Arqueologia Egípcia (Blog)

A chinese lion statue

O Arqueologia Egípcia conta com o apoio de historiadores e arqueólogos para a sua divulgação. Os artigos são publicados online sem nenhuma cobrança e com o único fim de expor a pesquisa para o público amador e científico.
A internet é um dos meios mais eficazes de divulgação, sendo amplamente utilizada por empresas e instituições. Sua acessão em menos de dez anos demonstra bem isto. Contando com esta vantagem o Arqueologia Egípcia é uma oportunidade de expor ao público de maneira rápida o que há de atual em termos de pesquisas científicas, repassando a informação de forma clara e concisa.

 

 

(OFF) Indiana Jones and the Song of Theme

Márcia agosto 2nd, 2010

Eu estava louca de vontade de postar este vídeo, pensei até de sacanagem em postar no dia do arqueólogo. Encontrei esta parodia da música tema do filme Indiana Jones no blog do Reinaldo José Lopes. Quando escutei da primeira vez a música o refrão não saiu da minha cabeça.

 

“I’m professor of archaeology”

Quiz: Quanto valia um bovídeo no Antigo Egito?

Márcia junho 23rd, 2010

Update:

Ocorreu um embate acirrado na enquete para saber quantos deben valia um boi na época dos faraós. Embora 10 e 100 deben tenham empatado nenhum deles é a resposta certa. O valor de um bovídeo naquela época era de 50 deben. Um trabalhador no antigo Egito ganhava cerca de 10 deben… Já dá para ter uma margem de quanto um animal destes poderia ser muito caro.


Quem é? Dra. Colleen Manassa

Márcia maio 16th, 2010

 

No dia 05/05 apresentei aqui a Profa. Dra. Kara Cooney. Desde então fiquei em dúvida, imaginando quem seria a próxima pesquisadora a postar. Fiquei entre duas mulheres bem proeminentes e acabei optando por umas das egiptólogas que mais acho interessante e da qual pouco se fala: Profa. Dra. Colleen Manassa.

Dra. Colleen Manassa
Imagem 01: Dra. Colleen Manassa. Yale.

 

Ela é a prova de que um visual diferente pode ser bem vantajoso. Em 2007 participou do documentário “Construindo um Império: Egito” da The History Channel, mas não liguei muito, foi quando a vi este ano no documentário “Projeto Tutankhamon” (2010) da Discovery Channel com um corte de cabelo totalmente novo e bem pouco usual. Eu achei Dra. Manassa tão simpática que procurei por seus trabalhos.

Imagem 02.

 

Dra. Manassa é uma das professoras que fazem parte do corpo docente do Departamento de Linguagens e Civilizações do Oriente Próximo na Yale e atua com literatura do Novo Império, gramática egípcia e história militar tendo então, ao lado do colega Dr. John Coleman, escrito o livro Tutankhamun’s Armies: Battle and Conquest During Ancient Egypt’s Late Eighteenth Dynasty (2007) que traz uma releitura de vários documentos da época amarniana, inclusive as celebres “Cartas de Amarna”.

Devido ao seu currículo e aparições com certeza a veremos outras vezes em documentários. Até lá vamos esperando.  

Para saber mais: http://www.yale.edu/nelc/cmanassa.html

Haréns egípcios

Márcia maio 14th, 2010

 

Os haréns sempre despertaram a curiosidade ocidental européia onde a poligamia, além de tabu, é proibida legalmente. Quem já não viu alguma imagem em filmes como “O Escorpião Rei” (2002 – The Scorpion King no original) em que o herói cai em um harém cheio de lindas moças ou reproduções européias que em parte retratam jovens mulheres num recinto durante o banho. Apesar do apelo, o harém poderia ser bem menos libidinoso do que a imaginação indica, começando pela a desmistificação da imagem da odalisca: diz-se que elas serviam sexualmente ao sultão, mas em suma elas eram as escravas das concubinas do senhor do palácio e, obedecendo à rígida escala hierárquica do harém, elas serviam somente sua senhora.

Arqueologia Egípcia: Moça de harém egípcio
Imagem 01: Moça egípcia tocando um instrumento.

 

Parte da contradição acerca destes lugares começa pelo o nome. “Harém” (حريم – harîm – no árabe) define atualmente qualquer lugar onde existiriam várias mulheres para a satisfação sexual de um só homem, mas hoje, em alguns casos, o termo está sendo utilizado de forma equivocada, como é com os próprios “haréns” dos faraós, que embora tenham relação com a virilidade do rei, era permitido o acesso de qualquer pessoa, sendo onde, inclusive, era realizada a educação de príncipes e princesas. Estes edifícios eram palácios oficiais onde também poderia ser feita a diplomacia e resolvidas questões de sucessão real. Logo, o emprego do termo harém, que significa “proibido” não se adéqua a esta situação, mas já foi tão popularizado que hoje não há uma preocupação em mudar a forma de chamar.

Já no Egito de 1516 a 1798 AP, época em que esta parte da África era dominada pelo o Império Otomano, os homens mais celebres cultivavam um aposento com dezenas de moças e senhoras. As mulheres deste tipo de ambiente eram mantidas em salas isoladas ou em cômodos escondidos por portas falsas. Este é o verdadeiro harém, cujo objetivo era ser composto pelas esposas e concubinas do proprietário da casa. Os únicos homens permitidos em seu interior eram os eunucos.

Arqueologia Egípcia: Moças de harém egípcio
Imagem 02: Danças de moças de um harém egípcio. Pintura de De Montaut.

 

Longe do convívio com outras pessoas as mulheres passavam o tempo experimentando roupas, escutando música, dançando e cantando, vivendo desta forma praticamente em um universo à parte do masculino, assim, para retratar o interior destes lugares alguns artistas trabalhavam com descrições de terceiros, como no caso da Imagem 02 que contou com a ajuda da mãe do desenhista, por ter sido a única a possuir permissão para entrar no local.

Assim, ao nos reportarmos à visão do harém sempre acabamos relacionando a palavra à submissão feminina e virilidade masculina, e por mais que seja aceitável para alguns ou cruel para outros estes lugares eram (e o é em alguns países) um traço da sociedade e que devido à imaginação fértil de curiosos acabaram recebendo complementações alegóricas e embora desperte muito interesse ainda é um ambiente extremamente misterioso para nós que estamos de fora.

Algumas imagens de pintores europeus (uma ou outra partem da imaginação):

Arqueologia Egípcia: Renoir - Le Harem - 1872   Arqueologia Egípcia: The Terrace of Seraglio (Jean-Leon Gerome)   Arqueologia Egípcia: The Harem por John Frederick Lewis (Victoria and Albert Museum)
         
Arqueologia Egípcia: Harém por Gyula Tornai   Arqueologia Egípcia: Harém em Istanbul (Turquia)    
         

 

Referências das Imagens 01 e 02:

01: Siliotti, A. 2007 Viajantes e exploradores: a descoberta do Antigo Egito. Folio, pp 77

02: Siliotti, A. 2007 Viajantes e exploradores: a descoberta do Antigo Egito. Folio, pp 113

Para saber mais:

Mitos y realidades sobre el harén: mujer y autoridad en el Imperio Otomano, 09/05/2010 <http://www.libreria-mundoarabe.com/Boletines/n%BA72%20Jun.09/MitosRealidadesHaren.htm>

Um mundo distante: As Damas do Harém, 09/05/2010 <http://leopoldina-emummundodistante.blogspot.com/2009/05/as-damas-do-harem.html>

Aniversário de criação do Arqueologia Egípcia (11/05)

Márcia maio 11th, 2010

 

É com imenso orgulho que posto aqui que hoje o Arqueologia Egípcia está comemorando dois anos no ar. Felizmente posso dizer que não passei, ao menos com o site, altos e baixos, muito pelo o contrário, a colaboração dos amigos egiptólogos e dos demais leitores foi muito importante para o crescimento da página que, embora seja minha, acabou virando uma janela para a divulgação de trabalhos e eventos dos colegas.

Aniversário de criação do Arqueologia Egípcia (11/05/10)
 

 

Tenho que agradecer primeiramente aos colaboradores, estas pessoas que foram extremamente gentis e disponibilizaram o material deles para nós:

- Margaret M. Bakos

- Maria Thereza David João

- Moacir Elias Santos

- Pedro Paulo A. Funari

 

Aos nossos parceiros:

- Arqueologia Americana

- Arqueologia Bíblica

- Arqueologia Digital

- Arqueologia Piauí – Brasil

- Umlando South Africa Archaeology

 

Aos leitores, principalmente os que estão inscritos no Facebook e no Orkut e claro, aos meus familiares.

Espero próximo ano poder fazer mais uma postagem desta cheia de agradecimentos a todos.

Obrigada pessoal!

Márcia Jamille Costa

 

[OFF Topic] Onde eu estudo

Márcia maio 6th, 2010

É engraçado, ficamos tanto tempo em um lugar e acabamos nos esquecendo do quanto ele é bonito. Hoje pelo o twitter recebi através do @patrimonio uma foto do campus em que estudo. A fotografia em questão foi batida por Adilson Andrade:

UFS – Campus de Laranjeiras. Foto: Adilson Andrade. 2010.

 

E só a título de curiosidade, este local fica bem próximo ao Laboratório de Arqueologia.

Quem é? Dr. Kara Cooney

Márcia maio 4th, 2010

Professora de Arte e Arquitetura Egípcia da UCLA, a Dra. Kara Cooney provocou frenesi ano passado quando estreou como uma das apresentadoras de documentários ligados à arqueologia na Discovery Channel. Longe da pinta de aventureira ela é uma acadêmica que já tinha feito aparições em outras séries televisivas e que hoje faz parte do quadro da equipe de funcionários da empresa.

Out of Egypt: Kara Cooney
Imagem 01. Dra. Kara Cooney. Discovery Channel

 

Ainda que seu programa chame-se “Legados do Egito” (Out of Egypt no original) ele não toca somente na questão da antiga civilização do norte da África, em verdade a série toma a civilização egípcia como ponto de partida para os mais variados questionamentos ligados a organização social (e religiosa) e arquiteturas semelhantes entre os egípcios e outras civilizações.

Embora a proposta possa ser um pouco polêmica o programa não busca levantar idéias difusionistas e sim exemplificar que mesmo que tenham vivido a quilômetros de distância os seres humanos por vezes possuem pensamentos em comuns, não obstante, por motivos muitas vezes bem diferentes.

Out of Egypt: Kara Cooney
Imagem 02. Dra. Kara Cooney. Discovery Channel

 

Out of Egypt: Kara Cooney
Imagem 03. Dra. Kara Cooney. Discovery Channel

 

Da mesma forma que trás uma nova perspectiva para os documentários de arqueologia Dra. Kara Cooney inova ao dar voz para outros seres humanos, não apresentando mais um documentário exclusivo aos já celebres Cleópatra ou Ramsés II, só para citar dois exemplos.

Ela é fascinante, não é uma apresentadora de atitude forçada e embora não seja tão carismática quanto outros apresentadores ela é muito simpática e suave quando fala. “Legados do Egito” não é um dos meus programas favoritos, mas realmente vale conferir.

Out of Egypt: Kara Cooney. Photo: Frederick M Brown. Jul/30/2009
Imagem 04. Dra. Kara Cooney. Life.

 

Saiba mais:

New Discovery series adds youthful appeal to the study of ancient civilizations, 03/05/2010 <http://www.nola.com/tv/index.ssf/2009/08/new_discovery_series_adds_yout.html >

Kara Cooney | TheTorchOnline.com, 03/05/2010 < http://thetorchonline.com/tag/kara-cooney/ >

OUT OF EGYPT’s Kara Cooney: How Magic is “Real” and Why We Find Egypt so Damn Fascinating, 03/05/02010 <http://thetorchonline.com/2009/08/09/out-of-egypts-kara-cooney-how-magic-is-real-and-why-we-find-egypt-so-damn-fascinating/ >

Réplica da múmia de Tutankhamon é apresentada em Nova York

Márcia maio 1st, 2010

Quem está visitando a exposição King Tut and the Golden Age of the Pharaohs onde está sendo apresentados vários dos artefatos da tumba do faraó-menino Tutankhamon em Nova York se surpreendeu com a réplica de sua múmia disponível para a visitação. O trabalho do artista responsável ficou tão perfeito que ela se passaria pela a verdadeira se o visitante não fosse avisado de que na realidade ela nada mais é que uma estátua.

King Tut
Foto: AP Photo/Richard Drew . 2010

 

O Dr. Zahi Hawass (do SCA) planeja levá-la para o museu de Ankhenaton que está sendo construído em Minya. O espaço abrigará artefatos da era Amarna e terá uma sala especial para os achados da família real.

Até debaixo d’água (Arqueologia Subaquática)

Márcia abril 28th, 2010

 

Saiu no jornal da UFS uma matéria com o meu orientador que vale (e muito) a pena colocar aqui:

Arqueólogos trazem à tona riquezas culturais esquecidas (Matéria do Jornal da UFS: Ano II – nº3 – Novembro 2009)
Por: Luiz Amaro – Juacy Júnior

 

A escrita de documentos não foi o único meio de se registrar a história da humanidade. Vestígios materiais deixados pelo homem em diferentes tempos são indícios da existência de civilizações passadas. São esses vestígios o objeto de estudo da arqueologia.

No entanto, muitos desses objetos podem estar submersos nos rios, lagos e oceanos sendo preciso ir até o fundo das águas para estudá-los. Arqueologia aliada ao mergulho abre um novo campo de formação: a arqueologia subaquática.

A especialidade surgiu no Brasil apenas na década de 1990. O seu trabalho vem literalmente trazendo à tona uma parte importante do passado do país, mapeando riquezas até então perdidas sob as águas, inclusive da costa sergipana.

“Em nosso país, estima-se que exista mais de três mil navios naufragados. Por isso, podemos dizer que, embaixo da água, o Brasil não se conhece. Em Sergipe, temos cerca de 60 navios afundados em nossa pequena costa, além de sítios pré-históricos e há também um trabalho desenvolvido na [represa de] Xingó”, diz o professor Gilson Rambelli, do Núcleo de Arqueologia do campus de Laranjeiras e um dos fundadores do Centro de Estudos de Arqueologia Náutica e Subaquática (CEANS), entidade para defesa do patrimônio cultural submerso.

 

Jornal da UFS: arqueologia subaquática
 

 

A arqueologia subaquática atua com a idéia de gestão sustentável do patrimônio cultural. “Evitamos retirar peças dos sítios submersos”, explica. “Isso só é feito quando acabam as possibilidades para o seu estudo ou quando o patrimônio está em risco. A meta é a preservação desses locais, para que possam ser vistos por outras gerações e como fonte de renda em programas sustentáveis de turismo cultural subaquático”.

 

Arqueólogos Subaquáticos?  

Os arqueólogos subaquáticos não são caçadores de tesouros. “Somos pesquisadores que exploram, com fins científicos, os restos de materiais deixados pelo homem ao longo de sua história no fundo do mar, de rios, lagos ou represas”, esclarece Rambelli, autor do livro “Arqueologia até debaixo d’água”.

“Nossos objetos de pesquisa podem ser vestígios de naufrágios, acampamentos pré-históricos, cidades ou áreas portuárias. Somos arqueólogos que mergulham”. No caso dos caçadores de tesouros, Rambelli explica que eles se “divertem” retirando peças de navios afundados.

“Os artefatos arqueológicos servem para eles como troféus de suas aventuras”, lamenta. “Com isso, muita informação se perde, pois objetos extraídos de seu contexto ficam destituídos de significado. Um sítio arqueológico saqueado é como um livro que teve suas páginas arrancadas”.

 

Atuação da UFS

A UFS também promove projetos para serem desenvolvidos debaixo d’água. Sob coordenação do professor Rambelli, o campus de Laranjeiras possui o laboratório de Arqueologia e Ambientes Aquáticos, que, dentre outras ações, elabora cursos de extensão. “Em breve terá início o projeto Inventário do Patrimônio Cultural Subaquático de Sergipe”, diz o docente.

Atualmente, Rambelli também ocupa o cargo de vice-presidente da Sociedade de Arqueologia Brasileira [1] e a convite da Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado, o professor participou no início de setembro de audiência pública destinada a instruir o projeto de lei da Câmara nº45 de 2008, que dispõe sobre o patrimônio cultural subaquático brasileiro.

“A legislação em vez de coibir ou controlar, estimula a prática de exploração dos sítios, sendo prejudicial ao trabalho dos arqueólogos”, esclarece Rambelli. A lei 10.166, de 27 de dezembro de 2000, libera a comercialização de artefatos retirados de dentro da água. “Um convite oficial à degradação de nossos sítios e incentivo para que os bens culturais partam para coleções particulares”.

 

Confira dicas do CEANS, Centro de Estudos de Arqueologia Náutica:

 

O artigo 216 da Constituição do Brasil de 1988 protege, entre outros, os sítios arqueológicos subaquáticos.

Por isso, ao encontrar um sítio arqueológico emerso ou submerso, saiba o que fazer para não destruir nossos patrimônios culturais:

1º – Não remova nada.

2º – Faça alguma marcação do local (posicionamento), embaixo d’água e na superfície, para saber voltar ao ponto encontrado.

3º – Comunique imediatamente à Autoridade Marítima e ao Instituto de Patrimônio Histórico Artístico Nacional (IPHAN).

 

[1] Atualmente quem está com o cargo de vice-presidente é Silvia M. Copé (UFRS)

Anões no contexto da antiguidade egípcia

Márcia abril 25th, 2010

O desrespeito com pessoas de baixa estatura não é coisa atual, em todos os continentes durante alguma época tanto anões como pigmeus eram excluídos da sociedade, no entanto, no antigo Egito eles faziam parte da vida cotidiana e muitas vezes eram aclamados.

Arqueologia Egípcia
Imagem 01: Homem anão com sua esposa e filhos.

 

Os anões eram comuns nas terras do Nilo, mas os pigmeus acabaram por ser o objeto de curiosidade de uma criança durante o Antigo Império: os antigos textos revelam a expectativa do rei Pepi II quando tinha oito anos esperando a chegada de um bailarino pigmeu que vinha a bordo de um dos seus navios que regressava da Núbia (atual Sudão). Ele escreveu ao comandante:

Apressa-te e traz contigo este pigmeu pra ele agradar meu coração. Quanto esteja contigo na embarcação, faz com que sempre haja homens valorosos a seu redor no convés, para evitar que possa cair na água.

Erra quem acredita que os pigmeus e anões tinham só como propósito propiciar diversão na corte, estes últimos, por exemplo, atendiam as necessidades do seu senhor cuidando dos animais domésticos da casa ou como copeiros, dentre outras funções.

Conhecemos muitas das histórias destas pessoas porque eles conviviam com nobres e principalmente com os faraós e independente das suas privações advindas da estatura exerciam cargos importantes na corte.

 

Um representante divino

No panteão egípcio há um deus anão de aparência excêntrica, barbudo e de orelhas roliças, chamado Bes. Ele afastava os maus espíritos tendo a sua imagem pintada em móveis, objetos de decoração e esculpida como pequenas estatuas, o que o classifica como uma divindade doméstica.

Deus Bes
Imagem 02: Deus Bes.

 

Embora hora ou outra seja ligado à sexualidade, uma das suas principais funções era cuidar do parto, impedindo que ocorressem problemas com a mãe e a criança durante a gravidez.          

Next »