A busca por “espaços vazios” na Grande Pirâmide do Egito continua

Por Márcia Jamille Costa | @MJamille | Instagram

Em 2017 a revista Nature anunciou que físicos descobriram um espaço vazio dentro da Grande Pirâmide de Gizé. De acordo com a matéria, esse espaço foi encontrado através da detecção de múons. A Grande Pirâmide foi o túmulo do faraó Khufu (Queóps), que reinou durante a IV Dinastia (há cerca de 4500 anos) e foi feita com pedra calcária e granito.

Porém, ao contrário do que foi dito pela Nature, muitos veículos de imprensa anunciaram erroneamente que este achado se tratava de uma “câmara oculta”, dando a impressão de que novas salas teriam sido encontradas dentro da tumba. A Grande Pirâmide já possui câmaras identificadas, são elas a “Câmara da Rainha”, a “Câmara do Rei” e as “câmaras de descarga” ou “câmaras de alívio”.  Mas este espaço vazio anunciado em 2017 poderia ser uma série de coisas, inclusive, na pior das hipóteses, uma rachadura na estrutura do edifício. 

A controvérsia diante do anúncio da descoberta de “espaços vazios” na Grande Pirâmide

E agora em 2020 um grupo de pesquisadores japoneses da Universidade de Kyushu planejam realizar novamente a pesquisa com múons para tentar entender o que é este espaço vazio. “A cavidade descoberta anteriormente é muito grande do ponto de vista arqueológico”, disse Sakuji Yoshimura, que lidera o projeto de pesquisa geral envolvendo outras universidades. “Estamos muito interessados ​​em verificar as descobertas.”

Pirâmide de Khufu. Foto: Nina Aldin Thune via Wikimedia Commons.

Espera-se que os resultados dessas pesquisas sejam divulgados por volta do final do ano.

Fonte:

Team to re-scan Great Pyramid of Giza to pinpoint hidden chamber. Disponível em <http://www.asahi.com/ajw/articles/AJ202001110001.html>, acesso em 13 de Janeiro de 2020.

Egito está se preparando para inauguração do maior museu de antiguidades do mundo

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

Uma das vistas mais emblemáticas do platô de Gizé, onde está a Grande Pirâmide do Egito, é um edifício onde se encontra aquele que será o maior museu do mundo dedicado a uma única civilização: o Grande Museu Egípcio. 

Foto: Dana Smillie

A ideia da criação do Grande Museu Egípcio surgiu como uma tentativa de se criar um museu modelo e aliviar as várias reservas técnicas espalhadas pelo país, que estavam abarrotadas de artefatos arqueológicos.

Depois de anos de construção e incidentes — como um incêndio ocorrido em 2018 —, o sonho da inauguração oficial está cada vez mais próximo.   

O Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito anunciou ontem que foram finalizados mais de 90% do Grande Museu Egípcio e que ele deve ser inaugurado no último trimestre deste ano de 2020 (a expectativa é que seja em novembro).

Foto: Dana Smillie

Vários artefatos de grande valor simbólico e histórico já foram transferidos para o Grande Museu, tais como todos os artefatos relacionados ao faraó Tutankhamon e os “recentemente” descobertos 30 ataúdes de madeira encontrados na vila de Al-Assasif (próxima da cidade de Luxor).

Ele também contará como um museu infantil, um centro de artesanato, um espaço dedicado aos Barcos Solares, dentre outras coisas.

Fonte:

90 percent of GEM work is finished. Disponível em < https://www.egypttoday.com/Article/4/79339/90-percent-of-GEM-work-is-finished >, Acesso em 06 de janeiro de 2020.   

A princesa Ahmanet de “A Múmia” existiu?

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

Em 2017 estreou um filme chamado “A Múmia”, que caso você não seja muito antenado no mundo do cinema, faz parte de uma franquia quase centenária. Franquia esta que se apoia em um enredo em que múmias egípcias, por algum acidente ou acaso do destino, acabam sendo trazidas de volta à vida e caminham por aí espalhando o mal ou a destruição.

O primeiro filme “A Múmia” foi lançado 1932 estrelando Boris Karloff e Zita Johann. Nele o sacerdote Imhotep, por meio de um encantamento, acaba sendo trazido de volta a vida e descobre que seu amor do Egito Antigo reencarnou. Nas décadas seguintes a Universal Studios lançou vários filmes usando parte dessa premissa. Dois dos mais famosos é o “A Múmia” de 1999 e “O Retorno da Múmia” de 2001. Neles vemos a reutilização de parte da história e do nome do personagem Imhotep. 

A franquia então ficou no congelador por um tempo até que foi anunciado o novo filme. A proposta era que esse novo “A Múmia” seria a porta de entrada para o Dark Universe; inspirado nas franquias de super-heróis, esperava-se que fosse criado um universo de monstros clássicos da Universal Studios. O filme porém não agradou e o sonho da Dark Universe parece ter descido pelo ralo. 

Nele, temos a personagem Ahmanet interpretada pela Sofia Boutella. Trata-se de uma princesa egípcia que após cometer assassinato é punida sendo enterrada viva. Milênios depois seu sarcófago é encontrado por um uma dupla de soldados que fazem bico como caçadores de tesouros (ou seja são corruptos, por que caça tesouros, nesse caso artefatos arqueológicos, em alguns países é crime). 

E já que falei anteriormente de Imhotep: o nome dele é inspirado em uma personalidade do Egito Antigo e que ao contrário do filme, onde ele é um sacerdote, na vida real ele foi um arquiteto. Mas e a princesa Ahmanet? Ela  foi inspirada em alguém que existiu?

A resposta é não. Em termos de egiptologia não conhecemos ninguém que tenha tido um destino parecido com o dela, mas seu nome provavelmente foi inspirado no da deusa Amonet, que era uma contraparte do Deus Amon, uma das divindades principais do panteão egípcio. Por acaso cheguei a falar sobre Amonet em um vídeo lá do canal, já que ela faz uma pontinha na série Penny Dreadful.

Sarcófagos de mulheres são encontrados em cemitério do Egito

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

Uma missão coordenada pelo Instituto Francês de Arqueologia Oriental e pela Universidade de Estrasburgo descobriu três ataúdes de madeira no pátio do túmulo de uma pessoa chamada Padiaménopé[1] (TT 33), em Tebas.

Estes caixões são datados da 18ª Dinastia, Novo Império, e estão em um ótimo estado de conservação.

Um deles pertence a uma mulher chamada Ti e mede 1,95 m, o outro pertence a uma mulher chamada Rau e possui 1,90 m. Já o terceiro caixão o sexo do seu dono ainda não foi esclarecido para a imprensa, mas possui 1,80 m.

Como é de se esperar, todos os caixões possuem ilustrações com motivos religiosos e embora sejam desenhos simples, possuem cores vibrantes.

Não foram dadas informações sobre qual será o destino destes ataúdes, se irão permanecer em um armazém ou irão compor a exposição de algum museu. Igualmente não foi dito se eles guardam alguma múmia.


[1] O seu sexo e época em que viveu não foram apontados.

Fonte:

French Archaeologists Unearth Ancient Egyptian Wooden Coffins. Disponível em < http://luxortimes.com/2019/11/french-archaeologists-unearth-ancient-egyptian-wooden-coffins/ >. Acesso em 27 de novembro de 2019.

Antigos túmulos são abertos para visitas turísticas no Egito

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

O Ministério das Antiguidades do Egito abriu para visitação na segunda-feira passada duas tumbas na área arqueológica de Gizé, onde se encontram as Grandes Pirâmides do Egito. Estas sepulturas pertencem, cada uma, a um homem chamado Qar e a outra a Idu. Elas estavam em um processo de restauro e com os trabalhos concluídos podem agora receber turistas[1].

O diretor da área arqueológica das pirâmides, Ashraf Mohie-Eldin, disse que a restauração no túmulo de Qar, por exemplo, incluía limpeza, fortalecimento do teto e o restauro das paredes do salão principal. Esculpido em rocha, o sepulcro remonta à 6ª Dinastia, mais especificamente o reinado do rei Pepi I. Os títulos de Qar incluíam “diretor das cidades das pirâmides de Khufu e Menkaura”, “inspetor dos sacerdotes wab da pirâmide de Khafren” e “diretor da pirâmide de Pepi I Meryre”[1].

A tumba de Idu, que era filho de Qar, também foi submetida a limpeza e o telhado foi reforçado. Igualmente ao do pai, a sua sepultura foi esculpida em rocha e é da época de Pepi I. Os títulos de Idu incluíam “o escriba dos documentos reais na presença do rei”, “inquilino da pirâmide de Pepi I Meryre” e “inspetor dos sacerdotes wab das pirâmides de Khufu e Khafren” [1].

O que ocorrerá agora:

Com as tumbas de Qar e Idu liberadas para os turistas, o governo egípcio fechou agora as de Seshem-Nefer IV e Khufukhaf I. O intuito é também realizar trabalhos de restauros e futuramente abri-los para visitas[2].

Seshem-Nefer IV possuía os títulos de “superintendente dos dois assentos da Casa da Vida” e de “guardião dos segredos do rei”. Sua tumba é a maior de Gizé e contém cenas funerárias, de caçadas e de oferendas, além de uma descrição da vida cotidiana de Seshem-Nefer [2].

Já Khufukhaf era um sacerdote que viveu durante a 4ª Dinastia. Sua tumba é uma mastaba dupla cuja uma das capelas é dedicada à sua esposa (cujo nome não foi anunciado no comunicado da imprensa) e a outra a si mesmo. A única parte decorada do vestíbulo é a parede ocidental a partir da qual um corredor leva à câmara principal[2].

Fontes:

[1] Photos: Egypt opens Old Kingdom tombs Idu, Qar for visitation. Disponível em < https://www.egyptindependent.com/photos-egypt-opens-old-kingdom-tombs-idu-qar-for-visitation/ >. Acesso em 20 de novembro de 2019.

[2] Giza tombs of Qar and son Idu open after restoration. Disponível em < http://english.ahram.org.eg/NewsContent/9/40/356136/Heritage/Ancient-Egypt/Giza-tombs-of-Qar-and-son-Idu-open-after-restorati.aspx >. Acesso em 20 de novembro de 2019.

Os egípcios antigos acreditavam em demônios?

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

O medo de grandes forças ocultas acompanha a humanidade desde os primórdios. Nem precisamos olhar com atenção para trás para observar representações do mal como criaturas que abitam o plano espiritual. Cada cultura ao redor do globo criou uma personificação dos seus temores e paranoias e com os antigos egípcios não poderia ser diferente.

Recentemente anunciei em meu Twitter que estou me empenhando na pesquisa das representações de seres malignos no Egito Antigo. Porém, ao contrário do que muitos devem imaginar, eles não são demônios, ao menos não no sentido católico. A palavra “demônio” vem do latim “daemon“, que por sua vez vem do grego “daímôn“, cujo significado, no que diz respeito a definição de Platão, seria “ser intermediário”. Porém, ao longo dos séculos a sua essência mudou, a exemplo da tradição cristã, que transforma os demônios na contraparte dos anjos.

Assim sendo, a adoção do termo “demônio” para entidades do mal no Egito Antigo, ao menos no sentido grego, não seria errada. Entretanto, o Brasil, apesar de ser um país laico, tem raízes bastante católicas. Desta forma, para evitar desvirtuar do que de fato eles eram, é mais válido chamar tais entidades de “espíritos malignos” (e benignos), do que de “demônios”.

Como eles eram?

Não sabemos muito sobre aparência e nomes de espíritos malignos egípcios. Mas sabemos, por exemplo, que existia um chamado “Sehaqeq” que é este menininho da imagem. Ele causava fortes dores de cabeça em suas vítimas.

Em uma fórmula mágica entoada para afastar doenças de crianças, temos a dica das características de outro destes seres: “Sai visitante das trevas, que te arrastas com o nariz e o rosto atrás da cabeça, sem saber por que estais aqui” (STROUHAL, 2007, p 24).

Contudo, apesar de não termos muitas informações sobre estas entidades, podemos identificá-las em antigos textos egípcios: tanto entidades malignas, como enfermidades, usualmente eram mencionadas em textos grafados em vermelho.

Formas de afastá-los:

Bom, os egípcios adotaram uma série de medidas para tentar afastar estes espíritos malignos. Infelizmente não conhecemos todas, afinal, muito dos significados da materialidade egípcia está no campo da especulação. Mas, uma delas, aparentemente era uma máscara do deus Bés.

— Veja também: Antigos feitiços egípcios prometiam trazer a pessoa amada

Bés era uma divindade egípcia representada por um homem com nanismo fazendo uma careta. Sua função era proteger as crianças e mulheres (especialmente durante o parto), afastar os maus sonhos e os maus espíritos.

Conhecemos a existência de amuletos representando Bés, assim como máscaras com o seu rosto, como foi o caso de uma encontrada em uma estátua feminina. Esta estátua foi descoberta no pátio do Ramesseum (Luxor), durante o século 19. Na mesma época uma máscara propriamente dita — a qual alguns acreditam representar esta divindade ou sua esposa, Beset — foi descoberta em Kahun (imagem).

A finalidade destas máscaras é uma grande incógnita. Alguns acadêmicos acreditam que elas poderiam ser vestidas durante rituais mágicos para a invocação de espíritos protetores. Estes protetores resguardariam as mulheres e as crianças afastando delas os espíritos malignos.

Também existiram fórmulas mágicas e poções que entoadas acreditava-se que poderia proteger, por exemplo, uma criança:

“Fiz uma poção que a protege, uma poção com a erva venenosa de afat e alho, que é ruim para ti, com mel, que é doce para o vivo, mas amargo para o morto, com restos e entranhas de peixes e bestas e com espinhos de perca.” (STROUHAL, 2007, p 24)

E Apophis? Ele era um espírito maligno?

Esta é uma pergunta bastante frequente sempre que comento algo sobre as entidades malignas, afinal, Apophis é uma grande serpente que todas as noites tentava devorar o deus sol, Rá. De acordo com alguns dos principais pesquisadores do assunto, Apophis, que é a variação grega do nome egípcio Apep, não seria uma entidade maligna e muito menos uma divindade. A posição dele na mitologia egípcia ainda é meio confusa… Em verdade ainda temos muito o que aprender sobre o mundo religioso egípcio.

Gostou deste tema? Então saiba mais sobre ele assistindo a este vídeo:

Fontes:

CASTEL, Elisa. Gran Diccionario de Mitología Egipcia. Madrid: Aldebarán, 2001.
Demons (benevolent and malevolent); Rita Lucarelli; UCLA Encyclopedia of Egyptology
STROUHAL, Eugen. A vida no Antigo Egito (Tradução de Iara Freiberg, Francisco Manhães, Marcelo Neves). Barcelona: Folio, 2007.

Cidades brasileiras receberão exposição sobre o Egito Antigo

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Desde 12 de outubro (2019) o Egito Antigo voltou a fazer parte do cotidiano dos cariocas. Isto está ocorrendo graças a exposição “Egito Antigo: do cotidiano à eternidade” que está exibindo 140 peças advindas do Museu Egípcio de Turim, Itália. Dentre os artefatos inclusos estão papiros, amuletos, esculturas e até mesmo reconstruções em 3D de alguns monumentos. Ela está ocorrendo no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) do Rio de Janeiro e a entrada é franca.

A mostra comemora os 30 anos do CCBB-RJ e passará ainda por São Paulo, Brasília e Belo Horizonte. Ela foi dividida entre vida cotidiana, religião e eternidade e possui espaços para brincadeiras e fotografias.

Informações gerais:

De 12 de outubro a 27 de janeiro

CCBB Rio de Janeiro, Rua Primeiro de Março, 66, Centro

Datas paras as outras cidades:

CCBB São Paulo: 19/02/2020 a 11/05/2020

CCBB Distrito Federal: 02/06/2020 a 30/08/2020

CCBB Belo Horizonte: 16/09/2020 a 23/11/2020

Site oficial da exposição: http://culturabancodobrasil.com.br/portal/egito-antigo-do-cotidiano-a-eternidade/

Halloween em Overwatch traz Ana como uma múmia

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

O Halloween está chegando e embora o Brasil não comemore esta festividade vários estabelecimentos comerciais estão enfeitados durante esta época. É neste período também que vemos vários youtubers preparando vídeos temáticos, canais de TV colocando em sua grade de programação filmes de suspense e horror e jogos online atualizando seus cenários e skins (visual) dos personagens. A ideia é deixar o público no clima do Dia das Bruxas.

Dentre os jogos online que estão curtindo este período está Overwatch, game que foi lançado em 2016 pela Blizzard e que desde então vem arrecadando vários fãs ao redor do mundo. Até alguns dos mapas do jogo foram enfeitados para entrar na brincadeira. Um deles é “Hollywood”, cujo cinema e a área de estúdio de gravações conta com a presença de abóboras assustadoras, teias de aranha, morcegos e outros detalhes arrepiantes.

Já entre as skins temos homenagens a monstros clássicos como vampiros, a noiva de Frankenstein e a múmia. Esta última trata-se da nova skin da personagem Ana, uma sniper egípcia. Ana é a mãe da Pharah, personagem a qual já ganhou um post aqui no Arqueologia Egípcia. Vejam que beleza esta skin a qual a Blizzard apelidou de “Faraó”:

Skin “Faraó” da Ana.

Como sempre a Blizzard não poupa nos detalhes: No peito da Ana está um escaravelho alado (símbolo da ressurreição) e a sua arma ostenta a cabeça de uma naja, usualmente utilizadas como símbolo de proteção da realeza egípcia.

Até a granada biótica (parte inferior da imagem abaixo) foi enfeitada com o tema egípcio e fica uma curiosidade aqui: a granada biótica é basicamente um recipiente com um líquido que pode tanto retirar como renovar a vida dos oponentes. E aqui ela está com uma imagem de um escaravelho, que como falei anteriormente é um simbolo de renascimento, assim como hieróglifos que representam a água. Ótima sacada Blizzard!

Mais detalhes da skin:

E mais detalhes da arma:

Para conseguir obter esta skin é necessário que o jogador use 3.000 coins (créditos do jogo) ou a encontre nas caixas de itens que o jogador venha a ganhar (ou comprar) ao longo do evento de Halloween.

Outro item temático é o spray da Ana como múmia:

Eu sou jogadora de Overwatch, mas até o momento não consegui nem o spray e muito menos a skin Faraó… Mas, eu e os demais jogadores temos até o dia 04 de novembro (2019) para conseguir. 🎃

Entrevista com Zahi Hawass: múmia de Tutankhamon passará por uma nova tomografia

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

No mês passado (setembro/2019), entrevistei o maior nome da arqueologia egípcia da contemporaneidade: o professor Zahi Hawass. Ele ficou famoso por ter recebido plena atenção da mídia para a importância da devolução de artefatos arqueológicos — que estavam em museus e coleções particulares estrangeiras — para o seu país original.

Contudo, o Hawass não desejava repatriar todas as peças retiradas do Egito, somente aquelas que saíram do país após a década de 1970 e aquelas que possuem algum significado especial para a história da arqueologia egípcia, tais como a Pedra de Roseta ou o busto da Rainha Nefertiti.

Outro detalhe importante sobre o Hawass é que ele já foi diretor do Supremo Conselho de Antiguidades do Egito.

Porém, sua carreira é destacada também por uma série de polêmicas, uma delas foi seu reality show para a History Channel, “Chasing Mummies”, que aqui no Brasil recebeu o título “Caçador de Múmias”. Ela foi amplamente criticada tanto por arqueólogos, como pelo público. Outra grande polêmica foi sua linha de roupas, cujas fotografias foram tiradas ao lado de artefatos egípcios. A questão é que alguns egiptólogos acusavam o Hawass de usar sua posição para furar a fila na burocracia para tirar fotos dos referidos artefatos, fotos estas que eram para fins comerciais e não acadêmicos.

E ainda temos a chegada da Primavera Árabe no Egito, situação em que o Museu Egípcio do Cairo foi invadido na calada da noite. Na época o Hawass negou tal ocorrido e neste meio tempo foi declarado Ministro das Antiguidades — cargo este que foi criado às pressas para tentar aplacar a ira do público —, contudo, ele não ficou muito tempo nesta posição, já que com a queda do até então presidente Hosni Mubarak, Hawass foi exonerado.

E agora ele veio para o Brasil para dar uma palestra sobre o faraó Tutankhamon e prestigiar a abertura do museu Rei Menino de Ouro: Tutankhamon. Entretanto, antes da abertura deste museu ele disponibilizou uma coletiva de imprensa e o site Arqueologia Egípcia estava presente. Confira abaixo e saiba sobre as novidades que ele trouxe para nós, dentre elas, sobre Tutankhamon:

A ida do AE para a coletiva só foi possível graças as pessoas que participaram de nossa campanha online e ajudaram a pagar as principais despesas da viagem. Então, fica aqui registrado meu agradecimento.