Antiga tumba egípcia é desmontada pelo governo e gera revolta: entenda!

Em maio deste ano anunciei aqui no Arqueologia Egípcia a descoberta de uma tumba ricamente pintada na cidade de Sohag (cerca de 390 quilômetros ao sul do Cairo). Datada do Período Ptolomaico, esta sepultura pertencia a um casal: a mulher era Ta-Shirit-Iziz e o homem Tutu [1].

Foto: Reuters.

É descoberta no Egito tumba ricamente colorida e repleta de múmias

As imagens parietais retratam os donos da tumba, assim como imagens de procissões fúnebres e a genealogia da família escrita em hieróglifos. O outro grande detalhe é a presença de várias múmias: duas são humanas — um menino com 12 ou 14 anos de idade e  uma mulher de 35 a 50 anos —. [1]

Zahi Hawass e Tutankhamon estarão no Brasil

Mas, a história desta descoberta não acabou por aí, já que este mês o Ministério das Antiguidades do Egito tomou uma decisão que para muitos foi polêmica: o governo resolveu retirar a câmara funerária do seu local original (Sohag,) e transferi-la para o Museu da Nova Capital Administrativa [2].   

Através de um comunicado para imprensa o Ministro disse que esta mudança foi aprovada pelo comitê permanente das Antiguidades Egípcias Antigas. Ele igualmente salientou que as paredes da câmara funerária já foram cortadas [2].

Foto: Reuters.

Ainda de acordo com ele a decisão foi tomada porque o local original da tumba é muito remoto, isolado e suscetível a furtos [1]. Vale lembrar que esta tumba estava sendo saqueada em 2018 e o crime felizmente foi descoberto antes que mais estragos fossem realizados [3].

Mas nem todos concordam que esta foi uma boa decisão, a exemplo da arqueóloga Monica Hanna, que apontou que a tumba não está longe de uma área povoada de Sohag. “A realocação desta tumba é uma clara violação à Carta de Veneza para a restauração de lugares históricos; e o que o ministério está fazendo é destruir essa antiguidade, em vez de salvá-la ”, disse a arqueóloga ao portal ao Daily News. De acordo com a citada carta, “um monumento é inseparável da história a que testemunha e do cenário em que ocorre. A movimentação de todo ou parte de um monumento não pode ser permitida, exceto quando a salvaguarda desse monumento o exigir ou onde for justificado pelo interesse nacional ou internacional de importância primordial”.

Moustafa Waziri, secretário geral do Supremo Conselho de Antiguidades, declarou que no museu no qual a tumba será transferida ela irá atrair uma quantidade maior de turistas do que em sua localização atual. 

Ficarei no aguardo por mais informações. 

   

Fontes: 

[1] Mummified Mice and Falcons Are Found in Egyptian Tomb. Disponível em < https://www.nytimes.com/2019/04/06/world/middleeast/mummified-mice-egypt.html >. Acesso em 07 de  abril de 2019. 

[2]  Relocation of Ptolemaic burial chamber from Sohag to New Administrative Capital faces heavy criticism. Disponível em < https://dailynewsegypt.com/2019/08/07/relocation-of-ptolemaic-burial-chamber-from-sohag-to-new-administrative-capital-faces-heavy-criticism/?fbclid=IwAR1jj1S0RzAo8aj7I4_jBJSlGmMU_gEwnsG-sBvI2jlY_N-Tkkd-W9RLF48 >. Acesso em 12 de agosto de 2019. 

[3] Mummified mice found in ‘beautiful, colourful’ Egyptian tomb. Disponível em < https://www.theguardian.com/world/2019/apr/06/mummified-mice-found-in-beautiful-colourful-egyptian-tomb >. Acesso em 04 de maio de 2019.

Será que o Arqueologia Egípcia irá dominar o mundo um dia?

O combo site e o canal Arqueologia Egípcia é o queridinho de muitas pessoas, não temos como negar isto. E ao longo destes anos recebemos muitas mensagens, carinho e apoio de vocês. Como sempre, muito obrigada!

E agora surgiu a oportunidade de concorremos a um prêmio. Trata-se do Influency.me, que é mais ou menos como um Oscar para criadores de conteúdo e que para a nossa alegria o tema desta versão é “Viajantes do Tempo”. Não tem tema que combine melhor com a gente.

Caso queira nos ajudar com a premiação é só nos indicar na categoria “Conhecimento: Ciências e Curiosidades”. Como é que faz isto? Espera que irei ensinar! Mas, antes deixa eu falar uma coisa! É necessário que vocês possuam uma conta no Facebook, ok?

Então, vamos lá:

Primeiramente entre no seguinte link www.premio.influency.me e já na página inicial, lá no rodapé, você encontrará o botão “INDIQUE“. Clique nele.

Na página seguinte estará um botão onde está escrito “Votar com Facebook”. Clique nele e você será redirecionado para uma página do Facebook, onde irá logar com sua senha.

Na próxima página estarão as regras da votação. Clique em “Iniciar Votação”:

Então você será levado para a primeira categoria da votação. Agora presta atenção aqui: No geral são 20 categorias, mas você pode ir pulando as que você não tem ninguém para indicar clicando em “não quero indicar nesta categoria”. Em cada categoria você pode indicar três nomes, entretanto, mesmo que você tenha somente um favorito para cada categoria é possível sim votar. É só escolher o seu criador de conteúdo favorito e clicar em “Indicar“. Certinho?

E ao clicar em “Indicar” sempre aparecerá uma caixa de diálogo igual a esta:

Vá passando as categorias até chegar em “Conhecimento: Ciências e Curiosidades” (note que tem mais de uma categoria “Conhecimento”, então preste atenção no complemento), daí você indica o Arqueologia Egípcia.

E esta é a última página:

É bem simples na verdade e nem te tomará muitos minutos do seu tempo, mas para nós poderá fazer a maior diferença.

As votações da primeira fase terminam já no dia 18 de agosto! Então quanto mais cedo votar melhor, porque no dia provavelmente o site irá congestionar por conta dos vários acessos. E infelizmente vocês só podem votar uma vez.

E caso você já tenha votado muito obrigada mesmo pelo apoio! Vai que a gente acaba tendo uma boa notícia né… Sei lá… Vai que…

Após 20 horas de viagem monumento dedicado ao faraó Ramsés II ganha novo lar

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

Semana passada um obelisco pertencente ao faraó Ramsés II foi retirado do Jardim Al-Andalus, no Cairo, e enviado para El Alamein, na Costa Norte. Mostafa Waziri, secretário-geral do Conselho Supremo de Antiguidades, disse que o obelisco foi intensamente estudado para avaliar sua condição antes que a decisão de movê-lo fosse tomada. E acrescentou que a decisão de realocar o obelisco de Ramsés II foi tomada após a aprovação do Comitê Permanente para Antiguidades Egípcias Antigas. Entretanto, ele não deixou claro dos motivos da decisão de mudar o obelisco de lugar. 

Foram necessários 20 dias para que arqueólogos, restauradores, engenheiros e trabalhadores pudessem desmontar e embalar o obelisco. Para garantir seu transporte seguro, partes do artefato foram cobertas com espumas e colocadas em uma gaiola de ferro para evitar que se movessem. Unidades antivibratórias foram usadas ao longo do trajeto de 300 km (cerca de 20 horas de viagem) até El Alamein.

— Antigas fotografias dos templos de Ramsés II e Nefertari em Abu Simbel

— O faraó Ramsés II tirou um passaporte 3.000 anos após sua morte?

Esculpido em granito vermelho, decorado com os nomes e títulos do rei Ramsés II e possuindo 14 metros de altura e pesando 90 toneladas, não foi a primeira vez que este artefato foi movido. Anteriormente ele se encontrava em Tanis e foi retirado de lá em 1956, momento em que foi enviado para o Jardim Al-Andalus.

Fotos: Ministério das Antiguidades

Fonte: 

In Photos: Ramses II obelisk moved from Cairo’s Andalusia Garden to New Alamein City. Disponível em < https://khentiamentiu.blogspot.com/2019/08/in-photos-ramses-ii-obelisk-moved-from.html?fbclid=IwAR1BQ1tBlx-1yO5ymPZb6LkKQNIuQ_pNOqKlFUCp87a4xosnDmEJUWXpeTw >. Acesso em 11 de agosto de 2019. 

Zahi Hawass e Tutankhamon estarão no Brasil

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

O famoso arqueólogo e egiptólogo, o Zahi Hawass, está vindo para o Brasil dar a palestra “O Rei Menino de Ouro: Tutankhamon” que ocorrerá no dia 06 de setembro no Auditório H. Spencer Lewis, em Curitiba. Ele também participará da abertura oficial do museu “O Rei Menino de Ouro: Tutankhamon”, que será no dia 07 de setembro. Este museu não contará com obras originais, serão réplicas construídas pela empresa italiana “Laboratorio Rosso” e faz parte de uma parceria com Hawass. 

Veja o vídeo abaixo para saber mais detalhes e conhecer minhas opiniões sobre quais os assuntos que Hawass abordará em sua palestra.

E o Arqueologia Egípcia foi convidado a participar da coletiva de imprensa que ocorrerá antes da inauguração oficial. Entretanto, o nosso portal infelizmente não tem dinheiro para tal. Como esta é uma grande oportunidade de trazer um conteúdo exclusivo para vocês, resolvemos pedir sua ajuda através de uma vaquinha online. Acesse este link para saber mais: https://www.catarse.me/ae_hawass . Até o momento que redijo este texto, nossa campanha já conseguiu alcançar 19% da meta!


Palestra: O Rei Menino de Ouro: Tutankhamon

Local: Auditório H. Spencer Lewis – Ordem Rosacruz, AMORC – Rua Nicarágua, 2620 – Bacacheri – 82515-260 – Curitiba, Paraná.

Investimento:

Segundo Lote – Julho: R$ 170,00; Meia R$ 85,00

Terceiro Lote – Agosto: R$ 200,00; Meia R$ 100,00

Transmissão On-line: R$ 50,00

Ingressos pelo site: https://www.eventbrite.com.br/e/palestra-zahi-hawass-tickets-63069021140?fbclid=IwAR19PgctzcuhI1Z5On4cZv8_e4hsoMM2zUzVgKU9WThQdV-kj3H5F4Z0TRI

Sarcófago de Tutankhamon será restaurado pela primeira vez

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

Na década de 1920, quando o arqueólogo inglês Howard Carter entrou na câmara mortuária do faraó Tutankhamon encontrou o rei descansando dentro de três sarcófagos. Todos ricamente decorados com ouro e pedras preciosas: O sarcófago mais interior (1) é feito em ouro maciço e pesa 110,4 KG, o intermediário (2) é de madeira folheada com ouro e incrustações, já o sarcófago externo (3) foi feito com incrustações de marchetaria e ouro. Algo parecido nunca tinha sido visto na arqueologia egípcia.  

Ao terminar os trabalhos de esvaziar a tumba uma questão importante surgiu: o que seria feita da múmia? 

Todos os corpos de reis encontrados em anos anteriores já estavam desprovidos de suas riquezas, jogados em algum canto por algum ladrão de sepulturas e posteriormente resgatados por arqueólogos e levados para o Museu Egípcio do Cairo. 

Mas, Tutankhamon foi um caso diferente, ele estava em uma tumba praticamente intacta, ou seja, da mesma forma que os antigos egípcios tinham o deixado no passado, ele estava quando Carter o encontrou. 

O garoto que “descobriu” a tumba de Tutankhamon: entenda o caso
O mistério das manchas marrons na tumba de Tutankhamon

E talvez para respeitar isto o arqueólogo e o governo egípcio acharam por bem deixar o rei selado em sua sepultura, dentro de um dos sarcófagos. O escolhido foi o sarcófago exterior, que mais uma vez foi fechado até o ano de 1968, quando foi aberto pelo professor Ronald Harrison para realizar um exame de raio-x em Tutankhamon.

Com a abertura do sarcófago em 1968, Tutankhamon, pela segunda vez na era moderna, ficou visivel às pessoas.

O sarcófago e a múmia foram mexidos novamente, mas em 2005, quando foi realizada uma tomografia no corpo, entretanto Tutankhamon não voltou para o sarcófago, passando a ser exposto na tumba dentro de uma vitrine de vidro. 

Agora, 2019, o sarcófago foi movido mais uma vez. Ele foi enviado para o laboratório de restauros do Grande Museu Egípcio, cuja inauguração espera-se que ocorra em 2020. Em uma análise preliminar já foi constatado que o artefato está apresentando rachaduras, por isso algumas medidas estão sendo tomadas para que ele esteja seguro quando for apresentado oficialmente para a mídia local e internacional. Entretanto, o restauro de fato durará cerca de oito meses. 

Foto: Ministério das Antiguidades.

Foto: Ministério das Antiguidades.

Foto: Ministério das Antiguidades.

Fontes:

King Tut’s coffin to be restored for the first time since it was discovered. Disponível em < https://edition.cnn.com/style/article/king-tut-coffin-restoration-scli-intl/index.html >. Acesso em 18 de julho de 2019.

Large coffin of King Tutankhamun under restoration for first time since 1922. Disponível em < http://english.ahram.org.eg/NewsContent/9/40/338149/Heritage/Ancient-Egypt/Large-coffin-of-King-Tutankhamun-under-restoration.aspx >. Acesso em 20 de julho de 2019.

Pesquisadores brasileiros analisam múmia egípcia no sul do Brasil

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

No dia 02 de setembro de 2018 o Museu Nacional foi devastado por um incêndio que arruinou o interior do edifício, destruindo as múmias egípcias que faziam parte do acervo. Entretanto, o Brasil ainda possui alguns artefatos do tempo dos faraós que se encontram em diferentes pontos do país e sob diferentes circunstâncias. Um deles é a cabeça de uma múmia que permaneceu praticamente anônima no Rio Grande do Sul, no museu do Centro Cultural 25 de Julho (Cerro Largo). Apelidada de a “Múmia de Cerro Largo”, esta cabeça outrora estava em uma prateleira simples, dentro de uma caixa de vidro e coberta por uma manta. O anúncio de sua permanência aqui no Brasil foi recebida com grande susto, afinal, como uma múmia egípcia parou no interior do Rio Grande do Sul? E como quase ninguém sabia dela?

Foto: Bruno Todeschini

De acordo com uma declaração feita por Guido Henz, integrante do museu 25 de Julho, para uma matéria veiculada no portal Gauchazh: um advogado, cujo nome não foi divulgado, em sua estadia no Rio de Janeiro, supostamente ganhou a peça de presente no início da década de 1950 de um amigo egípcio — também não identificado —. 

Então, ao retornar ao Rio Grande do Sul, sua terra natal, o advogado deixou a peça exposta em uma sala reservada em sua residência. Com a chegada do final da década de 1970 ele a entrega para Henz, a fim de que ela faça parte do museu. Esta doação ocorreu porque sua família não queria mais que a cabeça permanecesse em sua residência, já que acreditavam se tratar de algo amaldiçoado, uma vez que tanto o egípcio, como o advogado faleceram de câncer. 

Mas, antes do egípcio, a quem ela pertenceu? E ele a adquiriu de forma legal? É uma dúvida que até agora paira minha cabeça, já que não é incomum que pedaços de múmias sejam contrabandeadas. Ainda mais na década de 1950 em que as leis contra furtos em sítios arqueológicos ainda não eram levadas tão a sério. Mas, esta é uma questão que a equipe responsável por sua pesquisa só poderá responder com o tempo.

Múmias são encontradas em Aeroporto do Cairo (Egito)

E por não se saber de fato qual a origem deste crânio é praticamente impossível conhecer sua verdadeira identidade. Entretanto, para nossa felicidade a ciência é capaz de apontar alguns detalhes da sua vida tais como idade, sexo, dentre outras informações.

Quando o crânio finalmente cruzou com a ciência:

Tudo começou quando o historiador Édison Hüttner, coordenador do Grupo de Estudo de Identidades Afro-Egípcias da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ), foi convidado em junho de 2017 a ir ao Museu Cerro Largo. Lá viu o crânio e pediu permissão para poder investigá-lo. Com a permissão concedida, ele levou o crânio para a PUCRS (Porto Alegre).

Foto: Bruno Todeschini

Durante um ano foram realizadas diferentes tipos de pesquisas. Uma delas foi uma análise por radiocarbono feita nos Estados Unidos (no laboratório Beta Analytic) se utilizando de um pedaço de um dos dentes da múmia. Assim como análises feitas por um cirurgião bucomaxilofacial e pelo arqueólogo Moacir Elias Santos. 

Foto: Bruno Todeschini

Esta interdisciplinaridade permitiu saber que o crânio pertence a uma mulher que morreu na faixa dos 40 anos e que viveu no Egito entre 768 a 476 a.E.C, época situada entre o final do Terceiro Período Intermediário e o início do Período Tardio. Outro detalhe importante é que ela não teve uma mumificação de qualidade — ao menos levando em consideração o padrão egípcio — já que não ocorreu a conservação total dos tecidos moles e não foi encontrado resquícios de resina dentro da caixa craniana.

Foto: Édison Hüttner/PUCRS

A cabeça também passou por um exame de tomografia no Instituto do Cérebro da PUCRS, onde foi descoberto que ela possuía uma incrustação feita em pedra no lugar de um dos olhos, assim como chumaços de linho preenchendo a área dos glóbulos oculares. No vídeo “Mumificação no Egito Antigo” eu explico um pouco mais sobre este costume de procurar substitutos para os olhos dos falecidos.

Descubra como eram feitas as múmias egípcias    

Mas, os trabalhos não irão parar por aí: ela ainda passará por um exame de DNA que será realizado por um laboratório alemão e por uma análise de fungos no Instituto do Petróleo e Recursos Naturais da PUCRS. Todo cuidado é pouco para proteger um dos dois únicos exemplares de múmias egípcias no Brasil. Ao menos, os que nós conhecemos.  

Fontes:

Múmia egípcia que estava em museu de Cerro Largo tem origem confirmada por universidade gaúcha. Disponível em < https://gauchazh.clicrbs.com.br/tecnologia/noticia/2019/05/mumia-egipcia-que-estava-em-museu-de-cerro-largo-tem-origem-confirmada-por-universidade-gaucha-cjw9efp2z00t601oioqpk40sd.html?fbclid=IwAR04PJodvxSiudQNUlRLBQd6hXpQdPPi9N7ueU_75y_pfP27Ip947fIyO_Y >. Acesso em 19 de junho de 2019.
Múmia egípcia de cerca de 2,5 mil anos é identificada no interior do RS. Disponível em < https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2019/05/29/mumia-egipcia-de-cerca-de-25-mil-anos-e-identificada-no-interior-do-rs.ghtml?fbclid=IwAR1P1L0JjhdH_NcLD-B_P0XjrGkCEAxVJJ6LThroKpk6KnZ85cuQmzLkFWc >. Acesso em 19 de junho de 2019.
Múmia egípcia de mais de 2,5 mil anos tem identidade confirmada por pesquisa. Disponível em < http://www.pucrs.br/blog/mumia-egipcia-de-mais-de-2-5-mil-anos-tem-identidade-confirmada-por-pesquisa/ >. Acesso em 19 de junho de 2019.
Origin of 2,500-year-old Egyptian mummy proven. Disponível em < https://menafn.com/1098589626/Origin-of-2500yearold-Egyptian-mummy-proven >. Acesso em 19 de junho de 2019.


Nota da autora: Este post demorou para sair porque eu esperava receber a resposta de um e-mail enviado a um dos pesquisadores responsáveis pelo estudo do crânio, para tirar algumas dúvidas pontuais. Entretanto, até o momento que estou fechando esta matéria, não recebi uma resposta. 

 

Arqueólogos encontram várias múmias próximo de pirâmide egípcia

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

Arqueólogos poloneses descobriram algumas múmias nas imediações da Pirâmide de Djozer, em Saqqara. A equipe trabalha na região há mais de 20 anos através de uma concessão de escavação concedida ao Centro de Arqueologia Mediterrânea da Universidade de Varsóvia.

Foto: Dąbrowski / PCMA

Esta descoberta recente compreende uma área entre a Pirâmide de Djozer e a parte ocidental do chamado “fosso seco”, que nada mais é que uma vala profunda que circunda a área sagrada da pirâmide.

Foto: Dąbrowski / PCMA

“A maioria das múmias que descobrimos na temporada passada eram muito modestas, elas só foram submetidas a tratamentos básicos de bálsamo e então envoltas em ataduras e colocadas diretamente em cavidades escavadas na areia”, disse Kamil Kuraszkiewicz, coordenador das escavações e que integra o Departamento de Egiptologia, na Universidade de Varsóvia da Faculdade de Estudos Orientais.

Foto: Maciej Jawornicki/ Samorząd Studentów Wydziału Orientalistycznego UW/Facebook

Foto: Dąbrowski / PCMA

Uma das parte mais intrigantes desta descoberta é um dos ataúdes de madeira, que apresenta marcas que lembram inscrições hieroglíficas, mas que em verdade é só uma tentativa de imitação. Basicamente “O artesão que pintou aparentemente não sabia ler e talvez tentou reproduzir algo que já havia visto antes. Em qualquer caso, alguns dos caracteres pintados não são sinais hieroglíficos da escrita hieroglífica e o todo não cria um texto inteligível”, explicou Kuraszkiewicz.

Fonte:

Dozens of mummies dating back 2,000 years found next to world’s oldest pyramid. Disponível em < https://www.thefirstnews.com/article/dozens-of-mummies-dating-back-2000-years-found-next-to-worlds-oldest-pyramid-6545 >. Acesso em 28 de junho de 2019.

Adote uma múmia egípcia!

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

Caso você não faça nem a mais remota ideia, escavações no Egito são pagas pelos próprios arqueólogos, por universidades/instintos ou doações. E é por este último que uma equipe de arqueologia que está trabalhando no Delta do Nilo está pedindo. O sítio em que eles estão realizando pesquisas possui sepultamentos do Período Pré-dinástico, que é uma época anterior ao tempo dos faraós.

Foto: Divulgação.

O pedido por doações foi feito porque o sítio está prestes a ser destruído graças ao aumento do nível da água e construções locais. Agora, eles precisam resgatar tudo que puderem. Caso queira conhecer mais sobre esta campanha, clique aqui. O pagamento deve ser feito em libras, já que a campanha é inglesa.

Dependendo do valor doado você poderá “adotar uma múmia”, com direito a um certificado de adoção. E também poderá receber um card com uma fotografia da múmia em questão.

Ossos humanos e sarcófagos são encontrados perto de pirâmide egípcia

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

Uma equipe egípcia de arqueologia encontrou recentemente, durante escavações no lado sul da Pirâmide de Lahun (Fayum), vários artefatos dentro de uma tumba do Médio Reino. A coordenação dos trabalhos estava sob a responsabilidade de Mustafa Waziri — Secretário Geral do Conselho Supremo de Antiguidades —, que explicou que os objetos encontrados tratam-se de restos de ataúdes de madeira tanto de homens, mulheres e crianças.

Ainda foram identificados fragmentos de potes, amuletos de faiança egípcia, uma estátua de madeira e ushabtis de barro. Os arqueólogos apontam que estas coisas datam de diferentes períodos egípcios. 

Foto: Ministry of Antiquities

Foto: Ministry of Antiquities

Foto: Ministry of Antiquities

Esta notícia foi revelada juntamente com o anúncio da abertura da Pirâmide de Lahun para os turistas. 

Após séculos pirâmide de rei egípcio é aberta para visitantes

Foto: Ministry of Antiquities

Foto: Ministry of Antiquities

Espera-se que em breve sejam realizadas mais descobertas na região. E nós aqui no Brasil? Bem, ficaremos no aguardo. 

Fonte:

Inauguration of Lahun pyramid and Khond Aslabay Mosque after years of restorations in Fayoum. Disponível em < http://english.ahram.org.eg/NewsContent/9/40/337002/Heritage/Ancient-Egypt/Inauguration-of-Lahun-pyramid-and-Khond-Aslabay-Mo.aspx >. Acesso em 28 de junho de 2019.

Após séculos pirâmide de rei egípcio é aberta para visitantes

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

No dia 28 de junho (2019), o Ministério das Antiguidades abriu para a visitação pela primeira vez um cemitério da nobreza/realeza do Médio Reino. Porém, este não é um cemitério qualquer: trata-se do que se encontra no entorno da pirâmide do faraó Senwosret II (12ª Dinastia), mais conhecida como Pirâmide de Lahun, em Fayum, que também foi aberta para visitação.  

Senusret II

Foto: Vincent Brown

Esta pirâmide foi construída com tijolos de barro que cobrem um núcleo feito com paredes de pedra. Já seu revestimento é composto por pedra calcária de tura. 

Espaço vazio dentro da Grande Pirâmide do Egito: Entenda!

O local já tinha sido saqueado quando o primeiro explorador o adentrou na década de 1820. Anos mais tarde escavações com fins científicos ocorreram sob a coordenação do famoso arqueólogo Flinders Petrie (1853-1942). Mas, por conta de sua profundidade limpar os corredores e poços desta pirâmide nunca era tarefa fácil. Ainda assim, foi encontrado um par de ossos de pernas, o qual alguns acreditam que possam ser do faraó. 

Senusret II

Foto: Vincent Brown

A última vez que a pirâmide tinha sido analisada foi em 1989, mas só quase 30 anos depois os egípcios assumiram um equipe e lá realizaram os trabalhos de conservação, incluindo a remoção dos detritos encontrados dentro dos seus corredores e da câmara funerária. Assim como a relocação das pedras outrora caídas nos corredores para a sua localização original, a instalação de um novo sistema de iluminação e placas de orientação para visitantes também foram postas.

Senusret II

Foto: Vincent Brown

Fontes:

Inauguration of Lahun pyramid and Khond Aslabay Mosque after years of restorations in Fayoum. Disponível em < http://english.ahram.org.eg/NewsContent/9/40/337002/Heritage/Ancient-Egypt/Inauguration-of-Lahun-pyramid-and-Khond-Aslabay-Mo.aspx >. Acesso em 28 de junho de 2019.
The inauguration of the first Middle Kingdom tomb at El-Lahun Pyramid. Disponível em < http://www.egypttoday.com/Article/4/72198/The-inauguration-of-the-first-Middle-Kingdom-tomb-at-El >. Acesso em 28 de junho de 2019.