Entrevista com Zahi Hawass: múmia de Tutankhamon passará por uma nova tomografia

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

No mês passado (setembro/2019), entrevistei o maior nome da arqueologia egípcia da contemporaneidade: o professor Zahi Hawass. Ele ficou famoso por ter recebido plena atenção da mídia para a importância da devolução de artefatos arqueológicos — que estavam em museus e coleções particulares estrangeiras — para o seu país original.

Contudo, o Hawass não desejava repatriar todas as peças retiradas do Egito, somente aquelas que saíram do país após a década de 1970 e aquelas que possuem algum significado especial para a história da arqueologia egípcia, tais como a Pedra de Roseta ou o busto da Rainha Nefertiti.

Outro detalhe importante sobre o Hawass é que ele já foi diretor do Supremo Conselho de Antiguidades do Egito.

Porém, sua carreira é destacada também por uma série de polêmicas, uma delas foi seu reality show para a History Channel, “Chasing Mummies”, que aqui no Brasil recebeu o título “Caçador de Múmias”. Ela foi amplamente criticada tanto por arqueólogos, como pelo público. Outra grande polêmica foi sua linha de roupas, cujas fotografias foram tiradas ao lado de artefatos egípcios. A questão é que alguns egiptólogos acusavam o Hawass de usar sua posição para furar a fila na burocracia para tirar fotos dos referidos artefatos, fotos estas que eram para fins comerciais e não acadêmicos.

E ainda temos a chegada da Primavera Árabe no Egito, situação em que o Museu Egípcio do Cairo foi invadido na calada da noite. Na época o Hawass negou tal ocorrido e neste meio tempo foi declarado Ministro das Antiguidades — cargo este que foi criado às pressas para tentar aplacar a ira do público —, contudo, ele não ficou muito tempo nesta posição, já que com a queda do até então presidente Hosni Mubarak, Hawass foi exonerado.

E agora ele veio para o Brasil para dar uma palestra sobre o faraó Tutankhamon e prestigiar a abertura do museu Rei Menino de Ouro: Tutankhamon. Entretanto, antes da abertura deste museu ele disponibilizou uma coletiva de imprensa e o site Arqueologia Egípcia estava presente. Confira abaixo e saiba sobre as novidades que ele trouxe para nós, dentre elas, sobre Tutankhamon:

A ida do AE para a coletiva só foi possível graças as pessoas que participaram de nossa campanha online e ajudaram a pagar as principais despesas da viagem. Então, fica aqui registrado meu agradecimento.

Descubra o que o Egito Antigo e Game of Thrones têm em comum

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Game of Thrones trata-se de uma série produzida pelo canal HBO e que é uma adaptação para TV de uma franquia de livros intitulados “As Crônicas de Gelo e Fogo”. Seu enredo está envolto de várias questões e uma delas é que está ocorrendo uma guerra civil dinástica entre várias famílias poderosas, que estão lutando pelo controle dos Sete Reinos ou de ao menos uma parte dele.

Entretanto, o que tem a ver Game of Thrones com o Egito Antigo? Pois bem, e se eu disser para vocês que no Egito ocorreu algo parecido — guerras civis dinásticas — não uma, mas três vezes? Isso se passou durante os chamados “Períodos Intermediários”.

A história da época dos faraós é dividida por nós acadêmicos em grandes conjuntos de períodos dinásticos:  Período Tinita, Antigo Reino, Primeiro Período Intermediário, Médio Reino, Segundo Período Intermediário, Novo Império, Terceiro Período Intermediário, Baixa Época e Período Grego.

E cada um destes grandes períodos eram divididos em várias dinastias, que por sua vez são separadas pelos egiptólogos por famílias ou associações políticas. A estrutura básica destas dinastias foi sugerida pela primeira vez por um estudioso chamado Manetho. Ele era um sacerdote nascido no Egito no século III antes da Era Cristã. A lista dele é complementada e corrigida até hoje pelos egiptólogos.

E esses citados “períodos intermediários” aconteceram três vezes na história do país graças ao enfraquecimento do poder central — causado por diversos motivos indo desde grande corrupção, desentendimentos dentro da família real e crises econômicas —.

Durante os “Períodos Intermediários” a soberania territorial dos faraós foi fragmentada.

Então, este enfraquecimento favoreceu a ascensão de poderes locais que certamente estavam mais organizados tanto politicamente como militarmente. Talvez alguns fãs de Game of Thrones já conseguiram realizar algumas associações: Na série quando ocorre um certo acontecimento no final da 1ª Temporada, o caos político é desencadeado, o que leva algumas famílias locais a cobiçar o Trono de Ferro e consequentemente o poder central é enfraquecido.

O Primeiro Período Intermediário:

O Antigo Reino, que é aquela época em que foi construída a Grande Pirâmide, tem fim com a fragmentação do poder dos reis no norte do país, onde ficava justamente a sua capital, Memphis. Foi assim que teve início o Primeiro Período Intermediário.

Ele é composto pela 7ª, 8ª, 9ª e 10ª Dinastia, onde Memphis, Herakleopolis e Tebas assumem o poder.

O Segundo Período Intermediário:

No Segundo Período Intermediário novamente a integridade territorial do país e perdida, mas, ao contrário do Primeiro Período Intermediário, aqui temos a presença de estrangeiros tomando o poder. Eles eram os hicsos, que se estabeleceram em Avaris.

Temos a 13ª, 14ª, 15ª, 16ª e 17ª Dinastia, sem contar a Dinastia de Abidos. As principais cidades envolvidas são Aváris e Tebas.

O Terceiro Período Intermediário:

Com o fim do Novo Império temos a chegada do Terceiro Período Intermediário. E mais uma vez vemos a ascensão de diferentes dinastias paralelas que reinam em Tânis, Leontópolis e Sais. Para variar também ocorre a invasão kushita. Estes governos estão espalhados pela 21ª, 22ª, 23ª, 24ª e 25ª Dinastia.

Quer saber mais? Assista ao nosso vídeo:

Fontes:

ASTON, D. A. Third Intermediate Period, overview. In: BARD, Kathryn. Encyclopedia of the Archaeology of Ancient Egypt. London: Routledge, 1999.

NAUNTON, Christopher. Libyans and Nubians. In: LLOYD, Alan, B (Ed). A Companion to Ancient Egypt. England: Blackwell Publishing, 2010.

DESPLANCQUES, Sophie. Egito Antigo (Tradução de Paulo Neves). Porto alegre: L&PM, 2011.

GRIMAL, Nicolas. História do Egito Antigo (Tradução Elza Marques Lisboa de Freitas. Revisão Técnica Manoel Barros de Motta). Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2012.

Objetos perdidos de Tutankhamon são encontrados

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

A arqueologia é uma ciência cheia de surpresas, em especial graças aos momentos e lugares inusitados em que podem ocorrer descobertas arqueológicas. E foi isto o que ocorreu há algumas semanas no Museu de Luxor: em seu depósito foi encontrada uma misteriosa caixa e dentro dela estavam partes de um dos artefatos encontrados na KV-62, tumba do faraó Tutankhamon. A tumba deste rei foi descoberta em 1922 praticamente intacta e em seu interior foram encontrados mais de 5.300 objetos.

Foto: Museu de Luxor.

Quem encontrou a caixa foi o diretor de arqueologia e comunicação do museu, Mohamed Atwa. Em um comunicado à imprensa ele relatou o seu susto e a emoção de ter a encontrado:

“É a descoberta mais empolgante da minha carreira. É incrível que depois de todos esses anos ainda temos novas descobertas e novos segredos para este rei dourado, Tutankhamon.”

— Saiba mais: Importantes descobertas de embarcações em tumbas egípcias

Ele ainda explicou que encontrou a caixa enquanto estava separando alguns artefatos pertencentes a Tutankhamon e que seriam enviados para o Grande Museu Egípcio. O qual, espera-se, seja inaugurado ano que vem.

Foto: Museu de Luxor.

Dentre os objetos dentro da caixa estava um mastro de madeira, um conjunto de cordinhas e uma cabeça de madeira em miniatura coberta por folhas de ouro. Veja o vídeo abaixo para conhecer mais sobre este artefato e para entender os motivos que levaram os egípcios antigos a colocar embarcações dentro de tumbas:

Outra curiosidade é que estes objetos estavam embrulhados dentro de um jornal datado do dia 5 de novembro de 1933, um domingo. Porém, o museu deu a caixa como desaparecida desde 1973.

As embarcações eram extremamente importantes para os antigos egípcios, tão importantes que eram representadas em tumbas em forma de maquetes ou pinturas parietais. Até o deus sol Rá utilizava uma embarcação para cruzar o céu. Então confira a imagem colecionável “A Barca Solar de Quéops” da Coleções DelPrado. Comprando através do nosso link o Arqueologia Egípcia ganha uma comissão. Clique aqui para adquirir a sua ou aqui para ver mais colecionáveis.

Fontes:
This Miniature Boat Was Meant for King Tut’s Fishing Trips in the Afterlife
https://www.livescience.com/64922-lost-king-tut-boat-found.html

Encuentran en el Museo de Luxor una caja con objetos perdidos de la tumba de Tutankamón
https://www.abc.es/cultura/abci-encuentran-museo-luxor-caja-objetos-perdidos-tumba-tutankamon-201903071347_noticia_amp.html?__twitter_impression=true

Grande esfinge de faraó é encontrada no Sul do Egito

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

Uma missão sueco-egípcia sob a coordenação da Universidade de Lund realizou a descoberta de uma oficina de esculturas de arenito datada do Novo Império. Este sítio arqueológico está localizado nas pedreiras de Gebel El-Silsila, Aswan; onde as escavações revelaram que ela também funcionava como o lar dos trabalhadores das pedreiras (juntamente com suas famílias)[1][2][3].

Foto: Gebel El-Silsila Project (2019)

Dentre os artefatos encontrados no local está uma grande crioesfinge, que em termos simples é uma esfinge com cabeça de carneiro, um dos símbolos do deus Amon, padroeiro da cidade de Tebas. Ela foi esculpida em um bloco de arenito pesando possivelmente 10 toneladas [3] e possui cerca de 3,5 metros de altura, 5 metros de comprimento e 1,5 de largura. Provavelmente é datada do reinado de Amenhotep III (Novo Império). Não se sabe exatamente os motivos para a crioesfinge ter sido abandonada na pedreira. Uma das sugestões é a de que ela acabou sendo quebrada durante o seu transporte, a outra, e a mais provável, é a de que Amenhotep III teria morrido antes dela ter sido concluída e que por isto não existia motivos para finalizá-la[1][2][3].

Foto: Gebel El-Silsila Project (2019)

Foto: Gebel El-Silsila Project (2019)

Na base da estátua, a equipe encontrou uma escultura quebrada de uma cobra uraeus, símbolo da realeza. No local também foi encontrada uma pequena esfinge a qual acredita-se que tenha sido feita por um aprendiz que estava pondo em prática o que estava aprendendo. “Encontrar uma peça de prática em menor escala, esculpida por um aprendiz, juntamente com a esfinge em grande escala, é igualmente excepcional“, diz Maria Nilsson, uma das líderes da missão[1].

Foto: Gebel El-Silsila Project (2019)

Também foram descobertos vários fragmentos de hieróglifos provenientes de um naos (pequeno templo em formato retangular) nominado a Amenhotep III. Assim como restos tanto de uma escultura de um falcão, como de um obelisco [1][2][3].

Foto: Gebel El-Silsila Project (2019)

A descoberta foi documentada por uma equipe de filmagem da National Geographic e aparece no episódio 5 da série “The Lost Treasures of Egypt”. Imagens da descoberta também serão mostradas no programa “Secrets of Egypt’s Valley of the Kings”, no Canal 4, no Reino Unido, em março [3].

No Egito Antigo a elaboração de grandes esculturas era um trabalho feito em conjunto onde cada pessoa ficava responsável por cada detalhe. Você gostaria de ter uma lembrança disto em sua estante? Então confira a imagem colecionável “Execução de uma escultura real” da Coleções DelPrado. Comprando através do nosso link o Arqueologia Egípcia ganha uma comissão. Clique aqui para adquirir a sua.

Fontes:

[1] New Kingdom workshop discovered in Egypt’s Gebel El-Silsila. Disponível em < http://english.ahram.org.eg/NewsContent/9/40/326232/Heritage/Ancient-Egypt/New-Kingdom-workshop-discovered-in-Egypts-Gebel-El.aspx >. Acesso em 28 de fevereiro de 2019.

[2] Descubierta una esfinge inacabada con cabeza de carnero y otras piezas egipcias. Disponível em < https://www.nationalgeographic.com.es/historia/actualidad/descubierta-esfinge-inacabada-cabeza-carnero-y-otras-piezas-egipcias_13943/1 >. Acesso em 28 de fevereiro de 2019.

[3] Ram-Headed Sphinx Abandoned by King Tut’s Grandfather Found in Egypt. Disponível em < https://www.livescience.com/64870-ram-headed-sphinx-egypt.html >. Acesso em 03 de março de 2019.

Dois artefatos arqueológicos exclusivos são expostos no Museu do Cairo

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Uma máscara mortuária dourada e uma estela pintada são os dois artefatos arqueológicos que agora fazem parte da exposição do Museu Egípcio do Cairo. A máscara outrora pertencia a um homem egípcio que vive na França e que a doou ao museu, onde foi restaurada. A procedência anterior do artefato não foi informada e nem o seu período, mas pela fotografia o que é possível sugerir é que ela é feita em madeira com um revestimento em ouro.

A segunda peça é uma estela funerária. Ela foi descoberta em 1915 pela missão do Museu Metropolitano de Artes na necrópole de Assasif, na margem ocidental de Luxor. Ela é datada do Médio Reino e trás quatro figuras: duas mulheres e dois homens.

A exposição destes dois artefatos faz parte de um projeto do museu em trazer novidades a sua exposição, que está sendo amplamente impactada pela transferência de vários artefatos para o Grande Museu Egípcio (veja o vídeo).

Fonte:
Two exclusive pieces displayed at Egyptian Museum this week. Disponível em < https://ww.egyptindependent.com/two-exclusive-pieces-displayed-at-egyptian-museum-this-week/ >. Acesso em 27 de fevereiro de 2019.

Hawass e Cleópatra: a notícia era uma mentira!

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Em janeiro saiu uma matéria anunciando que o arqueólogo Zahi Hawass estava prestes a encontrar a tumba da rainha Cleópatra VII. Inclusive esta notícia foi veiculada aqui no Arqueologia Egípcia. De acordo com a fonte o arqueólogo teria dito durante uma conferência na Universidade de Palermo (Itália) que “Espero encontrar em breve o túmulo de Antônio e Cleópatra. Eu acredito que eles estão enterrados no mesmo túmulo”. O local de sepultamento seria Taposiris Magna.

Zahi Hawass e Kathleen Martinez

Entretanto, de acordo com o próprio Hawass, esta notícia é falsa. Veja o vídeo para saber sobre o desdobramento desta história:

Zahi Hawass: “Espero encontrar em breve o túmulo de Antônio e Cleópatra”

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O arqueólogo Zahi Hawass falou este mês, durante uma conferência na Universidade de Palermo (Sicília), que ele está próximo de encontrar a tumba da rainha Cleópatra VII e seu companheiro, Marco Antônio, que viveram durante o Período Ptolomaico. “Espero encontrar em breve o túmulo de Antônio e Cleópatra. Eu acredito que eles estão enterrados no mesmo túmulo”, disse em relação a trabalhos de escavações que está realizando em Taposiris Magna, quase 30 quilômetros de Alexandria [1]. Contudo, até o mês passado (dezembro de 2018), Hawass apontava estar responsável somente por duas escavações no Vale dos Reis[2]. Nesta missão arqueológica domínico-egípcia, de acordo com a National Geographic, ele seria um supervisor [3].

Zahi Hawass

De acordo com o mito, Cleópatra VII, a emblemática última rainha do Egito, teria se suicidado com a picada de uma cobra venenosa, após a sua derrota contra o Império Romano. O suicídio seria sua saída para evitar que fosse humilhada delas ruas de Roma.

Cleópatra VII. Museu de Berlim.

Em suas declarações Hawass não dá muitos detalhes sobre como tem tanta certeza de onde está a tumba, mas esclarece que o nome de Cleópatra foi encontrado diversas vezes. “Eu acho que encontrei. Estou no caminho certo. Tenho grandes esperanças de encontrá-la em breve. O lugar preciso, nos deu no decorrer das investigações muitos elementos que indubitavelmente nos levam ao túmulo da figura histórica de Cleópatra. Por causa disso, agora sabemos exatamente onde devemos cavar”[4].

Zahi Hawass no centro. Foto: Kathleen Martinez (Twitter).

Porém, existe uma complicação: os hipogeus (tumbas subterrâneas) utilizados durante o Período Ptolomaico estão atualmente preenchidos pela água de um lago próximo. “Tudo está submerso, uma condição que não nos permite escavar bem. Portanto, a primeira coisa que temos que fazer é liberar a área da água, um trabalho que estamos organizando. Esta é a fase mais complexa. Mas o objetivo é confrontá-lo em breve para continuar depois com a investigação e as escavações”[4]. Apesar do Hawass sugerir esvaziar o sítio, se ele utilizasse métodos da Arqueologia Subaquática seria possível sim realizar escavações sem precisar bombear a área. Isso até ajudaria na preservação da integridade de seja lá o que existe no interior desses hipogeus.

A teoria de que a tumba desta rainha egípcia estaria em Taposiris Magna foi sugerida há alguns anos pela arqueóloga dominicana Kathleen Martinez. Por 12 anos ela é a diretora dessa missão arqueológica domínico-egípcia. Por sua dedicação ganhou em dezembro de 2018 do governo de seu país uma placa de reconhecimento “por suas grandes contribuições para cultura universal e por ter colocado a República Dominicana no mapa mundial da comunidade intelectual”[5].

Kathleen Martinez

Suas pesquisas levaram a descoberta de mais de 800 peças arqueológicas que foram exibidas pela National Geographic nos mais importantes museus pelo mundo.

Corpo de estátua que se acredita ser do rei Ptolomeu IV, parente de Cleópatra VII. Foto: Crédito na imagem.

Fontes:

[1] Tomb of Antony and Cleopatra to be uncovered soon. Disponível em < http://www.egypttoday.com/Article/4/63389/Tomb-of-Antony-and-Cleopatra-to-be-uncovered-soon >. Acesso em 14 de janeiro de 2019.

[2] ‘Não sabemos o que foi perdido no Museu Nacional’, diz arqueólogo mais importante do Egito. Disponível em < https://oglobo.globo.com/sociedade/historia/nao-sabemos-que-foi-perdido-no-museu-nacional-diz-arqueologo-mais-importante-do-egito-23329918 >. Acesso em 16 de janeiro de 2019.

[3] Headless Egypt King Statue Found; Link to Cleopatra’s Tomb?. Disponível em < https://news.nationalgeographic.com/news/2010/05/100519-science-ancient-egypt-cleopatra-tomb-marc-antony/ >. Acesso em 16 de janeiro de 2019.

[4] Zahi Hawass: “He encontrado la tumba de Cleopatra”. Disponível em < https://www.abc.es/cultura/abci-zahi-hawass-encontrado-tumba-cleopatra-201901150154_noticia.html >. Acesso em 16 de janeiro de 2019.

[5] Miguel Vargas reconoce a arqueóloga dominicana Kathleen Martínez. Disponível em < https://www.elcaribe.com.do/2018/12/20/panorama/pais/miguel-vargas-reconoce-a-arqueologa-dominicana-kathleen-martinez/ >. Acesso em 16 de janeiro de 2019.

Como foi a Arqueologia no Egito em 2018

O Ministério das Antiguidades do Egito liberou uma lista com as principais conquistas no ramo da Arqueologia Egípcia no ano de 2018. Tais conquistas englobam tento descobertas arqueológicas, como projetos para a preservação do patrimônio egípcio [1]. Confira abaixo:

Descobertas arqueológicas notáveis:

1) Descoberta do túmulo de Hetpet, próximo às Pirâmides de Gizé.

2) Sepulturas familiares em Al Gharifa, na província de Minya.

3) Uma oficina de mumificação no sul da pirâmide de Unas, Saqqara.

4) Uma esfinge e pinturas parietais durante um projeto de redução de água subterrânea no templo de Kom Ombo.

5) Três túmulos em Luxor que pertencem ao Médio Reino. Essas tumbas foram reutilizadas mais tarde como um cemitério de gatos. Outras quatro tumbas, que pertencem ao Antigo Reino, também foram descobertas. Em Al Aasasif, ainda em Luxor, foram encontrados algumas tumbas.

Foto: Luxor Times

No ramo do restauro estão:

1) Restauração de três edifícios arqueológicos em Bab Al Wazir.

2) Trono do Príncipe Mami Al Siefi em Al Gammaliya.

De inaugurações temos:

1) A abertura do museu aberto para o obelisco Mataria.

2) Inauguração do Museu Arqueológico de Matrouh.

3) Santuário de Sidi Ali Zein Al Abidin em Al Saida Zeinab.

4) Museu dos Monumentos de Tal-Basta.

5) Inauguração do projeto de restauração da mesquita Al Azhar.

6) A parte sul da mesquita arqueológica SaadZaghloul na cidade de Rashid.

7) Mesquita Al Abasi em Port Said.

8) Inauguração do Museu Nacional Sohag.

9) Mesquita de Anga Hanem em Alexandria.

10) Mesquita de Ttndy na vila de Shali no oásis de Siwa.

11) Novas exibições sobre o casal Yuya e Thuya no aniversário do Museu Egípcio.

Em relação a exposições temporárias no exterior estão: 

1) Exposição temporária para monumentos islâmicos no Canadá.

2) Monumentos submersos em dois estados dos Estados Unidos da América.

3) Alguns dos monumentos de Tutankhamon em Los Angeles

4) Réplicas de monumentos na Itália.

5) Exposição intitulada “O ouro e os tesouros do Antigo Egito” no Principado de Mônaco por dois meses.

Foto: Ministry of Antiquities

E metas para 2019:

1) Abertura de um grupo de mesquitas monumentais em cooperação com o Ministério Awqaf e alguns monumentos em Darb Al Ahmar.

2) Restauração e manutenção de mosteiros em cooperação com a Igreja e conclusão do projeto do local monumental de Abu Mina.

3) Inauguração do Centro Zoar Abidos.

4) Reduzir a água subterrânea em Al Ozirion, em KomOmbo e em Koum Al Shokafa.

5) Abertura de três salões centrais para expor as múmias reais.

6) Continuação da restauração da pirâmide de Djoser.

7) Projeto de proteção e iluminação do banco ocidental em Luxor.

8) Restauração da sinagoga Eliyahu Hanavi em Alexandria.

9) Abertura de um museu em parceria com o setor privado em Hurghada.

10) Inauguração do Museu de Tanta

11) Inauguração do Museu dos Veículos Reais em Boulak

12) Abertura do palácio do Príncipe Joseph Kamal em Nagee Hamady.

13) Inauguração da primeira fábrica para réplicas de monumentos.

14) Abertura do quiosque El Gabalia no palácio de Mohamed Ali em Shobra.

15) Museu de Sharm El Sheikh (primeiro estágio).

16) Museu Kafr El Sheikh.

17) Palácio do Barão Empain (provisoriamente).

18) Museu Greco-Romano em Alexandria (provisoriamente).

19) Desenvolvimento da zona das pirâmides: O projeto está quase pronto. Um contrato foi assinado com a Orascom Investment Holding para fornecer e operar na zona.

Fonte:

Discover 2018’s Egyptian Archaeological Achievements. Disponível em < http://see.news/discover-2018s-egyptian-archaeological-achievements/ >. Acesso em 28 de dezembro de 2018.

Tumba com mais de 4400 anos é encontrada no Egito ainda com suas pinturas

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Fotos: Ministério das Antiguidades

Um dos últimos descobrimentos arqueológicos ocorridos no Egito em 2018 foi a de uma tumba que permaneceu fechada por quase 4.400 anos e que têm deixado as autoridades egípcias em polvorosa. A animação ficou refletida durante uma conferência feita para imprensa organizada exclusivamente para anunciar a descoberta. A tumba, que está localizada em Saqqara, pertenceu a um homem chamado Wahtye e que possuía os títulos de “sacerdote real da purificação”, “supervisor real” e “inspetor dos barcos sagrados”. Ele foi um empregado do rei Neferrirkare, que governou durante o Antigo Reino, na 5ª Dinastia.

Fotos: Ministério das Antiguidades

De acordo com Mostafa Waziri, secretário geral do Supremo Concelho de Antiguidades, “A cor está quase intacta apesar da tumba ter quase 4400 anos”. As paredes da galeria estão cobertas por pinturas em relevo, esculturas e inscrições. Tudo isto, apesar de ter se passado tantos milênios, está em um ótimo estado de conservação. As pinturas representam cenas da vida cotidiana e imagens de cunho funerário e religioso. Já as estátuas, que preenchem 18 nichos, representam o proprietário da sepultura e a sua família. Enquanto 26 nichos menores perto do chão possuem estátuas de uma pessoa (ainda não identificada) em pé ou sentada com as pernas cruzadas, como um escriba.

Tenha em casa: A Edições Del Prado, uma editora especializada em vendas de fascículos com imagens colecionáveis, possui uma coleção intitulada “Cenas do Egito Antigo”. Em uma delas são retratados personagens realizando a atividade descrita aqui: a pintura em parede.

Clique aqui para conferir a peça ou aqui para ver as demais cenas.

— Leia também: A “Lei da Frontalidade”: entendendo as pinturas egípcias

O local está sendo pesquisado por uma equipe de arqueólogos egípcios, os quais encontraram cinco poços em seu interior. Um deles já foi aberto, mas nada foi encontrado, mas existe uma certa esperança de que os demais possam conter alguma coisa, quem sabe até o ataúde do dono da tumba.

Fonte:

Untouched 4,400-year-old tomb discovered at Saqqara, Egypt. Disponível em < https://www.nationalgeographic.com/culture/2018/12/relief-statues-discovered-priest-royal-purification-tomb-saqqara-pyramid-egypt/ >. Acesso em 15 de dezembro de 2018.

Arqueologia no YouTube NextUp 2018

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

Caros seguidores, o canal Arqueologia Egípcia é um dos ganhadores do Youtube NextUp 2018. O NextUp é uma premiação organizada anualmente pelo YouTube onde são escolhidos canais os quais acredita-se que possuam potencial de agregar algo de inovador para a plataforma.

Como um dos prêmios, passarei uma semana no Rio de Janeiro, no YouTube Space Rio, para participar do acampamento de criadores onde ocorrerá workshops de produção, aulas sobre técnicas de câmera, iluminação e som, além de consultorias individuais sobre estratégia de canais. Infelizmente não poderei encontrar nenhum seguidor por conta do horário apertado.

Este é um grande feito pelo fato de que, de acordo com o próprio YouTube Brasil, ocorreu um recorde de inscrições.

Para entender do que se trata este prêmio e a sua importância acesse este link: https://brasil.googleblog.com/2018/11/youtube-nextup-2018.html