Arqueólogos descobrem tumba de sacerdotisa egípcia

Por Márcia Jamille Costa | @MJamille | Instagram

Foi anunciado no último sábado a descoberta de uma tumba que provavelmente pertence a uma oficial de alto escalão que viveu durante a 5º Dinastia (Antigo Reino). Ela se chamava Hatbet e possuía os títulos de “sacerdotisa da deusa Hathor” e “alta funcionária ligada à realeza”. Sua sepultura encontra-se na área do Cemitério Ocidental a oeste da Grande Pirâmide do Platô de Gizé[1][2].

Foto: AFP/Mohamed El-Shahed

A notícia foi dada durante uma conferência do Ministério das Antiguidades no platô, onde foi dito que blocos do túmulo foram desenterrados em 1909 por um explorador britânico que os enviou para Berlim e Frankfurt. “O túmulo nunca foi descoberto até outubro de 2017, quando a missão egípcia começou a escavação no cemitério ocidental de Gizé”, disse o Ministro das Antiguidades, Khaled El-Enany[2].

Foto: AFP/Mohamed El-Shahed

O ministro também explicou que o cemitério já havia sido escavado por várias missões arqueológicas desde 1843 e as mais destacadas e importantes foram feitas pelo ex-ministro das antiguidades, Zahi Hawass[2].

O sepulcro possui alguns detalhes interessantes, a exemplo da iconografia de um macaco doméstico dançando em frente a uma banda. Assim como inscrições únicas e imagens cotidianas como cenas de pastoreio, abates, bandas musicais e dançarinas[1][2]. Outro detalhe é que ele é feito de tijolos de barro com uma camada de argamassa. Por conta deste pormenor o Secretário Geral do Conselho Supremo das Antiguidades, Mostafa Waziri, acredita que esse não é o túmulo principal da Hatbet[1]. Então, existe a esperança de se encontrar outra estrutura funerária também pertencente a essa mulher[3].

Foto: AFP/Mohamed El-Shahed

O Platô de Gizé hospeda algumas das mais antigas tumbas do Egito. A maioria delas eram destinadas a reis e suas esposas, assim como funcionários de alto escalão e sacerdotes, como é o caso da Hatbet[1].

 

Fonte:

[1] 4,400 year-old tomb of top pharaoh official discovered in Egypt. Disponível em < http://www.egyptindependent.com/4400-year-old-tomb-of-top-pharaoh-official-discovered-in-egypt/ >. Acesso em 03 de fevereiro de 2018.

[2]Tomb of 5th Dynasty top official Hetpet discovered near Pyramid of Khafre on Giza Plateau. Disponível em < http://english.ahram.org.eg/NewsContent/9/40/289277/Heritage/Ancient-Egypt/Tomb-of-th-Dynasty-top-official-Hetpet-discovered-.aspx >. Acesso em 04 de fevereiro de 2018.

[3]Egypt says 4,400-year-old tomb discovered outside Cairo. Disponível em < http://abcnews.go.com/Technology/wireStory/egypt-4400-year-tomb-discovered-cairo-52814551 >. Acesso em 04 de fevereiro de 2018.

Egypt: Archaeologists discover priestess’ 4,400-year-old tomb near pyramids outside Cairo. Disponível em < http://www.independent.co.uk/news/science/archaeology/egypt-pyramid-giza-4400-tomb-hetpet-cairo-archeology-a8192926.html >. Acesso em 04 de fevereiro de 2018.

É descoberto o mais antigo sítio arqueológico de Tell Edfu (Egito)

Por Márcia Jamille Costa | @MJamille | Instagram

Uma missão de arqueologia do Instituto Oriental da Universidade de Chicago descobriu em Tell Edfu um complexo administrativo que remonta do final da 5ª Dinastia (Antigo Reino). A equipe é composta por pesquisadores dos EUA e do Egito sob a coordenação da Dra. Nadine Mueller e o Dr. Gregory Marward.

Foto: Ministry of Antiquities

O Secretário Geral do Conselho Supremo de Antiguidades, Mostafa Waziri, disse que no momento esse complexo administrativo é a evidência arqueológica mais antiga encontrada em Tell Edfu. Até então a mais velha era datada da metade da 6ª dinastia.

A equipe trabalha nesse local desde 2014 e os pesquisadores estão bastante contentes com a descoberta. Um dos motivos é porque a construção possui evidências de expedições reais que foram organizadas durante esse período e que tinham como objetivo extrair minerais e pedras preciosas do Deserto Oriental. Esses mesmos edifícios foram usados ​​como armazéns para os produtos e mercadorias dessas expedições e constituem o que na época era um recém-fundado bairro de assentamentos na antiga cidade de Behdet (Edfu)

Foto: Ministry of Antiquities

Essa construção é do tipo monumental e foi feita com mudbrick (um tipo de tijolo de barro) e está próxima do Templo de Edfu, que foi construído séculos mais tarde, durante o Período Ptolomaico.

Foto: Ministry of Antiquities

Vários artefatos e algumas inscrições foram encontrados. Dentre eles estão 220 selos de tijolos de barro do rei Djedkaré Isesi (que ordenou uma famosa expedição a Punt), fragmentos de atividades de mineração, nomes dos trabalhadores que participaram de escavações (a exemplo do comandante Sementio) e obras mineiras. Também foram encontradas conchas do Mar Vermelho e potes advindos da Núbia (atual Sudão).

Foto: Ministry of Antiquities

Descobertas paralelas:

Próximo a Edfu também foram realizadas pesquisas. Na área de Kom Ombo estatuetas (tanto de deuses como de pessoas) foram encontradas. Assim como uma estela de pedra calcária que descreve um homem e sua esposa apresentando ofertas para uma deidade sentada

 

Fonte:

Oldest archaeological evidence in Aswan, Tel Edfu revealed. Disponível em < http://www.egypttoday.com/Article/4/39872/Oldest-archaeological-evidence-in-Aswan-Tel-Edfu-revealed >. Acesso em 11 de janeiro de 2018.

Archaeologists unveil two major discoveries in Upper Egypt’s Tel Edfu and Kom Ombo. Disponível em < http://english.ahram.org.eg/NewsContent/9/40/287937/Heritage/Ancient-Egypt/Archaeologists-unveil-two-major-discoveries-in-Upp.aspx >. Acesso em 11 de janeiro de 2018.

Press Release Jan. 2018 (submitted Dec. 2017). Disponível em < https://telledfu.uchicago.edu/news/press-release-jan-2018-submitted-dec-2017 >. Acesso em 11 de janeiro de 2018.

Templo do Período Tardio é encontrado no Delta do Nilo (Egito)

Por Márcia Jamille Costa | @MJamille | Instagram

Uma equipe de arqueólogos egípcios encontrou restos de paredes de tijolos de barro e uma série de artefatos datados de diferentes épocas do Egito Antigo, assim como quatro fornos do Período Tardio, espaço de tempo referente as últimas épocas do Período Faraônico. As descobertas ocorreram no sítio arqueológico de Tell el-Farain, também conhecido como “antiga Buto”, em Kafr Al-Sheikh, Delta.

Foto: MSA

Ayman Ashmawy, chefe do setor de Antiguidades do Egito Antigo do Ministério das Antiguidade, relatou ao Ahram Online que os estudos nas paredes de tijolos sugerem que elas podem ter sido o principal eixo do antigo templo de Buto. Já sobre os fornos, eles poderiam ter sido usados para a preparação das oferendas que eram dadas para as divindades dentro do templo.

Ele ainda explicou que a missão também encontrou as fundações de duas colunas de calcário, que poderiam ter feito parte de um salão. Parte de uma estátua de pedra calcária do rei Psamético I também foi descoberta. Um grande fragmento de outra estátua real, desta vez esculpida em granito negro, também foi encontrado. Não se sabe quem está representando, mas um exame preliminar sugere que também poderia pertencer ao rei Psamético I. Este faraó foi notícia ano passado (2017) quando uma estátua colossal sua foi encontrada em uma periferia do Cairo.

— Saiba mais: Estátua colossal de faraó não pertence a Ramsés II, mas provavelmente a Psamético I

Foto: MSA

Foto: MSA

Foto: MSA

Já a cidade de Buto, chamada na era dos faraós de Per- Wadjet, era tida como a cidade natal da deusa protetora do Baixo Egito, a serpente Wadjet. Sua importância se dá por ter sido uma das cidades mais antigas do Egito, abrigando alguns dos primeiros reis.

Tenha em casa: A Edições Del Prado, uma editora especializada em vendas de fascículos com imagens colecionáveis, possui uma coleção intitulada “Cenas do Egito Antigo”. Uma delas é a construção de uma grande estátua.

Clique aqui para conferir a peça ou aqui para ver as demais cenas.

Fonte:

Remains of royal ancient Egyptian artefacts uncovered in Tel Al-Pharaeen. Disponível em < http://english.ahram.org.eg/NewsContent/9/40/286388/Heritage/Ancient-Egypt/Remains-of-royal-ancient-Egyptian-artefacts-uncove.aspx >. Acesso em 02 de janeiro de 2018.

As 9 melhores descobertas arqueológicas de 2017 sobre o Egito Antigo

Por Márcia Jamille | Instagram @MJamille

Caso você tenha caído de paraquedas aqui neste post ou simplesmente não tem o habito de ler sites ou blogs: o Arqueologia Egípcia é um site dedicado a trazer textos, vídeos, fotos e notícias sobre as pesquisas relacionadas com o Egito Antigo. Aqui até existe uma aba especial dedicada às novidades. É lá onde se encontram as notícias sobre descobertas arqueológicas associadas com a história egípcia e foi de onde tirei as 9 pesquisas que foram tidas como as mais interessantes, chamativas e legais de 2017.

Contudo, antes de dar início a lista, devo explicar que usei o termo “melhores” no título para resumir as mais magnificas do ponto de vista não só dos acadêmicos, mas do público. Sou da turminha da Arqueologia que considera toda e qualquer descoberta arqueológica passível de ser interessante para o entendimento do passado. Abaixo, as descobertas selecionadas:

 

1: Descoberta de imagens de embarcações:

Uma equipe de arqueólogos encontrou, gravadas na parede de um fosso em Abidos, gravuras representando uma frota egípcia. No local, que fica próximo ao túmulo do faraó Sesostris III (Médio Império; 12ª Dinastia) foram contados nos desenhos 120 navios, desenhados sobre uma superfície de gesso. Alguns são bem detalhados, contendo informações como remos e timões.

Foto: Josef Wegner

Neste caso não se sabe quem fez estas gravuras, mas ao menos duas teorias foram levantadas: a de que foram feitas pelos próprios trabalhadores que construíram o fosso ou que tenha sido a ação de vândalos. É né… Vai que.

 

2: Sepulturas de crianças egípcias revelam desnutrição generalizada:

Esta provavelmente é uma das descobertas mais chocantes. Uma arqueóloga da Universidade de Manchester, em sociedade com a Missão Arqueológica Polaco-Egípcia, fez uma série de descobertas perturbadoras em Saqqara: eles encontraram corpos de crianças que parecem ter sofrido grave anemia, cáries dentárias e sinusite crônica.

Foto: Iwona Kozieradzka-Ogunmakin

Através dos seus estudos, a arqueóloga foi capaz de estabelecer que a criança mais jovem encontrada no cemitério tinha algumas semanas de idade e as mais velhas 12 anos, mas a maioria tinha entre três e cinco anos.

 

3: Fragmentos de uma estátua colossal:

Esta foi um hype! A historinha é a seguinte: Uma missão egípcia-alemã, que está trabalhando em El-Mataria (Cairo), antiga Heliópolis, desenterrou partes de duas estátuas colossais da época ramséssida, no sítio arqueológico de Suq el-Khamis. A princípio acreditou-se que se trataria de Ramsés II, da 19ª dinastia, Novo Império, mas não passou muito tempo até que descobrissem que na verdade era Psamético I, que reinou como rei do Egito durante a 26ª Dinastia, Baixa Época.

Foto: Reuters.

4: Descoberta de tumba de princesa egípcia:

A tumba de uma princesa egípcia foi identificada na pirâmide de Ameny Qemau (13ª Dinastia), na necrópole de Dashur. Nas escavações que revelaram a câmara funerária da princesa foram identificados um sarcófago mal preservado, bandagens e uma caixa de madeira contendo vasos canópicos. Inscrições na caixa indicam que os objetos pertenceram a ela, que por sua vez era uma das filhas do próprio Ameny Qemau.

Foto: MSA

Esta foi uma descoberta que não revelou para a imprensa tantos achados assim, somente informações básicas. Mas o público do site amou muito e compartilhou a notícia extensamente. Então ela está aqui marcando presença.

 

5: Descoberta de faraó pouco conhecido:

Na verdade, esta foi uma descoberta dupla em que a princípio tinha sido encontrada uma pirâmide datada do Segundo Período Intermediário, em Dashur e somente depois foi apontado que ela pertencia a um faraó praticamente desconhecido chamado Ameny Qemau.

Foto: Ministério das Antiguidades do Egito.

Porém, esta história não acaba por aqui: uma outra pirâmide pertencente a esse mesmo governante foi descoberta em 1957, também em Dashur.

 

6: Os mais antigos hieróglifos egípcios:

Uma expedição conjunta entre a Universidade de Yale e o Museu Real de Belas Artes de Bruxelas, que está estudando a antiga cidade egípcia de El kab, descobriu inscrições hieroglíficas com cerca de 5200 anos. São as mais antigas conhecidas.

Foto: MSA.

Os arqueólogos também identificaram um painel de quatro sinais, criados por volta de 3250 aEC e escritos da direita para esquerda — é assim que usualmente os hieróglifos egípcios eram lidos — retratando imagens de animais tais como cabeças de touros em um pequeno poste, seguido por duas cegonhas com alguns íbis acima e entre eles.

 

7: Cabeça de faraó encontrada em Israel:

Uma cabeça de uma estátua retratando um faraó tem intrigado alguns pesquisadores. Isso porque ela foi encontrada em 1995 em Israel na área da antiga cidade de Hazor. Outrora fragmentada ela retrata uma típica imagem de um faraó contendo, inclusive, a serpente ureus, que é uma das insígnias reais egípcias, ou seja, um dos símbolos que demonstram realeza.

Divulgação/Gaby Laron/Hebrew University/Selz Foundation Hazor Excavations.

Em outros anos outras estátuas egípcias também foram encontradas em Hazor e todas fragmentadas no que os pesquisadores concluíram como uma destruição deliberada.

 

8: O maior fragmento de obelisco datado do Antigo Reino:

Uma missão arqueológica — encabeçada por franceses e suíços — que atua em Saqqara encontrou a parte superior de um obelisco datado do Antigo Reino, pertencente à rainha Ankhnespepy II, mãe do rei Pepi II (6ª Dinastia).

Foto: MSA

Ankhnespepy II foi uma das rainhas mais importantes da sua dinastia. Ela foi casada com Pepi I e quando ele morreu casou-se com Merenre, o filho que o seu falecido esposo tinha tido com sua irmã Ankhnespepy I.

 

9: Descoberta da localização de um templo de Ramsés II

A missão arqueológica egípcio-checa descobriu restos do templo do faraó Ramsés II (Novo Império; 19ª Dinastia) durante os trabalhos de escavações realizados em Abusir.

Foto: MSA

A missão já tinha encontrado em 2012 evidências arqueológicas de que existia um templo nesta área, fato que encorajou os pesquisadores a escavar nesta região ao longo dos últimos quatro anos.

 

Deliberadamente deixei a descoberta do “espaço vazio” da Grande Pirâmide de fora pelos motivos citados no vídeo “Espaço vazio dentro da Grande Pirâmide do Egito: Entenda!”:

Agora é a vez de vocês! Qual é a sua descoberta arqueológica do ano de 2017 favorita?

Templo da deusa Ísis é desenterrado por construtores em Banha (Egito)

Por Márcia Jamille Costa | @MJamille | Instagram

As ruínas de um antigo templo egípcio votivo à deusa Ísis, divindade da magia e protetora do trono real, foram descobertas em medos de novembro (2017) por trabalhadores em um projeto residencial na cidade de Banha, capital da governança de Qalyubiya.

Death and All His Friends

Ísis é a segunda da esquerda para a direita. Imagem meramente ilustrativa.

Os trabalhadores notificaram o ocorrido ao Ministério das Antiguidades, que enviou uma equipe de arqueólogos ao local da descoberta para dar início aos trabalhos de Arqueologia. Tais pesquisas identificaram inscrições que descrevem antigos alimentos egípcios. Também foram identificadas imagens de Ísis e do seu filho, o deus-falcão Hórus.

Horus, Temple of Isis, Philae

Hórus. Imagem meramente ilustrativa.

De acordo com o Egypt Independent, essa descoberta tem a capacidade de colocar esse sítio arqueológico no mapa turístico.

Um historiador local, Ahmed Kamal, professor de História da Universidade de Banha, apontou o potencial histórico dessa área, declarando que é um sítio rico em antiguidades, apesar de ser negligenciado pelo Ministério das Antiguidades. Ele ainda acusou o Ministério de “sabotagem deliberada”, uma vez que, de acordo com ele, o órgão tem negligenciado o local, que possivelmente tem 4.500 anos.

Ísis é uma das divindades mais importantes da Antiguidade egípcia. Seu mito é apresentado quase que na integra na obra “Moralia”, de um grego chamado Plutarco (66 d.E.C.–67 d.E.C.), que visitou o Egito nos anos finais do faraônico. Se você tiver interesse em divindades egípcias no canal do Arqueologia Egípcia irá estrear uma série dedicada aos deuses do Egito Antigo. Fique de olho para conferir. Para saber quando o primeiro capítulo sairá inscreva-se no canal e ative o sino. Link: https://www.youtube.com/arqueologiaegipcia

 

Fonte:

Al-Youm, Al-Masry. Isis temple unearthed by builders in Banha. In: Egypt Independent. Disponível em < http://www.egyptindependent.com/isis-temple-unearthed-builders-banha/ >. Publicado em 17 de novembro de 2017. Acesso em 8 de dezembro de 2017.

 

Múmia praticamente intacta é descoberta em tumba de 3.500 anos no Egito

Por Márcia Jamille Costa | @MJamille | Instagram

No início deste mês foi anunciada a abertura de mais alguns túmulos em Dra 'Abu el-Naga, Luxor (Egito). Os sepulcros, datados da 18ª Dinastia (Novo Império), pertencem a funcionários que atuavam na cidade de Tebas, na época capital do Egito.

Essas tumbas já tinham sido identificadas e numeradas pelo egiptólogo alemão Friederike Kampp-Seyfried na década de 1990. Um dos túmulos, denominado pelo pesquisador como “Kampp 161”, até então não tinha sido aberto por arqueólogos, enquanto o túmulo “Kampp 150” só teve a sua entrada escavada. Contudo, agora eles estão recebendo a devida atenção por parte de uma equipe de arqueólogos egípcios.

Foto: Nariman El-Mofty, Ap for National Geographic (2017)

Os nomes dos seus antigos donos ainda são desconhecidos. Entretanto, acredita-se que a Kampp 150 seja datada do reinado de Tutmés I e muitos selos funerários com os nomes de um homem chamado Maati e sua esposa Mohi foram encontrados na área do pátio. Isso pode sugerir a identificação do ocupante do túmulo. Os arqueólogos também encontraram estátuas de madeira colorida, máscaras funerárias e uma múmia ainda enrolada por suas bandagens, porém, sem a sua cabeça.

Foto: EPA

Foto: Stringer / AFP

A parede ocidental do túmulo apresenta uma imagem retratando um evento social, possivelmente um banquete, com um homem apresentando oferendas ao ocupante do túmulo e sua esposa. Máscaras funerárias de madeira, restos de móveis e um caixão decorado também foram descobertos no túmulo.

Foto: Nariman El-Mofty, Ap for National Geographic (2017)

Já a Kampp 161 acredita-se que seja datada do reinado de Amenhotep II ou Tutmés IV. Isso com base em comparações estilísticas e arquitetônicas com outras tumbas da região.

Fotos: Nariman El-Mofty, Ap for National Geographic (2017)

Ainda existem tumbas esperando ser pesquisas em Luxor, apesar de já conhecidas pelo Ministério de Antiguidades do Egito.

Foto: Stringer / AFP

Fontes:

El-Mofty, Nariman. 3,500-Year-Old Tombs Uncovered in Egypt. One Has a Mummy. In: National Geographic. Disponível em < https://news.nationalgeographic.com/2017/12/egypt-tomb-mummy-naga-archaeology-ancient/ >. Publicado em: 09 de Novembro de 2017. Acesso em 09 de novembro de 2017.

EFE. Encontrados nuevos tesoros egipcios en dos tumbas del Imperio Nuevo. In: La Vanguardia. Disponível em < http://www.lavanguardia.com/cultura/20171209/433525385521/una-momia-mascaras-o-frescos-entre-los-tesoros-de-2-tumbas-del-imperio-nuevo.html >. Publicado em: 09 de Novembro de 2017. Acesso em 09 de novembro de 2017.

Egypt uncovers ancient tombs at Luxor. In: BBC. Disponível em < http://www.bbc.com/news/world-middle-east-42295162 >. Publicado em: 09 de Novembro de 2017. Acesso em 09 de novembro de 2017.

Múmia intacta datada do Período Greco-Romano é encontrada em Fayum (Egito)

Por Márcia Jamille | Instagram @MJamille

Uma missão de arqueologia egípcio-russa, em Fayum, no Sítio Arqueológico de Deir al-Banat (Mosteiro de Al-Banat), descobriu um caixão de madeira com uma múmia datada do Período Greco-romano.

A múmia está em boas condições de preservação e ainda enrolada em linho. Ela também contém a sua máscara mortuária que é feita de cartonagem, pintada em azul e ouro. Na área do seu tórax está uma cena da deusa Ísis.

Apesar da conservação da múmia, o ataúde está em mau estado: além de não possuir inscrições, ele possui rachaduras que se espalham por todo o artefato.

A missão realizou uma conservação preliminar tanto no ataúde como na múmia, para que ela fosse transportada com mais segurança para um outro local, onde será submetida a mais trabalhos de conservação e documentação.

Sítio Arqueológico de Deir al-Banat (Mosteiro de Al-Banat)

A missão russa está trabalhando nesta área há cerca de 7 anos afiliada ao Russian Institute for Oriental Studies e está sob a liderança da Dra. Galina Belova.

Notícia e fotos via comunicado de imprensa do MSA.

Cabeça de madeira com mais de 4.000 anos é encontrada em Saqqara

Por Márcia Jamille Costa | @MJamille | Instagram

Uma cabeça de madeira que provavelmente representa a rainha Ankhnespepy II da 6ª Dinastia foi encontrada em Saqqara, próximo a sua pirâmide. A descoberta foi feita por uma missão de arqueologia encabeçada por um time franco-suíço da Universidade de Genebra.

Foto: MSA

Foi esta mesma equipe que encontrou um grande fragmento de obelisco que provavelmente pertenceu ao templo funerário desta mesma rainha. Esta notícia foi anunciada aqui no Arqueologia Egípcia.

— Saiba mais: Arqueólogos no Egito descobrem o maior fragmento de obelisco datado do Antigo Reino

O Dr. Philip Collombert, coordenador da equipe, falou que a cabeça foi descoberta em uma camada que tinha sido perturbada, a leste a pirâmide da rainha, em uma área onde um piramidion foi encontrado esta semana. Ele ainda salientou que este artefato precisará passar por um trabalho de restauro.

Foto: MSA

O Dr Mostafa Waziry, secretário geral do supremo conselho de antiguidades, explicou que a cabeça tem uma proporção parecida com a humana, porém com um pescoço com quase 30 cm e está enfeitada com brincos de madeira. E ainda fez uma revelação sobre este sítio: “Esta é uma área promissora que pode revelar mais dos seus segredos em breve”.

Fonte:

4000 years old wooden head discovered in Sakkara. Disponível em < http://luxortimesmagazine.blogspot.com.br/2017/10/4000-years-old-wooden-head-discovered_18.html >. Acesso em 18 de outubro de 2017.

Arqueólogos descobrem localização de templo de Ramsés II em Abusir

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

A missão arqueológica egípcio-checa descobriu restos do templo do faraó Ramsés II (Novo Império; 19ª Dinastia) durante os trabalhos de escavações realizados em Abusir. A descoberta foi anunciada pelo Dr. Mostafa Waziry, Secretário Geral do Conselho Supremo de Antiguidades.

Foto: MSA

Dr. Waziry explicou que a missão já tinha encontrado em 2012 evidências arqueológicas de que existia um templo nesta área, fato que encorajou os pesquisadores a escavar nesta região ao longo dos últimos quatro anos.

Foto: MSA

O Dr. Mohammed Megahed, diretor-adjunto da missão, disse que o templo tem 32×51 metros de largura e consiste em fundações de tijolos de barro que compõem uma de suas torres e um grande pátio que leva ao pilar cujas algumas partes de seus corredores são pintadas em azul. E na extremidade traseira do pátio, foi encontrada uma escada ou uma rampa para um santuário em que o espaço final é dividido em três câmaras paralelas. Os restos deste edifício foram cobertos por enormes depósitos de areia e cascalhos de pedras que podem conter fragmentos de relevos policromados.

Foto: MSA

O Dr. Miroslav Barta, o chefe da missão checa, explicou que os diferentes títulos do rei Ramsés II foram encontrados gravados em fragmentos de relevos que estão ligados ao culto a deidades solares, a exemplo de Rá. Vale salientar que a adoração do deus do sol “Ra” na região de Abusir começou durante a 5ª dinastia e continuou até o Novo Império. Barta ainda complementa que este templo é a única evidência de Ramsés II na necrópole de Memphis, o que o caracteriza como uma descoberta importante.

 

Fonte:

Czech archaeologists discover Ramses II temple remains south of Cairo. Disponível em < http://luxortimesmagazine.blogspot.com.br/2017/10/czech-archaeologists-discover-ramses-ii.html >. Acesso em 15 de outubro de 2017.

 

Arqueólogos no Egito descobrem o maior fragmento de obelisco datado do Antigo Reino

Por Márcia Jamille Costa | @MJamille | Instagram

Uma missão arqueológica — encabeçada por franceses e suíços — que atua em Saqqara encontrou a parte superior de um obelisco datado do Antigo Reino, pertencente à rainha Ankhnespepy II, mãe do rei Pepi II (6ª Dinastia). As escavações são coordenadas por Philippe Collombert da Universidade de Genebra.

O objeto possui inscrições que parecem ser o início dos títulos e o nome da rainha. “Ela provavelmente é a primeira rainha a ter Textos das Pirâmides registrados em sua pirâmide”, explicou Mostafa Waziri, secretário-geral do Conselho Supremo das Antiguidades, ao Ahram Online. Ainda de acordo com ele antes esses textos eram esculpidos somente nas pirâmides dos reis. Após Ankhnespepy II algumas esposas de Pepi II fizeram o mesmo.

Parte do obelisco da rainha Ankhnespepy II. Foto: Divulgação.

De acordo com Collombert, que também falou ao Ahram Online, a parte do obelisco que foi desenterrada é esculpida em granito vermelho e tem 2,5 metros de altura. Jamais foi encontrado um fragmento desse tipo de artefato desta magnitude proveniente dessa época, embora o Antigo Reino seja a “era de ouro” da construção das grandes pirâmides. “Podemos estimar que o tamanho total do obelisco foi de cerca de cinco metros quando estava intacto”, explicou. Ele ainda aponta que no topo do obelisco existe uma pequena deflexão que indica que a ponta foi coberta com lajes de metal, provavelmente de cobre ou de folha dourada, para que o obelisco brilhasse no sol.

Foto: Divulgação.

O artefato foi encontrado no lado leste da pirâmide da rainha, onde está localizado também o seu complexo funerário, o que sugere que o seu local original era a entrada do seu templo funerário. “As rainhas da 6ª dinastia geralmente tinham dois pequenos obeliscos na entrada do seu templo funerário, mas este obelisco foi encontrado um pouco longe da entrada do complexo de Ankhnespepy II”, apontou Waziri. Ele acredita que isto sugere que o obelisco pode ter sido arrastado por cortadores de pedra de um período posterior, uma vez que a maior parte da necrópole de Saqqara foi usada como uma pedreira durante o Novo Império e Período Final.

Quem foi Ankhnespepy II:

Ankhnespepy II foi uma das rainhas mais importantes da sua dinastia. Ela foi casada com Pepi I e quando ele morreu casou-se com Merenre, o filho que o seu falecido esposo tinha tido com sua irmã Ankhnespepy I.

Com Merenre ela teve Pepi II, que possuía seis anos quando o seu pai faleceu, o que levou Ankhnespepy II a se tornar co-regente e, por pouco, quase faraó. “Provavelmente é por isso que sua pirâmide é a maior da necrópole depois da pirâmide do próprio rei”, disse Collombert.

Tenha em casa: A Edições Del Prado, uma editora especializada em vendas de fascículos com imagens colecionáveis, possui uma coleção intitulada “Cenas do Egito Antigo”. Uma delas é a construção de uma grande estátua.

Clique aqui para conferir a peça ou aqui para ver as demais cenas.

Fonte:

Archaeologists unearth largest-ever discovered obelisk fragment from Egypt’s Old Kingdom. Disponível em < http://english.ahram.org.eg/News/278261.aspx >. Acesso em 05 de outubro de 2017.