Polícia egípcia recupera três múmias roubadas

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

 

A Polícia Turística e de Antiguidades recuperou uma coleção de 11 artefatos faraônicos furtados de um sítio arqueológico em Fayum. Os itens estavam em posse de uma gangue especialista neste tipo de crime.

A crença de que estes objetos saíram diretamente de um sítio arqueológico está no fato de as peças não estão registradas nos documentos do Supremo Conselho de Antiguidades, ou seja, saíram de alguma escavação clandestina.

Coleção recuperada pela Polícia Turística e de Antiguidades. 2014.

Em meio à coleção apreendida estão três múmias datadas do Período Greco-Romano: duas mulheres e um homem, todos adultos.

Os demais artefatos compreendem rostos de sarcófagos arrancados do seu lugar original.

Os saques a sítios arqueológicos têm sido um problema endêmico no Egito desde a chegada dos europeus no país e a popularização dos antiquários e dos gabinetes de curiosidade. A prática atualmente é considerada crime, mas o comércio destes tipos de itens movimentam milhões no mercado negro.

Fonte:

Egyptian police confiscate three mummies from smuggling gang. Disponívem em < http://english.ahram.org.eg/NewsContent/9/40/98836/Heritage/Ancient-Egypt/Egyptian-police-confiscate-three-mummies-from-smug.aspx >. Acesso em 13 de abril de 2014.

Imagens da estatueta de Ankhesenamon recuperada meses após seu roubo

Por Márcia Jamile | @MJamille | Instagram

 

Roubada no dia 14 de agosto de 2013, a estatueta da filha de Akhenaton, a até então princesa Ankhesenpaaton, esteve desaparecida até ter sido confirmado o seu retorno ontem (08 de dezembro de 2013).

Abaixo imagens do objeto, que estava levemente danificado quando foi encontrado:

Imagens da estatueta de Ankhesenamon recuperada meses após seu roubo. Disponível em . Acesso em 09 de dezembro de 2013.

Imagens da estatueta de Ankhesenamon recuperada meses após seu roubo. Disponível em < https://www.facebook.com/ media/set/?set=a.745520428811354. 1073741863. 648057078557690&type=1 >. Acesso em 09 de dezembro de 2013.

Imagens da estatueta de Ankhesenamon recuperada meses após seu roubo. Disponível em . Acesso em 09 de dezembro de 2013.

Imagens da estatueta de Ankhesenamon recuperada meses após seu roubo. Disponível em < https://www.facebook.com/ media/set/?set=a.745520428811354. 1073741863. 648057078557690&type=1 >. Acesso em 09 de dezembro de 2013.

Imagens da estatueta de Ankhesenamon recuperada meses após seu roubo. Disponível em . Acesso em 09 de dezembro de 2013.

Imagens da estatueta de Ankhesenamon recuperada meses após seu roubo. Disponível em < https://www.facebook.com/ media/set/?set=a.745520428811354. 1073741863. 648057078557690&type=1 >. Acesso em 09 de dezembro de 2013.

Imagens da estatueta de Ankhesenamon recuperada meses após seu roubo. Disponível em . Acesso em 09 de dezembro de 2013.

Imagens da estatueta de Ankhesenamon recuperada meses após seu roubo. Disponível em < https://www.facebook.com/ media/set/?set=a.745520428811354. 1073741863. 648057078557690&type=1 >. Acesso em 09 de dezembro de 2013.

 

A princesa Ankhesenpaaton foi uma das herdeiras de Akhenaton. Ao abandonar a cidade idealizada por seu pai trocou seu nome por “Ankhesenamon”. Foi casada com o faraó Tutankhamon.

Estátua de filha de Akhenaton roubada do Museu de Mallawi foi recuperada

Por Márcia Jamile | @MJamille | Instagram

Saqueado em 14 de agosto de 2013, durante os protestos pró e contra o ex-presidente Mohamed Mursi, o Museu de Mallawi teve 1040 objetos roubados dos 1089 que estavam no museu. 49 ainda permaneciam no edifício quando o mesmo foi incendiado ainda naquela semana.

Dentre os artefatos roubados estava uma estatueta de uma das filhas de Akhenaton, identificada como Ankhesenpaaton (futura Ankhesenamon), um dos objetos mais famosos da coleção:

http://www.elaosboa.com/show.asp?id=7107&vnum=elaosboa&page=Arts#.UgwJEWQ_n-u Estatueta de uma das filhas do faraó Akhenaton roubada do Museu de Mallawi em 14 de agosto de 2013. Imagem disponível em . Acesso em 14 de agosto de 2013.

Estatueta de uma das filhas do faraó Akhenaton roubada do Museu de Mallawi em 14 de agosto de 2013. Imagem disponível em < https://www.facebook.com/photo.php?fbid=675137912516273&set=a. 675090315854366.1073741831. 648057078557690&type=3&theater >. Acesso em 14 de agosto de 2013.

Ao longo dos meses, com o auxilio da INTERPOL, mais da metade dos objetos saqueados já tinham sido recuperados (800 no total), exceto a estatueta amarniana. No entanto, hoje (08 de dezembro de 2013), foi confirmada a notícia de que este artefato finalmente foi encontrado, mas não foi divulgado onde ele estava.

Na ocasião da invasão do Museu de Mallawi, além das perdas físicas, um guarda que tentava proteger o local foi assassinado.

Fonte da notícia:

Statue of Pharaoh Tutankhamun’s sister recovered. Disponível em < http://english.alarabiya.net/en/life-style/art-and-culture/2013/12/08/Statue-of-Pharaoh-Tutankhamun-s-sister-recovered.html >. Acesso em 08 de dezembro de 2013.

Lista vermelha dos artefatos roubados do Museu de Mallawi

Por Márcia Jamille Costa | @MJamille

Caros, estou divulgando mais uma vez a lista não oficial de artefatos roubados do Museu Nacional de Mallawi. Como a descrição anterior do álbum estava somente em árabe e inglês, enviei para eles a tradução (que já está disponível na página) para o português e espero que desta forma mesmo aqueles que não são safos na língua estrangeira possam entender o que podem fazer para ajudar a recuperar os artefatos roubados. Abaixo minha tradução:

Até que um inventário completo do Museu de Mallawi seja realizado, por favor, alertem casas de leilões, lojas de antiguidades e alfândegas acerca dos seguintes objetos que poderiam ter sido roubados hoje do museu. Nós também iremos atualizar esta coleção continuamente. Algumas das fotografias foram repetidas para mostrar melhor os objetos em diferentes ângulos. As fotos são cortesia de vários amigos e colegas.

Este é o link para a lista: https://www.facebook.com/media/set/?set=a.675090315854366.1073741831.648057078557690&type=1

Mas não vamos nos fixar somente nos artefatos que estão nesta lista. Muitos outros saíram do Egito anteriormente a esta crise, hora nas malas de turistas desavisados quanto a ilegalidade de seus atos e hora nos malotes de contrabandistas. Por tanto visitem páginas de leilões na internet (Mercado Livre, Ebay, etc) e feiras de antiguidades e denunciem no caso de ver algo irregular.

Estes são 9 dos 1040 artefatos roubados do Museu Nacional de Mallawi em agosto de2013.

Estes são 9 dos 1040 artefatos roubados do Museu Nacional de Mallawi em agosto de 2013.

Eu já comentei uma vez e quero deixar reiterado que se não fossem aquelas pessoas dispostas a pagar por artefatos arqueológicos estes crimes não estariam ocorrendo nem no Egito e nem em qualquer outro lugar pelo mundo.

Imagens do Museu de Mallawi após os saques e incêndio

Por Márcia Jamille Costa | @MJamille

Invadido e saqueado no dia 14 de agosto de 2013 e parcialmente incendiando no dia seguinte (15 de agosto de 2013), o Museu de Mallawi sofreu uma série de perdas onde soma-se a uma vida humana (um dos seguranças do local foi assassinado), a danificação do edifício e o roubo de 1040 objetos arqueológicos dos 1089 que estavam no prédio.

Durante o incêndio os 49 artefatos restantes ainda permaneciam no local, resultando no comprometimento de alguns pelo fogo. Abaixo imagens:

Sarcófago de madeira jogado no chão após invasão ao Museu Nacional de Mallawi. Foto: Marwa Ahmed. Imagem disponível em < https://www.facebook.com/ photo.php?fbid=575852482453523&set =a.253473151358126.58859. 226475497391225&type =1&relevant_count=1011  >. Acesso em 17 de agosto de 2013.

Sarcófago de madeira jogado no chão após invasão ao Museu Nacional de Mallawi. Foto: Marwa Ahmed. Imagem disponível em < https://www.facebook.com/ photo.php?fbid=575852482453523&set =a.253473151358126.58859. 226475497391225&type =1&relevant_count=1011 >. Acesso em 17 de agosto de 2013.

Museu de Mallawi após roubo 02

Fundo de um sarcófago de madeira em meio aos artefatos e moveis quebrados no Museu Nacional de Mallawi. Foto: Monica Hanna. Imagem disponível em < https://www.facebook.com/ photo.php?fbid=575867929118645&set= pb.226475497391225.-2207520000. 1377024030.&type=3&src= https%3A%2F%2Ffbcdn-sphotos-f-a.akamaihd.net% 2Fhphotos-ak- ash3%2F1174676_575867929118645_ 236904660_n.jpg&size=634%2C404 >. Acesso em 17 de agosto de 2013.

Vitrines quebradas. Outrora elas exibiam os artefatos do Museu Nacional de Mallawi.

Vitrines quebradas. Outrora elas exibiam os artefatos do Museu Nacional de Mallawi.

Artefatos danificados do Museu Nacional de Mallawi. Imagem disponível em . Acesso em 20 de agosto de 2013.

Artefatos danificados do Museu Nacional de Mallawi. Imagem disponível em < http://egyptianstreets.com/2013/08/20/the-allegory-of-the-mallawi-museum-history-lost/ >. Acesso em 20 de agosto de 2013.

Artefato danificado do Museu Nacional de Mallawi. Imagem disponível em . Acesso em 20 de agosto de 2013.

Artefato danificado do Museu Nacional de Mallawi. Imagem disponível em < https://www.facebook.com/ photo.php?fbid=576423879063050&set= pb.226475497391225.-2207520000. 1377024030.&type=3&theater>. Acesso em 20 de agosto de 2013.

 

Vídeo mostrando o Museu Nacional de Mallawi após invasão e saque: 

Felizmente algumas das peças roubadas já foram reavidas. Civis egípcios estão se dedicando na recuperação dos artefatos levados e o governo está trabalhando conjuntamente com a INTERPOL para barrar quaisquer tentativas de vendas ilegais de artefatos arqueológicos.

O MSA também já iniciou o trabalho de remoção dos artefatos remanescentes do local (14 ao todo) os quais serão transferidos para os depósitos do Al-Ashmounein onde estão recebendo o tratamento adequado por parte de uma equipe de restauro.

 

Remoção de alguns dos artefatos do Museu Nacional de Mallawi. Foto: Monica Hanna. Imagem disponível em . Acesso em 20 de agosto de 2013.

Remoção de alguns dos artefatos do Museu Nacional de Mallawi. Foto: Monica Hanna. Imagem disponível em < https://www.facebook.com /photo.php?fbid=676172394286&set= a.578759400706.2043916.134500521&type 1&theater >. Acesso em 20 de agosto de 2013.

 

Fonte:

Malawi Museum artefacts being restored. Disponível em < http://english.ahram.org.eg/NewsContent/9/44/79392/Heritage/Museums/Malawi-Museum-artefacts-being-restored.aspx >. Acesso em 20 de agosto de 2013.

 

URGENTE – Confirmado: o Museu de Mallawi foi saqueado

Por Márcia Jamille Costa | @MJamille

 

Ontem eu tinha anunciado na página do Arqueologia Egípcia no Facebook que existiam denuncias de que o Museu de Mallawi, no Médio Egito, tinha sido roubado. Hoje pela manha o MSA confirmou em nota que de fato o edifício foi atacado e saqueado esta terça-feira (14 de agosto de 2013).

De acordo com informações não oficiais o diretor do museu foi agredido e um guarda assassinado.

Mohamed Ibrahim, ministro das antiguidades, está tomando medidas legais para evitar que quaisquer artefatos arqueológicos sejam levados por contrabandistas para fora do país.

Um inventário oficial das peças roubadas ainda não está disponível, mas a página Egypt’s Heritage Task Force está organizando, com o auxílio de internautas, um álbum de peças que se encontravam no museu e que podem estar desaparecidos agora. Dentre muitos dos objetos levados está uma estatueta de uma das filhas do faraó Akhenaton (Novo Império; 18ª Dinastia; Período Amarniano).

Estatueta de uma das filhas do faraó Akhenaton roubada do Museu de Mallawi em 14 de agosto de 2013. Imagem disponível em . Acesso em 14 de agosto de 2013.

Estatueta de uma das filhas do faraó Akhenaton roubada do Museu de Mallawi em 14 de agosto de 2013. Imagem disponível em < https://www.facebook.com/photo.php?fbid=675137912516273&set=a. 675090315854366.1073741831. 648057078557690&type=3&theater >. Acesso em 14 de agosto de 2013.

Infelizmente roubos e furtos de peças arqueológicas ocorrem principalmente porque existem pessoas dispostas a comprar estes objetos.

Update – 17h54 | 15 de Agosto

 

◘  Correm relatos não confirmados de que a estátua da filha de Akhenaton foi encontrada por moradores. A INTERPOL já foi acionada em relação aos artefatos roubados.

◘ Outro relato é que o Museu de Mallawi está em chamas e ainda existem artefatos lá dentro.

 

Update – 19h27 | 15 de Agosto

 

◘ Os objetos roubados da coleção somam 1040, dos 1089 que estavam no museu, ou seja, 49 ainda permaneciam no edifício no momento do incêndio, o qual, ainda não se sabe a gravidade ou se fez vítimas.

 

Updates via Luxor Times e Monica Hanna.

URGENTE – Sítios arqueológicos e museus serão fechados por tempo indeterminado

Por Márcia Jamille Costa | @MJamille

 

Os sítios arqueológicos e museus de todo o país ficarão fechados indefinidamente. Esta é uma medida preventiva em resposta à onda de violência que está ocorrendo no Egito desde a expulsão de Mohammed Morsi da presidência e a seguinte tentativa do exército egípcio em dissolver a Irmandade Muçulmana.

Museu Egípcio do Cairo. Disponível em  Acesso em 28 de Janeiro de 2011.

Museu Egípcio do Cairo. Disponível em < http://wingstoafrica.com/egyptian-museum-cairo-2.html > Acesso em 28 de Janeiro de 2011.

A liminar definida pelo Ministry of State for Antiquities (MSA) tem por objetivo evitar futuros saques aos museus e sítios arqueológicos.

Fonte:
Egypt’s archaeological sites and museums closed indefinitely. Disponível em < http://english.ahram.org.eg/News/79035.aspx >. Acesso em 14 de agosto de 2013.

Vandalismo em sítios arqueológicos no Egito: Ding Jinhao não é o único caso

Por Márcia Jamille Costa | @MJamille

 

No dia 26/05 (2013) viralizou na internet o caso de um ato de vandalismo em Luxor. Alguém chamado Ding Jinhao escreveu em um baixo relevo os dizeres em mandarim “Ding Jinhao esteve aqui”, despertando a revolta de milhares de internautas, especialmente entre os egípcios e chineses.

 

Palavras em mandarim “Ding Jinhao esteve aqui” escritas em parede do templo de Luxor. Foto: Kong You Wu Yi. Imagem Disponível em < http://egyptianstreets.com/2013/05/26/chinese-tourist-damages-3000-year-old-temple-in-luxor/ >. Acesso em 27 de maio de 2013.

 

O caso foi a público depois que uma fotografia do ato foi publicada por um chinês envergonhado na internet. Imediatamente a mídia identificou o infrator como um adolescente de 15 anos da província de Nanjing. Depois do escândalo, os pais do garoto emitiram um comunicado para a imprensa. “Nós queremos nos desculpar com o povo do Egito e com o povo de toda a China”, disse a mãe.

De acordo com a matéria do Egyptian Streets, blogueiros chineses postaram que a marca branca na assinatura de Ding é o resultado da tentativa de turistas chineses em apagar as inscrições.

O Ministério das Antiguidades ainda não lançou um comunicado oficial sobre o assunto, nem deu declarações se a imagem, que se localiza no Santuário de Amon construído por Alexandre Magno (356 – 323 a. E.C), poderá ser restaurada.

Russos tiram foto no topo da pirâmide e depois pedem desculpas ao povo egípcio. Imagem disponível em < http://www.kptv.com/story/21813574/russian-photographer-apologizes-for-pyramid-photos >. Acesso em 27 de maio de 2013.

Embora tenha sido um ato chocante, especialmente devido a antiguidade das paredes e sua relevância para a história da politica na antiguidade, casos de depredações proporcionados por turistas não é incomum, afinal, todos querem um pedaço da história, seja rasurando paredes ou pegando peças de cerâmicas do chão do sítios, e estes são só dois simples exemplos. Para variar este incidente demonstrou mais uma vez não só a falta de segurança nos sítios, mas a ausência de zelo por parte dos próprios turistas. O caso do garoto Ding Jinhao não foi o único, nem isolado. No início do ano turistas russos, aproveitando o recolhimento dos guardas de turismo e escalaram uma das pirâmides do platô de Giza para tirar fotos. As fotografias rodaram o mundo e eles foram tratados em parte como heróis, independente do risco que infringiram a própria vida e ao desrespeito as determinações de segurança geradas para o patrimônio arqueológico egípcio. Hoje fala-se mais das fotografias tiradas, mas pouco se comenta acerca do pedido de desculpas por terem subido em um Patrimônio da Humanidade de forma tão inconsequente.

Ontem (26/05) também rodou pelo Facebook o anuncio da demolição de um dos últimos portões do Velho Cairo, o Bab Al Wazir, construído no início do século 19. O motivo? A construção de um novo prédio a mando da neta do Sheikh Abdel Rahman Kara’a, responsável pela construção do edifico ao qual pertencia o portão. Porém, ser herdeira do construtor daria mesmo a ela o direito de destruição de um patrimônio arqueológico? O Bab Al Wazir não constava no registro de edifícios históricos do Egito, mas não temos sempre que depender do governo para enxergar o que é patrimônio arqueológico ou não.

 

Bab Al Wazir antes da sua destruição. Imagem disponível em < http://egyptianchronicles.blogspot.com.br/2013/05/save-our-heritage-save-our-history-for.html >. Acesso em 27 de maio de 2013.

O Bab a Wazir destruído. Imagem disponível em < http://egyptianchronicles.blogspot.com.br/2013/05/save-our-heritage-save-our-history-for.html >. Acesso em 27 de maio de 2013.

O Bab a Wazir destruído. Imagem disponível em < http://egyptianchronicles.blogspot.com.br/2013/05/save-our-heritage-save-our-history-for.html >. Acesso em 27 de maio de 2013.

O Bab a Wazir destruído. Imagem disponível em < http://egyptianchronicles.blogspot.com.br/2013/05/save-our-heritage-save-our-history-for.html >. Acesso em 27 de maio de 2013.

 

No final de 2012 outro problema relacionado com a derrubada de edifícios arqueológicos para a construção de edifícios foi levantado entre arqueólogos, porém, aparentemente não caiu na mídia (se ocorreu não vi): Existe um baixo relevo de Akhenaton, Aton e Amenhotep III em Assuão. Ele pertenceu a um escultor chamado Bek e estava para ser retirado do seu lugar original para ser posto em um museu na Núbia ou no Grand Museum ASAP. Este não é um caso de vandalismo ou destruição, mas a necessidade de retirar este artefato do seu lugar original já deve ser levada a debate. Não sei informar o status da obra.

 

Imagem do mural de Bek no Sul do Egito. Foto: Peter Lacovara. 2012.

Mural de Bek. Imagem disponível em < http://ib205.tripod.com/bek.html >. Acesso em 27 de maio de 2013.

 

Outro caso que fiquei sabendo foi no final de 2011 e tem relação com a frequente deterioração da cabeça de um colosso de Ramsés II em el-Hawawish (Akhmim). Além de ter sido coberta por lixo e cascalho, os homens locais estavam urinando nela. Observe a diferença das datas nas legendas das fotos. Atualmente também não sei informar como está a situação deste artefato.

 

Ramsés II em el-Hawawish (Akhmim). Foto: Peter Allingham. 08 de Abril de 2011.

Ramsés II em el-Hawawish (Akhmim). Foto Victor Solkin. 18 de Outubro de 2011.

 

Observando o caso de Ding e os demais é possível notar que esquecemos de observar a Arqueologia Egípcia de uma forma mais ampla, levando para as nossas discussões a falta de tato não só de parte da população egípcia, mas também mundial em relação ao Patrimônio Arqueológico. Muito se fala acerca da necessidade de proteção tanto aos sítios como os artefatos, mas pouco está sendo feito.

Update – 29 de maio de 2013

Hoje saiu uma nova notícia acerca do ocorrido: foi anunciada a remoção do grafite. Para saber mais clique aqui.

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Mais um exemplo de vandalismo em sítios arqueológicos egípcios. Esta fotografia é de Gizé em 2009:

Grafite em Gizé. Foto: Robert Bauval (2009).

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 De acordo com esta matéria do Ahram Online (12 de maio de 2013) a cabeça de Ramsés II de Akhmim e os demais artefatos encontrados na região foram removidos e armazenados em um local seguro.

Cabeça de Ramsés II em Akhmim após denuncias na internet em 2012, mas só salva em 2013. Imagem disponível em < http://english.ahram.org.eg/NewsContent/9/40/71270/Heritage/Ancient-Egypt/Head-of-Ramses-II-in-Akhmim-removed-and-stored.aspx >. Acesso em 29 de maio de 2013.

Cabeça de Ramsés II em Akhmim após denuncias na internet em 2012, mas só salva em 2013. Imagem disponível em < http://english.ahram.org.eg/NewsContent/9/40/71270/Heritage/Ancient-Egypt/Head-of-Ramses-II-in-Akhmim-removed-and-stored.aspx >. Acesso em 29 de maio de 2013.

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