Um jogo independente, que é ambientado no Egito Antigo, voltou a chamar atenção recentemente após a divulgação de novas informações e materiais visuais. O projeto, que eu havia comentado brevemente em uma live no início do ano passado, agora ganhou um passo importante em seu desenvolvimento: finalmente recebeu um nome oficial e já possui uma página disponível na plataforma Steam. O jogo se chama Fresco, e seu conceito continua sendo um dos mais criativos que já vi dentro da proposta de unir arqueologia, arte antiga e interatividade.

Visualmente, trata-se de um jogo de ação e quebra-cabeças em que o cenário principal é um templo antigo, funcionando como um grande enigma a ser explorado. A dinâmica envolve a resolução de desafios e a progressão por meio da observação e da interação com o ambiente. Um dos aspectos mais interessantes é a possibilidade de alternar entre dois personagens: um indivíduo que percorre fisicamente as ruínas (provavelmente alguém ligado à arqueologia) e outro personagem que existe dentro das imagens representadas nas paredes do templo, transformando os relevos e pinturas em espaços jogáveis.

O novo vídeo promocional divulgado recentemente mostra com mais clareza essa proposta. Logo no início, vemos uma pessoa segurando um escaravelho alado, símbolo associado à renovação e ao renascimento de acordo com o pensamento religioso do Egito Antigo. Em seguida, esse objeto aparentemente ativa o ambiente ao seu redor, dando início à jornada dentro do templo. A partir daí, o jogo apresenta cenas inspiradas diretamente na iconografia egípcia: é possível observar elementos da vida cotidiana, como campos de cultivo, animais e paisagens que evocam o vale do Nilo, além de referências visuais que remetem ao universo simbólico da religião egípcia.

Durante a exploração, surgem também figuras inspiradas em divindades como Hórus e Osíris. Mas, uma das aparições mais marcantes é a de Amut, entidade ligada ao julgamento dos mortos, conhecida por devorar aqueles considerados indignos após a pesagem do coração. Outro detalhe que chama atenção é o cuidado em utilizar referências visuais reconhecíveis da Antiguidade Egípcia. As imagens presentes nas paredes parecem ter sido inspiradas em registros reais, especialmente aqueles associados ao chamado Livro dos Mortos e às cenas pintadas em contextos funerários. Isso não significa que o jogo seja historicamente fiel em todos os aspectos, mas indica uma preocupação estética e temática e isso por si só é bem animador.

Apesar das novidades, ainda não foi anunciada uma data de lançamento. Mesmo assim, o avanço do projeto já representa um sinal positivo, especialmente em um cenário em que muitos jogos independentes acabam sendo interrompidos antes de chegar ao público. A expectativa agora é acompanhar os próximos passos do desenvolvimento e observar como essa proposta, que mistura arqueologia, arte antiga e resolução de enigmas, continuará evoluindo.
Fresco na Steam:
