9 leis que todos os turistas precisam saber antes de ir ao Egito

Quando pensamos em viagens é normal a preocupação com documentos, seguros de saúde (espero muito que vocês pensem nisso), se o dinheiro que está levando é suficiente e se sua bagagem chegará com você ao seu destino. No entanto, algo que algumas pessoas nem se atentam em pensar é sobre as leis do local em que está indo, mesmo em viagens internacionais.

Foi pensando nisso que o portal The News resolveu fazer uma listinha com dicas rápidas das principais leis do Egito, afinal, ninguém quer visitar a terra dos faraós e a viagem acabar se transformando em um episódio de “De Férias na Prisão”.

Leia abaixo os pontos que eles separaram junto com algumas complementações minhas:

Três gerações de egípcios ergueram em Gizé um conjunto de pirâmides, há mais de 4 mil anos.

1 – Documento de identidade

Este é básico, mas tenha um documento de identificação com foto sempre com você. Mas, cuidado! Porque não só no Egito, mas em qualquer outro lugar do mundo os passaportes de estrangeiros, em especial brasileiros, são muito visados.

Curiosidade: nossos passaportes são os mais visados porque temos passe livre em algumas regiões do mundo.

2 – Drogas são altamente proibidas

O Egito tem uma política de tolerância zero com drogas, mesmo para pequenas quantias. Se pego o acusado pode pegar de 25 anos de prisão até perpétua. Em alguns casos pode receber pena de morte.

3 – Bebidas alcoólicas podem levar à prisão

Consumir bebidas alcoólicas no Egito é tolerado desde que seja em um restaurante ou um bar licenciado. Se você beber fora destes ambientes correrá o risco de ir para a prisão.

4 – Não fale mal do governo

Se você falar mal do país, fizer comentários políticos, mesmo que nas redes sociais, pode ir parar na prisão.

PS: O The News não esclarece como um turista estrangeiro poderia ser enquadrado neste ponto.

5 – Não tirem fotos de instalações militares

A fotografia de, ou perto de, instalações militares oficiais é estritamente proibida no Egito, incluindo o Canal de Suez. Também não é permitido fotografar prédios públicos ou funcionários desses lugares (a não ser que ele permita). De acordo com o portal, cidadãos britânicos foram presos por fotografar estações de eletricidade, estações de trem e pontes.

Sempre pergunte antes se tem permissão para tirar a foto de algo, mas cuidado, porque em alguns sítios arqueológicos os guias podem permitir fotografias e depois pedir dinheiro. Caso você se recuse, eles podem ameaçar chamar as autoridades.

6 – Quer fazer imagens com drones? Provavelmente não vai rolar!

Levar drones para o Egito é proibido, a menos que você tenha autorização prévia do Ministério da Defesa egípcio. Os cidadãos que usarem, fabricarem ou importarem drones sem a devida autorização são punidos com penas de prisão que variam de um a sete anos e/ou multas.

7 – O Egito não é território seguro para LGBTQIA+

Embora a atividade sexual entre pessoas do mesmo sexo não seja explicitamente criminalizada no Egito, a acusação de “devassidão” tem sido usada para processar pessoas LGBTQIA+. Em 2017, por exemplo, ao menos 66 pessoas foram presas no Egito por crime de “devassidão” só por segurar uma bandeira de arco-íris em um show.

8 – Nada de beijos em público

O contato físico entre homens e mulheres em locais públicos pode ser considerado inadequado em algumas regiões. Em áreas turísticas você pode até fazer demonstrações públicas de afeto, mas pode ser uma atitude reprovável em outras áreas do país.

9 – Vista-se “com modéstia”

Não existe um código de vestimenta para mulheres no Egito, mas aconselha-se que elas cubram seus decotes, ombros e joelhos… Embora saibamos muito bem que seja no Egito, aqui no Brasil ou em outros lugares do mundo a roupa necessariamente não é um impeditivo para assédios sexuais.

Estes são alguns dos pontos separados pelo The News, mas é sempre bom você esclarecer suas dúvidas diretamente com agencias de viagens especializadas.

Fonte:
9 laws all tourists need to know before going to Egypt
https://www.portsmouth.co.uk/news/crime/9-laws-all-tourists-need-to-know-before-going-to-egypt-3698226

Os moletons e camisetas com temas sobre Egito Antigo voltaram!

Os moletons voltaram para a loja do Arqueologia pelo Mundo! E para comemorar está rolando a promoção “Compre um moletom e ganhe uma camiseta”. É só colocar ambos os produtos no carrinho e aplicar o cupom UMACAMISETA.


Acesse o link: https://www.lolja.com.br/creators/arqueologia-pelo-mundo/


Ao todo estão disponíveis três estampas com temas dedicados ao Egito Antigo. São moletons e camisetas com modelos e cores diferentes. Confiram alguns abaixo:

Tutankhamon: Filho do Sol

Nefertiti

Pó de múmia:

Esta promoção é por tempo limitado!

Conheça a história da maior campanha de salvamento arqueológico do Egito: Templos de Abu Simbel

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

Vocês conhecem a história da transferência dos Templos de Abu Simbel? Ela foi a maior campanha de salvamento arqueológico que já ocorreu! E possivelmente em nossas vidas não veremos novamente algo igual.

Foto: youssef_alam

Ao sul do Egito temos a primeira catarata do rio Nilo e é por ali onde se encontra o atual distrito de Assuã, mas no passado aquele território fazia parte do que hoje chamamos de “Núbia”. Ou seja, era o território do povo núbio, que por muito tempo foram vassalos dos egípcios. E o território deles variou ao longo dos anos, mas normalmente encontrava-se entre a 1ª e além da 5ª catarata, locais que hoje são territórios do atual Sudão.

E nas margens do rio Nilo ocorreram grandes mudanças no século passado por conta da construção da primeira Represa de Assuã entre 1898 a 1902 e as posteriores obras de expansão da barragem. Essas ocorreram em duas ocasiões, uma entre os anos de 1907 a 1912 e a outra entre 1929 a 1934. Anos depois, no final da década de 1950 foram feitas no Egito reuniões para a construção da Grande Represa de Assuã. Essa causaria um impacto tremendo na integridade de vários sítios arqueológicos, causando a destruição em massa de vários registros históricos de milênios!

Isso fez com que os governos do Egito e do Sudão se unissem em 1959 para realizar um apelo internacional, através da Unesco, para salvar o patrimônio não só egípcio, mas núbio também. E vários templos foram tirados de seus locais originais e levados para longe de onde a água seria represada e dois destes templos foram os de Ramsés II e da rainha Nefertari, ambos em Abu Simbel.

Foto: dailyinspires.com

Nestas fotos vocês podem ter uma ideia do que aconteceu na época, como os templos foram cortados e remontados em seu novo lar, 60 metros colina acima, onde foram remontados seguindo a mesma orientação utilizada pelos antigos egípcios.

Foto: Georg Gerster
Foto: Centro de Documentação Estudos Sobre o Egito Antigo.
Foto: UNESCO
Foto: Foto: Georg Gerster

A transferência de Abu Simbel teve início em 1964 e ao todo foram cortados entre 1036 a 1050 blocos, cada um pesando entre 7 e 30 toneladas. E os trabalhos só tiveram fim em 1967.

Entenda como tudo ocorreu:

Dicas de leitura:

Who’s Who in Ancient Egypt” de Michael Rice
https://amzn.to/3uTEO4X
The Oxford Handbook of Ancient Nubia” editado por GEOFF EMBERLING e BRUCE BEYER WILLIAMS
https://amzn.to/3oRbOqM
The Rescue of Nubian Monuments and Sites
https://whc.unesco.org/en/activities/173/

Saiba qual a origem do deus Thot

No Egito antigo não existia somente um mito da criação, alguns centros religiosos lançaram seus próprios mitos criadores. Foi esse o caso da cidade de Khmunu, mais conhecida pelo nome grego “Hermópolis”. Ela era considerada a cidade de Thot.


Esse mito começa com uma ogdóade, que em termos simples é um grupo de 8 deuses. Essa ogdóade era dividida em quatro casais, que pareciam representar elementos do caos antes da criação. São eles:

Amon e Amonet, “o ocultamento”;

Huk e Hauhet, “a ausência de forma”;

Kuk e Kauket, “escuridão”

Nun e Naunet, “águas abissais”;

A união destas oito divindades fez surgir um ovo de onde, de acordo com algumas versões deste mito, nasceu o deus Thot. Conheça um pouco sobre ele através deste vídeo:


Ou veja o vídeo completo no canal Arqueologia pelo Mundo:

Templo de Abu Simbel receberá grande celebração em comemoração ao alinhamento do sol

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

Desde dezembro do ano passado (2021) o Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito tem anunciado que está se preparando para organizar um evento por ocasião do alinhamento do sol no Templo de Ramsés II em Abu Simbel, em 22 de fevereiro de 2022. A notícia foi dada após o grande sucesso que foi a inauguração da Avenida das Esfinges de Luxor em novembro daquele mesmo ano e que foi transmitida ao vivo pela internet (inclusive por mim em meu canal na Twitch: https://www.twitch.tv/marciajamille).

Templo de Ramsés II em Abu Simbel. Disponível em <http://dailyinspires.com/wp-content/uploads/2013/02/Temple-of-Ramesses-II-Abu-Simbel-Wallpaper.jpg>. Acesso em 22 de outubro de 2014.

Mas este evento não é nenhuma surpresa. Duas vezes no ano (nos dias 22 de Fevereiro e 22 de Outubro) os raios do sol iluminam pela manhã as estátuas dos deuses Ptah, Amon e Ra-Harakhte, além do próprio Ramsés II. O quarteto fica no interior do edifício onde geralmente a luz do sol não alcança. Nesta data alguns turistas e moradores locais costumam visitar o templo para poder acompanhar o evento.

Dentro do templo de Abu Simbel. Ao final encontra-se o santuário com o quarteto de deuses. Disponível em <http://paradiseintheworld.com/wp-content/uploads/2012/10/abu-simbel-inside.jpg >. Acesso em 22 de outubro de 2014.

Porém, hoje, dia 21/02, ainda não temos notícias de como será a celebração prometida pelo Egito, o que ocorrerá e que horas terá início. Por isso o Arqueologia Egípcia, através do canal Arqueologia pelo Mundo realizará uma série de atividades para manter vocês por dentro de tudo e se sentir de alguma maneira inclusos na festa. Segue a nossa programação:

A partir das 01h00: notícias sobre a celebração do alinhamento solar em Abu Simbel

Onde:

(Stories) https://www.instagram.com/marciajamille

13h00: vídeo contando a história da transposição dos templos de Abu Simbel

Onde:

https://www.youtube.com/arqueologiaegipcia

19h00: live com o resumo do que rolou no evento

Onde:

https://www.twitch.tv/marciajamille

https://www.youtube.com/arqueologiaegipcia

Espero vocês por lá!

Arqueólogos descobriram duas grandes esfinges do faraó Amenhotep III

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

Enquanto restaurava os “Colossos de Memnon”, que apesar do apelido grego são estátuas do faraó Amenhotep III, assim como as ruínas do templo mortuário do referido faraó, uma missão de arqueologia fruto de uma parceria entre pesquisadores egípcios e alemães encontrou pedaços de algumas estátuas: de um lado temos pedaços de duas grandes esfinges de calcário que representam o próprio faraó, cujo nome está escrito nela. Do outro temos três bustos em granito preto representando a deusa Sekhmet, divindade da cura e das artes bélicas. 

Face de uma das esfinges de Amenhotep III. Foto: Ministério de Turismo e Antiguidades.
Uma das estátuas de Sekhmet. Foto: Ministério de Turismo e Antiguidades.
Busto de uma estátua. Foto: Ministério de Turismo e Antiguidades.

A equipe está sendo coordenada pela professora Hourig Sourouzian. Os trabalhos estão ocorrendo na parte ocidental de Luxor, antiga capital Tebas (Aset, como era chamada entre os egípcios antigos), onde estes monumentos estão localizados. Nas palavras de Sourouzian: 

“Pesquisas preliminares sobre essas esfinges colossais revelaram que seu comprimento era de cerca de oito metro, o que as torna as segundas maiores esfinges produzidas no antigo Egito depois da Grande Esfinge de Gizé, possuindo 22 metros de comprimento, e quase parecidas com a esfinge de alabastro do sitio de Mit Rahina medindo oito metros de comprimento.”[1] 

Os pesquisadores também encontraram restos de paredes e colunas decoradas com cenas cerimoniais e rituais, a exemplo de uma parede de arenito representando o Heb-sed, festival do jubileu de Amenhotep III. 

Amenhotep III. Foto: Gérard Ducher

No momento todas as peças encontradas estão sendo submetidas à limpeza e restauro. Agora a esperança é que elas possam ser um dia exibidas em seus locais originais do templo. Um dos detalhes mais interessantes é que de acordo com estudos é provável que algumas destas descobertas remontem ao período pós-Amarna, quando os trabalhos de restauração neste templo continuaram sob a ordem dos faraós seguintes. O Período Amarniano foi a época em que o casal Akhenaton e Nefertiti reinaram e tentaram estabelecer uma reforma religiosa e artística.  

Parte de parede do templo funerário. Foto: Ministério de Turismo e Antiguidades.
Parte de parede do templo funerário. Foto: Ministério de Turismo e Antiguidades.
Estrutura arqueológica encontrada na área do templo. Foto: Ministério de Turismo e Antiguidades.

  

Os “Colossos de Memnon” e o templo mortuário: 

Os Colossos de Memnon são duas grandes estátuas do faraó Amenhotep III esculpidas em quartzito arenito. Essas imagens já eram bem conhecidas na antiguidade e até pouco tempo os únicos sinais de que naquela região existiu um templo funerário. O nome “Memnon” é uma referência a um herói grego dado por turistas que incapazes de ler os até então extintos hieróglifos egípcios e inspirados por textos clássicos, viram nas estátuas o herói lendário.  

Colossos de Memnon. Fonte da foto: br.memphistours.com
Foto: ZHUKOV OLEG/SHUTTERSTOCK

Já o templo funerário foi construído com tijolos de barro e foi desmantelado ainda na antiguidade, décadas após a morte do faraó. Seus restos foram utilizados como materiais de construção. Ele também foi vítima de um terremoto devastador que varreu o país na antiguidade. Atualmente equipes de arqueologia e restauro estão tentando recuperá-lo através de um projeto que teve início em 1998 sob a supervisão do agora chamado Ministério do Turismo e Antiguidades e do Instituto Arqueológico Alemão. 

 

Fontes: 

Two royal statues discovered in Luxor. Disponível em < https://www.egyptindependent.com/two-royal-statues-discovered-in-luxor/ >. Acesso em 23 de janeiro de 2022.  

[1] New discoveries in Luxor and Sinai. Disponível em < https://english.ahram.org.eg/NewsContent/50/1207/455094/AlAhram-Weekly/Heritage/New-discoveries-in-Luxor-and-Sinai.aspx >. Acesso em 23 de janeiro de 2022.  

2 giant sphinxes depicting King Tut’s grandfather found at ancient Egyptian temple. Disponível em < https://www.livescience.com/two-ancient-egyptian-sphinxes-discovered-at-temple >. Acesso em 23 de janeiro de 2022. 

Egypt unearths remains of two ancient royal statues in Luxor. Disponível em < https://africa.cgtn.com/2022/01/14/egypt-unearths-remains-of-two-ancient-royal-statues-in-luxor/ >. Acesso em 23 de janeiro de 2022. 

 

Assista a um passeio virtual pelo tesouro de Tutankhamon com comentários sobre a história egípcia

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

Muitos de vocês que acompanham esse site provavelmente já conhecem a história da descoberta da tumba do faraó Tutankhamon corrida e 1922. O descobrimento foi feito pelo arqueólogo inglês Howard Carter e desde então tem despertado a curiosidade de milhares de pessoas ao redor do mundo. Atualmente a tumba e o tesouro desse rei são algumas das principais atrações turísticas do Egito recebendo a visita de centenas de pessoas diariamente. 

Imagem do passeio virtual. Fonte: reprodução

Tutankhamon é um grande símbolo nacional do Egito. Isso é fato! E no restante do mundo é uma figura bastante presente na cultura popular tendo representações em filmes, HQs, séries e jogos. E do lado da ciência sua história tem influenciado vários pesquisadores a seguir carreira na arqueologia. Contudo, infelizmente nem todos têm condições de prestigiar o seu tesouro presencialmente, mas nesse sentido a tecnologia está do nosso lado: no site matterport.com é possível fazer um passeio virtual completo pelo antigo salão do Museu Egípcio do Cairo, onde estavam expostos os artefatos que foram encontrados dentro da tumba do jovem rei. Trata-se de um passeio bem simples onde você só visualiza as peças, entretanto, gravei para o canal Arqueologia pelo Mundo um vídeo onde conto curiosidades sobre vários dos artefatos que estavam expostos. Abaixo: 

Vale lembrar, como já citei em vários momentos aqui no site, que muitos dos artefatos do tesouro de Tutankhamon há muito já não estão no Museu Egípcio e sim no Grande Museu Egípcio, seu novo lar. 

 

O Grande Museu Egípcio está quase completo!

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

Saiu oficialmente a notícia de que o Grande Museu egípcio está quase pronto, ele será o maior museu do mundo dedicado a uma única civilização. De acordo com Atef Moftah, o Supervisor Geral do GEM project, 99% dos trabalhos na região estão encaminhados, mas o edifício em si já está pronto. As suas declarações foram feitas durante a reunião do Conselho de Administração do GEM, que foi presidida pelo Ministro do Turismo e Antiguidades, Khaled El-Anany. 

96% dos acabamentos das principais salas de exposição também foram concluídas e mais de 55.500 artefatos foram transferidos até agora para o museu. A transferência de alguns deles vocês puderam acompanhar aqui no Arqueologia Egípcia. 

Outro anúncio feito durante a reunião é o de que as obras de concreto e estruturas metálicas do Museu do Barco Khufu já estão concluídas e que os acabamentos necessários para a construção do prédio estão em andamento. 

Outra novidade é que 99% dos acabamentos do Salão do Rei Tutankhamon foram concluídos. Vale lembrar que será a primeira vez que os mais de 5 mil de artefatos pertencentes a este rei serão exibidos juntos.   

 

Fonte: 

Grand Egyptian Museum almost complete: Official. Disponível em < https://dailynewsegypt.com/2022/01/08/grand-egyptian-museum-almost-complete-official/ >. acesso em 08 de janeiro de 2022. 

 

 

Mais restos humanos com “línguas de ouro” foram encontrados no Egito

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

Uma equipe de arqueologia da Espanha encontrou duas tumbas ainda com restos humanos em um sítio arqueológico em El-Vahnasa, em Minya (Egito). Os estudos estão sendo feitos por pesquisadores da Universidade de Barcelona e do IPOA. Neste trabalho, a exemplo de Taposiris Magna, foram encontrados restos com “línguas de ouro”. Porém, são da Dinastia Saíta, ou seja, a 26ª Dinastia, que tinha como capital Sais.


Os remanescentes com as línguas estavam bem na entrada da primeira tumba. Essas línguas faziam parte de um ritual para garantir que os falecidos pudessem falar na outra vida. Ao que parece elas foram se tornando populares no final da era dos faraós.


— Leia Também: Língua de ouro é encontrada onde acredita-se estar sepultada a rainha Cleópatra VII
— Leia Também: Outra “língua de ouro” foi encontrada em cemitério onde pode estar Cleópatra VII

Ainda nesta tumba foi encontrado em seu interior um grande sarcófago de calcário. Após uma análise, a equipe constatou que ele foi saqueado durante a antiguidade.


Já a segunda tumba, localizada ao lado da primeira, estava ainda selada, disse Hassan Amer, professor do departamento greco-romano da Faculdade de Arqueologia da Universidade do Cairo e diretor de escavações da missão. Em seu interior foram encontrados equipamentos funerários em dois nichos onde estavam vasos canópicos, 402 ushabtis feitos com faiança verde, amuletos e contas.

Quer saber sobre o significado e serventia desses tipos de artefatos egípcios? Nos vídeos abaixo explico com detalhes:


Fonte:
In Photos: Human remains with golden tongues unearthed in archaeological site in southern Egypt. Disponível em < https://english.ahram.org.eg/NewsContent/9/40/443817/Antiquities/Ancient-Egypt/In-Photos-Human-remains-with-golden-tongues-uneart.aspx >, acesso em 05 de dezembro de 2021.

Egito fará festa de abertura de antiga avenida usada pelos faraós

Por Márcia Jamille | @MJamille | Instagram

O Ministério de Turismo e Antiguidades do Egito anunciou no último dia 5 de novembro que iria inaugurar a Avenida das Esfinges (Estrada Kebbash), que basicamente é um longo corredor de crioesfinges (esfinges com cabeças de carneiro) que liga o templo de Karnak e Luxor. Essa estrada tem 2,7 quilômetros de extensão e passou por um longo programa de restauros. Agora ocorrerá sua inauguração, que será uma celebração de várias semanas. 

Foto: Hiveminer

Os trabalhos para a elaboração desses eventos estão em andamento no momento e ruas e praças estão sendo preparadas para essa cerimônia. O Ministério espera receber personalidades internacionais e locais.

Mas, a parte mais incrível vem agora: o supervisor do projeto de restauração explicou que essa cerimônia vai remeter a uma festa que era realizada nos tempos dos faraós, o Festival Opet. O Opet era realizado anualmente no início do ano egípcio, especialmente durante o Novo Império e envolvia sacerdotes carregando embarcações que levavam em seu interior divindades egípcias, mais especificamente Amon, Mut e Khonsu. Nesse evento era celebrada a regeneração do faraó como filho de Amon. 

O restauro do corredor das esfinges incluiu a remontagem de estátuas que estavam quebradas, assim como a instalação de imagens que foram descobertas durante os trabalhos que foram realizados na região.

As datas exatas para essas celebrações ainda não foram dadas, mas certamente cobrirei por aqui todos os detalhes. 

Fontes: 

Inauguração da Rams Road de Luxor dentro de algumas semanas: oficial. Disponível em < https://www.egyptindependent.com/luxors-rams-road-inauguration-to-take-place-in-a-few-weeks-official/ >. Acesso em 6 de novembro de 2021. 

Al-Kebbash Road renovation: The largest world project. Disponível em < https://www.egypttoday.com/Article/4/109553/Al-Kebbash-Road-renovation-The-largest-world-project >. Acesso em 6 de novembro de 2021.