20 May 2012

100 Anos de Nefertiti

Publicado por Márcia Jamille Costa Em 09 - abril - 2012 4 COMMENTS

Por Márcia Jamille Costa | @MJamille

 

O Museu Egípcio (o site não explica qual) e o Papyrus Collection estão organizando a exposição “Amarna 2012 – 100 Years of Nefertiti” (“Amarna 2012 – 100 anos de Nefertiti”). Tal exposição busca comemorar o 100º Aniversário de descoberta do busto da rainha (ocorrida em 06 de Dezembro de 1912).

 

Nefertiti. Imagem disponível em < http://www.csmonitor.com/World/Global-News/2009/1102/germany-time-for-egypts-nefertiti-bust-to-go-home >. Acesso em 17 de Julho de 2011.

 

A exposição ocorrerá no Neues Museum de 07 de dezembro de 2012 até 13 de Abril de 2013 e apresentará várias peças do Período Amarna.

 

Veja também:

 

Imagens do busto de Nefertiti

Quatro imagens para os leitores poderem visualizar.

 

Nefertiti é solicitada formalmente

Este texto além de apontar sobre a tentativa do Egito em repatriar o busto da rainha mostra também porque sua saída do seu país natal levanta tanta polemica.

 

◘ Site do Neues Museum

 http://www.neues-museum.de/

 

Fonte da notícia disponível em < http://www.smb.museum/smb/kalender/details.php?lang=en&objID=29934 >. Acesso em 09 de Abril de 2012.

Futura página da exibição: http://berlin-meets-the-uk.com/en/event/amarna-2012-100-years-nefertiti . Acesso em 09 de Abril de 2012.

 

Descoberto novo faraó

Publicado por Márcia Jamille Costa Em 09 - março - 2012 10 COMMENTS

 

Todos saúdem o novo rei: mais um faraó egípcio descoberto em escavações arqueológicas

Publicado Quinta-feira, 8 de Março de 2012 | Por: Jornal de Arqueologia

 

Um novo rei foi acrescentado à longa lista de antigos faraós, anunciou esta semana o ministro egípcio de Estado de Antiguidades, Mohamed Ibrahim.

Senakht-en-Re . Imagem disponível em < http://www.foxnews.com/scitech/2012/03/08/all-hail-new-king-new-king-ancient-egypt-discovered/#ixzz1oXtZgo4Q >. Acesso em 9 de Março de 2012

Os arqueólogos, liderados pelo egiptólogo francês Christophe Thiers, do Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS), desenterraram um lintel fragmentado e um batente de um porta imponente, durante a escavação de rotina no templo de Ptah.

A descoberta faz acrescentar um novo nome de um faraó da 17ª dinastia, que não era conhecido por egiptólogos e que ajuda a revelar a ordem cronológica dos reis desta dinastia.

Pelas inscrições na porta, este faraó dedicou em Karnak várias construções ao deus Amon-Ra, a principal divindade de Tebas, onde hoje fica Luxor.

Mencionado em apenas três documentos escritos um ou dois séculos após seu reinado,  “Sen Nakht N Ra” é considerado como um dos reis mais obscuros da 17 ª dinastia.

Nenhum objeto ou monumentos jamais foi encontrado com o seu nome, e o seu túmulo ainda está por descobrir.

“Nós não sabíamos nada  deste faraó , até agora estes vestígios são o primeiro documento contemporâneo deste rei do antigo Egito “, disse o responsável pela missão do CNRS.

De acordo com os hieróglifos, “Sen Nakht N Ra” teve a porta monumental construída a partir de blocos de calcário transportados de Tora (o Helwan moderna, ao sul do Cairo).

Naquela época, a cidade estava sob o domínio dos hicsos. Conhecido como os “governantes de países estrangeiros” (provavelmente de raízes asiáticas). Os hicsos dominaram o vale do Nilo por mais de um século durante o Segundo Período Intermediário (1664-1569 aC), sendo depois expulsos por Kamose, o último rei da 17ª dinastia, e pelo seu irmão Amhose, o primeiro rei da 18ª dinastia.

Segundo o ministro de Estado para as Antiguidades, esta é “uma descoberta revolucionária” para a história da 17 ª dinastia. De facto, a sucessão dos reis desta dinastia permanecem ainda incertos.

 

Fonte: Fox News

Link da notícia < http://jornaldearqueologia.blogspot.com/2012/03/todos-saudem-o-novo-rei-mais-um-farao.html >. Acesso em 9 de Março de 2012.

 

Momento da descoberta do nome do faraó Senakht-en-Re . Imagem disponível em < http://www.foxnews.com/scitech/2012/03/08/all-hail-new-king-new-king-ancient-egypt-discovered/#ixzz1oXtZgo4Q >. Acesso em 9 de Março de 2012

 

Encontradas múmias de animais: Abidos

Publicado por Márcia Jamille Costa Em 03 - março - 2012 ADD COMMENTS

Por Márcia Jamille Costa | @MJamille

 

A descoberta de múmias de animais ligadas ao deus chacal e restos de uma estátua de feições humanas – presumivelmente pertencente a rainha Hatshepsut -, revelam detalhes antes desconhecidos acerca de um espaço sagrado durante o Período Faraônico.

 

Localização de Abidos.

Para entender o pensamento da sociedade egípcia temos que ter em mente que precisamos inserir os estudos acerca dos animais ao contexto das pesquisas arqueológicas, uma vez que muitos dos aspectos das sociedades que viviam às margens do Nilo eram ligados intimamente com a visão de mundo que os egípcios possuíam a partir do seu olhar sobre os animais. Desta forma, ao longo do período faraônico, eram realizadas oferendas votivas de um determinado animal ligado a algum deus em especial.

Este ano foi anunciado no último dia 14/02/2012 a descoberta de mais de oitenta e três múmias de animais aparentemente associadas a imagem de um faraó, provavelmente Hatshepsut de acordo com a sugestão da equipe já que a imagem é masculina, mas possui uma quadril levemente avantajado, feição tipicamente feminina. Hatshepsut, que reinou no Egito entre os anos de 1473 – 1458 a.C. (XVIII Dinastia; Novo Império), é conhecida por ter sido uma das poucas mulheres a tornarem-se faraós e por ter se transvestido de homem, buscando se enquadrar a imagem de Hórus (do qual o faraó era um “representante” terreno) [Clique aqui e veja mais sobre Hatshepsut].

 

As descobertas foram feitas em Abidos durante a campanha passada pela a equipe de Mary-Ann Pouls Wegner, diretora da escavação e professora da Universidade de Toronto. Abidos outrora era considerada uma cidade sagrada devido ao culto a Osíris, pai de Hórus e governante do submundo. De acordo com a lenda o faraó em vida era Hórus e após a morte transformava-se em Osíris, o símbolo maior da fertilidade dos campos egípcios. Seu culto tornou-se popular em Abidos devido a crença de que teria sido lá onde se encontrava o seu sepulcro – existindo, inclusive, uma tumba que acreditavam ser dele [1] -, o que levou aos primeiros soberanos do Egito a escolherem tal cidade como local de sepultamento. Um templo dedicado a Osíris foi construído em Abidos e todos os anos, em uma grande procissão, os egípcios levavam uma imagem do deus deste templo até a sua tumba, onde era velada durante a madrugada com rituais performáticos. Esta procissão era tão importante que capelas tanto de indivíduos da realeza, como particulares foram construídas por toda a rota de passagem [1]. A procissão chamava-se “Mistérios de Osíris”, e ela era um louvor da vida e morte do deus (BAINES; MÁLEK, 2008, p. 114).

 

Crânio de um dos cães encontrados em Abidos. Imagem: North Abydos Votive Zone Project. 2012. Disponível em < http://www.livescience.com/18462-animal-mummies-ancient-egypt.html >. Acesso em 20 de Fevereiro de 2012.

As múmias foram encontradas em uma das câmaras de um sepulcro encontrado pela missão de Arqueologia. Dos oitenta e três animais encontrados somente dois são gatos, o restante são cães. A presença de tantos cães está ligada ao culto a Wepwawet, um deus chacal cuja procissão precedia imediatamente a de Osíris. Para a equipe de Wegner os animais foram sacrificados, porém existem indícios de que eles foram bem tratados em vida, como o caso de um cão que teve uma pata quebrada, mas que foi medicado e curado antes de ser entregue como oferenda [1].

Encontrar a estátua de madeira de Hatshepsut não é um dos únicos indícios que demonstra que o local foi utilizado em anos subsequentes aos primeiros cultos a Osíris, estruturas ligadas a Tutmosis III (sucessor de Hatshepsut) e até mesmo a Seti I foram descobertas. E Wegner também crê que pode existir outra tumba no local datada do Terceiro Período Intermediário. Na matéria divulgada pelo site LiveScience não fica claro de que período pertencem estes animais (apesar de associados à estátua não quer dizer necessariamente que todos pertenciam a mesma época), mas existem pesquisas que demonstram a existência de oferendas se prolongando até o final do período Greco-romano (BAINES; MÁLEK, 2008, p. 114). Em verdade é possível encontrar em Abidos artefatos ligados a vários faraós de diferentes épocas, desde Aha da I Dinastia até contextos do Período Tardio ligados aos faraós Apries, Amásis e Nectanebo I (BAINES; MÁLEK, 2008, p. 116-117).

 

Fonte:

 

Animal Mummies Discovered at Ancient Egyptian Site. Disponível em < http://www.livescience.com/18462-animal-mummies-ancient-egypt.html >. Acesso em 20 de Fevereiro de 2012.

BAINES, John. Deuses, templos e faraós: Atlas cultural do Antigo Egito. (Tradução de Francisco Manhães, Maria Julia Braga, Michael Teixeira, Carlos Nougué). 1ª Edição. Barcelona: Editora Folio, 2008.

 

 

3ª estátua para os Colossos de Memnon

Publicado por Márcia Jamille Costa Em 20 - fevereiro - 2012 2 COMMENTS

Por Márcia Jamille Costa | @MJamille

 

Foi anunciado esta semana que existem planos para que uma terceira estátua venha a compor a paisagem do sítio arqueológico onde estão situados os Colossos de Memnon (Tebas), apelido grego para as grandes estátuas que fazem parte de um extenso complexo funerário pertencente ao faraó Amenhotep III (Amenofis III) que ruiu durante um terremoto ocorrido cerca em 27 a.C (BOURBON, 2006, p. 165).

 

Colossos de Memnon. Foto BOURBON, Fabio. Egito Ontem e Hoje: Litografias de David Roberts. (Tradução de Maria Júlia Braga, Joana Bergman, Michel Teixeira). 1ª Edição. Barcelona: Editora Folio, 2006. p. 164.

 

Esta terceira estátua possui 15 metros, três vezes menor do que a dupla amplamente conhecida, e foi descoberta em 2002 por Hourig Sourouzian.  Em 2004 o restaurador espanhol Miguel Ángel López Marcos, especialista em artefatos de pedra, recebeu a permissão para direcionar os trabalhos de consolidação da imagem.

Assim como os seus irmãos ainda de pé este terceiro colosso está com uma aparência disforme, porém reconhecível: Amenhotep III também é retratado sentado e aos seus pés está a sua esposa Tiye. A divulgação desta terceira estátua está sendo ampla porque já existe um projeto para mantê-la erguida, porém, de acordo com López o artefato pesa 250 toneladas, o que dificulta o seu transporte para levá-la até o seu novo local [1].

 

Trabalhos com a terceira estátua que irá compor os Colossos de Memnon. Foto: Miguel Ángel López Disponível em < http://www.elmundo.es/elmundo/2012/02/18/ciencia/1329528264.html >. Acesso em 20 de Fevereiro de 2012.

 

Trabalhos com a terceira estátua que irá compor os Colossos de Memnon. Foto: Miguel Ángel López Disponível em < http://www.elmundo.es/elmundo/2012/02/18/ ciencia/1329528264.html >. Acesso em 20 de Fevereiro de 2012.

 

Classicamente os Colossos de Memnon são retratados como uma dupla e é uma das imagens mais icônicas do Egito. Recebeu este nome no período Ptolomaico graças ao ruído que a estátua mais a Norte emitiria quando era aquecida pelo sol, o que levou a viajantes gregos e latinos a o associarem com o mítico Memnon, filho de Aurora (Eos) a qual todas as manhãs chorava pelo filho que fora morto por Aquiles durante a Guerra de Troia. Hoje acredita-se que o som seria emitido por uma das muitas rachaduras da estátua que com o calor faria o efeito sonoro (BOURBON, 2006, p. 165).

 

Os Colossos de Memnon retratado por David Roberts em 4 de dezembro de 1838. Fonte: BOURBON, Fabio. Egito Ontem e Hoje: Litografias de David Roberts. (Tradução de Maria Júlia Braga, Joana Bergman, Michel Teixeira). 1ª Edição. Barcelona: Editora Folio, 2006. Pág. 162.

 

 

Fonte:

 

Los dos colosos de Memnon ya son tres. Disponível em < http://cultura.elpais.com/cultura/2012/02/16/actualidad/1329426160_441298.html >. Acesso em 18 de Fevereiro de 2012.

El arqueólogo español que resucitó el tercer coloso de Memnón. Disponível em < http://www.elmundo.es/elmundo/2012/02/18/ciencia/1329528264.html >. Acesso em 20 de Fevereiro de 2012.

BOURBON, Fabio. Egito Ontem e Hoje: Litografias de David Roberts. (Tradução de Maria Júlia Braga, Joana Bergman, Michel Teixeira). 1ª Edição. Barcelona: Editora Folio, 2006.

 

Descobertas 20 múmias em Assuã

Publicado por Márcia Jamille Costa Em 13 - fevereiro - 2012 5 COMMENTS

Por Márcia Jamille Costa | @MJamille

 

Já faz mais de um mês que uma equipe da Universidade de Jaén (UJA) trabalha no sítio arqueológico da necrópole de Qubbet el-Hawa localizada em Assuã (Sul do Egito). Durante este tempo os acadêmicos encontraram mais de vinte múmias de diferentes períodos, além de outros artefatos arqueológicos, dentre eles, um sarcófago de madeira.

 

 

Sarcófago encontrado pela a equipe do professor Alejandro Jiménez Serrano da Universidade de Jaén em Janeiro de 2012. Foto disponível em < http://fotos.lainformacion.com/arte-cultura-y-espectaculos/arqueologia/arqueologos-espanoles-hallan-una-veintena-de-momias-y-un-sarcofago-en-egipto_DKX4hY3kM1H8KgTdS8qb94/ > Acesso em 13 de Fevereiro de 2012.

 

Os trabalhos estão centrados na área da tumba de um governador da XII Dinastia (entre 1991 a.C e 1783 a.C – Médio Império), mas foram realizadas descobertas também em áreas periféricas. Esta é a quarta missão da equipe que é coordenada pelo historiador Alejandro Jiménez Serrano (que lidera pesquisadores tanto da Espanha como da Inglaterra) e seguirá até o dia 03 de março de 2012.

Até o final da temporada o professor Serrano espera fazer a descoberta de câmeras mais profundas como também de outros artefatos. Para auxiliar na campanha foram empregadas tecnologias como o do RTI (Reflectance Transformation Imaging) que digitaliza documentos e da scaner 3D que segundo o historiador auxiliam na melhor leitura dos hieróglifos.

A necrópole de Qubbet el-Hawa recebeu tumbas de altos funcionários das províncias sulistas do Egito desde períodos anteriores a VI Dinastia. É possível que alguns destes funcionários tenham vindo a servir o seu faraó reinante durante as negociações em prol de uma boa relação entre os núbios (ou quem sabe os povos do decerto ocidental) com as sociedades das margens do Nilo.

 

UPDATE | ERRATA- 14 de Fevereiro de 2012 – 08h36:

O título da matéria estava incorreto, foram vinte múmias e somente um sarcófago. O restante do texto permanece correto.

 

 

Fonte da notícia:

Arqueólogos de Jaén descubren 20 momias y un sarcófago en Asuán. Disponível em < http://www.europapress.es/sociedad/ciencia/noticia-arqueologos-jaen-descubren-20-momias-sarcofago-asuan-20120213141000.html > Acesso em 13 de fevereiro de 2012.

Arqueólogos españoles hallan una veintena de momias y un sarcófago en Egipto. Disponível em < http://noticias.lainformacion.com/arte-cultura-y-espectaculos/arqueologia/arqueologos-espanoles-hallan-una-veintena-de-momias-y-un-sarcofago-en-egipto_ADTnkDg0LcKdN7O6zy0nl1/ > Acesso em 13 de fevereiro de 2012.

 

   

 

Vídeo e imagens da KV-64

Publicado por Márcia Jamille Costa Em 29 - janeiro - 2012 2 COMMENTS

Por Márcia Jamille Costa | @MJamille

 

Na minha página no Facebook eu já tinha compartilhado algumas fotos da KV-64, nas até então ainda não tinha postado vídeo algum. Ao contrário da KV-63 (que apesar de receber a definição de um sepulcro, não é uma tumba), que foi encontrada em 2006, este túmulo só possui um sarcófago onde ainda se encontra o corpo da própria Nekhmet Bastet.

 

Kv-64. Disponível em < http://english.ahram.org.eg/News/31799.aspx > Acesso em 18 de Janeiro de 2012.

 

O sarcófago já foi aberto, abaixo estão as imagens disponibilizadas para o site Video Portal:

 

 

Tagesschau vom 22.01.2012

 

Para quem não consegue ver o vídeo abaixo algumas figuras:

 

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A KV-64 foi encontrada

Publicado por Márcia Jamille Costa Em 15 - janeiro - 2012 2 COMMENTS

Por Márcia Jamille Costa | @MJamille

A notícia foi dada superficialmente, mas já se comenta que a nova descoberta no Vale dos Reis é uma tumba (que seguindo a ordem se chama agora KV-64, já que ela é o 64º sepulcro encontrado) pertencente a uma filha de um sacerdote de Amon da 22ª Dinastia, identificada como Nekhmet Bastet, uma cantora do Templo de Karnak. Os responsáveis pela descoberta é a equipe de Arqueologia da Universidade de Basel sob a coordenação da Dra. Elena Pauline-Grothe.

Segundo Mansour Boraiq, chefe das antiguidades de Luxor, esta é a única tumba de uma mulher de fora da realeza que foi encontrada no vale. De acordo com a equipe de Arqueologia o sepulcro não tinha sido feito originalmente para a contora, mas foi reaproveitado pela mesma num período em que o Egito era dominado pelos líbios[1].

[1]Neste link em inglês já temos mais alguns detalhes: http://news.yahoo.com/rare-tomb-woman-found-egypt-valley-kings-153839689.html Acesso em 15 de Janeiro de 2012.

 

Nova descoberta no Vale dos Reis

Publicado por Márcia Jamille Costa Em 11 - janeiro - 2012 5 COMMENTS

Por Márcia Jamille Costa | @MJamille

 

De acordo com o site Luxor Times publicou que o Ministro das Antiguidades do Egito, Mohamed Ibrahim, anunciou que dentro de alguns dias será anunciada uma nova descoberta no Vale dos Reis. Vamos esperar para ver.

A última descoberta veiculada pela imprensa foi a KV-63, encontrada em 2006, antes dela foi a KV-62, tumba do faraó Tutankhamon.

Vale dos Reis. Imagem disponível em < http://www.touristspots.org/the-valley-of-the-kings-in-thebes-egypt/ >. Acesso em 09 de novembro de 2011.” width=”500″ height=”399″ /><p class=Vale dos Reis. Imagem disponível em < http://www.touristspots.org/the-valley-of-the-kings-in-thebes-egypt/ >. Acesso em 09 de novembro de 2011.

 

 

 

Os 10 posts mais visitados de 2011

Publicado por Márcia Jamille Costa Em 30 - dezembro - 2011 ADD COMMENTS

Por Márcia Jamille Costa | @MJamille

 

Estamos no final de 2011, um ano triste para a Arqueologia Egípcia em vários aspectos: Mais sítios arqueológicos foram degradados, o Museu Egípcio do Cairo e armazéns de artefatos foram invadidos e o Instituto do Egito foi incendiado, isto sem falar nas mortes que têm ocorrido no país neste processo de busca pela sonhada democracia egípcia e isto ficou refletido nos dados analíticos do site. Porém o ânimo dos leitores felizmente não se desfez e continuaram curtindo os antigos pots. Vejamos a lista:

 

1 – Angelina Jolie interpretará Cleópatra

http://arqueologiaegipcia.com.br/2010/06/14/angelina-jolie-interpretara-cleopatra-em-filme/

 

2 – Museu Egípcio do Cairo invadido

http://arqueologiaegipcia.com.br/2011/01/29/museu-egipcio-do-cairo-invadido/

 

3 – Cleópatra, a última rainha do Egito

http://arqueologiaegipcia.com.br/2010/06/20/cleopatra-a-ultima-rainha-do-egito/

 

4 – Esteve em foco: Face de Tutankhamon

http://arqueologiaegipcia.com.br/2011/02/19/esteve-em-foco-face-de-tutankhamon/

 

5 – Êxodo hebreu no Egito: aconteceu ou não?

http://arqueologiaegipcia.com.br/2011/04/24/exodo-hebreu-no-egito-aconteceu-ou-nao/

 

6 – Zahi Hawass é demitido

http://arqueologiaegipcia.com.br/2011/07/17/zahi-hawass-e-demitido/

 

7 – Barbie Elizabeth Taylor in Cleopatra

http://arqueologiaegipcia.com.br/2010/04/18/brinquedo-barbie-elizabeth-taylor-in-cleopatra-2000/

 

8 – Cleópatra em Aventuras na História

http://arqueologiaegipcia.com.br/2011/04/06/cleopatra-em-aventuras-na-historia/

 

9 – 5 mitos da pirâmide de Khufu (Quéops)

http://arqueologiaegipcia.com.br/2011/02/02/5-mitos-da-piramide-de-khufu-queops/

 

10 – Página de Ankhesenamon

http://arqueologiaegipcia.com.br/category/biografia/marcia-jamille/ankhesenamon/

 

 

Tutankhamon em batalha retratada em um dos cofres guardados na sua tumba. Foto: Araldo de Luca. Archivio White Star.

Boas notícias sobre o Instituto

Publicado por Márcia Jamille Costa Em 22 - dezembro - 2011 2 COMMENTS

Por Márcia Jamille Costa | @MJamille

 

Ontem (dia 21/12/2011) começaram os trabalhos de restauro do material que sobrou do incêndio que arrasou o prédio do Institut d’Égypte. As obras que escaparam total ou parcialmente do ocorrido estão agora sob os cuidados de funcionários das várias bibliotecas do país que se prestaram a tentar recuperar o quanto fosse possível o material que permanece no Cairo.

Embora muito tenha sido destruído, foi devido ao trabalho de egípcios que se mobilizaram de forma voluntária desde o dia em que ocorreu o incêndio até o dia 20 que hoje o trabalho pode estar ocorrendo, pois foi graças a estes homens e mulheres que podemos dizer que o acervo do Instituto não está de todo perdido, inclusive o celebre Description de l’Égypte, que é considerado um dos marcos do nascimento da Egiptologia está parcialmente salvo [1].

Foto postada no perfil @Dooolism mostrando uma das primeiras imagens de voluntários salvando parte do acervo do Instituto. Foto: Adel Abdel Ghafar. Dezembro 2011.

Devo lembrar que as equipes de restauração do Egito são muito boas e foram eficientes na recuperação de alguns dos artefatos destruídos durante a invasão do Museu Egípcio do Cairo em Janeiro deste ano. Alerto também aqueles que se interessam por antiguidades: não comprem folhas avulsas ou obras timbradas antes de se certificar que não estão sendo comercializadas de forma ilegal, elas podem ter pertencido ao Instituto e não a uma herança de família. Da mesma forma que temos pessoas que se dedicaram a recuperar os livros e artigos outras podem estar mais interessadas em roubá-los para lançar no mercado negro de peças arqueológicas.

Abaixo imagens do dia 21/12/2011 onde podemos ver parte do trabalho de recuperação do acervo:

 

 

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Imagens disponíveis em < http://en.cybrarians.info/index.php?option=com_content&view=article&id=336:esi-burn&catid=76:news&Itemid=118 >. Acesso em 22/12/2011.

[1] Informação disponível em < http://25online.tv/index.php?option=com_content&view=article&id=1391:2011-12-19-13-21-30&catid=2:news-ticker&Itemid=39&lang=en >. Acesso em 22/12/2011.

 

 

Alerta: Instituto do Egito queimado

Publicado por Márcia Jamille Costa Em 18 - dezembro - 2011 ADD COMMENTS

Texto original: CairObserver

Tradução e adaptação: Márcia Jamille Costa | @MJamille

 

Este é um texto referente ao incêndio do Institut d’Egypte citado neste post: Mais uma perda para a Egiptologia

 

Alerta de Destruição: Institut d’Egypte (Instituto do Egito) queimado

 

Incêndio no L’Institut d’Egypte. Imagem disponível em < http://cairobserver.com/post/14358165423/destruction-alert-institut-degypte-burned?c98230e8 >. Acesso em 18/12/2011.

 

 

Em meio aos confrontos de hoje entre o pessoal do exército e manifestantes um coquetel molotov foi lançado em um edifício histórico na esquina das ruas Qasr el Aini e Sheikh Rihan. O edifício envolto em chamas foi a casa do Conselho de Pesquisa Egípcio – Egyptian Research Council -  (المجمع العلمي المصري) também conhecido como Institut d’Egypte. A biblioteca do prédio continha publicações originais datadas de 1798 incluindo o famoso Description de l’Egypte.

Este vídeo surreal mostra um artista pintando um retrato de Emad Effat, o pesquisador Azahar morto ontem [1]. Atrás dele o prédio do Instituto está em chamas.

 

 

Dados das Coleções [2]: A coleção consiste tanto de livros como manuscritos encadernados. Estas publicações são datadas de 1500 e vêm de doadores ilustres.   O escritor observou vários livros plates [?] de Yacub Artin Pasha, Nubar Artin Pasha, e capas estampadas indicando que alguns livros foram originalmente um presente de Muhammad Ali ou um dos seus sucessores.

Como se pode imaginar, a coleção é muito relevante em termos de obras do século XIX. Uma característica interessante é que cartas e manuscritos foram encadernados e arquivados como livros. Às vezes, estes pequenos volumes caem por trás das prateleiras, e deve-se ficar atento para encontrá-las. Vários são os trabalhos inéditos relacionados à invasão francesa em 1798, e que são dignos de estudos futuros.

A Escola Internacional de Ciência da Informação – School of Information Science (ISIS) -, um instituto de pesquisa fundada pela Biblioteca Alexandrina – Bibliotheca Alexandrina (BA).

Website: http://www.bibalex.org/ISIS/ProjectDetails.aspx?Status=ongoing&id=19

“A Biblioteca Alexandrina está tomando a iniciativa de reviver a organização do  L’Institut d’Egypte construído no Cairo por Napoleão Bonaparte há mais de 200 anos atrás. Os primeiros pesquisadores do Instituto eram responsáveis pela pesquisa, estudo e publicação dos fatos físicos, construídos e históricos sobre o Egito [3], publicando descobertas que fizeram frente com suas atividades como membros deste corpo. Eles mais tarde produziram o Description de l’Egypte. Eventualmente, o L’Institut d’Egypte se tornou o ponto de foco para trabalhos acadêmicos e busca intelectual no Egito, fornecendo tanto um espaço real  e estrutural para os discursos acadêmicos. Ele é também reconhecido como uma antiga academia de ciências e artes na Europa. L’Institut possui uma grande coleção (mais de 35 000 volumes) de raras e antigas referências, livros e periódicos em 5 línguas (árabe, francês, inglês, alemão e russo).  BA tem sugerido nove projetos para seu renascimento, entre o quais está um projeto de digitalização de toda a coleção, preservado-a e tornando-a acessível para o público. Os esforços iniciaram com a digitalização de 10 volumes do Description de l’Egypte. Outras coleções especiais foram digitalizadas como os obras completas de Voltaire (69 volumes), Des Mille Nuits et Une Nuit – Dez mil e uma Noites – (16 volumes), e Geographie Universelle – Geografia Universal – (15 volumes). Eventualmente, toda a biblioteca do instituto será digitalizada e disponibilizada para o público. Esta é a primeira tentativa de digitalizar e publicar uma coleção de tamanha raridade e valor”. 

 

L’Institut d’Egypte. Imagem disponível em < http://cairobserver.com/post/14358165423/destruction-alert-institut-degypte-burned?c98230e8 >. Acesso em 18/12/2011.

 

L’Institut d’Egypte. Imagem disponível em < http://cairobserver.com/post/14358165423/destruction-alert-institut-degypte-burned?c98230e8 >. Acesso em 18/12/2011.

  

 

Para um ensaio sobre o Institut d’Egypte da Sociedade Internacional Napoleônica – International Napoleonic Society -, clique aqui. Informação em francês, aqui.

 

 

[1] Acho que este texto foi escrito no dia 17/12/2011.

[2] O link original não explica, mas creio que esta parte em questão foi retirada de outro site, possivelmente o da Bibliotheca Alexandrina.

[3] “study and publication of physical, industrial and historical facts about Egypt”

 

Fonte: Destruction Alert: Institut d’Egypte burned. Disponível em < http://cairobserver.com/post/14358165423/destruction-alert-institut-degypte-burned?c98230e8 >. Acesso em 18/12/2011.

   

 

 

Mais uma perda para a Egiptologia

Publicado por Márcia Jamille Costa Em 17 - dezembro - 2011 9 COMMENTS

Por Márcia Jamille Costa | @MJamille

 

Pela manhã recebi uma notícia triste para a Arqueologia Egípcia, mas somente agora foi que alcancei a gravidade da situação: O prédio do Instituto do Egito foi queimado na noite passada (16/12/2011), dizem que o exército foi o responsável.

 

Algumas obras do Instituto Egípcio foram salvas por voluntários civis que denunciaram pelo o Facebook e Twitter o ocorrido. Dezembro de 2011.

 

Vários livros foram perdidos, alguns que se salvaram foram graças aos civis que chegaram em tempo de salvar algumas obras. Este Instituto foi criado por Napoleão durante sua expedição que deu o “ponta pé” inicial para o nascimento da Egiptologia e é o primeiro a se preocupar com o estudo do passado egípcio. Nele estava uma das cópias raras da Descrição do Egito (publicação que popularizou a imagem do Egito arqueológico).

O Festival de Tutankhamon

Publicado por Márcia Jamille Costa Em 05 - novembro - 2011 5 COMMENTS

Márcia Jamille Costa | @MJamille

 

Rosto de um dos ataúdes de Tutankhamon. Fotografia tirada pela a expedição ao Egito realizada pelo o Metropolitan Museum of Art. (Ano desc.)

O dia 4 de novembro é uma data esperada para a cidade de Luxor (Egito), pois nela comemora-se um importante evento chamado “Festival de Descoberta da Tumba de Tutankhamon”, em honra ao aniversário de descobrimento dos primeiros degraus que levam ao seu sepulcro.

Esta festividade busca remeter de forma simbólica ao Festival Opet, famoso na época de Tutankhamon, tendo sido inclusive retratado em uma das intervenções deste faraó em Kanark.

O aniversário da descoberta da KV-62 não é importante somente porque trouxe para a luz artefatos milenares, mas porque também levantou a moral do povo egípcio e fez nascer uma maior valorização para com a sua história faraônica.

 

 

Fonte:

El Festival de Tutankamón. Disponível em < http://www.eleconomista.es/turismo-viajes/noticias/3505017/11/11/El-Festival-de-Tutankamon.html > Acesso em 05 de novembro de 2011.

King Tut International Festival Luxor. Disponível em < http://www.asiarooms.com/en/travel-guide/egypt/luxor/festivals-and-events-in-luxor/king-tut-international-festival-luxor.html >. Acesso em 05 de novembro de 2011.

 

 

Uma explicação para os vinhos na KV-62

Publicado por Márcia Jamille Costa Em 02 - novembro - 2011 7 COMMENTS

Por Márcia Jamille Costa | @MJamille

 

Tutankhamon viveu durante a XVIII Dinastia e reinou até os 18 a 19 anos de idade.

Coincidindo com a semana de aniversário da descoberta da tumba do faraó Tutankhamon (a KV-62), o jornalista Reinado José Lopes lançou esta semana no site Folha Uol uma matéria comentando a pesquisa da farmacêutica Maria Rosa Guasch Jané acerca dos vinhos encontrados na câmara funerária deste governante. Neste artigo em questão só não achei justa a expressão “farmacêutica (…) com alma de arqueóloga”, isto foi algo tão século XIX, uma época onde ainda poderia se dizer que Arqueologia era um hobby .

Comentários sobre as pesquisas com os vinhos da KV-62 já são conhecidos, mas pouco explanados. Não conheço nenhum paper ou artigo sobre, por isto não posso explanar acerca do que está sendo divulgado pela imprensa.  

Abaixo a matéria na integra:

 

Vinhos enterrados com Tutancâmon serviam para levá-lo aos deuses

Publicado: 31/10/2011 – 14h17

Por: Reinaldo José Lopes (Editor de Ciência e Saúde)

 

O rei-menino mais famoso da Antiguidade fez questão de levar consigo três tipos de vinho –dois tintos e um branco– quando partiu desta para uma melhor. O enigma, até agora, era o porquê disso.

Uma farmacêutica catalã, com alma de arqueóloga e paixão pelo antigo Egito, diz ter resolvido o mistério. Tutancâmon (1333 a.C.-1323 a.C.) teria escolhido uma adega mística, e as seletas bebidas permitiriam que ele realizasse o destino de todo bom faraó: unir-se aos deuses.

 

Tutankhamon na Folha UOL.

 

 

Maria Rosa Guasch Jané, 38, nascida em Barcelona e hoje pesquisadora da Universidade Nova de Lisboa, publicou sua engenhosa tese na revista científica “Antiquity”. Guasch Jané e seus colegas tinham sido os responsáveis por identificar os vinhos do faraó em pesquisas anteriores.

A pista usada pela equipe foi a presença residual de ácido siríngico, um derivado da malvidina, substância exclusiva de uvas vermelhas, em duas ânforas (jarros).

A posição das ânforas, contudo, ainda deixava a pesquisadora com a pulga atrás da orelha (leia mais no infográfico). Colocadas dentro da câmara mortuária propriamente dita, elas foram posicionadas ao leste, ao oeste e ao sul do sarcófago. “Não havia nenhuma no norte”, lembra ela.

“Os egípcios tinham rituais muito complexos para permitir a ida ao Além, e me pareceu que esses três vinhos poderiam ter esse propósito, por estarem tão perto do faraó defunto”, afirma.

Durante o reinado de Tutancâmon, a teologia egípcia fundiu o deus solar Ra com Osíris, divindade dos mortos e da ressurreição. O faraó era considerado divino já em vida. Mas, para conseguir ressuscitar após a morte, ele tinha de incorporar Osíris.

Para Guasch Jané, essa é a chave do mistério. Os vinhos do leste e do oeste (respectivamente um branco e um tinto) simbolizam o trajeto do deus-Sol Ra pelo céu: vermelho-escuro no poente e claro ao amanhecer.

Mais importante ainda é a bebida do sul. Em egípcio, ela é designada por uma palavra especial, “shedeh”, que não é o mesmo termo usado para um vinho comum (“irep”) e designa uma bebida muito apreciada e refinada.

Textos egípcios mencionam que o “shedeh” era filtrado e aquecido. “É algo que se vê ainda hoje em vinhos para usos religiosos, como no judaísmo”, diz Alexandra Corvo, da escola Ciclo das Vinhas. Segundo ela, o processo deixaria o vinho com menos álcool e mais adocicado.

Pois bem: era a partir da região sul do céu que, segundo a mitologia egípcia, o faraó, unido a Osíris, navegava antes da aurora. Se a interpretação estiver certa, o “shedeh” estava ali para fortalecer o rei na parte mais importante de sua jornada para se unir aos deuses do Egito.

Retirado de “Vinhos enterrados com Tutancâmon serviam para levá-lo aos deuses”. Disponível em < http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/999343-vinhos-enterrados-com-tutancamon-serviam-para-leva-lo-aos-deuses.shtml >. Acesso em 01/11/2011.