Túmulo de soldado que viveu no Egito Antigo traz revelações incríveis

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

Recentemente foi anunciada a descoberta da tumba de um soldado que viveu durante o Egito Antigo, mais especificamente durante a décima sétima dinastia, embora artefatos de outros períodos também tenham sido encontrados.

Seu nome era Djehuty Shed e sua tumba foi encontrada em uma cidade que atualmente chamamos de Dr Abu el Naga. O túmulo é composto por um pátio de 55 metros de largura e 18 entradas, algo, até o momento, extremamente único em Luxor. Ela também possui dois poços de 11 metros de profundidade.

Foto: Ministério das Antiguidades do Egito.

Apesar do sítio em que ela está localizada ter sido escavado por cerca de 200 anos, essa tumba até então era desconhecida. Agora, graças às pesquisas realizadas nela, os arqueólogos que trabalharam no registro na região apontam que sua descoberta ajudará a mudar o mapa histórico e arqueológico da necrópole de Dr Abu el Naga. Especialmente porque em suas proximidades mais 6 tumbas foram evidenciadas. Uma delas pertence a um escriba de um faraó.

Foto: Ministério das Antiguidades do Egito.

50 selos funerários também foram encontrados e pertencem a pessoas cujas tumbas ainda não foram localizadas.

Foto: Ministério das Antiguidades do Egito.

Já sobre esta nova descoberta, infelizmente ainda nós não possuímos imagens de dentro da tumba, mas as autoridades egípcias garantem que as ilustrações do seu interior são lindas.

Fonte:

Ancient Egyptian Soldier’s Tomb Discovered in Luxor. Disponível em < http://luxortimes.com/2019/04/ancient-egyptian-soldiers-tomb-discovered-in-luxor/ >. Acesso em 11 de junho de 2019.

É descoberta no Egito tumba ricamente colorida e repleta de múmias

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

Imagine uma tumba totalmente colorida, como se acabasse de ter sido pintada e ainda com o bônus de conter algumas múmias —- tanto de humanos, como de outros animais —. Imaginou? Este sonho de muitos arqueólogos se concretizou nos últimos meses na cidade de Sohag (cerca de 390 quilômetros ao sul do Cairo), Egito: lá uma equipe de Arqueologia está desenvolvendo pesquisas na tumba de um casal do Período Ptolomaico: a mulher era Ta-Shirit-Iziz e o homem Tutu [1][2]. As análises visam entender quem foram eles, sua família e a sociedade em que viveram.

Foto: Reuters.

Entretanto, nós da modernidade quase perdemos tudo isso, uma vez que não foram arqueólogos os responsáveis pela descoberta, mas um grupo de ladrões e contrabandistas de artefatos arqueológicos. O crime foi descoberto por autoridades egípcias em outubro do ano passado (2018) antes que mais estragos fossem feitos [1][2]. Dentre os artefatos salvos estão fragmentos de máscaras funerárias [2].  

Foto: Reuters.

As imagens parietais retratam os donos da tumba, assim como imagens de procissões fúnebres e a genealogia da família escrita em hieróglifos. Em várias partes as cores vermelho, azul e amarelo ainda estão nítidas, como se tivessem acabado de ser postas no local. “É uma das descobertas mais emocionantes da região”, disse Mostafa Waziri, secretário-geral do Conselho Supremo de Antiguidades do Egito [1].

O outro grande detalhe da tumba é a presença de várias múmias: duas são humanas — um menino com 12 ou 14 anos de idade e a outra uma mulher de 35 a 50 anos —. 

Múmias da criança e a mulher. Foto: Ministério das Antiguidades.

Múmias da criança e a mulher. Foto: Ministério das Antiguidades.

Foto: Reuters.

As demais são de 50 outros animais onde estão inclusos falcões e ratos [1].

Foto: Reuters.

Múmias falcões. Foto: Ministério das Antiguidades.

Múmias de ratos em destaque. Foto: Reuters.

Fontes: 

[1] Mummified Mice and Falcons Are Found in Egyptian Tomb. Disponível em < https://www.nytimes.com/2019/04/06/world/middleeast/mummified-mice-egypt.html >. Acesso em 07 de  abril de 2019.

[2] Mummified mice found in ‘beautiful, colourful’ Egyptian tomb. Disponível em < https://www.theguardian.com/world/2019/apr/06/mummified-mice-found-in-beautiful-colourful-egyptian-tomb >. Acesso em 04 de maio de 2019.

Egypt tomb: Mummified mice found in ‘beautiful’ ancient chamber. Disponível em < https://www.bbc.com/news/world-middle-east-47838077 >. Acesso em 04 de maio de 2019.

Múmias intactas de cantora de Amon e sacerdote são encontradas em sala selada

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

Uma equipe composta por arqueólogos egípcios encontrou um túmulo com cerca de 3.000 anos contendo vários ataúdes intactos em Luxor, Egito. As pesquisas arqueológicas na área tinham ocorrido entre março e maio (2018) e retomado em agosto (2018) até o momento.

Foto: Luxor Times

Durante os trabalhos de escavações mais de 300 metros cúbicos de detritos foram retirados. Dentre as descobertas estão representações da rainha “Ahmos-Nefertari” e seu filho “Amenhotep I”, que governaram durante do Primeiro Período Intermediário.

Foto: Luxor Times

Em uma conferência de imprensa, o Secretário-Geral do Conselho Supremo de Antiguidades, Dr. Mostafa Waziri, revelou qual era o nome do dono da sepultura: era um homem chamado “Shu En Khet.ef” que significa “Vento Norte nas suas costas”, que era um “Escriba da capela de mumificação no templo Mut”.

Foto: Luxor Times

No local foram encontrados 1000 ushabtis, máscaras mortuárias de madeira, estatuetas de faiança e papiros contendo parte do capítulo 125 do Livro dos Mortos. E em uma sala lateral selada com tijolos de barro foram encontrados dois caixões de madeira cobertos com flores. Ambos os caixões são datados da 25ª ou 26ª dinastias, que estão situadas no final do Novo Império, centenas de anos após o fim do Primeiro Período Intermediário. Ambos os ataúdes não são do dono da tumba e sim de um sumo sacerdote de Amon chamado “Padiese” e de uma mulher que era cantora de Amon.

Foto: Luxor Times

Fonte:

Breaking News: 3000-year Tomb Contains Intact Coffins discovered in Luxor. Disponível em <https://luxortimesmagazine.blogspot.com/2018/11/breaking-news-3000-year-tomb-contains.html >. Acesso em 24 de novembro de 2018.

 

Descoberta rara de várias múmias de escaravelhos chama atenção de arqueólogos

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

No último sábado (10/11/18) arqueólogos divulgaram a descoberta de um conjunto de escaravelhos mumificados, algo que é extremamente raro. Os besouros estavam entre os artefatos encontrados em sete tumbas descobertas nos últimos seis meses, à beira do complexo da pirâmide do rei Userkaf (Antigo Reino), na antiga necrópole de Saqqara, onde se encontrava a primeira capital do Egito: Memphis.

Foto: REUTERS / Mohamed Abd El Ghany

Dentro de um sarcófago de calcário com uma tampa abobadada e decorada estavam dois grandes escaravelhos envoltos em linho. Assim como dentro de um sarcófago pequeno estava uma coleção de múmias de escaravelhos menores. De acordo com a antiga religião egípcia, os escaravelhos eram a representação do deus Khepri, uma das formas do deus Sol.

Foto: Ministério das Antiguidades do Egito

Os antigos egípcios mumificavam os humanos para preservar seus corpos para a vida após a morte, enquanto múmias de animais eram feitas para um dos três propósitos a seguir: servir como alimento no além, fazer companhia para seus donos ou como oferendas religiosas. Os escaravelhos, nesta situação, poderiam servir como este último.

 

Uma possível tumba intacta:

Enquanto preparavam o local para apresentar estas recentes descobertas, a equipe de arqueologia acabou encontrando a porta de mais um túmulo, que por sua vez ainda está lacrada. Esta sepultura data da 5º Dinastia (Antigo Reino), dinastia seguinte a construção da Grande Pirâmide e da Grande Esfinge. Os pesquisadores planejam abrir o sepulcro nas próximas semanas.

 

Fonte:

Ancient Egyptian tombs yield rare find of mummified scarab beetles. < https://www.reuters.com/article/us-egypt-archaeology-discovery/ancient-egyptian-tombs-yield-rare-find-of-mummified-scarab-beetles-idUSKCN1NF0KY >. Acesso em 10 de novembro de 2018.

Pinturas antigas exclusivas são encontradas em templo do deus Sobek

Por Márcia Jamille Costa | @MJamille | Instagram

Uma missão egípcia de arqueologia, enquanto trabalhava acompanhando a redução do nível do lençol freático no Templo Kom Ombo, Aswan, descobriu duas pinturas antigas feitas de arenito. Uma delas pertence ao faraó Seti I e a outra ao faraó Ptolomeu IV. Ambos viveram em épocas bem distintas da história do Egito Antigo, sendo o primeiro na 19ª Dinastia e o último na Dinastia Ptolomaica.

Foto: Ministry of Antiquities

O chefe do Conselho Supremo de Antiguidades, Mostafa Waziri, explicou que a primeira pintura possui entre 2.30 m de altura e 1 m de largura, com uma espessura de 30 cm. Foi encontrada quebrada em duas partes, mas suas inscrições estão em boas condições. Ela retrata o rei Seti I em pé diante do deus Hórus e do deus Sobek e sob a cena está um texto com várias analogias ao faraó Horemheb, antecessor do pai de Sei I.

A segunda pintura está fragmentada em várias partes e tem 3.25 m de altura, 1.15 m de largura e 30 cm de espessura. Ela precisará de cuidados extras com o restauro e retrata o faraó Ptolomeu IV acompanhado por sua esposa Arsinoe III.

Ambas estas descobertas são importantes dada a sua exclusividade e com sendo mais uma comprovação de que o templo recebeu atenção dos governantes do Egito em diferentes períodos.

Foto: Ministry of Antiquities

Foto: Ministry of Antiquities

Fonte:

Two ancient paintings discovered at Temple of Kom Ombo. Disponível em < http://www.egypttoday.com/Article/4/58372/Two-ancient-paintings-discovered-at-Temple-of-Kom-Ombo >. Acesso em 02 de outubro

O mistério das manchas marrons na tumba de Tutankhamon

Por Márcia Jamille Costa | @MJamille | Instagram

Quem já visitou a tumba do faraó Tutankhamon ou viu fotografias certamente notou que as pinturas que enfeitam as paredes estão cobertas por estranhas manchas amarronzadas. Por anos algumas suposições foram levantas buscando entender o que seriam estas marcas. A mais famosa é que seriam o resultado da umidade acumulada por conta da visita de muitos turistas, tal como foi o caso da tumba da rainha Nefertari, que precisou ser fechada para ser preservada. Ou seja, seriam microrganismos que estariam destruindo as imagens pouco a pouco. Agora, os pesquisadores do Getty Conservation Institute de Los Angeles acreditam ter desvendado o mistério.

Fotos da época da descoberta foram comparadas com as dos dias de hoje e o que se viu é que essas manchas tinham tomado novas áreas. Naturalmente isso preocupou os cientistas que entraram em ação com estudos de DNA, análises químicas e microscópicas. Eles confirmaram o que muitos temiam: de fato as manchas são de origem microbiológica. Em termos simples, tratam-se de mofo e fungos. Porém, a ótima notícia é que eles estão mortos e não são mais uma ameaça.

Este estudo, que está sendo realizado há quase uma década, é fruto de uma associação entre o Getty Conservation Institute e o Ministério das Antiguidades do Egito. O seu objetivo é avaliar as condições da tumba do rei e assim ajudar a evitar que ela se deteriore. Por conta desses trabalhos melhorias foram aplicadas no tumulo tal como a construção de uma rampa e trilhos para controlar o acesso de visitantes, regras para determinar o numero máximo de pessoas que podem entrar e a instalação de um sistema de ventilação. Eles também estabilizaram a perda dos pigmentos pretos e vermelhos dos murais.

O diretor do projeto explicou que em um dado momento dos trabalhos foi necessário mover a múmia do rei. Isso ocorreu em meados de outubro de 2016, período em que a tumba foi fechada por um mês para a visita de turistas.

Sobre as manchas, elas não serão removidas. Isso porque os cientistas perceberam que elas penetraram totalmente as tintas de tal forma que qualquer tentativa de remoção acabará acarretando na destruição das pinturas.

Tenha em casa: A Edições Del Prado, uma editora especializada em vendas de fascículos com imagens colecionáveis, possui uma coleção intitulada “Cenas do Egito Antigo”. Em uma delas são retratados personagens realizando a atividade descrita aqui: a pintura em parede.

Clique aqui para conferir a peça ou aqui para ver as demais cenas.

Fonte:

Getty Completes Study of Paintings at King Tut’s Tomb. Disponível em < https://www.nytimes.com/2018/03/26/arts/design/king-tut-getty-egypt-conservation.html?partner=rss&emc=rss&smtyp=cur&smid=tw-nytimesscience >. Acesso em 31 de março de 2018.

Arqueólogos descobrem tumba de sacerdotisa egípcia

Por Márcia Jamille Costa | @MJamille | Instagram

Foi anunciado no último sábado a descoberta de uma tumba que provavelmente pertence a uma oficial de alto escalão que viveu durante a 5º Dinastia (Antigo Reino). Ela se chamava Hatbet e possuía os títulos de “sacerdotisa da deusa Hathor” e “alta funcionária ligada à realeza”. Sua sepultura encontra-se na área do Cemitério Ocidental a oeste da Grande Pirâmide do Platô de Gizé[1][2].

Foto: AFP/Mohamed El-Shahed

A notícia foi dada durante uma conferência do Ministério das Antiguidades no platô, onde foi dito que blocos do túmulo foram desenterrados em 1909 por um explorador britânico que os enviou para Berlim e Frankfurt. “O túmulo nunca foi descoberto até outubro de 2017, quando a missão egípcia começou a escavação no cemitério ocidental de Gizé”, disse o Ministro das Antiguidades, Khaled El-Enany[2].

Foto: AFP/Mohamed El-Shahed

O ministro também explicou que o cemitério já havia sido escavado por várias missões arqueológicas desde 1843 e as mais destacadas e importantes foram feitas pelo ex-ministro das antiguidades, Zahi Hawass[2].

O sepulcro possui alguns detalhes interessantes, a exemplo da iconografia de um macaco doméstico dançando em frente a uma banda. Assim como inscrições únicas e imagens cotidianas como cenas de pastoreio, abates, bandas musicais e dançarinas[1][2]. Outro detalhe é que ele é feito de tijolos de barro com uma camada de argamassa. Por conta deste pormenor o Secretário Geral do Conselho Supremo das Antiguidades, Mostafa Waziri, acredita que esse não é o túmulo principal da Hatbet[1]. Então, existe a esperança de se encontrar outra estrutura funerária também pertencente a essa mulher[3].

Foto: AFP/Mohamed El-Shahed

O Platô de Gizé hospeda algumas das mais antigas tumbas do Egito. A maioria delas eram destinadas a reis e suas esposas, assim como funcionários de alto escalão e sacerdotes, como é o caso da Hatbet[1].

 

Fonte:

[1] 4,400 year-old tomb of top pharaoh official discovered in Egypt. Disponível em < http://www.egyptindependent.com/4400-year-old-tomb-of-top-pharaoh-official-discovered-in-egypt/ >. Acesso em 03 de fevereiro de 2018.

[2]Tomb of 5th Dynasty top official Hetpet discovered near Pyramid of Khafre on Giza Plateau. Disponível em < http://english.ahram.org.eg/NewsContent/9/40/289277/Heritage/Ancient-Egypt/Tomb-of-th-Dynasty-top-official-Hetpet-discovered-.aspx >. Acesso em 04 de fevereiro de 2018.

[3]Egypt says 4,400-year-old tomb discovered outside Cairo. Disponível em < http://abcnews.go.com/Technology/wireStory/egypt-4400-year-tomb-discovered-cairo-52814551 >. Acesso em 04 de fevereiro de 2018.

Egypt: Archaeologists discover priestess’ 4,400-year-old tomb near pyramids outside Cairo. Disponível em < http://www.independent.co.uk/news/science/archaeology/egypt-pyramid-giza-4400-tomb-hetpet-cairo-archeology-a8192926.html >. Acesso em 04 de fevereiro de 2018.

É descoberto o mais antigo sítio arqueológico de Tell Edfu (Egito)

Por Márcia Jamille Costa | @MJamille | Instagram

Uma missão de arqueologia do Instituto Oriental da Universidade de Chicago descobriu em Tell Edfu um complexo administrativo que remonta do final da 5ª Dinastia (Antigo Reino). A equipe é composta por pesquisadores dos EUA e do Egito sob a coordenação da Dra. Nadine Mueller e o Dr. Gregory Marward.

Foto: Ministry of Antiquities

O Secretário Geral do Conselho Supremo de Antiguidades, Mostafa Waziri, disse que no momento esse complexo administrativo é a evidência arqueológica mais antiga encontrada em Tell Edfu. Até então a mais velha era datada da metade da 6ª dinastia.

A equipe trabalha nesse local desde 2014 e os pesquisadores estão bastante contentes com a descoberta. Um dos motivos é porque a construção possui evidências de expedições reais que foram organizadas durante esse período e que tinham como objetivo extrair minerais e pedras preciosas do Deserto Oriental. Esses mesmos edifícios foram usados ​​como armazéns para os produtos e mercadorias dessas expedições e constituem o que na época era um recém-fundado bairro de assentamentos na antiga cidade de Behdet (Edfu)

Foto: Ministry of Antiquities

Essa construção é do tipo monumental e foi feita com mudbrick (um tipo de tijolo de barro) e está próxima do Templo de Edfu, que foi construído séculos mais tarde, durante o Período Ptolomaico.

Foto: Ministry of Antiquities

Vários artefatos e algumas inscrições foram encontrados. Dentre eles estão 220 selos de tijolos de barro do rei Djedkaré Isesi (que ordenou uma famosa expedição a Punt), fragmentos de atividades de mineração, nomes dos trabalhadores que participaram de escavações (a exemplo do comandante Sementio) e obras mineiras. Também foram encontradas conchas do Mar Vermelho e potes advindos da Núbia (atual Sudão).

Foto: Ministry of Antiquities

Descobertas paralelas:

Próximo a Edfu também foram realizadas pesquisas. Na área de Kom Ombo estatuetas (tanto de deuses como de pessoas) foram encontradas. Assim como uma estela de pedra calcária que descreve um homem e sua esposa apresentando ofertas para uma deidade sentada

 

Fonte:

Oldest archaeological evidence in Aswan, Tel Edfu revealed. Disponível em < http://www.egypttoday.com/Article/4/39872/Oldest-archaeological-evidence-in-Aswan-Tel-Edfu-revealed >. Acesso em 11 de janeiro de 2018.

Archaeologists unveil two major discoveries in Upper Egypt’s Tel Edfu and Kom Ombo. Disponível em < http://english.ahram.org.eg/NewsContent/9/40/287937/Heritage/Ancient-Egypt/Archaeologists-unveil-two-major-discoveries-in-Upp.aspx >. Acesso em 11 de janeiro de 2018.

Press Release Jan. 2018 (submitted Dec. 2017). Disponível em < https://telledfu.uchicago.edu/news/press-release-jan-2018-submitted-dec-2017 >. Acesso em 11 de janeiro de 2018.

Templo do Período Tardio é encontrado no Delta do Nilo (Egito)

Por Márcia Jamille Costa | @MJamille | Instagram

Uma equipe de arqueólogos egípcios encontrou restos de paredes de tijolos de barro e uma série de artefatos datados de diferentes épocas do Egito Antigo, assim como quatro fornos do Período Tardio, espaço de tempo referente as últimas épocas do Período Faraônico. As descobertas ocorreram no sítio arqueológico de Tell el-Farain, também conhecido como “antiga Buto”, em Kafr Al-Sheikh, Delta.

Foto: MSA

Ayman Ashmawy, chefe do setor de Antiguidades do Egito Antigo do Ministério das Antiguidade, relatou ao Ahram Online que os estudos nas paredes de tijolos sugerem que elas podem ter sido o principal eixo do antigo templo de Buto. Já sobre os fornos, eles poderiam ter sido usados para a preparação das oferendas que eram dadas para as divindades dentro do templo.

Ele ainda explicou que a missão também encontrou as fundações de duas colunas de calcário, que poderiam ter feito parte de um salão. Parte de uma estátua de pedra calcária do rei Psamético I também foi descoberta. Um grande fragmento de outra estátua real, desta vez esculpida em granito negro, também foi encontrado. Não se sabe quem está representando, mas um exame preliminar sugere que também poderia pertencer ao rei Psamético I. Este faraó foi notícia ano passado (2017) quando uma estátua colossal sua foi encontrada em uma periferia do Cairo.

— Saiba mais: Estátua colossal de faraó não pertence a Ramsés II, mas provavelmente a Psamético I

Foto: MSA

Foto: MSA

Foto: MSA

Já a cidade de Buto, chamada na era dos faraós de Per- Wadjet, era tida como a cidade natal da deusa protetora do Baixo Egito, a serpente Wadjet. Sua importância se dá por ter sido uma das cidades mais antigas do Egito, abrigando alguns dos primeiros reis.

Tenha em casa: A Edições Del Prado, uma editora especializada em vendas de fascículos com imagens colecionáveis, possui uma coleção intitulada “Cenas do Egito Antigo”. Uma delas é a construção de uma grande estátua.

Clique aqui para conferir a peça ou aqui para ver as demais cenas.

Fonte:

Remains of royal ancient Egyptian artefacts uncovered in Tel Al-Pharaeen. Disponível em < http://english.ahram.org.eg/NewsContent/9/40/286388/Heritage/Ancient-Egypt/Remains-of-royal-ancient-Egyptian-artefacts-uncove.aspx >. Acesso em 02 de janeiro de 2018.