Maquetes antigas: Exemplos do Egito Antigo

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

Sítios arqueológicos às vezes podem proporcionar grandes surpresas. Foi o que ocorreu no Egito em 1920, quando ao final de uma tarde de trabalhos do Museu Metropolitano de Arte de Nova York em uma tumba de Deir el-Bahari, a TT280 (pertencente a um homem chamado Meketra), uma descoberta inusitada foi feita: uma câmara oculta com várias maquetes representando cenas da vida cotidiana no Egito estava escondida atrás de uma parede.

1-7 Egypt Transformed at Met
Eram imagens retratando embarcações e seus tripulantes, casas de abate, casas de tecelagens, jardins, etc. Nas palavras do próprio arqueólogo responsável pela missão, o Hebert Winlock, era “uma infinidade de figuras de homenzinhos brilhantemente pintados que faziam isso e aquilo”. Conto um pouco sobre a história da sua descoberta no vídeo “Maquetes da época do Egito Antigo: A tumba de Meketra” daqui do Arqueologia Egípcia. Nele vocês conhecerão as circunstancias da descoberta, danos presentes nas peças e algumas curiosidades:

Frescor milenar:

Uma das coisas que mais chama a atenção nestes objetos é a sua incrível conservação, como vocês poderão conferir nas imagens a seguir:

Cattle of Meketre

Model figures of Meketre

Funeral boat sailing Dynasty 12 early reign of Amenemhat I tomb of Meketre 1981-1975 BCE (1)

Funerary Boat being Rowed

Ancient Egyptian model figures

Driving cattle

Metropolitan Museum of Art, New York, Egyptian collection

Metropolitan Museum of Art, New York, Egyptian collection

Metropolitan Museum of Art, New York, Egyptian collection

Não se sabe qual o sentido destes artefatos. Alguns pesquisadores sugerem que tenha alguma aspiração religiosa, como uma tentativa de transmitir o que foi representado nas maquetes para o além-vida do Meketra. Já outros acham que era somente fruto de alguma coleção e que Meketra queria levar consigo.

Fonte integral deste post:

DERSIN, Denise. A história cotidiana às margens do Nilo (Tradução de Francisco Manhães, Marcelo Neves, Carlos Nougué, Michael Teixeira).  1ª Edição. Barcelona: Folio, 2007.

(Vídeo) Conhecendo um pouco sobre Shaamunensu

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

Quem já visitou o Museu Nacional (RJ) já viu o ataúde da cantora Shaamunensu, cujo corpo encontra-se também em exposição. Nesta pequena animação vocês poderão conhecer um pouco sobre o universo em que viveu esta moça cuja pós-morte é uma das muitas histórias peculiares do Museu.

Direção: Fernanda Macedo e Leticia Curi
Animadores: Gabriel Franklin, Victor Colombo, Andreia Muniz, Leticia Curi, Francisco Guimarães, Marina Avila e Thiago Macedo.

Casamento e virgindade no Antigo Egito

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

O ocidente se criou sob a sombra das famílias patriarcais, onde a “honra imaculada” da mulher era muito presada. Esta foi uma regra comum entre os membros da elite, que além de apoiar o domínio dos pais, irmãos e futuramente os maridos, procurava garantir que o patrimônio não seria dado para uma criança gerada de outro homem. E foi inspirado neste pensamento que os primeiros egiptólogos começaram a interpretar o casamento no Egito Antigo, modelo esse que é seguido ainda hoje, sem críticas mais apuradas. Por exemplo, a interpretação do papel de cada conjugue no casamento parece ter sido “infectado” pelo o ponto de vista da nossa contemporaneidade.

Usualmente é descrito que homens eram os mantedores da casa, enquanto a mulher era a responsável pela a organização do lar e o cuidado dos filhos. Temos até textos clássicos que são usados para afirmar isto, como o “Ensino de Ptahhotep” (ZABA, 1956 apud TOIVARI-VIITALA, 2013) em que um rapaz é aconselhado a fundar uma família quando ainda é jovem para poder ter crianças. Ele deve amar sua esposa, respeitá-la e mantê-la sob controle, mas este texto é proveniente da elite e não parece ter sido adotado como uma regra geral, mas somente um conselho entre partidários. O próprio Strouhal (2007), que será amplamente citado neste texto, defende uma visão arcaica do que teria sido o casamento no Egito Antigo, contudo, observando os indícios escritos e arqueológicos de uma forma mais questionadora observamos que a realidade poderia ter sido um pouco mais diferente. De fato o cuidado com a criança parecia ser uma prioridade da mãe, contudo, a gerência do lar poderia ser do homem ou da mulher.

Cena familiar no Antigo Egito. Imagem disponível em < http://artehistoriaegipto.blogspot.com.br/2012_01_22_archive.html >. Acesso em 10 de setembro de 2014.

No Período Faraônico, a palavra utilizada para designar esposa foi Hmt e marido hay (TOIVARI-VIITALA, 2013). Estas menções foram encontradas em vários objetos que tinham como uma de suas funções apresentar ao receptor a ligação matrimonial entre um homem e uma mulher e são vistos deste os primórdios das dinastias. As referências textuais ao casamento mais antigas são provenientes do Antigo Reino em edifícios, túmulos da realeza e artefatos móveis, usualmente derivados da elite. Tais referências consistem na descrição de algum título que indica o estado civil dos citados, ou seja, a condição deles de casados (TOIVARI-VIITALA, 2013).

Merit e seu esposo Maya. Imagem disponível em < http://www.rmo.nl/english/collection/highlights/egyptian-collection/statue-of-maya-and-merit >. Acesso em 08 de julho de 2014.

Embora anteriormente à 16ª Dinastia (Segundo Período Intermediário) as mulheres gozassem de certa liberdade — o que para gregos e romanos era considerado algo escandaloso (EL-QHAMID; TOLEDANO, 2007) —, quem definia se o homem que elas tinham escolhido era o ideal era o pai e na ausência deste um tio, contudo, após este período, elas tinham voz em suas decisões, embora casamentos arranjados tenham existido até o final do Faraônico (STROUHAL, 2007).

Algo como “noivado”, ou um acordo prévio que tratasse o casamento como uma promessa entre um casal é desconhecido, mas o par estava livre para namorar e mesmo ter relações sexuais (STROUHAL, 2007). O enlaço sexual, tanto antes, como posterior ao casamento, era aconselhado para que ocorresse somente após a puberdade de ambos os jovens e no caso de uma gravidez indesejada, embora o aborto não fosse bem visto (já que a ideia era perpetuar a linhagem da família), existiam receitas para realizar o que chamavam de “desvio de gravidez” (STROUHAL, 2007).

Contudo, quando se tratava de um futuro casal da realeza, a aliança poderia ocorrer muitos anos antes da maturação sexual do casal, visando não o amor ou a harmonia entre os casados, mas a conveniente união entre famílias e ordens religiosas.

Tutankhamon e Ankhesenamon. Imagem disponível em < http://www.ancient-egypt.co.uk/luxor/images/luxor_2004_027.jpg >. Acesso em 10 de setembro de 2014.

Sabe-se que era popular o matrimônio incestuoso tanto dentro da realeza, como entre as camadas mais populares, no entanto, tal prática tornou-se de fato obrigatória durante o Período Ptolomaico, quando a nobreza tentou agregar para si uma identidade semelhante aos dos deuses (STROUHAL, 2007). Porém, não necessariamente um casal que chamam um ao outro de “irmã (o)” de fato tinham uma ligação sanguínea. Em verdade tal termo buscava explanar algo carinhoso, indicando um forte vínculo com quem se amava (STROUHAL, 2007).

A festa para comemorar a nova vida juntos usualmente consistia em um banquete que reunia o casal com seus familiares e amigos. Um acordo social — escrito e assinado na presença de testemunhas — definia quais eram os bens da mulher e do homem antes do casamento, em uma eventual separação era necessária a correta divisão dos bens segundo este acordo. Contudo, no caso de grandes discórdias, eram feitas seções para decidir o que cada um tinha por direito (STROUHAL, 2007).

Nebamun e sua esposa. Imagem disponível em < http://www.flickr.com/photos/menesje/sets/72157622616113777/ > Acesso em 14 de maio de 2011.

Como o sexo era permitido antes do matrimonio, naturalmente é de considerar que a virgindade não era um tabu ou algo necessário. O que se esperava é que a esposa não estivesse grávida de outro homem. Embora uma criança com uma ligação sanguínea com a família fosse desejada, a adoção foi um ato cultural e existem registros de testamentos tanto de mulheres como de homens que deixaram seus bens para filhos adotivos (STROUHAL, 2007).

O adultério era condenável para ambos os lados. Caso o casal julgado fosse condenado, ambos eram chicoteados publicamente ou marcados e existiram penas que iam desde o exílio para a Núbia até cortar o nariz ou as orelhas (STROUHAL, 2007). Se levarmos a sério os textos ficcionais como o Papiro Westcar, podemos crer que a pena de morte para estes casos no Antigo Reino era aceitável. Nele, um sacerdote traído pede auxílio ao Faraó, que por sua vez condena o amante da esposa a ser devorado por um crocodilo feito de cera (que se transforma em um animal de verdade) e a mulher a ser queimada e tuas cinzas jogadas no Nilo (EL-QHAMID; TOLEDANO, 2007). Acontecimento semelhante é contato na história dos irmãos Bata e Anúbis: este último, ao descobrir que a esposa assediava o irmão, pede o assassinato da mesma e que o seu corpo seja jogado aos cães (STROUHAL, 2007). Contudo, ao contrário desses textos, nem todas as traições terminavam de forma dramática, alguns documentos citam o divórcio por tais motivos sem incidentes (STROUHAL, 2007; LORTON, 1977; GALPAZ-FELLER, 2004; TOIVARI-VIITALA, 2001 apud TOIVARI-VIITALA, 2013).

Entretanto, a violência contra o gênero feminino também foi registrada em textos não fictícios, como atesta um documento onde a mulher denuncia o crime:

“Meu esposo me bate com um látego, e quebrou meu braço como se fosse um junco. Meu primogênito me deu um pontapé, e esta manhã não pude levantar-me da cama” (EL-QHAMID; TOLEDANO, 2007, pág 111).

Outro motivo para o divórcio poderia ser a não satisfação sexual: a esposa poderia acusar o marido de não satisfazê-la sexualmente e assim dar entrada na separação (EL-QHAMID; TOLEDANO, 2007). Procurando evitar isto alguns homens acionavam médicos que cuidavam do seu problema, definido como “doença de homem” (EL-QHAMID; TOLEDANO, 2007).

União homossexual:
Alguns pesquisadores têm se empenhado, desde o início da Egiptologia, em negar a existência da prática homossexual no Egito Antigo, a exemplo de Frank Fortis que na década de 1950 tendia a negar veemente o enlace sexual entre pessoas do mesmo gênero, ao mesmo tempo que afirmava que tal prática era tolerada. Além deste discurso contraditório ele possuía uma visão preconceituosa, afirmando que as mulheres e homens egípcios eram miseráveis sexualmente e limitados culturalmente (EL-QHAMID; TOLEDANO, 2007).

Mas, a despeito da negativa, existem textos egípcios que apresentam a homossexualidade tais como o do Papiro Prisse (Médio Reino), em posse da Biblioteca Nacional de Paris e o Papiro 10509, sob a custódia do Museu Britânico (EL-QHAMID; TOLEDANO, 2007).

Referências:

COELHO, Liliane Cristina; BALTHAZAR, Gregory da Silva. As múltiplas sensibilidades do feminino na literatura egípcia do Reino Novo (c. 1550-1070 a.c.). In: CANDIDO, Maria Regina [org.] Mulheres na Antiguidade: Novas Perspectivas e Abordagens. Rio de Janeiro: UERJ/NEA; Gráfica e Editora-DG ltda, 2012.
EL-QHAMID; TOLEDANO, Joseph. Erotismo e sexualidade no Antigo Egito (Tradução de Suzel Santos, Carlos Nougué). Barcelona: Folio, 2007.
STROUHAL, Eugen. A vida no Antigo Egito (Tradução de Iara Freiberg, Francisco Manhães, Marcelo Neves). Barcelona: Folio, 2007.
TOIVARI-VIITALA, J. “Marriage and Divorce”. UCLA Encyclopedia of Egyptology, 1-17. Retirado de https://escholarship.org/uc/item/68f6w5gw (2013)

Sugestões de livros sobre o Antigo Egito

Por Márcia Jamille Costa | @MJamilleInstagram

Devido ao número excessivo de mensagens que eu recebo de pedidos de sugestões de livros (embora ao final de cada texto eu deixe uma pequena lista de referências), resolvi escrever um post acerca.

Escolhi livros com temas gerais tanto em português como em inglês e planejo por updates sempre que possível.

Por favor, nos comentários não perguntem onde podem comprar, não tenho tais informações.

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Lista:

◘ ALLEN, James. The Ancient Egyptian Pyramid Texts. Atlanta: Society of Biblical Literature, 2005.

◘ BAINES, John; MALEK, Jaromir. Deuses, templos e faraós: Atlas cultural do Antigo Egito (Tradução de Francisco Manhães, Maria Julia Braga, Michael Teixeira, Carlos Nougué). Barcelona: Folio, 2008.

◘ BAGNALL, Roger; BRODERSEN, Kai; CHAMPION, Craige; ERSKINE, Andrew; HUEBNER, Sabine. The Encyclopedia of Ancient History. Oxford: Wiley-Blackwell, 2012.

◘ BARD, Kathryn. An Introduction to the Archaeology of Ancient Egypt. Oxford: Blackwell, 2007.

◘ BRANCAGLION Jr., Antonio. Tempo, material e permanência: o Egito na coleção Eva Klabin Rapaport. Rio de Janeiro: Casa da Palavra – Fundação Eva Klabin Rapaport, 2001.

◘ BUNSON, Margaret R. Encyclopedia of Ancient Egypt. New York: Facts On File, 2002.

◘ COSTA, Márcia Jamille Nascimento. Uma viagem pelo Nilo. Aracaju: Site Arqueologia Egípcia, 2014.

Estela de pedra de Iuny e Renut representando Khay na parte inferior realizando uma oferenda juntamente a um escriba. Imagem disponível em . Acesso em 25 de fevereiro de 2013.

Estela de pedra de Iuny e Renut. Imagem disponível em < http://www.ancient-egypt.co.uk/ashmolean/ pages/ashmolean_ sep2006_%20327.htm >. Acesso em 25 de fevereiro de 2013.

◘ David O’CONNOR, Rita FREED e Kenneth KITCHEN. Ramsés II (Tradução de Francisco Manhães, Marcelo Neves). Barcelona: Fólio, 2007.

◘ DAVID, Rosalie. Religião e Magia no Antigo Egito (Tradução de Angela Machado). Rio de Janeiro: Difel, 2011.

◘ DAVID, Rosalie; DAVID, Antony. A Biographical Dictionary of Ancient Egypt. London: Steaby, 1992.

◘ DESPLANCQUES, Sophie. Egito Antigo (Tradução de Paulo Neves). Porto alegre: L&PM, 2011.

◘ DODSON, Aidan. As Pirâmides do Antigo Império (Tradução de Francisco Manhães, Maria Julia Braga, Carlos Nougué). Barcelona: Folio, 2007.

◘ GRIMAL, Nicolas. História do Egito Antigo (Tradução Elza Marques Lisboa de Freitas. Revisão Técnica Manoel Barros de Motta). Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2012.

◘ IKRAM, Salima. Divine Creatures: Animal Mummies in Ancient Egypt. Cairo: The American University in Cairo, 2005.

◘ KEMP, Barry. El Antiguo Egipto: Anatomía de uma civilización (Tradução de Mònica Tusell). Barcelona: Crítica, 1996.

◘ KI-ZERBO, Joseph (Org.). História Geral da África I: Metodologia e Pré-história da África. (Tradução de MEC – Centro de Estudos afro-brasileiros da Universidade de São Carlos). Brasília: UNESCO, 2011.

◘ LLOYD, Alan, B (Ed). A Companion to Ancient Egypt. England: Blackwell Publishing, 2010.

◘ MARIE, Rose; HAGEN, Rainer. Egipto (Tradução de Maria da Graça Crespo). Lisboa: Taschen, 1999.

◘ MOKHTAR, Gamal. História Geral da África Vol. II: África Antiga (Tradução de MEC – Centro de Estudos afro-brasileiros da Universidade de São Carlos). Brasília: UNESCO, 2011.

◘ MULLER, Hans Wolfgang; THIEM, Esberhard. O ouro dos faraós (Tradução de Carlos Nougué, Francisco Manhães, Maria Julia Braga, Angela Zarate). Barcelona: Folio, 2006.

◘ REEVES, Nicholas; WILKINSON, Richard. The Complete Valley of the Kings. London: Thames & Hudson, 2008.

◘ SHAFER, Byron. Sociedade, moralidade e práticas religiosas (Tradução de Luis Krausz). São Paulo: Nova Alexandria, 2002.

◘ SILIOTTI, Alberto. Viajantes e Exploradores: A Descoberta do Antigo Egito (Tradução de Francisco Manhães, Michel Teixeira). Barcelona: Editora, 2007.

◘ SILIOTTI, Alberto. Primeiros Descobridores: A Descoberta do Antigo Egito (Tradução de Francisco Manhães, Michel Teixeira, Carlos Nougué). Barcelona: Editora, 2007.

◘ STROUHAL, Eugen. A vida no Antigo Egito (Tradução de Iara Freiberg, Francisco Manhães, Marcelo Neves). Barcelona: Folio, 2007.

◘ TALLET, Pierre. A culinária no Antigo Egito (Tradução de Francisco Manhães, Maria Júlia Braga, Joana Bergman). Barcelona: Folio, 2006.

◘ TOLEDANO, Joseph; EL-QHAMID. Erotismo e Sexualidade no Antigo Egito (Suzel Santos, Carlos Nougué). Barcelona, Folio, 2007.

◘ WENDRICH, Willeke (Ed). Blackwell Studies in Global Archaeology: Egyptian Archaeology. New Jersey: Wiley-Blackwell, 2010.

◘ WILDUNG, Dietrich. O Egipto: da pré-história aos romanos (Tradução de Maria Filomena Duarte). Lisboa: Taschen, 2009.

UCL Podcast (em inglês): artefatos do Petrie Museum of Egyptian Archaeology

Por Márcia Jamille Costa | @MJamille | Instagram

 

Neste primeiro podcast o artefato comentado é o vestido Tarkhan (Imagem 1), uma artefato arqueológico extremamente interessante porque é um dos exemplos de vestuários remanescentes da antiguidade egípcia e o outro citado é uma ratoeira (Imagem 2) encontrada pelo arqueólogo Flinders Petrie. Ambos estes objetos (assim como os demais presentes na coleção do museu) eram importantes para Petrie porque ele acreditava que os artefatos mundanos tinham grande capacidade de surpreender. Foi este tipo de pensamento que o colocou um passo à frente da sua época.

Vestido tarkhan . Imagem disponível em . Acesso em 06 de outubro de 2013.

Vestido tarkhan . Imagem disponível em < http://www.ucl.ac.uk/museums/petrie/about/collections/objects/tarkhan-dress >. Acesso em 06 de outubro de 2013.

Ratoeira no antigo Egito. Imagem disponível em . Acesso em 06 de outubro de 2013.

Ratoeira no antigo Egito. Imagem disponível em < http://www.ucl.ac.uk/museums/petrie/about/collections/objects/one-day-in-lahun >. Acesso em 06 de outubro de 2013.

Este arquivo possui 2:35 min de duração:

 

Neste segundo podcast o assunto abordado é a descoberta pouco usual de um pote onde foi realizado um sepultamento (Imagem 3) o qual se acreditava pertencer a uma mulher, mas depois foi identificado como um indivíduo do sexo masculino que possuía entre 20 e 25 anos no momento de sua morte.

Pote para sepultamento encontrado no Egito. Imagem disponível em . Acesso em 06 de outubro de 2013.

Pote para sepultamento encontrado no Egito. Imagem disponível em < http://www.ucl.ac.uk/museums/petrie/about/collections/objects/pot-burial >. Acesso em 06 de outubro de 2013.

Este arquivo possui 2:19 min de duração: