Mais restos humanos com “línguas de ouro” foram encontrados no Egito

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

Uma equipe de arqueologia da Espanha encontrou duas tumbas ainda com restos humanos em um sítio arqueológico em El-Vahnasa, em Minya (Egito). Os estudos estão sendo feitos por pesquisadores da Universidade de Barcelona e do IPOA. Neste trabalho, a exemplo de Taposiris Magna, foram encontrados restos com “línguas de ouro”. Porém, são da Dinastia Saíta, ou seja, a 26ª Dinastia, que tinha como capital Sais.


Os remanescentes com as línguas estavam bem na entrada da primeira tumba. Essas línguas faziam parte de um ritual para garantir que os falecidos pudessem falar na outra vida. Ao que parece elas foram se tornando populares no final da era dos faraós.


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Ainda nesta tumba foi encontrado em seu interior um grande sarcófago de calcário. Após uma análise, a equipe constatou que ele foi saqueado durante a antiguidade.


Já a segunda tumba, localizada ao lado da primeira, estava ainda selada, disse Hassan Amer, professor do departamento greco-romano da Faculdade de Arqueologia da Universidade do Cairo e diretor de escavações da missão. Em seu interior foram encontrados equipamentos funerários em dois nichos onde estavam vasos canópicos, 402 ushabtis feitos com faiança verde, amuletos e contas.

Quer saber sobre o significado e serventia desses tipos de artefatos egípcios? Nos vídeos abaixo explico com detalhes:


Fonte:
In Photos: Human remains with golden tongues unearthed in archaeological site in southern Egypt. Disponível em < https://english.ahram.org.eg/NewsContent/9/40/443817/Antiquities/Ancient-Egypt/In-Photos-Human-remains-with-golden-tongues-uneart.aspx >, acesso em 05 de dezembro de 2021.

Tumba de mais de 3.000 de um “tesoureiro real” é descoberta no Egito

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

Esta semana tivemos mais um anúncio de uma descoberta arqueológica realizada no Egito, desta vez é na área de Tuna Al-Gabal em Minya. Lá uma equipe egípcia de arqueologia descobriu a tumba de um supervisor do tesouro real chamado Ba di ist.

Foto: Ministério de Turismo e Antiguidades

Mustafa Waziry, Secretário-Geral do Supremo Conselho de Antiguidades e chefe da missão, explicou que o túmulo consiste em um poço de sepultamento que contém 10 metros de profundidade. Tal poço leva a uma grande sala com nichos esculpidos na rocha. Nesse espaço foram encontradas duas estátuas: uma representando uma mulher e outra representando o deus Ápis, divindade em forma de um touro.

Foto: Ministério de Turismo e Antiguidades

O grande destaque está em quatro jarros canópicos (recipientes onde os órgãos das múmias eram guardados) feitos com alabastro e que estão em ótimo estado de conservação. Caso queria conhecer um pouco sobre o que são vasos canópicos e sua serventia, tem um vídeo no nosso canal:

Outros artefatos foram encontrados, dentre eles 400 ushabtis de faiança azul e verde com o nome do falecido. Ushabtis são estatuetas que eram colocadas nos túmulos para que pudessem exercer trabalhos manuais no além em nome do morto.

Foto: Ministério de Turismo e Antiguidades

Não ficou de todo claro no comunicado de imprensa, mas aparentemente mais seis sepultamentos de membros da família de Ba di ist — contendo cerca de 1.000 ushabtis de faiança e outros grupos jarros canópicos, foram encontrados na região. Além disso, 4 sarcófagos de pedra foram descobertos intactos, ainda selados com argamassa. Esses sepultamentos foram datados como pertencentes a 26ª e 30ª dinastias.

Fonte:

Egypt- Tomb of ancient Royal Treasury Supervisor uncovered in Minya Governorate. Disponível em < https://menafn.com/1101011944/Egypt-Tomb-of-ancient-Royal-Treasury-Supervisor-uncovered-in-Minya-Governorate >, acesso em 28 de outubro de 2020.