egípcios não foram convencionados para a grafia adotada no Brasil, o que pode gerar um grande estranhamento. Por fim, vale ressaltar que já surgiram novas teorias de como se deu a morte do faraó e o grau de parentesco das múmias utilizadas nos exames para identificar membros da sua família. Muitas das propostas lançadas por Hawass e sua equipe de 2010, as quais os resultados da pesquisa foram listados na matéria, não são aceitas unanimemente pela a academia e inclusive existe uma série de artigos questionando a viabilidade das conclusões apresentadas. Infelizmente tais réplicas não ganharam espaço na imprensa.

 

Revistas de novembro que serão comentadas:

História Viva especial Arqueologia

Por Márcia Jamille Costa | @MJamille

 

Está disponível nas bancas neste mês a revista História Viva especial Arqueologia. Olhei o material de uma forma geral, não me preocupei em observar os textos que não dizem respeito à Arqueologia Egípcia, então assim elaborei meus comentários. De antemão deixo claro que a edição foi dividida em partes de acordo com a geografia: a primeira é dedicada a Arqueologia Européia, e segunda a Arqueologia Americana, e a terceira a Arqueologia Africana e Asiática.

 

Capa da revista História Viva especial Arqueologia. A capa anima... Já o conteúdo nem tanto.

 

Logo de cara não gostei das primeiras palavras que li no momento da apresentação da revista (no texto Os Indiana Jones pós-modernos), não foi interessante encarar aqueles que escavam por conta própria como algo normal, principalmente por que não só aqui no Brasil, mas em outras partes do mundo (a exemplo do próprio Egito) é crime fazer escavações em sítios sem permissão. O trabalho de arqueologia vai muito além de amor e curiosidade, é uma ação que requer responsabilidade e qualificação.

Em Mapas do tesouro foi feito algo bem bacana: colocaram um mapa e pontos mostrando as descobertas mais recentes da Arqueologia com um quadro de informações e o número da página em que se encontra a matéria.

O texto A tumba de Cleópatra, de Claudine Le Tourneur d’lson, fala sobre as pesquisas da arqueóloga dominicana Kathleen Martinez no sítio onde está situado o templo Taposiris Magna. Infelizmente, para um texto que deveria ser só informativo, tratou o SCA e Zahi Hawass como se fossem figuras presunçosas (embora, no caso do último tenha sido mesmo, ao alertar a imprensa sobre a suposta presença do túmulo de Cleópatra na região – erro levemente semelhante ao provocado em 2003 pela pesquisadora Joann Fletcher no caso do documentário “Nefertiti Revelada”, produzido e distribuído pela Discovery Channel). A chamada para o texto de cara não me agradou nenhum pouco, nele estão os dizeres “Os pesquisadores têm certeza de que estão prestes a encontrar a sepultura da rainha egípcia e de seu ilustre amante. Seria a descoberta mais importante desde a do túmulo de Tutancâmon” e no meio do texto a autora menciona que seria “uma descoberta mais fabulosa do que a de Tutancâmon” de acordo com o Zahi Hawass -. Independente de quem tenha sido a opinião, é muito triste que alguém publique isto, não é saudável aplicar valores a descoberta “x” ou “y” como se a arqueologia fosse um jogo de caça ao tesouro. O assunto “Cleópatra” é um tema polêmico, e quando a egiptóloga Claudine põe em um dos pontos que a então princesa Cleópatra vivia a sombra do pai e era a sua filha favorita também não me agradou, não sabemos de detalhes precisos da vida da governante, o que chegou até nós são frutos de opiniões de segunda mão, por que encher os leitores com ilusões? Acho que seria mais interessante se ela deixasse obvio no texto que o que ela escreveu faz parte da lenda, e não o reflexo de uma realidade que nem sequer sabemos qual era. São aspectos assim que não me agradam em um texto. 

 

Páginas da revista História Viva especial Arqueologia. Foto: Márcia Jamille N. Costa. 2011.

 

Em Indiscrições da família real logo em sua chamada encontrei um problema, lá fala que os bebês de Tutankhamon eram gêmeos. Esta é uma teoria de uma segunda equipe a qual ainda não tenho confirmação se foi tomado como verdade. A matéria é composta por somente duas páginas com um breve resumo dos resultados do exame de DNA feito com amostras retiradas do faraó Tutankhamon e outras múmias desconhecidas. Muito curto? Sim. Impreciso? Não. Gostei, pois em poucas palavras mostrou as deduções atuais acerca da pesquisa feita com o corpo do faraó e sua família. Só uma correção, a XVIII Dinastia termina com Horemheb, sucessor de Ay, que por sua vez foi sucessor de Tutankhamon, não sei qual foi a intenção da revista ao fechar a dinastia com os bebês mortos do faraó.

 

Páginas da revista História Viva especial Arqueologia. Foto: Márcia Jamille N. Costa. 2011.

 

Em Funeral Egípcio, também muito curto, dava para colocar mais informações, decepcionou um pouquinho, mas apontaram a descoberta recente da cama para desidratação encontrada na KV-63, o que de certa forma me animou.

Estas três foram as únicas matérias sobre descobertas recentes feitas no Egito. Se eu precisasse dar uma nota para o conteúdo daria 7,5. Tentei, mas não consegui me agradar com o texto A tumba de Cleópatra. Se a revista tivesse trazido somente esta matéria eu confesso que seria decepcionante. Mas preciso fazer uma ressalva importante: História Viva especial Arqueologia trouxe para nós uma entrevista com o arqueólogo Jean-Paul Jacob, presidente do Instituto Nacional de Pesquisas arqueológicas Preventivas da França. Isto ajudou, até certo ponto, a perdoar os erros iniciais.  

     

Ficha técnica:

 

Título: História Viva especial Arqueologia

Autor: Vários

Ano de publicação (Brasil): 2011

Distribuição: Duetto

Tema: Arqueologia, descobertas recentes, Arqueologia Mundial

 

Revista: Meridiani Egito

Por Márcia Jamille Costa | @MJamille

 

Lançada em 2010, a Meridiane: Egito é provavelmente uma das melhores revistas sobre roteiros egípcios que já tive em mãos. Ela levanta um breve histórico e mostra aspectos curiosos de alguns dos sítios arqueológicos às margens do Nilo, assim como também questões modernas como, por exemplo, a interferência do lixo doméstico na vida e subsistência dos ribeirinhos que ali vivem.

 

Revista: Meridiani Egito

 

O que chama a atenção de primeira para a revista é o seu designer, ela é muito bem organizada, algo que é difícil de se ver quando falamos de um material cujas primeiras páginas trazem tantas informações como sugestões de filmes e livros para quem quiser se aprofundar no assunto, e sobre esta parte preciso fazer uma ressalva: eles sugeriram materiais que de fato são de uma ótima qualidade e não só ligado ao Egito faraônico como também ao moderno, dentre eles os filmes Um estranho em minha casa, como o celebre Omar Sharif e a Prece do Rouxinol, ambos clássicos da década de 50.

 

Página da revista Meridiani Egito. Ano de publicação (Brasil): 2010

 

As matérias são ótimas, uma delas é A grande mãe, de Enrico Martino, que fala sobre a moderna cidade do Cairo e sua população, a qual, em termos de divisão de classe social, são diferentes ao extremo, ou seja, ou você é bem de vida, ou luta para morar e sobreviver na capital, que é um aglomerado de sons caóticos. Outras duas matérias interessantes são sobre os bazares cairotas e a raqs sharqi – como inapropriadamente chamamos de dança do ventre – mas que infelizmente, principalmente no caso da segunda, poderia ter tido um pouco mais de discussão, coisa que com certeza daria para fazer em poucas páginas.

A sedução do café, também de Enrico Martino, é outro ótimo texto, ele nos faz enxergar como os ahwa (cafeteria) caminharam lado a lado com algumas das mudanças culturais egípcias. A Alex renasce de Fabrizio Ardito fala um pouco sobre a Arqueologia de Emergência – a nossa Arqueologia de Contrato – realizada na cidade de Alexandria onde os arqueólogos se defrontam dia a dia com o fato de que a antiga cultura está aos “trancos e barrancos” para caminhar ao lado do progresso da cidade. 4 obras para a eternidade de Renzo Bassi traz uma proposta interessante, lista quatro dos complexos de edifícios religiosos “monumentais” do Egito com a declaração de pessoas da época faraônica, a pena é que não deu informações de onde estão estes escritos. Outra “decepção” é com a matéria Segredos das Múmias de Jasmina Trifoni, o texto tem problemas com as colocações, até entendo a posição da Jasmina, mas muito arqueólogo vai lê-lo e torcer o nariz. Uma das colocações dela é “claro que tumbas e múmias estão entre as descobertas favoritas de arqueólogos que se dedicam a escavações no Egito”, afirmação que vai ofender muita gente, arqueólogos não são obsessivos pelo o mundo funerário. Outra colocação que será mal vista é quando ela fala “Diz-se que adorava transvestir-se de homem”, em um tópico sobre a rainha Hatshepsut. De fato a rainha se vestia de homem, mas e o contexto político? Ela não se transvestia por puro hobby. Nem todos conhecem a história da monarca. Outra da escritora é citar a Europa como “inventora das artes”, não preciso nem mencionar que é uma denominação extremamente equivocada. Sobre a KV-63 (citada no tópico Levaram a mulher do Rei), Jasmina fala que lá foi a sepultura de Ankhesenamon, lamento dizer, mas não foi (inclusive fiz um trabalho sobre o assunto em 2008), o local era um “depósito de embalsamador”.

 

Página da revista Meridiani Egito. Ano de publicação (Brasil): 2010

 

A matéria Cruzeiro faraônico de Manuel Villa a princípio me fez pensar que se tratava de uma orientação para turistas sobre as expedições no Nilo, mas em verdade conta um breve histórico do Eugênie, o primeiro cruzeiro a navegar no Nasser em 1993, e que está em funcionamento até hoje, além de explanar as paisagens do território da antiga Núbia, hoje o atual Sudão.

Nas páginas finais há um guia voltado para os interessados em fazer um tour pelo o Egito, com listas de endereços e telefones para aqueles que querem conhecer esta região da África. Para finalizar há um mapa dobrável em anexo com a revista, se ele é exato, eu não sei, mas que foi uma ótima idéia isto foi.

 

Ficha técnica:

 

Título: Meridiani – Egito

Autor: Vários

Tradução (Cord.): Maria Bresighello

Ano de publicação (Brasil): 2010

Distribuição: Nastari Editora

Tema: descrição de paisagens, turismo, história