Confira o trailer da série “Tutankhamun”

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

Produzida pela ITV Studios e sob a direção de Peter Webber, a série “Tutankhamun” terá como personagem principal o arqueólogo inglês Howard Carter, descobridor da tumba do faraó Tutankhamon em 1922. Composta por quatro episódios, o enredo tem início em 1905, nos mostrando os caminhos de um jovem Carter até a descoberta da sepultura que o fez famoso.

Foto: Divulgação.

— Saiba mais sobre o faraó Tutankhamon: Tutankhamon, 1922 e o Vale dos Reis.

No início deste ano (2016) mostrei a primeira fotografia liberada dos atores Sam Neill e Max Irons caracterizados como o Lorde Carnarvon e Howard Carter, agora trago para vocês o trailer oficial:

Infelizmente não existe previsão de estreia no Brasil.

— Leia também: Mais uma série com o tema “‪‎Tutankhamon” será lançada e Novidades sobre a série “Tutankhamun”, com Sam Neill e Max Irons.

Novidades sobre a série “Tutankhamun”, com Sam Neill e Max Irons

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

Ano passado (2015) divulguei aqui no Arqueologia Egípcia que uma série sobre a busca pela tumba do faraó Tutankhamon estava sendo produzida e gravada na África do Sul. Pois bem, já foi liberada a primeira fotografia dos atores Sam Neill e Max Irons caracterizados como o Lorde Carnarvon e Howard Carter, respectivamente:

Foto: Divulgação.

Sam é bastante conhecido no Brasil pelo o seu papel como o paleontólogo Dr. Alan Grant no filme Jurassic Park (1993) e o Max está no filme Red Riding Hood (2011).

Como uma série de quatro episódios, a história terá início em 1905 e nos mostrará os caminhos de um jovem Carter até a descoberta da tumba que o fez famoso.

Ela está sendo produzida pela ITV Studios e sob a direção de Peter Webber. Infelizmente não existe previsão de estréia no Brasil.

(Vídeo) Sobre as supostas câmaras ocultas na tumba de Tutankhamon

Semana passada liberei mais um post acerca das pesquisas realizadas na tumba do faraó Tutankhamon (clique aqui para conferir e aqui para ver todas as postagens escritas sobre o assunto). Agora disponibilizo no site o vídeo onde respondo algumas questões bem gerais que tais estudos despertaram no público.

Tutankhamon na KV-62. Foto: Factum Arte.

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Foi Maya a irmã mais velha de Tutankhamon?

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

Sabemos poucos detalhes da história do faraó Tutankhamon e da sua família e bem menos da vida de membros do seu séquito o qual conhecemos alguns nomes. Dentre estas pessoas estava uma mulher chamada Maya, cujo cargo era um dos mais importantes da corte: ela foi a ama-de-leite do rei.

Sabemos disso graças a sua tumba encontrada em 1996 no sítio de Bubastis, na cidade de Saqqara, que na antiguidade possuía uma das necrópoles mais importantes do Egito.

A tumba de Maya é dividida em dois níveis onde no superior existem duas câmaras para cultos e no inferior câmaras funerárias; é na primeira capela do nível superior onde encontra-se uma breve biografia da Maya, inclusive uma das suas imagens mais famosas onde ela tem em seu colo um garoto, o próprio Tutankhamon (Imagem 1)[2].

— Conheça mais sobre esta sepultura: Sobre leão achado no Egito em 2001.

O cargo de ama-de-leite na realeza não era dado a qualquer pessoa, afinal a mulher escolhida ia dar do seu leite para uma criança divina beber e sabemos que esse alimento possuía uma conotação religiosa notável. Maya foi então a escolhida pelos pais (ou representantes) de Tutankhamon, mas não sabemos de onde ela surgiu, somente que certamente era uma mulher da nobreza.

Imagem 1: Maya com o faraó Tutankhamon sentado em seu colo. Qui fut véritablement maïa? La nourrice de Toutânkhamon! En égypte ancienne!. Disponível em < http://www.aime-free.com/2100/12/qui-fut-veritablement-maya-la-nourrice-de-toutankhamon-en-egypte-ancienne.html >. Acesso em 26 de janeiro de 2016.

Contudo, recentemente surgiu uma teoria para ela. O descobridor do seu sepulcro, o arqueólogo francês Alain Zivie, e o Ministro das Antiguidades do Egito, Mamdouh El-Damaty, têm sugerido que esta mulher seria, em verdade, Meritaton [1][2], filha mais velha de Akhenaton e Nefertiti e irmã mais velha da esposa de Tutankhamon, Ankhesenamon e alguns sugerem que até do próprio Tutankhamon.

Maya. Fonte: Tomb of Tutankhamun’s wet-nurse opened to tourists. Disponível em < http://www.euronews.com/2015/12/20/tomb-of-tutankhamun-s-wet-nurse-opened-to-tourists/ >. Acesso em 26 de janeiro de 2016.

A ideia baseia-se no fato da existência de um fragmento de vaso cerâmico, encontrado durante a limpeza da tumba de Maya. Nele está um título honorífico, o de “Superiora do Harém”, o que indica que ela tinha um espaço privilegiado na corte real. Entretanto, Zivie e El-Damaty estão se apoiando na ideia de que era um título demasiado grande para uma simples ama [3], mas como foi pontuado no início deste texto, amas-de-leite da família real não eram simplesmente escolhidas entre mulheres comuns (embora não possamos descartar que para toda regra existe uma exceção).

Eles também se justificam fazendo uso de uma imagem encontrada na tumba de Meketaton, uma das irmãs de Meritaton e que morreu de forma prematura. A imagem retrata uma mulher segurando um bebê. A sugestão dos dois é que aquela trata-se da princesa Meritaton segurando em seu colo Tutankhamon. Contudo, esta afirmação não pode ser confirmada porque não existe nada na tumba que sugira quem são aqueles dois indivíduos.

Zivie ainda se justifica assinalando a semelhança facial entre Maya e Tutankhamon, mas sabe-se que quando um faraó chegava ao poder não era incomum que os artistas (aparentemente especialmente durante o Novo Império) adaptassem alguns dos seus traços faciais ao rosto de membros da família real e da alta nobreza. É exatamente por isso que muitas pessoas de determinados períodos se parecem tanto.

Entretanto, existe um ponto em que a teoria de que Maya poderia ser alguém da realeza faria algum sentido. Em entrevista ao “Diario La Prensa” Zivie declarou que interpretou a famosa imagem de Tutankhamon e Maya como que ela estaria sentada em um trono real [4], o que explicaria o fato dela ter sido retratada com o faraó em seu colo em um período que o contato físico mais próximo que uma pessoa comum teria com o rei é beijar a terra que ele pisou (não estou sendo poética, isso é verídico). Encontrei em um fórum estrangeiro uma fotografia que um dos usuários postou do livro “Les Tombes Du Bubasteion À Saqqara”, do próprio Zivie. Nela está um croqui da imagem do faraó com sua ama que está sentada em uma cadeira que possui entre os seus pés o “sema-taouy”, um símbolo que significa a união do Alto e Baixo Egito. Logo, a proposta de que esta estaria sentada em um trono real faz algum sentido. Por outro lado, se vocês observarem com atenção, o sema-taouy parece estar sob os pés do Tutankhamon e não no trono de fato. Ainda assim é uma questão a se pensar.

Link do fórum < http://www.perkemet.be/viewtopic.php?f=11&t=987 >. Acesso em 26 de janeiro de 2016. User que postou: Rozette. Livro: Les Tombes Du Bubasteion À Saqqara; La tombe de Maïa, mère nourricière du roi Toutânkhamon et grande du harem. Autor: Alain Zivie; pagina 105.

O outro problema nessa teoria é que não existe um motivo lógico para se escolher uma herdeira ao trono como ama-de-leite; as princesas destinadas ao trono quase não amamentavam seus próprios filhos, por que amamentariam o filho dos outros? Outra questão é que os registros escritos arqueológicos apontam que Meritaton e seu esposo Smenkhara tinham sido escolhidos como co-regentes de Akhenaton. A princesa até substituiu a própria mãe, enquanto ela ainda estava viva, em deveres da Grande Esposa Real. Então, qual seria o motivo de torna-se uma ama-de-leite ou uma “Superiora do Harém”?

Por fim, para ter leite no seio é necessário que a mulher tenha concebido um bebê, então, caso Meritaton fosse ama-de-leite de Tutankhamon, onde estaria o seu próprio filho? Zivie ainda sugere que a mãe de Tutankhamon poderia ser a falecida Meketaton [4], que ainda era uma pré-adolescente quando faleceu, entretanto, o exame de DNA de 2010 aponta que uma múmia de uma mulher adulta encontrada na KV-35 seria a sua mãe.

Tutanhkamon retratado ainda criança. Autor da imagem: Desconhecido.

Desta forma, logo se vê o porquê de o meio acadêmico não ter dado muita atenção para esta proposta.

A partir deste mês de janeiro (2016), a tumba de Maya estará aberta para a visita de não acadêmicos. Foi pensada nesta determinação como uma tentativa de alavancar a economia do Egito, em parte sustentada pelo turismo, que sofreu um grande dano após a revolução de 2011.

Fontes:

[1] ¿Fue Maya la hermana mayor de Tutankhamón? Disponível em < http://www.nationalgeographic.com.es/articulo/historia/actualidad/11000/fue_maya_hermana_mayor_tutankhamon.html >. Acesso em 27 de dezembro de 2015.

[2] Another King Tut’s related discovery would change chapters in history books. This time in Sakkara Disponível em < http://luxortimesmagazine.blogspot.com.eg/2015/12/another-king-tuts-related-discovery.html >. Acesso em 27 de dezembro de 2015.

[3] Egipto inaugura la tumba de la nodriza de Tutankamón. Disponível em < http://cultura.elpais.com/cultura/2015/12/24/actualidad/1450970687_880613.html >. Acesso em 27 de dezembro de 2015.

[4] Tumba egipcia era de la hermana y no de la nodriza de Tutankamón, dice arqueólogo. Disponível em < http://www.lagranepoca.com/ciencia-y-tecnologia/35733-tumba-egipcia-era-de-la-hermana-y-no-de-la-nodriza-de-tutankamon-dice-arqueologo.html >. Acesso em 27 de dezembro de 2015.

Egipto abre al público en Saqqara la tumba de Maya, el ama de crianza de Tutankamón. Disponível em < http://es.euronews.com/2015/12/20/egipto-abre-al-publico-en-saqqara-la-tumba-de-maya-el-ama-de-crianza-de/ >. Acesso em 27 de dezembro de 2015.

Egyptian pharaoh Tutankhamun’s wet nurse might have been his sister. Disponível em < http://www.theguardian.com/culture/2015/dec/21/egyptian-pharaoh-tutankhamuns-wet-nurse-might-have-been-his-sister >. Acesso em 27 de dezembro de 2015.

El otro misterio del faraón Tutankamón que deja perplejos a los científicos. Disponível em < http://www.periodistadigital.com/america/cultura/2015/12/23/el-otro-misterio-del-faraon-tutankamon-que-deja-perplejos-a-los-cientificos.shtml?utm_medium=twitter&utm_source=twitterfeed >. Acesso em 27 de dezembro de 2015.

Otro misterio del faraón Tutankamón deja perplejos a los científicos. Disponível em < https://actualidad.rt.com/ciencias/194916-faraon-tutankamon-tumba >. Acesso em 27 de dezembro de 2015.

Tomb of Tutankhamun’s wet nurse in Egypt’s Saqqara opened to public. Disponível em < http://english.ahram.org.eg/News/174009.aspx >. Acesso em 27 de dezembro de 2015.

Tutankhamun’s half-sister Meritaten might have also been his wet nurse, archaeologists say. Disponível em < http://www.independent.co.uk/news/science/archaeology/tutankhamuns-half-sister-meritaten-might-have-also-been-his-wet-nurse-archaeologists-say-a6781231.html >. Acesso em 27 de dezembro de 2015.

Câmaras ocultas na tumba de Tutankhamon ou uma forma de chamar a atenção dos turistas para o Egito?

Por Márcia Jamille | Instagram | @MJamille

O Discovery News, site vinculado ao Discovery Channel, fez uma lista das descobertas arqueológicas mais esperadas de 2016. Dentre as pesquisas pontuadas está a espera para saber se existem câmaras secretas na KV-62, ou seja, na tumba de Tutankhamon, localizada no Vale dos Reis.

Tutankhamon na KV-62. Foto: Factum Arte.

Parece até tópico de alguma produção cinematográfica de mistério, mas a existência de câmaras secretas — que explico de antemão que não tem nada a ver com armadilhas, portas automáticas, etc — em tumbas de nobres e da realeza egípcia não é nenhuma novidade. Bons exemplos podem ser encontrados nas sepulturas de Amenhotep II (KV-35), Tutmés IV (KV-43), Amenhotep III (WV-22) e Horemheb (KV-57), que guardam saletas outrora secretas onde foram escondidos corpos de membros da família real cuja tumba original foi saqueada.

— Leia mais em “Dossiê: Bastidores da procura por câmaras escondidas na tumba de Tutankhamon”.

Porém o caso da tumba de Tutankhamon seria diferente. Se a proposta estiver correta ele não teria sido sepultado em uma câmara lateral secreta, mas no início de uma tumba. Algo difícil de acreditar, mas em termos de Arqueologia muita coisa pode surpreender. Foi pensando assim que o Ministro das Antiguidades, Mamdouh al-Damaty, convidou o autor da teoria, o egiptólogo inglês Nicolas Reeves, a testar sua hipótese na própria KV-62, a qual o inglês crê que em verdade pertenceria à rainha Nefertiti.

Assim, foram realizadas em setembro de 2015 avaliações não invasivas (sem perfurações, raspagens, etc) na sepultura e durante a análise dos dados coletados foi anunciado que tinha uma chance de 70% de existir câmaras secretas na tumba. Porém, como os resultados coletados não eram conclusivos, o Ministério das Antiguidades anunciou que uma equipe japonesa também analisaria o local.

Dois meses depois, na manhã do dia 28 de novembro de 2015, foi anunciado o resultado da varredura com o radar dos japoneses: o exame preliminar dos dados forneceu evidências de que existem espaços ocos atrás de duas das paredes da câmara funerária. “Obviamente é uma entrada para alguma coisa”, disse o pesquisador Hirokatsu Watanabe, responsável pela equipe asiática. Na ocasião ele manipulava o radar em frente ao Ministro das Antiguidades, do Ministro do Turismo Hesham Zazou, oficiais, alguns repórteres e do próprio Nicolas Reeves. “É muito óbvio que isso é alguma coisa. É muito profundo”[1].

Entrada da KV-62 na época da sua descoberta. Foto: Harry Burton.

Após esta revelação, Mamdouh al-Damaty deu algumas declarações para a imprensa. “Temos algo aqui” [2], assegurou o ministro ao jornal ABC Cultura, indicando que existe uma certeza de 90% de que tem um espaço vazio atrás da parede norte e oeste da câmara funerária da KV-62. Contudo, sobre a sugestão de que seja o sepultamento de Nefertiti ele discorda e salienta que “sendo ou não Nefertiti, o descobrimento de uma câmara reescreveria a história da tumba de Tutankhamon”[2].

Howard Carter e o seu patrocinador, Lord Carnarvon.

“De uma perspectiva turística, este achado está rivalizando com a original redescoberta do túmulo por Howard Carter”, disse Hesham Zazou para a National Geographic [1]. Desde a revolução de 2011 o turismo do Egito, um dos maiores suportes econômicos do país, sofreu declínio. Os pesquisadores e o Ministro do Turismo acreditam que esta pesquisa poderá reviver o fascínio das pessoas pela terra dos faraós.

Isso levanta a dúvida de que se este não é um caso clássico de fazer uso da febre do público não acadêmico por Tutankhamon em prol da economia do país. A desconfiança em relação a ética nesta pesquisa é forte, especialmente quando é rememorado que ao longo dos anos documentaristas e revistas lucraram com as numerosas propostas de “causas de morte” do faraó.

— Saiba mais assistindo “#TutEOValeDosReis: Como o faraó Tutankhamon morreu?”.

A dúvida aqui não é em relação a veracidade dos dados coletados, mas das intenções dos pesquisadores envolvidos. Primeiro do Reeves em associar forçosamente a tumba com Nefertiti e segundo do Ministério das Antiguidades ao noticiar cada um dos passos imediatamente para a imprensa, correndo o risco de encher o público acadêmico e não acadêmico com esperanças que podem ser equivocadas; O que está atrás das paredes pode ir desde um anexo com artefatos fúnebres, uma câmara funerária intacta, uma simples câmara vazia ou mesmo uma fenda, tão comum no Vale dos Reis.

Planta da KV-62. Imagem: Theban Mapping Project.

Mesmo quando foram realizados os exames de DNA e a tomografia do corpo do rei existiu um tempo longo entre a coleta de dados, a analise, a conclusão e a conseguinte disponibilização dos resultados. Em verdade em todas as pesquisas realizadas no Egito, seus resultados só são liberados para o público após um considerável período, para que equívocos não sejam criados. Entretanto, neste caso das possíveis câmaras ocultas está evidente que o Ministério das Antiguidades resolveu ir por outro caminho.

Zahi Hawass:

Zahi Hawas, antigo Ministro das Antiguidades, é um dos que olham para esta pesquisa e o posicionamento do britânico Nicolas Reeves, com desconfiança. Para ele, Reeves está vendendo uma ilusão para o Egito e que foi muito conveniente escolher justamente o nome de Nefertiti para associar com estas supostas câmaras. Abaixo suas palavras para o jornal ABC Cultura:

“Este mesmo radar foi usado por Reeves em 2006, e Reeves publicou que encontrou uma tumba no Vale dos Reis e a chamou de KV-63. Eu escavei nessa zona e resultou que somente se tratava de uma fenda na montanha, não uma câmara. O especialista do radar japonês (Watanabe) trabalha para ele, por isso dirá o que Reeves disser. Não creio que haja nenhuma tumba, talvez um quarto fechado e vazio, ou poderia ser somente um buraco, mas não há forma de prová-lo, porque destruiria a tumba. Reeves tem vendido ar ao Egito, porque não há forma de comprovar se o que existe por detrás da parede é um buraco ou de fato uma câmara. Simplesmente, tem sido muito inteligente decidir que é Nefertiti” [3].

A tumba de Tutankhamon foi encontrada em 1922 pelo arqueólogo britânico Howard Carter e dela foram catalogados mais de 5.000 artefatos, a maioria em ótimo estado de conservação, apesar de possuir mais de três milênios.

Fontes:

Top Archaeological Finds Expected in 2016. Disponível em < http://news.discovery.com/history/archaeology/top-archaeological-finds-expected-in-2016-160113.htm >. Acesso em 16 de janeiro de 2016.

[1] Will a New Bout of King Tut Fever Bring Visitors Back to Egypt?. Disponível em < http://news.nationalgeographic.com/2015/10/151002-tutankhamun-valley-of-the-kings-nefertiti-hidden-burial-rooms-archaeology-howard-carter-nicholas-reeves/ >. Acesso em 28 de novembro de 2015.

[2] Mamdouh El Damaty: «Sea o no Nefertiti, se reescribirá la historia de la tumba de Tutankamón». Disponível em < http://www.abc.es/cultura/arte/abci-mamdouh-damaty-o-no-nefertiti-reescribira-historia-tumba-tutankamon-201512261310_noticia.html >. Acesso em 18 de janeiro de 2016.

[3] Zahi Hawass: «No creo que haya otra tumba junto a la de Tutankamón, tal vez solo una habitación». Disponível em < http://www.abc.es/cultura/abci-zahi-hawass-no-creo-haya-otra-tumba-junto-tutankamon-solo-habitacion-201512101403_noticia.html >. Acesso em 18 de janeiro de 2016.

Egipto, seguro al 90% de que existe una habitación secreta en la tumba de Tutankamón. Disponível em < http://www.abc.es/cultura/arte/abci-egipto-seguro-90-por-ciento-existe-habitacion-secreta-tumba-tutankamon-201511281331_noticia.html>. Acesso em 18 de janeiro de 2016.

AGORA NA ARQUEOLOGIA EGÍPCIA: Segundo radar sugere existência de câmaras ocultas na tumba de Tutankhamon. Disponível em <  https://www.facebook.com/marciajamille.arqueologiaegipcia/photos/pb.150542331413.-2207520000.1453155127./10153860842801414/?type=3&theater>. Acesso em 18 de janeiro de 2016.

Hallan indicios serios de cámaras ocultas en la tumba de Tutankhamón. Disponível em <  http://www.nationalgeographic.com.es/articulo/historia/actualidad/10937/hallan_indicios_serios_camaras_ocultas_tumba_tutankhamon.html>. Acesso em 18 de janeiro de 2016.

Egyptian expert disputes new theory that Queen Nefertiti is in Tutankhamun’s tomb. Disponível em <  http://www.telegraph.co.uk/news/worldnews/africaandindianocean/egypt/12067553/Egyptian-expert-disputes-new-theory-that-Queen-Nefertiti-is-in-Tutankhamuns-tomb.html >. Acesso em 18 de janeiro de 2016.

O site Arqueologia Egípcia em 2015

Por Márcia Jamille | Instagram | @MJamille

Quem acompanhou o Arqueologia Egípcia no último ano sabe que eu e o site passamos por muitas coisas positivas. Foi para rememorar alguns desses momentos que gravei o vídeo abaixo:

Contextos Live:

O ano teve um ótimo começo quando fui convidada pela Contextos Arqueologia para ministrar uma palestra para a Contextos Live. Era uma transmissão piloto e eu estava extremamente nervosa porque tudo poderia dar errado já que seria uma transmissão online e ao vivo, mas no final deu tudo certo.

Ocorreu uma grande participação do público, a pena é que o Youtube não armazena as mensagens enviadas durante os eventos ao vivo e por isso não pude ler nenhum dos comentários.

Uma viagem pelo Nilo na CAJUFS:

Meses mais tarde recebi um convite para expor o meu livro, o “Uma viagem pelo Nilo”, durante a “I Semana de Arqueologia da CAJUFS”, na cidade de Laranjeiras, Sergipe.

Está acabando o estoque de livros:

E ao longo do ano “Uma viagem pelo Nilo” vendeu bem, ao menos levando em consideração que se trata de uma obra independente que não tem uma distribuidora. Devo salientar aqui que meus amigos e familiares me auxiliaram muito durante os tramites de vendas ou no empacotamento. Eles, definitivamente, me ajudam a tirar um peso horrível das costas.

#TutEOValeDosReis e a reação do público:

E sobre o meu ainda não lançado segundo livro, o “Tutankhamon, 1922 e o Vale dos Reis”: foi criada uma série dentro do canal do Arqueologia Egípcia no Youtube intitulada #TutEOValeDosReis onde falo curiosidades sobre este faraó.

A minha surpresa foi que esse quadro é o mais visualizado e é o que mais recebe “likes”. O vídeo que está no topo é o “A maldição de Tutankhamon”, que, ironicamente, foi gravado de dia, no meu quarto, com o Sol se movendo e criando mudanças de luz e meus vizinhos brigando esporadicamente.

O canal no Youtube não é mais só um projeto:

No Youtube passamos da marca de mil inscritos! Foi uma grande surpresa para mim porque os canais mais populares que citam Arqueologia são aqueles que o fazem de forma deturpada, falando bobagens sobre conspirações, alienígenas, tesouros malditos, etc.

Em tempos em que recebo mensagens de ódio por ter listado meros pontos negativos da novela “Os Dez Mandamentos” (e olha que eu não acabei com a novela, só fiz listar coisas boas e ruins, como faço com qualquer outro material que cite o Antigo Egito) saber que pouco mais de mil pessoas se importam em aprender me deixa extremamente feliz.

Um leitor chegou a escrever para mim que a meta agora são 2.000, 5.000, 10.000, 100.000… Ok, não sou otimista como ele, mas se continuar crescendo ficarei enormemente feliz. Até porque gravar não é nada fácil.

São Paulo + Leitores = tarde maravilhosa:

Ainda tem a minha ida para São Paulo onde aproveitei para conhecer alguns leitores pessoalmente durante um encontro intimista. Amei ter conhecido todos e se desse mais tempo eu queria ter conversado com cada um para conhecê-los melhor.

Uma viagem pelo Nilo na I FLISE:

E o ano fechou com a minha participação na I FLISE de Sergipe, através da gráfica e editora J Andrade, que me convidou a expor meu livro lá. Apesar de extremamente cansativo foi muito divertido. O estande estava lindíssimo e conheci outros autores.

Eu e a Márcia da J Andrade.

Muito aprendizado:

O mais legal é que tudo isso é fruto daquele trabalho de formiguinha que realizei em outros anos, e que hora ou outra eu me perguntava se não era uma total perda de tempo. Bom, ainda bem que não desisti.

Se vocês possuem um sonho não desista também. Isso tudo não veio do nada para mim, na verdade começou lá atrás, em 2008, quando abri o site porque, dentre tantos motivos, me sentia só na Universidade e gostava mais das pessoas que eu conhecia na internet e que compartilhavam o mesmo interesse que o meu, que é o Antigo Egito.

Bom, então que venha 2016 e com ele mais leitores e mais amigos.

Barba de Tutankhamon: Cera de abelha foi a solução

Por Márcia Jamille | Instagram | @MJamille

Quase um ano após o escândalo da cola epóxi que foi posta na barba da máscara mortuária do faraó Tutankhamon em agosto de 2014, o artefato finalmente encontra-se livre do aderente.

Entenda o caso:

Tudo começou em janeiro de 2015, quando a imprensa mundial ficou ciente de que durante a manutenção do expositor em que a peça fica exposta ocorreu um acidente que fez com que a barba da máscara se soltasse e que, como medida, foi optado por usar uma cola epóxi, o que não era o ideal para o objeto. De acordo com os responsáveis por colar o artefato, a ordem para utilizar tal aderente partiu de superiores.

A egiptóloga Monica Hanna, especialista em conservação de pinturas murais, foi uma das pessoas que denunciaram o crime. De acordo com ela, cinco conservadores tentaram delatar o ocorrido, mas após uma visita do ministro das antiguidades ao museu no dia 17 de novembro de 2014 todos foram demitidos.

— Leia mais em “Cola na barba da máscara mortuária de Tutankhamon: O que ocorreu nas últimas horas?“.

Para variar, fotografias dentro do museu até então estavam proibidas, desta forma era difícil convencer as pessoas de que a cola estava lá ou a gravidade da intervenção. Entretanto, com a pressão por parte da imprensa nacional e internacional, o Ministério das Antiguidades se viu obrigado a realizar em 24 de janeiro de 2015, uma reunião com repórteres no Museu Egípcio do Cairo para confirmar o ocorrido e apresentar o conservador alemão Christian Eckmann, que seria o responsável pela remoção do epóxi.

Detalhe da cola no queixo em fotografia tirada em 24 de janeiro de 2015. Foto: Hassan Ammar. AP. 2015

O fim e uma descoberta:

Os trabalhos de Eckmann começaram em outubro e após nove semanas a máscara finalmente ficou pronta para ser posta em seu local de exibição no Museu Egípcio do Cairo.

Foto: Mai Shaheen. 2015.

Foto: Mai Shaheen. 2015.

— Leia mais em “Restauro da máscara mortuária de Tutankhamon está em andamento“.

Apesar das circunstancias, ainda assim foi possível realizar mais uma descoberta arqueológica. De acordo com Mamdouh Eldamaty, ministro das antiguidades, “O processo revelou surpresas. A primeira é que a barba tem um tubo interior que a conecta com o rosto da máscara e a segunda é que a reintegração de 1946 se fez utilizando uma leve soldadura” [1].

Para pôr a barba em seu devido lugar Eckmann e sua equipe fizeram uso de técnicas antigas. Como aderente eles utilizaram cera de abelha, porque era um material comum no Antigo Egito, além de que é uma matéria orgânica que oferece um menor risco de causar danos ao metal da máscara.

1 – Barba separada do seu tubo interno. A seta aponta os resíduos da soldagem feita em 1946. Uma técnica atualmente condenada por restauradores.

2 – A cera de abelha aplicada ao tubo interno.

3 – A cera de abelha aplicada ao tubo interno. Usar técnicas do passado nos trabalhos de conservação é o aconselhado pelos profissionais da área. Assim não retira muito da identidade original do objeto.

4 – Trabalho concluído.

Abaixo o resultado:

Foto: Sahen Ramzy. 2015.

As informações obtidas pelo escaneamento serão apresentadas em um futuro livro.

Fonte:

[1] Regresa la barba de Tutankamón, con cera de abeja. Disponível em < http://www.ngenespanol.com/el-mundo/culturas/15/12/22/restauracion-barba-rey-tutankamon-museo-el-cairo-egipto.html >. Acesso em 27 de dezembro de 2015.

Album de Noor Mostafa. Disponível em < https://www.facebook.com/noor.mostafa.19/posts/915316655189980 >. Acesso em 27 de dezembro de 2015.

A descoberta da tumba de Tutankhamon em cores

Por Márcia Jamille | Instagram | @MJamille

Hoje, 4 de novembro, o Egito está comemorando os 93 anos de descoberta da tumba do faraó Tutankhamon e na internet pessoas ao redor do mundo estão prestando homenagens. No embalo, a Dynamichrome lançou na internet o seu trabalho de coloração das fotos da descoberta. O trabalho estará exposto na exposição “The Discovery of King Tut”, que será inaugurada em Nova York em 21 de novembro e que além das fotos contará com uma mostra de com réplicas dos artefatos encontrados na tumba. Confira abaixo o resultado:

Até mesmo uma foto do Lorde Carnarvon, o patrocinador da descoberta e que faleceu seis semanas após a mesma, foi colorida.

Imagens: The Griffith Institute
Colorização: Dynamichrome

Fonte:

Nov. 4, 1922: The discovery of Tutankhamun, in color. Disponível em <http://mashable.com/2015/11/04/king-tut-discovery/#8xH4DXhEEkqV>. Acesso em 04 de Novembro de 2015.

(Vídeo) #TutEOValeDosReis: Do que morreu o faraó Tutankhamon?

Continuando com o quadro de vídeos #TutEOValeDosReis, no canal do Arqueologia Egípcia no Youtube, agora comentei sobre as muitas “causas de morte” do Tutankhamon. Sim, muitas, porque desde a década de 1920 as pessoas têm se perguntado do que o faraó padeceu e levantaram suas teorias.

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